.
até onde sei, a primeira tradução de virginia woolf no brasil foi o conto "objetos sólidos", em tradução de dias da costa, na coleção "contos do mundo", os ingleses: antigos e modernos, antologia organizada por rubem braga e publicada em 1944 pela editora leitura.* reed. pela ediouro em 2004, com o título de contos ingleses: os clássicos.
a seguir, sai o primeiro romance de woolf no brasil, em tradução de mário quintana, mrs. dalloway (aliás, a única até 2012).
Dias da Costa, Leitura, 1944
Devo a imagem de capa à enorme gentileza de Saulo von Randow Jr.
Mrs. Dalloway,
Mário Quintana, Globo, 1946
Cecília Meireles, Globo, 1948 [na verdade, 1947]
“Três quadros” e “O legado”, in Contos e novelas de língua estrangeira,
orgs. Yolanda L. dos Santos e Nádia Santos, Logos, 1955

"O legado", in Maravilhas do conto feminino,
org. Diaulas Riedel, Cultrix, 1958

"Lapine-Lapinova", in Maravilhas do conto amoroso,
sem créditos de tradução, Cultrix, 1959
orgs. Yolanda L. dos Santos e Nádia Santos, Logos, 1955

"O legado", in Maravilhas do conto feminino,
org. Diaulas Riedel, Cultrix, 1958
"Lapine-Lapinova", in Maravilhas do conto amoroso,
sem créditos de tradução, Cultrix, 1959
O farol,
Luiza Lobo, Gráfica Record, 1968
Luiza Lobo, Gráfica Record, 1968
“Beau Brummel”, in Livro de cabeceira da mulher ano II, vol. 8,
anônimo, Civilização Brasileira, 1968
anônimo, Civilização Brasileira, 1968
Passeio ao farol,
Oscar Mendes, Labor do Brasil, 1976
Oscar Mendes, Labor do Brasil, 1976
Noite e dia,
Raul de Sá Barbosa, Nova Fronteira, 1979
As ondas,
Lya Luft, Nova Fronteira, 1980
O quarto de Jacob,
Lya Luft, Nova Fronteira, 1980
Entre os atos,
Lya Luft, Nova Fronteira, 1981
Os anos,
Raul de Sá Barbosa, Nova Fronteira, 1982
Raul de Sá Barbosa, Nova Fronteira, 1982
A cortina da tia Bá,
Ruth Rocha, Ática, 1983
Ruth Rocha, Ática, 1983
Uma casa assombrada,
José Antônio Arantes, Nova Fronteira, 1984
José Antônio Arantes, Nova Fronteira, 1984
Um teto todo seu,
Vera Ribeiro, Nova Fronteira, 1985
Os diários de Virginia Woolf,
José Antônio Arantes, Companhia das Letras, 1989
José Antônio Arantes, Companhia das Letras, 1989
Objetos sólidos,
Hélio Pólvora, Siciliano, 1992
Hélio Pólvora, Siciliano, 1992
A viagem,
Lya Luft, Siciliano, 1993
Orlando,
Laura Alves, Ediouro, 1994
Kew Gardens e outros textos,
Patricia de Freitas Camargo e José Arlindo de Castro, Paz e Terra, 1996
A casa de Carlyle e outros esboços,
Carlos Tadeu Galvão, Nova Fronteira, 2003
Carlos Tadeu Galvão, Nova Fronteira, 2003
Flush - memórias de um cão,
Ana Ban, L&PM, 2003
Ana Ban, L&PM, 2003
“O legado”, in A selva do amor,
Roberto Muggiati [?], Record, 2003
Roberto Muggiati [?], Record, 2003
Contos completos,
Leonardo Fróes, Cosac Naify, 2005
Leonardo Fróes, Cosac Naify, 2005
"Azul & verde", in Bestiário, ano 2, n. 12,
Leonardo Vieira de Almeida, 2005,
"Uma casa assombrada", in Bestiário, ano 2, 18,
Leonardo Vieira de Almeida, 2005
Cenas londrinas,
Myriam Campelo, José Olympio, 2006
O leitor comum,
Luciana Viégas, Graphia, 2007
Leituras de escritor: Luiz Ruffato
(não sei o conto nem o tradutor), SM, 2008
Leituras de escritor: Ana Maria Machado
(não sei o conto nem o tradutor), SM, 2008

Mrs. Dalloway,
Tomaz Tadeu, Autêntica, 2012
(Diário de Mrs. Dalloway, é uma agenda como brinde de acompanhamento)
.
Mrs. Dalloway,
Claudio Marcondes, Cosac Naify, 2012
"Uma introdução a Mrs. Dalloway, in Traduzindo Mrs. Dalloway,
aqui, Denise Bottmann, 2012
Profissões para mulheres e outros artigos feministas,
Denise Bottmann, L&PM, 2012
Mrs. Dalloway,
Denise Bottmann, L&PM, 2013
O tempo passa (vários autores),
Tomaz Tadeu, Autêntica, 2013
Ao farol,
Tomaz Tadeu, Autêntica, 2013
Ao farol - To the Lighthouse,
Doris Goettems, Landmark, 2013
Ao farol,
Denise Bottmann, L&PM, 2013
* agradeço o toque de enzo potel sobre "objetos sólidos", aparentemente o primeiro escrito de woolf a sair entre nós.Myriam Campelo, José Olympio, 2006
O leitor comum,
Luciana Viégas, Graphia, 2007
Leituras de escritor: Luiz Ruffato
(não sei o conto nem o tradutor), SM, 2008
Leituras de escritor: Ana Maria Machado
(não sei o conto nem o tradutor), SM, 2008
Mrs. Dalloway,
Tomaz Tadeu, Autêntica, 2012
(Diário de Mrs. Dalloway, é uma agenda como brinde de acompanhamento)
.
Mrs. Dalloway,
Claudio Marcondes, Cosac Naify, 2012
"Uma introdução a Mrs. Dalloway, in Traduzindo Mrs. Dalloway,
aqui, Denise Bottmann, 2012
Profissões para mulheres e outros artigos feministas,
Denise Bottmann, L&PM, 2012
Mrs. Dalloway,
Denise Bottmann, L&PM, 2013
O tempo passa (vários autores),
Tomaz Tadeu, Autêntica, 2013
Ao farol,
Tomaz Tadeu, Autêntica, 2013
Ao farol - To the Lighthouse,
Doris Goettems, Landmark, 2013
Ao farol,
Denise Bottmann, L&PM, 2013

atualização em 27/01/2013:
vale a pena registrar que a revista joaquim, em seu número 13, setembro de 1947, publicou "a sobrinha do conde"
atualização em 13/6/2015:
orlando,
jorio dauster, 2014
um teto todo seu,
bia nunes de souza, 2014
o valor do riso e outros ensaios,
leonardo fróes, 2014
o sol e o peixe, prosas poéticas
tomaz tadeu, 2015
atualização em 12/09/2018:
incrível - sempre pensei que a primeira (e única) tradução de as ondas de virginia woolf no brasil era a de lya luft. que nada: em 1946, a editora revista dos tribunais publica as ondas em tradução de uma desconhecida sylvia valladão azevedo. digo "desconhecida" nos meios editoriais, pois é até nome de rua no guarujá.
o interessante é que foi uma edição não comercial de 150 exemplares, lançada pela RT com autorização da globo de porto alegre, que era a detentora dos direitos de publicação da obra no brasil.
e mais interessante ainda é que foi a globo a primeira a publicar woolf no brasil, começando no mesmo ano de 1946 com mrs. dalloway, na tradução de mário quintana [em circulação até a data de hoje] e prosseguindo em 1947 com o lançamento de orlando, porém constando como 1948, na tradução de cecília meirelles [idem idem].
estou agora procurando mais dados a esse respeito, e por enquanto não encontrei grande coisa. mas minha cabeça já começou a especular. p.ex., a globo teria contratado os direitos de tradução e publicação dessas três obras da woolf no brasil como um pacote; publicou mrs. dalloway e orlando, e autorizou a RT a um uso não comercial de as ondas - mas jamais lançou as ondas, seja na tradução da referida sylvia ou em qualquer outra. até aí sabemos [salvo a hipótese da contratação de um "pacote", que é especulação minha], e é tudo documentado. mas, pelo que vi até agora, foi relativamente ou até bastante pequena a repercussão de mrs. dalloway na imprensa da época, tanto é que levou décadas para ser reeditada; a de orlando não foi muito maior. terá a globo concluído que não valeria a pena lançar um terceiro livro da autora? a que se destinaria o uso não comercial dos 150 exemplares lançados pela RT? brinde para seus clientes? uma encomenda? um balão de ensaio para a própria globo?
devo esse dado interessantíssimo sobre a existência de as ondas em português desde 1946 a Thiago Dias da Silva.


































que incrível acompanhar essa trajetória!
ResponderExcluirlegal sim, né? também achei :-)
ResponderExcluirabraço
denise
As traduções da Lya Luft foram republicadas recentemente pela editora Novo Século.
ResponderExcluirolá, carlos - yep, eu vi, e vêm também numa bela caixa com todas juntas! (em todo caso, aqui não menciono, pois são apenas as primeiras edições).
ResponderExcluirobg!
Oi, Denise! Tá faltando a sua tradução de "Profissões para mulheres e outros artigos feministas", não?
ResponderExcluirobrigada, willamy, tinha esquecido de atualizar!
ResponderExcluirCara Denise,
ResponderExcluiradquiri "O quarto de Jacob" traduzido pela Lya e edição da Novo Século, porém me decepcionei tanto que desisti da leitura. Como foi a minha primeira tentativa de conhecer a obra de V. Woolf, me perguntei se não gostei por causa do estilo da autora ou pela qualidade de ruim de tradução/edição/revisão. Eu, que sou leiga no assunto, presumi que tenha sido por causa da tradução. Não sei, em alguns momentos tudo parecia ir bem, mas palavra ou outra não encaixava direito, as coisas ficavam um pouco sem sentido. O que você me diz? A Lya está na sua lista de recomendáveis? Tenho cogitado adquirir algo das editoras L&PM ou Cosac, para tirar a prova.
Um abraço e meus parabéns pelo seu blog, estive visitando em busca de indicações para tradução de Victor Hugo (Os Miseráveis).
é, não é fácil, criticultura... a VW tem um estilo muito próprio, embora o quarto de jacob ainda não faça parte de sua obra mais experimental e "modernista". não costumo recomendar ou desrecomendar colegas de ofício - apenas desrecomendo vivamente fraudes ou casos mais cabeludos, como algumas edições da altabooks ou as pretensas traduções de milton lins galardoado pela ABL como melhor tradutor literário do brasil em 2010!
ResponderExcluirobrigada :-)
denise
Dureza mesmo é descobrir que "Os Miseráveis" custa 119 reais pela Cosac. Na LPM só tem versão quadrinhos... A outra opção é a Martin, mas eu acho que não vou arriscar... Procurei em todos os lugares, não tem Ediouro, não tem em lugar algum, só cosac e martin. CÉÉÉUS!!!! Estou sem dinheiro hahahahahah
ResponderExcluirPercebi que você não faz críticas aos seus colegas de profissão, mas só depois de ler outras postagens. Muito ético da sua parte.
Abraço e obriga pela resposta!!!
.... vixe .... da ediouro de 1968 vc encontra a 30,00 os dois volumes na estante virtual
ResponderExcluirPois é, Denise... antes de me aventurar nas obras dela, fiz uma busca bio e bibliografica.. Aí eu vi que realmente, O quarto de Jacob foi sua primeira publicação, antes de possuir sua própria editora e assumir, de vez, seu estilo. Eu até que fui bem na leitura até a pagina 100 e pouco, mas depois o troço desandou, acho que perdi o fio da meada, SEI LÁ!
ResponderExcluirJá que você não desabona especificamente os colegas de profissão (o que é muito ético da sua parte), o que você me diz da coleção Saraiva de bolso? As traduções são de pessoas reais?rsrsrs Vi que há Orlando entre seus títulos e ouvi dizer que é um dos livros mais legais da Virginia.
Dureza mesmo é descobrir que "Os Miseráveis" custa 119 reais pela Cosac. Na LPM só tem versão quadrinhos... A outra opção é a Martin, mas eu acho que não vou arriscar... Procurei em todos os lugares, não tem Ediouro, não tem em lugar algum, só cosac e martin. CÉÉÉUS!!!! (pindaíba)
obriga pela resposta!
Até mais!
a coleção saraiva de bolso é toda ela composta de licenciamento de traduções publicadas em outras editoras - isso é ótimo.
ResponderExcluirorlando é bem gracinha - ela escreveu no interlúdio entre to the lighthouse e the waves, na época de sua grande paixão e affair com vita sackville-west, a orlando do título da obra. a tradução de cecília meirelles é célebre. li já faz décadas e lembro que era divertido, embora não seja tido como uma de suas grandes obras. acho que vale a pena, claro.
Bom dia, Denise.
ResponderExcluirNunca li Virginia Woolf, mas estou curiosa sobre ela há anos; e, como tenho feito ultimamente, venho pesquisar sobre a qualidade e legitimidade das traduções aqui no teu site, antes de partir às compras. Vi no Skoob ( http://www.skoob.com.br/livro/edicoes/3777 ) que há pelo menos três traduções diferentes para "Um Teto Todo Seu", e gostaria da tua opinião sobre qual a melhor delas.
Desde já, agradeço tua atenção.
Um abraço!
Carolina Pegorini.
olá, carolina: a da vega é portuguesa. não conheço essa mais recente da tordesilhas (aliás, preciso atualizar esse post!). a vera ribeiro é uma tradutora muito séria e respeitada, mas a tordesilhas também anda caprichando bastante em suas edições. então não sei dizer.... provavelmente as duas são boas.
ResponderExcluirabraço,
denise
Minha tradução Passeio ao farol saiu pela Nova Fronteira, pela Ediouro e depois venderam pelo círculo do Livro... Luiza Lobo.
ResponderExcluirOlá Denise.
ResponderExcluirEstou em dúvida se compro ou ñ o box de romances traduzido por Lia Luft.Alguns amigos falam mal da tradução dela.O que achas?
Olá, Denise, gosto muito de sua tradução de To the lighthouse, mas ela possui uma diferença em relação a outras traduções para o português e mesmo de outras edições em língua inglesa, o fato de a última parte (capítulo), "O farol", conter 14 capítulos... Procurei pesquisar e não sei se é o fato, a primeira edição americana continua 14 capítulos e depois foi corrigido para 13... é isso mesmo? Desde já agradeço a atenção. Leonardo.
ResponderExcluirolá, leonardo, obrigada. sim, de fato a edição britânica tem 14 capítulos e a americana 13 (por razões de paginação na época). veja onde se dá a divisão da britânica que não foi seguida na americana: http://www.woolfonline.com/?node=content%2Ftext%2Ftranscriptions&project=1&parent=2&taxa=20&content=3441&pos=321 (inglesa) e http://www.woolfonline.com/?node=content%2Ftext%2Ftranscriptions&project=1&parent=2&taxa=19&content=3111&pos=309 (americana)
Excluirabraço,
denise
Muito obrigado pelo esclarecimento, Denise.
ExcluirAbraço
Olá, denise! qual é a melhor tradução para mrs. dalloway? saiu uma pela penguin companhia, você conhece?
ResponderExcluirolá, prezado anônimo: a que saiu agora pela penguin-companhia é a de cláudio marcondes, grande amigo e excelente tradutor, que saíra antes pela cosac e agora passou para a cia. letras. quanto à melhor delas, sou suspeita para falar, pois afinal também traduzi a obra (saiu pela l&pm) e a gente às vezes se sente meio mãe-coruja ;-)
ResponderExcluirOlá, Denise! O que achas da tradução de Luíza Lobo para "Rumo ao Farol"?
ResponderExcluirui, questão delicada, bianca. não é aqui meu papel comentar isso. comentei num blog mais específico; se te interessar: https://aofaroldewoolf.blogspot.com.br/ e https://aofaroldewoolf.blogspot.com.br/search?q=luiza+lobo
ExcluirEntendo, Denise. Vejo sua atitude como algo louvável, até mesmo para não parecer que há algum tipo de depreciação quanto ao trabalho dos outros tradutores.
ExcluirAnalisando seu blog sobre a obra "To the Lighthouse" pude tirar algumas conclusões e ver como é salutar o cotejo de traduções diferentes. A propósito, aproveito o ensejo para elogiá-la pelo excelente trabalho realizado.
Olá, Denise!
ResponderExcluirVim em busca de sua ajuda. Só li até hoje de VW Flush. Gostaria de me aventurar em uma edição de As Ondas de tradução de Lya Luft. Você recomenda? Muito obrigado!
olá, anônimo: bom, as ondas já é o auge da fase modernista experimentalista da woolf. como dizia ela, não era um romance, era um "play-poem", uma peça-poema. é interessante, mas acho que ainda prefiro, p.ex., mrs. dalloway.
ExcluirExaminei com atenção, mas não vi na lista de títulos de V. Woolf publicados no Brasil a edição de "Orlando" pela Nova Fronteira nos anos 1970.
ResponderExcluirOlá, Denise!
ResponderExcluirAtravés deste comentário, quero expressar minha admiração, amor e agradecimento pela sua excelente tradução de Dalloway. Lendo original e a sua tradução lado-a-lado, não pude evitar um sentimento de intensa alegria e conexão. Você conseguiu trazer com muito esmero e respeito os estilo e a "voz" de Woolf para nosso idioma. Com certeza sua tradução já nasceu como referência para o conhecimento desse grande clássico inglês por parte dos brasileiros. Muito obrigado.
Olá! O conto de Virginia Woolf traduzido na edição de Luiz Ruffato da coletânea Leituras de escritor é o "Objetos Sólidos" e na edição de Ana Maria Machado é "A duquesa e o joalheiro". Infelizmente não encontrei quem são os tradutores. De qualquer forma, espero ter ajudado a deixar a lista mais completa. Parabéns pelo trabalho de pesquisa!
ResponderExcluir