25 de jul. de 2018

erico veríssimo tradutor


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Curiosamente, embora Erico Veríssimo seja um dos maiores autores brasileiros e exista fartíssimo material sobre sua vida e obra, os dados circulantes sobre sua produção tradutória não raro são incompletos e por vezes até trazem alguns equívocos e imprecisões.

Abaixo apresento em ordem cronológica o que consegui reconstituir a partir de fontes variadas, tanto primárias quanto secundárias:

O sineiro, de Edgar Wallace, 1931 (Coleção Amarela, vol. 3)

O homem sinistro, de Edgar Wallace, 1931 (Coleção Amarela, vol. 6)

Alemanha: fascista ou soviética?, de H.R. Knickerbocker, 1932

O mistério da escada circular, de M. R. Rinehart, 1932 (Coleção Amarela, vol. 11)

Na pista do alfinete novo, de Edgar Wallace, 1933 (Coleção Amarela, vol. 24)

Classe 1902, de Ernst Glaeser, 1933

Contraponto, de Aldous Huxley, 1934 (em 2 vols.)

A morte mora em Chicago, de Edgar Wallace, 1934 (Coleção Amarela, vol. 34)1

A filha de Fu-Manchu, de Sax Rohmer, 1935 (Coleção Amarela, vol. 36)

A cobra amarela, de Edgar Wallace, 1936 (Coleção Amarela, vol. 41)2

A vida começa aos quarenta, de Walter Pitkin, 1936

Navios - e de como eles singraram os sete mares, de H. van Loon, 1936

A guerra secreta pelo algodão, de Anton Zischka, 1936 (com Othmar Krausneck)

“O sorriso da Gioconda”, de Aldous Huxley, in A Novela, n. 5, fev. 1937

E agora, seu moço?, de Hans Fallada, 1937

“História de Anandi, a vaishnavi”, de Rabindranath Tagore, in A Novela, n. 19, abr. 19383

Três titãs - Miguel Ângelo, Rembrandt, Beethoven, de Emil Ludwig, 1939

Felicidade, de Katherine Mansfield, 19404

Não estamos sós, de James Hilton, 1940

Adeus, Mr. Chips, de James Hilton, 1940

Ratos e homens, de John Steinbeck, 1940

O homem e a técnica, de Oswald Spengler, Meridiano, 19415

O retrato de Jennie, de Robert Nathan, Meridiano, 1942

Mas não se mata cavalo?, de Horace McCoy, 1947

Maquiavel e a dama, de Somerset Maugham, 1948


1 Relançado em 1969 pela Cultrix com o título de A lei do chefão.

2 Para a Coleção Amarela, como se vê, Erico Veríssimo fez sete traduções, de 1931 a 1936. Premido por outras  tarefas, como diretor da Revista do Globo, “conselheiro literário” de Bertaso na editora,  dedicando-se a traduções de mais  fôlego e, sobretudo, com o deslanche de sua obra própria, Veríssimo encerra suas contribuições como tradutor para a Coleção Amarela em 1936.

3 Outra curiosidade é a menção de Erico Veríssimo a Tagore, em suas memórias Solo de clarineta: “Eu lia e traduzia Rabindranath Tagore.  Vejo agora aqui a meu lado, tirada do fundo duma gaveta quase esquecida, uma tradução que fiz de passagens do livro Pássaros Extraviados”.

4 Felicidade foi o primeiro lançamento de Mansfield em livro no Brasil, enfeixando catorze contos. Seis desses contos traduzidos por Veríssimo já haviam sido publicados antes, em A Novela e na Revista do Globo. Vale notar que foi ele quem introduziu Mansfield entre nós, escolhendo-a para integrar o lançamento do primeiro número de A Novela, a revista literária da Livraria Globo, com o conto “A lição de música”. Antes da publicação da antologia completa Felicidade em 1940, saíram quatro contos da autora em A Novela, em sua breve existência de 1936 a 1938, e outros dois na Revista do Globo em 1939, a saber: “A lição de música”, “Seis pence”, “O dia de Mr. Reginald Peacock”, “A jovem governanta”, “Psicologia” e “Seu primeiro baile”.

5 A Edições Meridiano foi um braço editorial criado pela Globo em 1941, com efêmera existência até 1943. Sua Coleção Tucano, pela qual saiu em 1942 O retrato de Jennie, foi absorvida pela Globo após o encerramento da Meridiano. Assim, Mas não se mata cavalo?, de 1947, saiu como volume 25 da coleção, já pela própria Globo. Diga-se de passagem que José Otávio Bertaso apresenta uma explicação extremamente implausível para a criação da Edições Meridiano em seu A Globo da rua da Praia.

Alguns equívocos repetidos com certa frequência merecem ser retificados. O primeiro equívoco a ser desfeito é o seguinte: O círculo vermelho e A porta das sete chaves, ambos de Edgar Wallace, publicados respectivamente como  volume 1 e volume 2 da  Coleção Amarela (1931), teriam sido traduzidos por Erico Veríssimo. A informação não procede. O círculo vermelho foi traduzido pelo autor regionalista gaúcho Darcy Azambuja, e A porta das sete chaves por Pedro Bruno Dischinger. A fonte desse equívoco, até onde conseguimos apurar,encontra-se em“Memória seletiva: O tempo e os ventos”, uma cronologia biográfica publicada no número  16 dos Cadernos  de  Literatura  Brasileira, do  Instituto  Moreira Salles,  de novembro  de  2003,  em  número  dedicado  a  Erico  Veríssimo, atualmente reproduzida   na   biografia   constante   no   Memorial   do Centro Cultural Erico Veríssimo (CCCEV).:
1931 A  Seção  Editora  da  Livraria  do  Globo  lança  a  primeira  tradução  de  Erico, O sineiro,  de  Edgar  Wallace.  No  mesmo  ano,  traduz  desse  escritor O  círculo vermelho e A porta das sete chaves (CADERNOS 16:10).
Na  cronologia  não  consta  o  nome  do  autor  dos  verbetes  nem  do organizador dos dados, e tampouco qualquer referência às fontes utilizadas. Após  várias diligências  e  consultas  a  diversas  pessoas, obtivemos em correspondência  pessoal com  a pesquisadora  e  docente Maria  da  Gloria Bordini, responsável à época por encaminhar aos coordenadores da edição do IMS  os  materiais  provenientes  do  Rio  Grande  do  Sul, a  confirmação  de  que houve um engano e que as atribuições corretas são, de fato, as que constam na  página  de  rosto  das  obras  citadas: a  tradução d’O  círculo  vermelho é, como dissemos,  de Darcy Azambuja; a d’A porta de sete chaves é de Pedro Bruno Dischinger. O  equívoco  é  tanto  mais  grave,  não  só  porque  não  há registro  de qualquer  fonte  primária ou  mesmo  secundária que  abalizasse a inverossímil asserção publicada no Caderno do IMS, mas porque ao longo dos anos ela tem sido acriticamente reproduzida nos  mais  variados  estudos,  teses,  artigos  e pesquisas, sempre remetendo direta ou indiretamente, explícita ou implicitamente, ao citado Caderno.

Mais grave, porém, e de abrangência muito maior é o grosseiro equívoco de que “Gilberto Miranda” seria o pseudônimo usado por Erico Veríssimo em várias de suas traduções. Na verdade, como explica o próprio Verissimo em Um certo Henrique Bertaso:
Até hoje de vez em quando alguém nos pergunta quem é Gilberto Miranda, que há tanto tempo trabalha para a Globo. Ora, trata-se duma “personalidade de conveniência”que inventei, uma espécie de factótum literário. Se uma equipe anônima organiza um livro ou escreve um ensaio e precisamos dum nome para aparecer como autor dessas tarefas, convocamos Gilberto Miranda, que assim tem sido, além de tradutor, especialista em crítica literária, modas femininas e masculinas, trabalhos manuais, política internacional, história natural, psicologia etc., etc. (2011: 50)
É a partir de 1936, com a tradução de Piratas modernos, de Hans Dominik, como volume 20 da Coleção Universo, que surge a mítica figura de "Gilberto Miranda". aquela “espécie de factótum literário” que designava um improvisado grupo variável de pessoas fazendo talvez às pressas ou dividindo em várias partes qualquer tarefa urgente ou desatendida. Aliás, é interessante notar que, em várias das traduções assinadas por essa "personalidade de conveniência", consta também o nome de outro tradutor, este sim de carne e osso. A hipótese que me parece mais plausível, nesses casos, é a de algum atraso ou eventual desistência do real encarregado pela tarefa, a qual, então, teria sido finalizada por alguma "equipe anônima" da editora ou alguns colaboradores externos convocados às pressas.


Iconografia


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22 de jul. de 2018

rachel de queiroz tradutora

transcrevo abaixo a lista de traduções feitas por rachel de queiroz, disponível no ditra (dicionário de tradutores, pela pget/ufsc), aqui.

Traduções Publicadas
Agnon, Shmuel Yoseph. Noivado e outros contos. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: Ópera Mundi, 1973. (The Bridal Canopy). Contos.
Auclair, Marcelle. Viva jovem! [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: Agir, 1973. (Vers une vieillesse heureuse). Romance.
Austen, Jane. Mansfield Park. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1942. (Mansfield Park). Romance.
Balzac, Honoré de. A mulher de trinta anos. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1948. (La femme de trente ans). Romance.
Bard, Mary. O doutor meu marido: Confissão da esposa de um médico. [Por: Maria Luiza de Queiroz & Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1952. (The doctor wears three faces). Romance.
Baum, Vicki. Helena Wilfuer. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1944. (Stud. chem. Helene Willfüer). Romance. Tradução indireta do alemão. Língua intermediária: inglês.
Bellamann, Henry. A intrusa. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1945. Romance.
Bottone, Phyllis. Tempestade d'alma. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1943. (The Mortal Storm). Romance.
Brontë, Emily. O morro dos ventos uivantes. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1947. (Wuthering Heights). Romance.
Bruyère, André. Os Robinsons da montanha. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1948. (Les Robinsons de la montagne). Literatura infantojuvenil.
Buck, Pearl. A exilada: retrato de uma mãe americana. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1943. (The exile). Biografia.
Buck, Pearl. A promessa. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1946. (The Promise). Romance.
Butler, Samuel. Destino da carne. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1942. (The Way of All Flesh). Romance.
Chaplin, Charles. Minha vida. [Por: Rachel de Queiroz, R. Magalhães Júnior & Genolino Amado]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1965. (My Autobiography). Biografia.
Christie, Agatha. A mulher diabólica. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971. (At BertramI’s Hotel). Romance Policial.
Cronin, A. J. A família Brodie. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1940. (Hatter's Castle). Romance. Tradução rebatizada O Castelo do homem sem alma: (A família Brodie) em reedições posteriores.
Cronin, A. J. Anos de ternura. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1947. (The Green Years). Romance.
Cronin, A. J. Os gerânios tornam a florir. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1948. (Adventures of a Black Bag). Romance. Tradução rebatizada Aventuras da maleta negra (Os gerânios tornam a florir) em reedições posteriores.
Cronin, A. J. Os deuses riem. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1952. (Jupiter Laughs). Teatro.
Donal, Mario (Marie Chambom). O quarto misterioso e Congresso de bonecas. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1947.
Dostoiévski, Fiódor. Humilhados e ofendidos. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1944. (Unizhennye i oskorblyonye). Romance. Tradução indireta do russo. Língua intermediária: francês.
Dostoiévski, Fiódor. Os demônios. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1951. (Bésy). Romance. Tradução indireta do russo. Língua intermediária: francês.
Dostoiévski, Fiódor. Os irmãos Karamazov. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1952. (Brat’ya Karamazovy). Romance. 3 volumes. Tradução indireta do russo. Língua intermediária: francês.
Dostoiévski, Fiódor. Recordações da casa dos mortos. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1945. (Zapiski iz Myortvovo doma). Romance. Tradução indireta do russo. Língua intermediária: francês.
Du Maurier, Daphne. O roteiro das gaivotas. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1943. (Frenchman’s Creek). Romance.
Dumas, Alexandre. Memória de Alexandre Dumas, pai. [Por: Rachel de Queiroz] Rio de Janeiro: José Olympio, 1947. (Mémoires de Alexandre Dumas, Pére). Memórias.
Fremantle, Anne. Idade da fé. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1970. (Great Ages of Faith). Romance. Biblioteca de História Universal Life
Galsworthy, John. A crônica dos Forsyte. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1946. (The Forsyte Saga). Romance. 3 volumes. Coleção Fogos Cruzados
Gaskell, Elizabeth. Cranford. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1946. (Cranford). Romance.
Gauthier, Théophile. O romance da múmia. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: Ed. de Ouro, 1972. (Le pied de momie). Romance.
Heidnstam, Verner Von. Os carolinos: crônica de Carlos XII. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: Delta, 1966. (Karolinerna – The Charles Men). Crônicas. Tradução indireta do sueco. Língua intermediária: inglês.
Hilton, James. Fúria no Céu. [Por: Rachel de Queiroz; Cícero Franklin de Lima]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1943. (Rage in Heaven). Romance.
Jesus, Santa Teresa de. Vida de Santa Teresa de Jesus: escrita por ela própria. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio,1946. (La vida de la Santa Madre Teresa de Jesus). Memórias.
La Contrie, M. D'Agon de. Aventuras de Carlota. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1947. (Pauvre Charlotte). Romance.
Loisel, Yves. A casa dos cravos brancos. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1947. (La maison d’ceillets blancs). Romance.
London, Jack. O lobo do mar. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1972. (The Sea-Wolf). Literatura infantojuvenil.
Mauriac, François. O deserto do amor. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: Delta, 1966. (Le désert de l’amour). Romance.
Maurois, André. Eduardo VII e o seu tempo. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: Guanabara, 1935. (Édouard VII et son temps). Biografia.
Merrel, Concordia. Coração Indeciso. [Por: Rachel de Queiroz; Cícero Franklin de Lima]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1943. (Hearth’s Journey). Romance.
Prouty, Olive. Stella Dallas. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1945. (Stella Dallas). Romance. (Stella Dallas). Romance.
Remarque, Erich Maria. Náufragos ("E assim acaba a noite"). [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1942. (Liebe deinen Nächsten). Tradução indireta do inglês (Flotsam). Língua de origem: alemão.
Rosaire, Forrest. Os dois amores de Grey Manning. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1948. (East of midnight). Romance.
Rosmer, Jean (Jeanne Louise Marie Ichard). A afilhada do imperador. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1950. Romance.
Sailly, Suzanne. A deusa da tribo. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1950. (La Petite Mère Michel). Romance.
Stone, Irving. Mulher imortal. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1947. (Immortal Wife). Romance.
Tolstoi, Leon. Memórias (infância, adolescência, juventude). [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1944. Biografia. Tradução indireta. Língua de origem: russo.
Verdat, Germaine. A conquista da torre misteriosa. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1948. (A la conquête du mystérieux Donjon). Literatura infantojuvenil.
Verne, Júlio. Miguel Strogoff. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1972. (Michel Strogoff). Romance.
Wharton, Edith. Eu soube amar: (a solteirona). [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1940. (The Old Maid: the fifties). Romance.
Willems, Raphaelle. A predileta. [Por: Rachel de Queiroz]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1950. (La Préférée). Romance.


Inclua-se "Markheim", de Robert Louis Stevenson, publicado na coletânea Os ingleses: antigos e modernos, pela editora Leitura, em 1944 (org. Rubem Braga):



19 de jul. de 2018

leonardo fróes tradutor


Resultado de imagem para leonardo fróes

·         Albuquerque, Severino J., (org.) Joaquim Nabuco e Wisconsin, 'Centenário da conferência na Universidade – Ensaios comemorativos'. [Por: Leonardo Fróes e Sônia Moreira]. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2010.
·         Bonowitz, Dom Bernardo, (org.). Os místicos cistercienses do século XII, 'Sermões medievais de Bernardo de Claraval, Guilherme de Saint-Thierry, Elredo de Rievaulx, Guerrico de Igny, Isaac de Estrela e Balduíno de Ford'. [Por: Leonardo Fróes]. Juiz de Fora: Subiaco, 2005.
·         Browning, Elizabeth Barrett. Sonetos da portuguesa.[Por: Leonardo Fróes]. Rio de Janeiro: Rocco, 2012.
·         Byron, Lord. "O infiel", excerto [Por Leonardo Fróes], in Antologia do vampiro literário, org. Bruno Berlendis de Carvalho. São Paulo: Berlendis & Vertecchia, 2010.
·         Cassiano, João. Conferências, vol. 3 [Por: Leonardo Fróes]. Juiz de Fora: Subiaco, 2008.
·         Choisy, François-Timoléon de. Memórias do Abade de Choisy vestido de mulher. [Por: Leonardo Fróes]. Rio de Janeiro: Rocco, 2009.
·         Eliot, George. Middlemarch – um estudo da vida provinciana. [Por: Leonardo Fróes]. Rio de Janeiro: Record, 1998.
·         Faulkner, William. A árvore dos desejos. [Por: Leonardo Fróes]. São Paulo: CosacNaify, 2009.
·         Faulkner, William. Esquetes de Nova Orleans. [Por: Leonardo Fróes]. Rio de Janeiro: José Olympio, 2002.
·         Faulkner, William. O intruso. [Por: Leonardo Fróes]. São Paulo: Siciliano,1995.
·         Ferlinghetti, Lawrence. Um parque de diversões da cabeça. [Por: Leonardo Fróes e Eduardo Bueno].Porto Alegre: L&PM, 1984.
·         Ginsberg, Allen. “Sutra do girassol” e “Presença em Gales” [Por Leonardo Fróes], in Quingumbo: Nova poesia norte-americana, org. Kerry Shawn Keys. São Paulo: Escrita, 1980.
·         Goethe, Johann Wolfgang von. Trilogia da Paixão. [Por: Leonardo Fróes]. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
·         Goethe, Johann Wolfgang von. "A noiva de Corinto". [Por Leonardo Fróes] in Antologia do vampiro literário, org. Bruno Berlendis de Carvalho. São Paulo: Berlendis & Vertecchia, 2010.
·         La Fontaine, Jean de. Fábulas selecionadas de La Fontaine. [Por: Leonardo Fróes]. São Paulo: Cosac Naify, 2013.
·         Lawrence, David Herbert. Poemas de D. H. Lawrence. [Por: Leonardo Fróes]. Rio de Janeiro: Alhambra, 1985.
·         Le Clézio, Jean-Marie Gustave.História do pé e outras fantasias. [Por: Leonardo Fróes]. São Paulo: Cosac Naify, 2012.
·         Le Clézio, Jean-Marie Gustave. O africano. [Por: Leonardo Fróes]. São Paulo: Cosac Naify, 2007.
·         Le Clézio, Jean-Marie Gustave. Pawana. [Por: Leonardo Fróes]. São Paulo: Cosac Naify, 2009.
·         Le Clézio, Jean-Marie Gustave. Refrão da fome. [Por: Leonardo Fróes]. São Paulo: Cosac Naify, 2008.
·         Lowry, Malcolm. À sombra do vulcão. [Por: Leonardo Fróes]. Porto Alegre: L&PM, 2007.
·         Marder, Herbert. Virginia Woolf: A medida da vida. [Por: Leonardo Fróes]. São Paulo: Cosac Naify, 2011.
·         Maurois, André. Em busca de Marcel Proust. [Por: Leonardo Fróes]. São Paulo: Siciliano, 1995.
·         McGuire, William (org.). Freud/Jung: Correspondência completa. [Por: Leonardo Fróes e Eudoro de Souza]. Rio de Janeiro: Imago, 1976.
·         Merton, Thomas. Merton na intimidade: sua vida em seus diários. [Por: Leonardo Fróes]. Rio de Janeiro: Fisus, 2001.
·         O’Connor, Flannery. Contos completos. [Por: Leonardo Fróes]. São Paulo: Cosac Naify, 2008.
·         Perrault, Charles. Contos da Mamãe Gansa, ou Histórias do tempo antigo. [Por: Leonardo Fróes]. São Paulo: Cosac Naify, 2015.
·         Shelley, Percy Bysshe. O triunfo da vida. [Por: Leonardo Fróes]. Rio de Janeiro: Rocco, 2001.
·         Schwob, Marcel. "O pão nosso de cada dia". [Por: Leonardo Fróes] in Apêndice a Moll Flanders, de Daniel Defoe, trad. Donaldson M. Garschagen. São Paulo: Cosac Naify, 2014.
·          Sick, Helmut. Tukaní, Entre os animais e os índios do Brasil Central. [Por: Leonardo Fróes]. Rio de Janeiro: Marigo, 1977.
·         Swift, Jonathan. Panfletos satíricos. [Por: Leonardo Fróes]. Rio de Janeiro: Topbooks, 1999.
·         Tagore, Rabindranath. O casamento e outros contos. [Por: Leonardo Fróes]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1992.
·         Tompkins, Peter, e Bird, Christopher. A vida secreta das plantas. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1974.
·         Torgovnick, Marianna, Paixões primitivas, 'Homens, mulheres e a busca do êxtase' [Por: Leonardo Fróes]. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
·         VV.AA. Clones do inglês. Poemas traduzidos de Thomas Wyatt, Philip Sidney, Jonathan Swift, William Cowper, Emily Brontë, Thomas Hardy, G.M. Hopkins, e.e. cummings, Louis MacNeice, John Berryman, Robert Lax e Douglas Dunn. [Por: Leoanrdo Fróes]. In: Chinês com sono; Rio de Janeiro: Rocco, 2005.
·         Wilson, Edward Osborne. Naturalista. [Por: Leonardo Fróes]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.
·         Wiser, William. Os anos loucos. [Por: Leonardo Fróes]. Rio de Janeiro: José Olympio, 1995.
·         Woolf, Virginia. Contos completos. [Por: Leonardo Fróes]. São Paulo: Cosac Naify, 2005.
·         Woolf, Virginia. O valor do riso e outros ensaios. [Por: Leonardo Fróes]. São Paulo: Cosac Naify, 2014.
Woolf, Virginia. "Defoe". [Por: Leonardo Fróes] in Apêndice a Moll Flanders, de Daniel Defoe, trad. Donaldson M. Garschagen. São Paulo: Cosac Naify, 2014.

18 de jul. de 2018

mário quintana tradutor

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em 2017, a melhoramentos publicou postumamente a tradução de quintana para o pequeno príncipe, de saint-exupéry, que se mantivera inédita por quase setenta anos. ver outras imagens da tradução aqui.


o ditra (dicionário de tradutores, organizado pela pget/ufsc) traz uma listagem parcial das traduções feitas por mário quintana, disponível aqui, e que reproduzo abaixo:

Traduções Publicadas

PAPINI, Giovanni. Palavras e sangue. Porto Alegre: Globo, 1934.
MASYAT, Fred. O navio fantasma. Porto Alegre: Globo, 1937.
VARALDO, Alessandro. Gata persa. Porto Alegre: Globo, 1938.
LUDWIG, Emil. Memórias de um caçador de homens. Porto Alegre: Globo, 1939.
CONRAD, Joseph. Lord Jim. Porto Alegre: Globo, 1939.
STACPOOLE, H. de Vere. A laguna azul. Porto Alegre: Globo, 1940.
GRAVE, R. Eu, Claudius Imperador. Porto Alegre: Globo, 1940.
MORGAN, Charles. Sparkenbroke. Porto Alegre: Globo, 1941.
YUTANG, Lin. A importância de viver. Porto Alegre: Globo, 1941.
BRAUN, Vicki. Hotel Shangai. Porto Alegre: Globo, 1942.
FULOP-MILLER, René. Os grandes sonhos da humanidade. Porto Alegre: Globo, 1942 (em parceria com R. Ledoux).
MAUPASSANT, Guy de. Contos. Porto Alegre: Globo, 1943.
LAMB, Charles & LAMB, Mary Ann. Contos de Shakespeare. Porto Alegre: Globo, 1943.
GIDE, André. A escola das mulheres. Porto Alegre: Globo, 1944.
MORGAN, Charles. A fonte. Porto Alegre: Globo, 1944.
MAUROIS, André. Os silêncios do coronel Branble. Porto Alegre: Globo, 1944.
LEHMANN, Rosamond. Poeira. Porto Alegre: Globo, 1945.
JAMES, Francis. O albergue das dores. Porto Alegre: Globo, 1945.
LAFAYETTE, Condessa de. A princesa de Clèves. Porto Alegre: Globo, 1945.
BEAUMARCHAIS. O barbeiro de Sevilha ou a precaução inútil. Porto Alegre: Globo, 1946.
WOOLF, Virginia. Mrs. Dalloway. Porto Alegre: Globo, 1946.
PROUST, Marcel. No caminho de Swann. Porto Alegre: Globo, 1948
BROW, Frederick. O tio prodigioso. Porto Alegre: Globo, 1951.
HUXLEY, Aldous. Duas ou três graças. Porto Alegre: Globo, 1951.
MAUGHAM, Somerset. Confissões. Porto Alegre: Globo, 1951
PROUST, Marcel. À sombra das raparigas em flor. Porto Alegre: Globo, 1951.
VOLTAIRE. Contos e novelas. Porto Alegre: Globo, 1951.
BALZAC, Honoré de. Os sofrimentos do inventor. Porto Alegre: Globo, 1951.
MAUGHAM, Somerset. Biombo chinês. Porto Alegre: Globo, 1952.
THOMAS, Henry &ARNOLD, Dana. Vida de homens notáveis. Porto Alegre: Globo, 1952.
GREENE, Graham. O poder e a glória. Porto Alegre: Globo, 1953.
PROUST, Marcel. O caminho de Guermantes. Porto Alegre: Globo, 1953.
______________. Sodoma e Gomorra. Porto Alegre: Globo, 1954.
BALZAC, Honoré de. Uma paixão no deserto. Porto Alegre: Globo, 1954.
MÉRIMÉE, Prosper. Novelas completas. Porto Alegre: Globo, 1954.
MAUGHAM, Somerset. Cavalheiro de salão. Porto Alegre: Globo, 1954.
BUCK, Pearl. Debaixo do céu. Porto Alegre: Globo, 1955.
BALZAC, Honoré de. Os proscritos. Porto Alegre: Globo, 1955.
_________________. Seráfita. Porto Alegre: Globo, 1955.


Acrescente-se:
O pequeno príncipe, Melhoramentos, 2017.


16 de jul. de 2018

três poemas

mais três poemas meus na revista InComunidade, aqui.


I

Van Gogh

Foram por ali, por acolá.
“Não”, disse a menina, “por aí não”.

Todos sabiam o que havia atrás da porta.
Ratoeirinhas bem montadas,
gaiolas para minúsculos passarinhos.
O chão rangia.
Era assoalho velho.

Lá fora um tanque desbeiçado,
na contraluz o velho, pintor.

Não que fosse tão velho, mas o ar.
E depois as crianças se sentaram à mesa,
para jantar.


II

Lendo Celan

Celan era um mistério lacrado,
denso, oculto no negrume velado
como num oceano sem mapa.

(Mistificador refúgio é uma capa:
Amarfanha-se na cama desfeita,
mascate de uma ilusão imperfeita.)

Celan não se entendia.
De sua negra capa escorria
Um grosso agrimel sujando o dia.

Algo sinistro surgia de repente,
Um teuto Beowulf impenitente,
orgulhoso de um mal já nascente.

Não, Celan não se entendia.
Benquisto, sim, bem se via.
Mas algum mal, ah, ali havia.


III

a Leibniz

lava, lodo, lama, lua, luar,
líquen, lagarta, lichia.

laranja, lima, limão.
lambreta, lápis, leão.

livro. língua. losna.

lixívia, liga, lombriga.
lençol, lâmpada, lar.


14 de jul. de 2018

pepita de leão

pepita de leão (1875-1945), gaúcha de cruz alta, radicada em porto alegre, teve uma bela carreira tradutória sobretudo a partir de 1932. transcrevo abaixo uma relação parcial das traduções feitas por ela, disponível aqui, e acrescento outros títulos que localizei (talvez haja mais).
  • Nina Rosa (Ninon Rose), Guy Wirta. Biblioteca das Moças, Companhia Editora Nacional, 1928
  • As Aventuras de David Balfour, Robert Louis Stevenson, Livraria do Globo, 1933
  • A Volta de D. Quixote, Herberth Egon Herlitschka, Livraria do Globo, 1934
  • Alice na Terra das Maravilhas, Lewis Carrol, tradução, Porto Alegre: Livraria do Globo, 1934
  • Alice na casa do espelho, Lewis Carroll, Livraria do Globo, 1934
  • O Livro das Lendas, Selma Lagerlöf, Lisboa: Livros do Brasil,[4] 1936*
  • O chinês misterioso, Joseph Smith Fletcher, A Novela, revista mensal de literatura da Livraria do Globo (A Novela n.7, 1937)
  • Conta uma história (compilação), Livraria do Globo, 1937
  • O pequeno Robinson de Paris, Eugénie Foa, 1940
  • Francisca, Johanna Spyri, Livraria do Globo, 1942
  • A fada de Intra, Johanna Spyri, Livraria do Globo, 1942
  • Verônica, Johanna Spyri, Livraria do Globo, 1943
  • Dora, Johanna Spyri, Livraria do Globo, 1943
  • O Rei Arthur e seus cavaleiros, Sir Thomas Malory (compilação), Coleção Aventura, Livraria do Globo, 1943
  • Robin Hood, anônimo, Coleção Aventura, Livraria do Globo, 1944
  • Carlos Magno e seus cavaleiros, anônimo (adaptação), Coleção Aventura, 1944 [1937 - db]
  • David Copperfield e seus companheiros, Elisabeth Lodor Merchante, Livraria do Globo, 1945
  • Um Crime em Glenlitten, E. Phillips Oppenheim, Livros do Brasil, 1948**
  • O Caso Benson (The Benson Murder Case), S. S. Van Dine [6] tradução, Lisboa: Livros do Brasil (Coleção Vampiro, n. 11), 1948***
  • Contos de Andersen (compilação), Hans Christian Andersen, Livraria do Globo, 1960
* saiu pela Livraria do Globo em 1935
** saiu pela Livraria do Globo na Coleção Amarela, vol. 13, 1932
*** saiu pela Coleção Amarela, vol. 20, 1932
veja-se uma breve resenha sobre "Conta histórias" aqui.


Acrescentem-se, todos pela Livraria do Globo:
  • Os nenês d'água, Charles Kingsley, 1933
  • A volta de D. Quixote, G.K. Chesterton, 1934
  • A casa perdida, Agatha Christie, Coleção Amarela, vol. 40, 1935
  • O imperador da América, Sax Rohmer, Coleção Amarela, vol. 42, 1936
  • Os heróis: contos de fadas gregos para meus filhos, Charles Kingsley, 1937
  • O que o Livro de San Michele não contou, Axel Munthe, 1937
  • A mulher velada, Edgar Wallace, A Novela n. 16, janeiro de 1938
  • Astrid, Selma Lagerlöf, A Novela n. 16, janeiro  de 1938 (extraído de O livro das lendas)
  • Heidi, Johanna Spyri, 1939
  • Os ases vermelhos, Edgar Wallace, Coleção Amarela, vol. 89, 1941
  • Eveli, Johanna Spyri, 1943
  • História dum quebra-nozes, Alexandre Dumas, 1943
  • A odisseia de um médico americano, Victor George Heiser, 1943
  • O Robinson suíço, David Wyss, 1944

História dum Quebra Nozes



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breves dados biográficos aqui: 

Pepita de Leão, filha mais velha de José Salomão de Leão,professor e jornalista, e de sua esposa, Belmira da Costa Leão, nasceu em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, a 15 de dezembro de 1875. Cedo revelou sua vocação para o magistério e, quando se mudou com a família para porto Alegre, capital do  Estado, matriculou-se na Escola Normal, recebendo o diploma de professora em 1901. Depois de ensinar particularmente, submete-se, em 1904, a concurso de provas para ingresso no magistério público. Aprovada, foi nomeada para a escola de Estância Grande, no Município de Viamão. Por essa época o Ginásio do Rio Grande do Sul( hoje Colégio Estadual Júlio de Castilhos) decidiu aceitar estudantes do sexo feminino, e Pepita de Leão fez o curso de bacharel em Ciências e Letras, concluindo-o em 1907. Ensinou durante alguns anos no mesmo Ginásio, depois dirigiu grupos escolares em São Borja e Taquari. Voltando a Porto Alegre, dedicou-se novamente ao ensino particular até ser nomeada professora num dos grandes grupos escolares da capital. Em 1941 foi convidada a reger uma cadeira de português no curso ginasial do Instituto de Educação de Porto Alegre, cadeira que ocupou até agosto de 1945, quando adoeceu gravemente, vindo a falecer  dois meses depois, a 10 de outubro de 1945.
    A par de sua atividade docente, Pepita de Leão cultivou a literatura, tendo publicado vários livros traduzidos e alguns originais, além de trabalhos esparsos em jornais e revistas, sobre educação e especialmente literatura infantil. Entre os livros que traduziu, figuram obras de autores mundialmente conhecidos: Kingsley, Lewis Carroll, Johanna Spyri, David Wyss, Robert Louis Stevenson, Charles Dickens, Hans Christian Andersen. Deste último, organizou a edição dos Contos, que a Editora Globo ora apresenta ao público brasileiro.