reyes escreve a azuela:
pelo "checoeslovaco" de reyes entenda-se, naturalmente, "iugoslavo". azuela responde:
provavelmente zoran ninitch pediu a alfonso reyes que escrevesse - ou este mesmo teria se prontificado a escrever - um prólogo apresentando a obra de mariano azuela ao público iugoslavo. assim, escreve ele a reyes:
e em 23 de setembro do mesmo ano, prossegue:
alfonso reyes parece não ter se manifestado muito. nesse meio tempo, não só o romance los de abajo já saíra serializado no jornal zagrebino, como, ao que parece, reyes acabara por se abster do prometido prólogo, pois o que sai como introdução à obra é um texto do próprio nanitch:
fonte: arturo azuela, prisma de mariano azuela. méxico: plaza y valdés, 2002. p. 323. (onde está "coman", leia-se "roman")
seguindo o epistolário, somente em 1934, de volta ao méxico, reyes retoma o assunto com azuela. a essas alturas, reyes já está se referindo à tradução brasileira de los de abajo, publicada pela machado & ninitch. as negociações para a tradução e publicação no brasil certamente devem ter se dado por via direta entre ninitch e azuela. na retomada da correspondência, diz reyes:
fonte para a correspondência reyes/azuela: mariano azuela, epistolario y archivo. méxico: unam, 1969. pp. 29-31.
achei interessante que tenha sido reyes, que era praticamente uma celebridade intelectual e social na época, a intermediar o o contato entre o colega de letras mais idoso e menos famoso e o modesto imigrante croata tradutor. até parece sugerir uma remota e imaginária república das letras.
acompanhe esse esboço de crônica histórica:






Nenhum comentário:
Postar um comentário
comentários anônimos, apócrifos e ofensivos não serão liberados.