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12 de jan. de 2010

record, recapitulando

um ano e meio atrás, entrei em contato com o grupo editorial record, primeiro por telefone e depois por e-mail, sobre duas questões.

- a primeira delas era o caso de o amante de lady chatterley, na tradução de rodrigo richter, que passara a integrar o catálogo da bestbolso/record. a obra tinha sido integralmente plagiada, sem rebuços, pela editora martin claret, que atribuía a autoria da tradução a um fantasmático "jorge luís penha". veja aqui o cotejo.

essa tradução que traz o nome de rodrigo richter tem uma história muito interessante, que remonta aos anos 1930. sobre sua curiosa trajetória, ver richter e encerrando o ano (mais chatterley).

avisei a record do plágio, lembrei a ela que nós leitores podemos nos sentir um tanto confusos diante de duas traduções idênticas atribuídas a duas pessoas diferentes, e opinei que seria muito bom se ela pudesse sanar esse problema.

- a segunda questão se referia a orgulho e preconceito de jane austen, que consta no catálogo da bestseller/record com tradução atribuída a "enrico corvisieri". quem acompanhou a história das fraudes na editora nova cultural está familiarizado com o nome desse fantasma. quem não conhece, pode ver os nomes das obras espúrias em nome do referido corvisieri aqui (coleção "imortais da literatura universal" e coleção "obras-primas") e aqui (coleção "os pensadores").

como o grupo record havia adquirido a editora bestseller, até então pertencente (tal como a editora nova cultural) ao grupo c.l.c. do sr. richard civita, naturalmente os direitos patrimoniais sobre orgulho e preconceito nesta versão em português passaram a pertencer ao grupo record, que continuou a publicá-la.

a resposta que recebi na época foi:

"Prezada Senhora Denise,

Com relação aos seus emails de 10/09/2008 e 12/09/2008, sobre a autenticidade das traduções de diversas obras publicadas por nosso grupo editorial, cumpre-nos informar que:
(1) Os direitos autorais sobre as obras em domínio público, antes publicadas pela Editora Nova Cultural, foram adquiridos como parte do acervo daquela editora. Os contratos e informações disponíveis foram examinados por auditores independentes e, dentro das limitações da auditoria, as falhas observadas foram e serão adequadamente corrigidas;
(2) As obras de domínio público publicadas pelo nosso grupo editorial são revistas regularmente e, em muitos casos, as traduções são totalmente refeitas, de modo a corrigir e atualizar os textos;
(3) Nossa empresa não firmou qualquer acordo de co-edição com as editoras mencionadas em seus emails e desconhece a utilização de nossos textos por essas editoras;
(4) Nossa empresa aguardará qualquer iniciativa dos interessados diretos, os tradutores dessas obras, que são os titulares dos eventuais direitos, na forma da lei.
Cordialmente,
Sérgio França
Coordenador editorial
Editora Record"

tirando o detalhe de que tais traduções não são obras em domínio público, longe disso, fiquei um tanto perplexa com a posição do coordenador editorial da record exposta no item 4. expressei meu desconforto em e isso, é certo?

em dezembro passado, resolvi retomar o contato com a record. desta vez falei com um outro rapaz da best-seller. a seu pedido, coloquei a questão em e-mail e enviei a seus cuidados:

"conforme lhe expus por telefone na semana passada, a best-seller da record tem em catálogo uma edição de orgulho e preconceito na pretensa tradução de enrico corvisieri, que é bastante problemática em termos de confiabilidade.

"não só essa edição é uma contrafação atamancada da clássica tradução de lúcio cardoso, como 'enrico corvisieri' é um nome fictício utilizado por muitos anos em edições publicadas pela nova cultural, a bem dizer desde 1995 até data recente. foi muito empregado para acobertar fraudes de tradução, e a própria nova cultural já retirou de catálogo, faz uns dois anos, todas as edições com tradução atribuída ao tal 'enrico corvisieri'.

"eu já tinha avisado a record cerca de um ano e meio atrás, conversei com várias pessoas, e afinal um rapaz muito atencioso, cujo nome infelizmente não lembro, tentou averiguar melhor por que essa tradução espúria de orgulho e preconceito em nome de enrico corvisieri estava no catálogo de vcs. conforme ele me explicou, essa tradução veio no catálogo da bestseller quando da aquisição pela record. depois tentei novamente alertar a record por e-mail em relação a este caso e ao caso de o amante de lady chatterley (que é um pouco diferente; trata-se da apropriação da obra do catálogo da record em plágio publicado pela martin claret), mas em sua resposta o sr. sérgio frança considerou que seria um problema que competiria apenas aos tradutores lesados.

"humildemente permito-me discordar desta posição, pois considero que é um direito do leitor-consumidor ter acesso a informações corretas, e que cabe às editoras se assegurarem de oferecer produtos idôneos ao público.

"é por isso que volto a solicitar uma vez mais à record que reconsidere a presença dessa obra falsificada em seu catálogo.

"agradeço
denise bottmann


enquanto aguardamos manifestação da record, passo a apresentar os cotejos entre a tradução legítima de lúcio cardoso e essa tradução espúria de orgulho e preconceito.

imagem: oclick
obs.: atualização - como a identificação deste último contato na record é irrelevante para a questão mais geral, retirei o nome a pedido seu.

4 de out. de 2010

menos mau

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jane austen em português noticia: um enrico corvisieri a menos no mercado!

explico-me: a editora best-seller, do grupo record, tem em seu catálogo um tristésimo orgulho e preconceito numa pretensa tradução em nome do fantasmagórico "enrico corvisieri".

"enrico corvisieri" foi o pietro nassetti da editora nova cultural entre os anos 1996 e 2005, isto é, em seu nome constavam traduções alheias do mais variado leque de obras das mais variadas línguas. a editora best-seller pertencia, junto com a nova cultural, ao grupo C.L.C. comandado por richard civita.

em 2003 a C.L.C. vendeu a editora best-seller ao grupo record, do rio de janeiro, que levou no catálogo orgulho e preconceito na pretensa tradução de "enrico corvisieri". na verdade, tratava-se de uma cópia adulterada da antiga tradução de lúcio cardoso (1940).


hoje em dia, a tradução legítima de lúcio cardoso é publicada pela civilização brasileira, que também faz parte do grupo record.

a best-bolso é a linha pocket da best-seller, do mesmo grupo record. então havia o risco de que a best-bolso perpetuasse a fraude de enrico corvisieri da best-seller. ufa, não! a best-bolso está publicando a tradução de lúcio cardoso, que está na civilização.

agora é torcer para que o monstrengo corvisieriano acabe de definhar na best-seller, e nunca mais seja reeditado. quanto aos leitores que leram esse copidesque atamancado da tradução de lúcio cardoso, é uma pena. como a bestbolso é da best-seller, ficaria bonito se a record oferecesse aos infelizes compradores da edição de orgulho e preconceito pela best-seller a nova edição da bestbolso, em tradução legítima.

acompanhe o caso em orgulho e preconceito da best seller.

imagem: albo.co.uk
.

27 de jan. de 2010

o insidioso orgulho plagiado

.
mais um caso de involuntária legitimação acadêmica do mais pernicioso delito intelectual, a saber, o plágio - aqui, com a referência a "enrico corvisieri" como pretenso autor da tradução de orgulho e preconceito, na verdade furtada a lúcio cardoso. clique na imagem para ampliar.


Genilda Azeredo,
Jane Austen, adaptação e ironia : uma introdução
(agradeço a ivo barroso pelo aviso e pela imagem)

quando cessará a infiltração das fraudes tradutórias entre os materiais de estudo na academia? e a memória cultural, como preservá-la?

8 de set. de 2008

quanta enganação!


e o que dizer quando uma esforçada aluna de um curso universitário de tradução realiza um estudo comparado das traduções de orgulho e preconceito assinadas por lúcio cardoso e jean melville?

lúcio cardoso dispensa apresentação. já jean melville é o segundinho da martin claret, logo após pietro nassetti.

sua pretensa tradução de orgulho e preconceito é, na verdade, uma cópia levemente maquiada da tradução de maria francisca ferreira de lima, pela europa-américa, 1975.

tal é a editora martin claret com sua missão educacional, ajudando a cultura neste país.

13 de jan. de 2010

orgulho e preconceito da best seller

jane austen no brasil é um caso sério. várias de suas obras vivem esgotadas, algumas traduções - por exemplo, persuasão pela landmark - são cópias adulteradas de traduções previamente existentes e por aí vai.

o caso de orgulho e preconceito, infelizmente, não é exceção. já mostrei em liz bennet kidnapped que a tradução atribuída a "jean melville", publicada em sucessivas reedições pela editora martin claret, é uma cópia mal disfarçada da tradução de maria francisca ferreira de lima, publicada em 1975 pela editora europa-américa.

a tradução brasileira mais conhecida é a de lúcio cardoso, de 1940, pela josé olympio e atualmente pela civilização brasileira. foi ela que serviu de base para uma cópia adulterada que tem sido publicada em nome de "enrico corvisieri", pela editora best seller, desde 1997 até hoje.

 escolhi alguns trechos salteados ao longo do livro.

1. capítulo VII, quando elizabeth vai visitar sua irmã jane.

- original:
In Meryton they parted; the two youngest repaired to the lodgings of one of the officers' wives, and Elizabeth continued her walk alone, crossing field after field at a quick pace, jumping over stiles and springing over puddles with impatient activity, and finding herself at last within view of the house, with weary ankles, dirty stockings, and a face glowing with the warmth of exercise.

She was shown into the breakfast-parlour, where all but Jane were assembled, and where her appearance created a great deal of surprise. That she should have walked three miles so early in the day, in such dirty weather, and by herself, was almost incredible to Mrs. Hurst and Miss Bingley; and Elizabeth was convinced that they held her in contempt for it. She was received, however, very politely by them; and in their brother's manners there was something better than politeness; there was good humour and kindness. Mr. Darcy said very little, and Mr. Hurst nothing at all. The former was divided between admiration of the brilliancy which exercise had given to her complexion, and doubt as to the occasion's justifying her coming so far alone. The latter was thinking only of his breakfast.

- tradução de lúcio cardoso:
Em Meryton as moças se separaram. As duas mais jovens se dirigiram para a residência da esposa de um dos oficiais e Elizabeth continuou sozinha, atravessando campo após campo, pulando cercas e saltando por sobre poças d'água, com impaciência, e afinal encontrou-se a pouca distância da casa, com os tornozelos doídos, as meias sujas e o rosto corado pelo exercício.
Foi introduzida numa sala de almoço onde todos estavam reunidos, com exceção de Jane. O seu aparecimento causou bastante surpresa. Mrs. Hurst e Miss Bingley acharam incrível que ela tivesse caminhado três milhas tão cedo, com tanta umidade e sozinha; e Elizabeth ficou convencida de que elas a desprezaram por isto. Receberam-na, entretanto, muito amavelmente; quanto ao irmão dessas senhoras, havia nas suas maneiras mais do que simples polidez; havia bom humor e bondade. Mr. Darcy falou pouco e Mr. Hurst não disse nada. O primeiro estava em dúvida sobre se devia admirar as belas cores que o exercício emprestara ao rosto da moça ou refletir que o motivo talvez não justificasse a sua vinda sozinha, de tão longe. O segundo pensava apenas no seu almoço.

- "tradução" de enrico corvisieri:
Em Meryton, as moças se separaram. As duas mais jovens se dirigiram para a residência da esposa de um dos oficiais e Elizabeth continuou sozinha, atravessando campo após campo, pulando cercas e saltando por sobre poças d'água, com impaciência, e finalmente encontrou-se a pouca distância da casa, com os tornozelos doídos, as meias sujas e o rosto corado pelo exercício.
Foi introduzida em uma sala de almoço onde todos estavam reunidos, com exceção de Jane. Seu aparecimento causou grande surpresa. A sra. Hurst e a srta. Bingley acharam incrível que ela tivesse caminhado cinco quilômetros tão cedo, com tanta umidade e sozinha; e Elizabeth ficou convencida de que elas a desprezaram por isso. Contudo receberam-na [] muito amavelmente; quanto ao irmão dessas senhoras, havia em suas maneiras mais do que simples polidez, havia bom humor e bondade. O sr. Darcy falou pouco e o sr. Hurst não disse nada. O primeiro estava em dúvida sobre se devia admirar as belas cores que o exercício emprestara ao rosto da moça ou refletir que o motivo talvez não justificasse a sua vinda, sozinha, de tão longe. O segundo pensava apenas em seu almoço.

2. capítulo XIX, parte inicial do comicíssimo pedido de casamento de mr. collins.

- original:
My reasons for marrying are, first, that I think it a right thing for every clergyman in easy circumstances (like myself) to set the example of matrimony in his parish; secondly, that I am convinced that it will add very greatly to my happiness; and thirdly—which perhaps I ought to have mentioned earlier, that it is the particular advice and recommendation of the very noble lady whom I have the honour of calling patroness. Twice has she condescended to give me her opinion (unasked too!) on this subject; and it was but the very Saturday night before I left Hunsford—between our pools at quadrille, while Mrs. Jenkinson was arranging Miss de Bourgh's footstool, that she said, 'Mr. Collins, you must marry. A clergyman like you must marry. Choose properly, choose a gentlewoman for my sake; and for your own, let her be an active, useful sort of person, not brought up high, but able to make a small income go a good way. This is my advice. Find such a woman as soon as you can, bring her to Hunsford, and I will visit her.' Allow me, by the way, to observe, my fair cousin, that I do not reckon the notice and kindness of Lady Catherine de Bourgh as among the least of the advantages in my power to offer. You will find her manners beyond anything I can describe; and your wit and vivacity, I think, must be acceptable to her, especially when tempered with the silence and respect which her rank will inevitably excite.

- tradução de lúcio cardoso:
- Minhas razões para casar são: primeiro, penso que é uma obrigação de todos os pastores que se encontrem em boa situação, como eu, dar bom exemplo à sua paróquia. Em segundo lugar estou convencido de que isto contribuirá grandemente para a minha felicidade. E o terceiro motivo, que eu devia talvez ter mencionado primeiro, é o conselho e a expressa recomendação da muito nobre senhora que eu tenho a honra de chamar a minha protetora. Duas vezes ela condescendeu em dar-me a sua opinião sobre este assunto, sem que eu lhe pedisse. E na noite que precedeu a minha partida de Hunsford, durante um jogo de cartas e enquanto Miss Jenkinson punha um tamborete sob os pés de Miss de Bourgh, Lady Catherine disse: "Mr. Collins, o senhor precisa se casar. Um pastor como o senhor tem a obrigação de se casar. Escolha uma mulher educada, é o que lhe peço; e, para seu interesse, escolha uma pessoa ativa, útil, que não tenha sido mimada pelos pais, mas que saiba administrar uma casa com economia. Encontre uma pessoa nessas condições o mais depressa possível, traga-a para Hunsford e eu irei visitá-la". Permita-me a propósito observar, minha encatandora prima, que não considero a atenção e a amabilidade de Lady Catherine uma das menores vantagens que estão em meu poder oferecer-lhe; [aqui faltou uma frase do original] penso que o seu espírito e a sua vivacidade a tornarão aceitável aos olhos de Lady Catherine, especialmente se combinar estas qualidades com a veneração e o respeito que a posição de Lady Catherine hão [sic] de provocar inevitavelmente em seu espírito.

- "tradução" de enrico corvisieri:
- Minhas razões para casar são: primeiro, penso que é uma obrigação de todos os pastores que se encontrem em boa situação, como eu, dar bom exemplo a sua paróquia. Em segundo lugar, estou convencido de que isto contribuirá grandemente para a minha felicidade. E o terceiro motivo, que eu deveria talvez ter mencionado primeiro, é o conselho e a expressa recomendação da muito nobre senhora que eu tenho a honra de chamar de minha protetora. Duas vezes ela condescendeu em dar-me a sua opinião sobre este assunto, sem que eu lhe pedisse. E na noite que precedeu a minha partida de Hunsford, durante um jogo de cartas e enquanto a sra. Jenkinson punha um tamborete sob os pés da srta. De Bourgh, lady Catherine disse: "Senhor Collins, o senhor precisa se casar. Um pastor como o senhor tem a obrigação de se casar. Escolha uma mulher educada, é o que lhe peço; e, para seu interesse, escolha uma pessoa ativa, útil, que não tenha sido mimada pelos pais, mas que saiba administrar uma casa com economia. Encontre uma pessoa nessas condições o mais depressa possível, traga-a para Hunsford e eu irei visitá-la". Permita-me a propósito observar, minha encantadora prima, que não considero a atenção e a amabilidade de lady Catherine uma das menores vantagens que estão em meu poder oferecer-lhe; [mesmo salto] penso que o seu espírito e a sua vivacidade a tornarão aceitável aos olhos de lady Catherine, especialmente se combinar essas qualidades com a veneração e o respeito que a posição de lady Catherine hão [tb sic] de provocar inevitavelmente em seu espírito.

3. seguem alguns trechos da longuíssima carta de mr. darcy a elizabeth, no capítulo XXXV, com uma inversão de frase e alguns cosméticos. a bobagem em lançar mão de tais cosméticos é que eles costumam passar longe das peculiaridades do texto submetido a plágio, e apenas ressaltam ainda mais o fato.

- original:
"Be not alarmed, madam, on receiving this letter, by the apprehension of its containing any repetition of those sentiments or renewal of those offers which were last night so disgusting to you. I write without any intention of paining you, or humbling myself, by dwelling on wishes which, for the happiness of both, cannot be too soon forgotten; and the effort which the formation and the perusal of this letter must occasion, should have been spared, had not my character required it to be written and read. You must, therefore, pardon the freedom with which I demand your attention; your feelings, I know, will bestow it unwillingly, but I demand it of your justice.
"Two offenses of a very different nature, and by no means of equal magnitude, you last night laid to my charge. The first mentioned was, that, regardless of the sentiments of either, I had detached Mr. Bingley from your sister, and the other, that I had, in defiance of various claims, in defiance of honour and humanity, ruined the immediate prosperity and blasted the prospects of Mr. Wickham. Wilfully and wantonly to have thrown off the companion of my youth, the acknowledged favourite of my father, a young man who had scarcely any other dependence than on our patronage, and who had been brought up to expect its exertion, would be a depravity, to which the separation of two young persons, whose affection could be the growth of only a few weeks, could bear no comparison. But from the severity of that blame which was last night so liberally bestowed, respecting each circumstance, I shall hope to be in the future secured, when the following account of my actions and their motives has been read. If, in the explanation of them, which is due to myself, I am under the necessity of relating feelings which may be offensive to yours, I can only say that I am sorry. The necessity must be obeyed, and further apology would be absurd."

- tradução de lúcio cardoso:
"Não fique alarmada, Miss Eliza, ao receber esta carta, pela apreensão de que ela contenha a repetição daqueles sentimentos ou a renovação daquelas propostas que ontem à noite tanto lhe repugnaram. Escrevo-lhe sem nenhuma intenção de aborrecê-la ou de me humilhar insistindo em exprimir esperanças que para a felicidade de ambos não podem ser esquecidas cedo demais. E o esforço da minha parte ao escrever esta carta e o seu em percorrê-la teria sido poupado se o meu caráter não exigisse que ela fosse escrita e lida. É preciso pois que me perdoe a liberdade com que exijo a sua atenção; sei que os seus sentimentos a concederão com relutância. Mas eu o exijo da sua justiça. Duas foram as acusações que me fez ontem à noite, de natureza muito diferente e de importância igualmente desigual. A primeira foi: que eu tinha separado Mr. Bingley da sua irmã, indiferente aos sentimentos de ambos. E a outra de ter arruinado a possibilidade imediata e as probabilidades futuras de Mr. Wickham, ferindo vários direitos, desafiando a honra e a humanidade. Ter repudiado voluntária e gratuitamente o companheiro da minha infância, o favorito declarado de meu pai, um rapaz que dependia exclusivamente da nossa proteção e a quem esta fora prometida seria uma perversidade incomparavelmente mais grave do que a separação de duas pessoas cuja afeição, embora real, não poderia ter crescido excessivamente no espaço das poucas semanas que estiveram juntas. Espero estar a salvo, para o futuro, da severidade das censuras que me foram feitas com tanta veemência a respeito destes dois casos, depois de ter lido a seguinte explicação dos meus atos e dos seus motivos. Se durante esta explanação eu me encontrar na necessidade de exprimir sentimentos que possam ser ofensivos aos seus, posso dizer apenas que isto me entristece sinceramente. A necessidade de expô-los deve ser obedecida. E quaisquer outras desculpas serão supérfluas."

- "tradução" de enrico corvisieri:
"Não se alarmesenhorita Eliza, ao receber esta carta, por apreensão de que ela contenha a reiteração dos sentimentos ou a renovação das propostas que ontem à noite lhe causaram tanto repúdio. Escrevo-lhe sem nenhuma intenção de aborrecê-la ou de me humilhar insistindo em exprimir esperanças que, para a felicidade de ambos, não podem ser esquecidas cedo demais. E o esforço da minha parte ao escrever esta carta e o seu de lê-la teria sido poupado se meu caráter não exigisse que ela fosse escrita e lida. É preciso, pois, que me perdoe a liberdade com que exijo sua atenção; sei que os seus sentimentos hão de concedê-la com relutância. Mas isso eu exijo de seu senso de justiça. Duas foram as acusações que me fez ontem à noite, de natureza muito diferente e de importância igualmente díspar. A primeira foi: que eu havia separado o senhor Bingley de sua irmã, indiferente aos sentimentos de ambos. E a outra de eu ter arruinado a possibilidade imediata e as probabilidades futuras do senhor Wickham, ferindo vários direitos, desafiando a honra e a humanidade. Ter repudiado voluntária e gratuitamente o companheiro de minha infância, o favorito declarado de meu pai, [] rapaz que dependia exclusivamente da nossa proteção e a quem esta fora prometida, seria uma perversidade incomparavelmente mais grave do que a separação de duas pessoas cuja afeição, embora real, não poderia ter crescido excessivamente no intervalo das poucas semanas em que estiveram juntas. Depois que a senhorita tiver lido a seguinte explicação dos meus atos e [] motivações, espero estar a salvo, no futuro, do rigor das censuras que me foram dirigidas com tamanha eloquência a respeito desses dois casos. Se ao longo desta explanação eu me vir na necessidade de expressar sentimentos que possam ser ofensivos aos seus, só me resta afirmar que isso me entristece sinceramente. A necessidade de expô-los deve ser obedecida. E quaisquer outras desculpas serão supérfluas."

4. um exemplo final, do cap. LVII, mais um trecho do divertido mr. collins:

- original:
Mr. Collins moreover adds, 'I am truly rejoiced that my cousin Lydia's sad business has been so well hushed up, and am only concerned that their living together before the marriage took place should be so generally known. I must not, however, neglect the duties of my station, or refrain from declaring my amazement at hearing that you received the young couple into your house as soon as they were married. It was an encouragement of vice; and had I been the rector of Longbourn, I should very strenuously have opposed it. You ought certainly to forgive them, as a Christian, but never to admit them in your sight, or allow their names to be mentioned in your hearing.' That is his notion of Christian forgiveness! The rest of his letter is only about his dear Charlotte's situation, and his expectation of a young olive-branch. But, Lizzy, you look as if you did not enjoy it. You are not going to be missish, I hope, and pretend to be affronted at an idle report. For what do we live, but to make sport for our neighbours, and laugh at them in our turn?"

- tradução de lúcio cardoso:
"Causa-me muita alegria saber que o triste caso da minha prima Lydia conseguiu ser abafado tão depressa! E o que me preocupa apenas é que outros tenham ficado sabendo que eles vivessem juntos antes de se casarem. Não posso, entretanto, esquecer os deveres do meu estado, nem deixar de manifestar o espanto que senti, ao ouvir dizer que o senhor recebeu o jovem casal na sua casa logo após o matrimônio. Considero isto um encorajamento ao vício, e se fosse o reitor de Longbourn ter-me-ia oposto a isto terminantemente. É certo que como cristãos [sic] os devia ter perdoado, porém jamais devia admiti-los em sua presença nem permitir que os seus nomes lhe fossem mencionados."
- Esta é a noção que ele tem do perdão cristão das ofensas. O resto da carta trata apenas da situação da sua querida Charlotte e das esperanças que ele tem de um herdeiro. Mas, Lizzy, você parece que não está gostando. Espero que não leve a sério e nem vá ficar ofendida por causa deste boato tolo. Não vejo por que não possamos rir, do nosso lado, com o ridículo dos nossos vizinhos...

- "tradução" de enrico corvisieri:
"Causa-me muita alegria saber que o triste caso da minha prima Lydia conseguiu ser abafado tão depressa! E o que me preocupa apenas é que outros tenham ficado sabendo que eles vivessem juntos antes de se casarem. Não posso, entretanto, esquecer os deveres do meu estado, nem deixar de manifestar o espanto que senti, ao ouvir dizer que o senhor recebeu o jovem casal na sua casa logo após o matrimônio. Considero isto um encorajamento ao vício, e se fosse o reitor de Longbourn ter-me-ia oposto a isto terminantemente. É certo que como cristãos [sic] os devia ter perdoado, porém jamais devia admiti-los em sua presença nem permitir que os seus nomes lhe fossem mencionados."
- Esta é a noção que ele tem do perdão cristão das ofensas. O resto da carta trata apenas da situação da sua querida Charlotte e das esperanças que ele tem de um herdeiro. Mas, Lizzy, você parece que não está gostando. Espero que não leve a sério e nem vá ficar ofendida por causa deste boato tolo. Não vejo por que não possamos rir, do nosso lado, com o ridículo dos nossos vizinhos...

espero sinceramente que o grupo record não se limite a "aguardar" a "iniciativa dos interessados diretos, os tradutores dessas obras, que são os titulares dos eventuais direitos, na forma da lei", conforme declarou seu coordenador editorial, e mostre o devido apreço por seus leitores.

aliás, se o requisito do grupo record para retirar esse plágio de catálogo e circulação é, não o respeito pelo leitor, mas o contato com o tradutor e/ou sucessor, quem sabe talvez o próprio grupo record não se dispõe a encaminhar a questão junto ao interessado direto, o sobrinho de lúcio cardoso e, até onde sei, atual detentor de seus direitos?

imagino que não seja muito difícil - pois afinal a civilização brasileira, que decerto obteve a devida autorização para publicar a obra orgulho e preconceito traduzida por seu falecido tio, faz parte do mesmo grupo editorial a que pertence a best seller.


atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.


imagens de capa: penguin; best seller; civilização brasileira.

19 de mar. de 2009

liz bennet kidnapped

jane austen, a encantadora dama das letras inglesas, parece encantar também em português. além do sequestro sofrido às mãos da landmark, em persuasão, ela foi alvo de outro atentado em orgulho e preconceito, às mãos da nefária claret.

a apropriação foi feita em cima da tradução de maria francisca ferreira de lima, na edição da europa-américa. sofreu leves alterações, sobretudo nos primeiros parágrafos, e saiu atribuída a "jean melville".

capítulo I
a. maria francisca ferreira de lima

É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro na posse de uma bela fortuna necessita de uma esposa.
Por muito pouco que se conheçam os sentimentos ou modo de pensar de tal homem ao entrar pela primeira vez numa vizinhança, essa verdade encontra-se de tal modo enraizada nos espíritos das famílias circundantes que ele é considerado como propriedade legítima desta ou daquela de suas filhas.
- Meu caro Sr. Bennet - disse-lhe sua mulher um dia -, sabe que Netherfield Park foi finalmente alugado?
O Sr. Bennet respondeu-lhe que não sabia.
- É como lhe digo - tornou ela -; pois a Sra. Long ainda há pouco aqui esteve e contou-me tudo.
O Sr. Bennet não deu qualquer resposta.
- Não lhe interessa saber quem o alugou? - exclamou a mulher, impaciente.
- A senhora pretende participar-mo, e eu não me oponho a ouvi-la.
Como convite era mais que suficiente.
- Pois saiba, meu caro, que, pelo que a Sra. Long me disse, Netherfield foi alugado por um jovem de grande fortuna do norte de Inglaterra. Chegou na segunda-feira, numa carruagem puxada por quatro cavalos, para visitar o local, e ficou tão encantado que desde logo aceitou as condições do Sr. Morris. Vem ocupar a casa ainda antes do dia de S. Miguel e alguns de seus criados deverão chegar já no fim da próxima semana. (p. 5)

capítulo I
b. "jean melville"

É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro na posse de uma bela fortuna deve estar necessitando de uma esposa.
Por muito pouco que sejam conhecidos os sentimentos ou o modo de pensar de tal homem ao entrar pela primeira vez em uma localidade, essa verdade encontra-se de tal modo enraizada no espírito das famílias vizinhas que ele é considerado como propriedade legítima de uma de suas filhas.
- Meu caro Mr. Bennet - disse-lhe sua mulher certo dia -, sabe que Netherfield Park foi finalmente alugado?
Mr. Bennet respondeu-lhe que não sabia.
- Pois foi - tornou ela -; Mrs. Long ainda há pouco esteve aqui e contou-me tudo.
Mr. Bennet nada respondeu.
- Não quer saber quem o alugou? - exclamou a mulher, impaciente.
- A senhora deseja contar, e eu não me oponho a ouvi-la.
Esse convite foi mais que suficiente.
- Pois saiba, meu caro, que, pelo que Mrs. Long me disse, Netherfield foi alugado por um jovem de grande fortuna, proveniente do norte de Inglaterra. Chegou na segunda-feira, em uma carruagem puxada por quatro cavalos, para visitar o local, e ficou tão encantado que logo aceitou as condições de Mr. Morris. Ocupará a casa antes do dia de São Miguel e alguns de seus criados deverão chegar já no fim da próxima semana. (p. 13)

Capítulo XXIV
a. maria francisca ferreira de lima

- E são os homens que se encarregam de as convencer.
- Se é propositadamente que o fazem, não têm desculpa; mas não creio que no mundo haja tanta duplicidade, comoa maioria das pessoas pretendem fazer acreditar.
- Estou longe de atribuir à duplicidade alguma faceta do comportamento do Sr. Bingley - disse Elisabeth -; mas o que é certo é que, mesmo sem se planear fazer o mal ou tornar outros infelizes, podem-se criar situações de equívoco e de miséria. Refiro-me à inconsciência, à falta de atenção para com os sentimentos dos outros e à falta de poder de resolução.
- E qual lhe atribuis?
- O último. Mas não vou continuar, pois corro o risco de te desagradar ao dizer o que penso de pessoas que tu estimas.
- Persistes, então, em supor que as suas irmãs o influenciam?
- Sim, de combinação com o amigo dele.
- Não acredito. Porque tentariam elas influenciá-lo? Apenas lhe podem desejar a sua felicidade, e, se ele sente atracção por mim, nenhuma outra mulher lha pode garantir.
- A tua primeira afirmação é falsa. Elas podem desejar-lhe várias outras coisas além da felicidade; podem desejá-lo mais rico e mais influente: podem desejar casá-lo com uma rapariga investida de toda a importância que o dinheiro, a nobreza e o orgulho conferem.
- Sem dúvida que elas desejam vê-lo escolher a Menina Darcy - replicou Jane -, mas os sentimentos que as norteiam podem ser melhores do que aqueles que supões. Conhecendo-a há mais tempo do que me conhecem a mim, não me admira que a apreciem mais. Porém, quaisquer que sejam os seus desejos, não é provavel que se oponham aos do irmão; Que irmã se atreveria a tanto, a não ser em uma situação deveras censurável? (pp. 102-3)

Capítulo XXIV
b. "jean melville"

- E são os homens que se encarregam de as convencer.
- Se é propositadamente que o fazem, não têm desculpa; mas não creio que no mundo haja tanta duplicidade, como a maioria das pessoas pretendem fazer acreditar.
- Estou longe de atribuir à duplicidade alguma faceta do comportamento de Mr. Bingley - disse Elisabeth -; mas o que é certo é que, mesmo sem se planejar fazer o mal ou tornar outros infelizes, podem-se criar situações de equívoco e de sofrimento. Refiro-me à inconsciência, à falta de atenção para com os sentimentos dos outros e à falta de poder de resolução.
- E qual atribuis?
- O último. Mas não vou continuar, pois corro o risco de te desagradar ao dizer o que penso de pessoas que tu estimas.
- Persistes, então, em supor que as irmãs dele o influenciam?
- Sim, em combinação com o amigo dele.
- Não acredito. Porque tentariam influenciá-lo? Apenas podem desejar a felicidade dele e, se ele sente atração por mim, nenhuma outra mulher pode lhe trazer essa felicidade.
- A tua primeira afirmação é falsa. Elas podem desejar-lhe várias outras coisas além de felicidade; podem desejá-lo mais rico e mais influente: podem desejar casá-lo com uma moça investida de toda a importância que o dinheiro, a nobreza e o orgulho conferem.
- Sem dúvida que elas desejam vê-lo escolher Miss Darcy - replicou Jane -, mas os sentimentos que as norteiam podem ser melhores do que aqueles que supões. Eles a conhecem há mais tempo do que a mim, não me admira que a apreciem mais. Porém, quaisquer que sejam os seus desejos, não é provável que se oponham aos do irmão. Que irmã se atreveria a tanto, a não ser em uma situação realmente censurável? (p. 121)

Capítulo XLVIII
a. maria francisca ferreira de lima

Elisabeth imediatamente compreendeu de onde provinha aquela deferência pela sua autoridade no assunto, mas, infelizmente, não possuía informações que a justificassem.
Nunca ouvira dizer que ele tivesse quaisquer parentes, além do pai e da mãe, e ambos já haviam falecido há muitos anos. Era possível, no entanto, que alguns dos seus companheiros do regimento pudessem dar informações mais substanciais; e, embora não alimentasse grandes esperanças a esse respeito, tal medida não era de desdenhar.
Cada dia em Longbourn era agora um dia de ansiedade; mas o momento mais angustioso era o da chegada do correio. Eram esperadas cartas todas as manhãs, com a maior impaciência; e cada dia que passava aguardavam notícias importantes.
Porém, antes de tornarem a receber notícias do Sr. Gardiner, chegou uma carta para o Sr. Bennet da parte do Sr. Collins; e, como Jane recebera instruções para abrir toda a correspondência dirigida a seu pai na sua ausência, ela leu a carta. Elisabeth, que sabia como as cartas do Sr. Collins eram curiosas e singulares, debruçou-se sobre a irmã e leu também. (p. 212)

Capítulo XLVIII
b. "jean melville"

Elisabeth imediatamente compreendeu de onde provinha aquela deferência por sua autoridade no assunto, mas, infelizmente, não possuía informações que a justificassem.
Nunca ouvira dizer que ele tivesse alguns parentes, além do pai e da mãe, e ambos já haviam falecido há muitos anos. Era possível, no entanto, que alguns de seus companheiros do regimento pudessem dar informações mais substanciais; e, embora não alimentasse grandes esperanças a esse respeito, tal medida não era de desprezar.
Cada dia em Longbourn era agora um dia de ansiedade; mas o momento mais angustiante era o da chegada do correio. Eram esperadas cartas todas as manhãs, com grande impaciência; e todo dia [] aguardavam notícias importantes.
Porém, antes de tornarem a receber notícias de Mr. Gardiner, chegou uma carta para Mr. Bennet da parte de Mr. Collins; e, como Jane recebera instruções para abrir toda correspondência dirigida a seu pai em sua ausência, ela leu a carta. Elisabeth, que sabia como as cartas de Mr. Collins eram curiosas e singulares, debruçou-se sobre a irmã e leu também. (p. 241)

[agradeço a colaboração de thiago augusto]

sobre essa ishperteza, veja também "quanta enganação!". ela encontra solidária acolhida entre a fiel turminha: livraria da travessa, livraria da vila, livraria cultura, livraria loyola, livrarias siciliano etc.


atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.





imagens: http://janeausten.com.br; www.players.com.br

25 de mai. de 2010

cotejos disponíveis



segue-se a relação de cotejos publicados no nãogostodeplágio. clique no nome da obra para ver a comparação entre a tradução legítima e a tradução espúria. os posts trazem exemplos de alguns parágrafos, a título ilustrativo, de extensos cotejos feitos entre as traduções, com outras traduções e/ou com o original.

alexandre dumas, os três mosqueteiros (nova cultural)
aristóteles, arte poética (martin claret)
aristóteles, ética a nicômaco (martin claret)
baltasar gracián, a arte da prudência (martin claret)
balzac, a mulher de trinta anos (martin claret)
balzac, a mulher de trinta anos (nova cultural)
balzac, eugênia grandet (martin claret)
baudelaire, flores do mal (martin claret)
boccaccio, o decamerão (hemus, abril cultural, círculo do livro, nova cultural)
brecht, o casamento do pequeno burguês (deriva)
campanella, a cidade do sol (rideel)
carnelutti, arte do direito (bookseller)
charles dickens, cântico de natal (martin claret)
charlotte brontë, jane eyre (itatiaia)
chesterton, o homem que foi quinta-feira (um pesadelo) (germinal)
conan doyle, aventuras de sherlock holmes (martin claret)
conan doyle, memórias de sherlock holmes (martin claret)
conan doyle, o último adeus de sherlock holmes (martin claret)
d. h. lawrence, o amante de lady chatterley (martin claret)
dante, a divina comédia (nova cultural)
dante, da monarquia (martin claret)
dante, vida nova (martin claret)
darwin, a origem das espécies (martin claret)
darwin, a origem das espécies (hemus/claret)
darwin, a origem das espécies (hemus/ediouro)
darwin, a origem das espécies (madras)
darwin, a origem das espécies (coleção folha) - comunicado do diretor da coleção aqui
descartes, o discurso do método (nova cultural)
descartes, princípios de filosofia (hemus; coleção folha)
dominic crossan, o essencial de jesus (jardim dos livros)
dostoievski, a árvore de natal de cristo (boitempo)
dostoievski, crime e castigo (nova cultural)
dostoievski, irmãos karamázov (nova cultural)
dostoievski, um jogador (martin claret)
durkheim, as regras do método sociológico (martin claret)
edgar a. poe, a queda da casa de usher (martin claret)
edgar a. poe, manuscrito encontrado em uma garrafa (martin claret)
edgar a. poe, o gato preto (martin claret)
edgar a. poe, o escaravelho de ouro (cultrix)
edgar a. poe, o pipo de amontillado (in contos e histórias) (cedic)
edgar a. poe, o poço e o pêndulo (martin claret)
edgar a. poe, os crimes da rua morgue (martin claret)
edmond rostand, cyrano de bergerac (nova cultural)
émile zola, a besta humana (hemus)
émile zola, naná (nova cultural)
emily brontë, o morro dos ventos uivantes (landmark)
emily brontë, o morro dos ventos uivantes (nova cultural)
esopo, fábulas (martin claret)
eurípides, alceste (martin claret)
eurípides, electra (martin claret)
eurípides, hipólito (martin claret)
fielding, tom jones (nova cultural)
flávio josefo, seleções (madras)
flaubert, madame bovary (nova cultural)
francesco carnelutti (bookseller)
fustel de coulanges, a cidade antiga (hemus; ediouro)
harriet b. stowe, a cabana do pai tomás (madras)
hegel, princípios da filosofia do direito (ícone)
henry thomas, vidas de grandes filósofos (martin claret)
herman melville, moby dick (cedic)
herman melville, moby dick (martin claret)
hobbes, leviatã (nova cultural)
istván mészáros, a teoria da alienação em marx (boitempo)
ivan goncharov, oblomov (germinal)
isaac b. singer, o escravo (germinal)
jack london, caninos brancos (martin claret)
jack london, o lobo do mar (martin claret)
jane austen, orgulho e preconceito (best seller)
jane austen, orgulho e preconceito (martin claret)
jane austen, persuasão (landmark)
jean genet, as criadas (deriva)
john locke, segundo tratado sobre o governo (martin claret)
joseph conrad, lord jim (nova cultural)
jules verne, volta ao mundo em oitenta dias (martin claret)
kant, crítica da razão prática (martin claret)
kant, fundamentação da metafísica dos costumes (martin claret)
kant, sobre um suposto direito de mentir por amor à humanidade (martin claret)
kant, que significa orientar-se no pensamento (martin claret)
kant, resposta à pergunta: que é esclarecimento? (martin claret)
kierkegaard, o desespero humano (martin claret)
kipling, o livro da jângal (martin claret)
lampedusa, o leopardo (nova cultural)
lassalle, o que é uma constituição? (russell)
leontiev, o desenvolvimento do psiquismo (centauro)
louisa may alcott, mulherzinhas (martin claret)
louisa may alcott, mulherzinhas (nova cultural)
maquiavel, o príncipe (martin claret)
marco polo, as viagens (martin claret)
mark twain, as aventuras de tom sawyer (martin claret)
marx, a questão judaica (moraes; centauro)
marx, o capital (ed. condensada) - na verdade, gabriel deville, o capital de karl marx (coleção folha)
maupassant, uma vida (nova cultural)
máximo gorki, sonho de uma noite de natal (boitempo)
nietzsche, a origem da tragédia (centauro)
nietzsche, a origem da tragédia, proveniente do espírito da música (madras)
nietzsche, acerca da verdade e da mentira (rideel)
nietzsche, assim falava zaratustra (escala educacional)
nietzsche, assim falava zaratustra (hemus/ leopardo)
nietzsche, assim falou zaratustra (martin claret)
nietzsche, minha irmã e eu (moraes e centauro)
nietzsche, o anticristo (rideel)
nietzsche, ecce homo (rideel)
nietzsche, ecce homo (martin claret)
omar khayyam, rubaiyat (hemus)
oscar wilde, a balada do cárcere de reading (martin claret)
oscar wilde, o retrato de dorian gray (nova cultural)
pascal, pensamentos (martin claret)
pascal, pensamentos (nova cultural)
perry anderson, as antinomias de gramsci (boitempo)
perry anderson, nas trilhas do materialismo histórico (boitempo)
petrônio, satíricon (martin claret)
pirandello, o falecido mattia pascal (nova cultural)
pirandello, seis personagens à procura de um autor (nova cultural)
platão, a república, cotejo feito pelo prof. gonzalo armijos (martin claret)
platão, apologia de sócrates (nova cultural)
ralph w. emerson, ensaios (martin claret)
roderick anscombe, a vida secreta de laszlo, conde drácula (jardim dos livros)
santo agostinho, confissões (martin claret)
savigny, metodologia jurídica (rideel)
scott fitzgerald, suave é a noite (nova cultural)
shakespeare, hamlet (martin claret)
shakespeare, a megera domada (martin claret)
shakespeare, otelo (martin claret)
slavoj zizek, lacrimae rerum (boitempo)
sófocles, antígona (martin claret)
sófocles, édipo rei (martin claret)
stendhal, o vermelho e o negro (nova cultural)
stevenson, a ilha do tesouro (martin claret)
stevenson, janet do pescoço torcido (martin claret)
stevenson, markheim (martin claret)
suchodolski, a pedagogia e as grandes correntes filosóficas (centauro)
thomas cleary, o essencial do alcorão (jardim dos livros)
thomas more, a utopia (martin claret) [informação]
thoreau, a desobediência civil (martin claret)
thoreau, andar a pé (martin claret)
thoreau, uma semana nos rios concord e merrimack (martin claret)
tolstói, ana karênina (nova cultural)
voltaire, contos (nova cultural)
voltaire, dicionário filosófico (martin claret)
voltaire, dicionário filósofico II (martin claret)
von ihering, a luta pelo direito (martin claret)
von ihering, a luta pelo direito (pillares)
von ihering, a luta pelo direito (rideel)

von ihering, a luta pelo direito (russell)
walter scott, ivanhoé (nova cultural)
weber, a ética protestante e o espírito do capitalismo (martin claret)
weber, ciência e política: duas vocações (martin claret)
xenofonte, apologia de sócrates (nova cultural)
xenofonte, ditos e feitos memoráveis de sócrates (nova cultural)

relação atualizada em 03/03/10; em 25/05/10; em 12/08/2010; em 13/09/2011; em 23/10/2011; em 04/11/2011; em 18/11/2011; em 30/11/11; em 12/04/2012, em 01/06/2012; em 09/08/2012; em 19/08/2012; em 19/11/2012; em 24/08/2015; em 20/04/2016

imagem: tom phillips, dante in his study, sobre luca signorelli (via flanelapaulistana)
.

9 de dez. de 2009

(anti)referências bibliográficas

as obras estão classificadas por editoras, e entre parênteses constam os nomes a que vem indevidamente atribuída a autoria das traduções, em verdade da autoria de terceiros esbulhados.

ABRIL CULTURAL 
boccaccio, o decamerão (torrieri guimarães)

BEST SELLER (selo do Grupo Record)
jane austen, orgulho e preconceito (enrico corvisieri)

BOITEMPO EDITORIAL
fedor dostoiewski, a árvore de natal de cristo (isa tavares)
istván mészáros, a teoria da alienação em marx (isa tavares)
máximo gorki, sonho de uma noite de natal (isa tavares)
perry anderson, as antinomias de gramsci (paulo césar castanheira)
perry anderson, nas trilhas do materialismo histórico (isa tavares)
slavoj zizek, lacrimae rerum (isa tavares)

BIBLIEX
george orwell, 1984 (luiz carlos carneiro de paula)

CEDIC
dante alighieri, a divina comédia (anônimo)
edgar allan poe, contos e histórias (anônimo)
herman melville, moby dick (leonor de medeiros)

CENTAURO
hitler, minha luta (klaus von puschen)
leontiev, o desenvolvimento do psiquismo (rubens eduardo ferreira frias/ hellen roballo)
marx, a questão judaica (silvio donizete chagas)
nietzsche, a origem da tragédia (joaquim josé de farias/ peter klaus ivanov)
nietzsche, minha irmã e eu (rubens eduardo ferreira frias)
suchodolski, a pedagogia e as grandes correntes filosóficas (rubens eduardo ferreira frias)

CÍRCULO DO LIVRO
boccaccio, o decamerão (torrieri guimarães)
dostoiévski, os irmãos karamázovi (enrico corvisieri)

CLUBE DO LIVRO
qualquer obra que traga nos créditos "tradução especial de xxx" ou "tradução feita por xxx especialmente para o clube do livro", em particular as que constam em nome de josé maria machado. vide aqui.

COLEÇÃO FOLHA "LIVROS QUE MUDARAM O MUNDO"
ch. darwin, a origem das espécies (eduardo nunes fonseca)
karl marx, o capital (ed. condensada) (além de problemas na atribuição de tradução, há falsa atribuição de autoria do próprio original - o autor é gabriel deville, e a obra se chama o capital de karl marx)
rené descartes, discurso sobre o método e princípios da filosofia (volume duplo - desrecomendada por problemas de atribuição de tradução especificamente a segunda obra, princípios de filosofia)

CULTRIX
edgar allan poe, "o escaravelho de ouro" in histórias extraordinárias (josé paulo paes)

DERIVA
albert camus, os justos (robson dos santos)
bertold [sic] brecht, o casamento do pequeno burguês (césar santos)
jean genet, as criadas (roberto medeiros porto)
jean-paul sartre, entre quatro paredes (roberto de almeida)
[ver a retratação da editora aqui]

EDIBOLSO (extinta)
edgar allan poe, histórias extraordinárias (sandro pivatto; luiza lobo)

EDIOURO
ch. darwin, a origem das espécies (eduardo nunes fonseca)
émile zola, germinal (eduardo nunes fonseca)
fustel de coulanges, a cidade antiga (eduardo nunes fonseca e jonas camargo leite)

ESCALA
nietzsche, assim falava zaratustra (ciro mioranza)

GERMAPE (extinta)
edgar allan poe, contos e histórias (henry dualib - cf. fbn/isbn)
herman melville, moby dick (leonor de medeiros)

GERMINAL
d. h. lawrence, mulheres apaixonadas (felipe padula borges)
g. k. chesterton, o homem que foi quinta-feira (vera lúcia rodrigues)
goncharov, oblomov (juliana borges)
hermann brock [sic], os sonâmbulos (wilson hilário borges)
ignazio silone, a semente sob a neve (wilson hilário borges)
isaac b. singer, o escravo (juliana borges)

outros títulos lançados pela germinal, que não cheguei a cotejar, mas que despertam muita desconfiança são:
arthur koestler, ladrões na noite (juliana borges)
arthur koestler, o iogue e o comissário (não descobri)
arthur koestler, chegada e partida (juliana borges)
saul bellow, a vítima (juliana borges)
james agee, morte na família (juliana borges)
gustave glotz, história econômica da grécia (vera lúcia rodrigues)
sinclair lewis, o nobre senhor kingsblood (juliana borges)
fenimore cooper, o último dos moicanos (vera lúcia rodrigues)
gustave flaubert, salambô (não descobri)
luigi pirandello, a excluída (wilson hilário borges)
ver aqui

H. GARNIER
charles dickens, as aventuras do sr. pickwick (k. d'avellar)
edgar allan poe, novellas extraordinarias ("traducção brasileira")

outros títulos que não cheguei a cotejar, mas que despertam muita desconfiança, são todos os que trazem créditos de tradução em nome de "k. d'avellar", "r. d'avellar" e suas variantes com um "l" só.

HEMUS (atualmente, selo da Editora Leopardo)
boccaccio, o decamerão (torrieri guimarães)
darwin, a origem das espécies (eduardo nunes fonseca)
descartes, princípios de filosofia (torrieri guimarães)
émile zola, a besta humana (eduardo nunes fonseca)
émile zola, germinal (eduardo nunes fonseca)
fustel de coulanges, a cidade antiga (jonas camargo leite e eduardo nunes fonseca)
nietzsche, assim falava zaratustra (eduardo nunes fonseca)
omar khayamm, rubaiyat (torrieri guimarães)

ÍCONE
hegel, princípios da filosofia do direito (norberto de paula lima)

ITATIAIA
charlotte brontë, jane eyre (waldemar rodrigues de oliveira)
voltaire, zadig (galeão coutinho, em espantosa difamação de um intelectual sério e respeitável)

JARDIM DOS LIVROS (atualmente, selo do Grupo Geração)
john d. crossan, o essencial de jesus (pedro h. berwick)
roderick anscombe, a vida secreta de laszlo, conde drácula (pedro h. berwick)
sun tzu, a arte da guerra (nikko bushido)
thomas cleary, o essencial do alcorão (pedro h. berwick)

LANDMARK
emily brontë, o morro dos ventos uivantes (ver retificação)
jane austen, persuasão (fábio cyrino)

MADRAS
charles darwin, a origem das espécies *
flavius josephus, seleções *
harriet b. stowe, a cabana do pai tomás *
marco aurélio, meditações *
nietzsche, a origem da tragédia**

* atualizado em 10/12/2009: ver informe ; atualizado em 14/12/2009: ver solicitação ; atualizado em 15/12/2009: ver comunicado
** atualizado em 21/08/2010: ver comunicado

MARTIN CLARET - bizarrices tradutórias (fbn/isbn)
bocage, sonetos (pietro massetti)
eça de queiroz, o primo basílio (pietro nassetti)
gil vicente, a farsa de inês pereira (pietro nassetti)
gil vicente, o velho da horta (juan gonçalves)
gladstone chaves, a língua e o estilo de rui barbosa (jean melville)
jaime cortesão [sic], a carta de pero vaz de caminha (pietro nassetti)
josé de alencar, a encarnação (pietro nassetti)
machado de assis, contos fluminenses (marcellin talbot)
machado de assis, papéis avulsos (marcellin talbot)
machado de assis, quincas borba (pietro nassetti)
machado de assis, ressurreição (alex marins)
ricardo reis [fernando pessoa], poesia de ricardo reis (marcellin talbot)
tomás gonzaga, marília de dirceu (pietro nassetti)

obs.: no caso dessas bizarrices da editora martin claret cadastradas na agência nacional do isbn/ fbn, a procuradora dra. ana padilha, do ministério público federal, determinou que fossem tomadas as devidas providências. tais excrescências foram removidas a partir de agosto de 2009.

MARTIN CLARET - "tradutores" sortidos
[há vários casos de discrepância entre o registro no isbn/fbn e o exemplar impresso]
aristófanes, lisístrata e as vespas (john green)
ch. dickens, cântico de natal (john green)
conan doyle, memórias de sherlock holmes (john green)
d.h. lawrence, o amante de lady chatterley (jean melville, isbn/ jorge luís penha, edição impressa)
darwin, a origem das espécies (john green)
dostoievski, os irmãos karamazovi (alexandre boris popov)
kant, crítica da razão prática (rodolfo schaefer/leopoldo holzbach)
kant, crítica da razão pura (rodolfo schaefer/alex marins/pietro massetti)
kant, fundamentação da metafísica dos costumes e outros escritos (leopoldo holzbach)
nietzsche, assim falava zaratustra (equipe de tradutores, 2000)

MARTIN CLARET e o triunvirato tradutivo [idem; em alguns casos, inclusive, constam apenas na FBN/ISBN]
adam smith, a riqueza das nações (alex marins)
anatole france, thaïs (alex marins)
anônimo, tristão e isolda (alex marins)
aristóteles, arte poética (pietro nassetti)
aristóteles, ética a nicômaco (pietro nassetti)
balzac, a mulher de trinta anos (pietro nassetti)
balzac, eugênia grandet (alex marins)
baudelaire, as flores do mal (pietro nassetti)
carlo collodi, as aventuras de pinóquio (pietro nassetti)
cervantes, dom quixote (jean melville, 2005)
ch. dickens, grandes esperanças (jean melville)
cícero, dos deveres (alex marins)
conan doyle, as aventuras de sherlock holmes (jean melville)
conan doyle, o cão dos baskervilles (pietro nassetti)
conan doyle, o último adeus de sherlock holmes (alex marins)
conan doyle, um estudo em vermelho (jean melville)
dante, da monarquia (jean melville)
dante, vida nova (jean melville)
descartes, o discurso do método (pietro nassetti)
dostoievski, crime e castigo (alex marins na fbn)
dostoievski, o jogador (pietro nassetti)
durkheim, as regras do método sociológico (pietro nassetti)
durkheim, o suicídio (alex marins)
e. allan poe, histórias extraordinárias (pietro nassetti)
e. renan, paulo, o 13o. apóstolo (jean melville)
emerson, a conduta para a vida (jean melville)
emerson, ensaios (jean melville)
émile zola, germinal (jean melville)
epicuro, o pensamento de epicuro (pietro nassetti, fbn)
erasmo de roterdã, elogio da loucura (alex marins)
esopo, fábulas (pietro nassetti)
eurípides, alceste (pietro nassetti)
eurípides, electra (pietro nassetti)
eurípides, hipólito (pietro nassetti)
fenimore cooper, o último dos moicanos (alex marins)
freud, cinco lições de psicanálise (pietro nassetti, fbn)
fustel de coulanges, a cidade antiga (jean melville)
gide, acuso (jean melville)
gitanjali (pietro nassetti)
goethe, werther (pietro nassetti)
gracián, a arte da prudência (pietro nassetti)
guy de maupassant, bola de sebo e outros contos (pietro nassetti)
h. r. haggard, as minas do rei salomão (jean melville)
hegel, a fenomenologia do espírito (alex marins)
henry d. thoreau, desobediência civil e outros ensaios (alex marins)
herman melville, moby dick (alex marins)
hobbes, leviatã (alex marins)
j. goldsmith, o caminho infinito (pietro nassetti)
j. goldsmith, o trovejar do silêncio (pietro nassetti)
jack london, caninos brancos (pietro nassetti, fbn)
jack london, martin eden (jean melville)
jack london, o lobo do mar (pietro nassetti)
jane austen, orgulho e preconceito (jean melville)
john locke, segundo tratado sobre o governo (alex marins)
joseph conrad, lorde jim (pietro nassetti)
joseph conrad, o coração das trevas (pietro nassetti)
jules verne, volta ao mundo em oitenta dias (pietro nassetti)
kafka, artista da fome (pietro nassetti)
kant, crítica da razão pura (alex marins)
khalil gibran, jesus, o filho do homem (pietro nassetti)
khalil gibran, o profeta (pietro nassetti)
kierkegaard, o desespero humano (alex marins)
kierkegaard, diário de um sedutor (jean melville)
l. wallace, ben-hur (alex marins)
louise m. alcott, as mulherzinhas (alex marins)
maquiavel, a arte da guerra (jean melville)
maquiavel, belfagor (pietro nassetti)
maquiavel, escritos políticos (jean melville)
maquiavel, mandrágora (pietro nassetti)
maquiavel, o príncipe (pietro nassetti)
marco aurélio, meditações (alex marins)
marco polo, as viagens (pietro nassetti)
mark twain, as aventuras de huckleberry finn (alex marins)
mark twain, as aventuras de tom sawyer (pietro nassetti)
marx e engels, o manifesto comunista (pietro nassetti)
marx, manuscritos econômico-filosóficos (alex marins)
mary shelley, frankenstein (pietro nassetti)
max weber, a ética protestante e o espírito do capitalismo (pietro nassetti)
max weber, ciência e política: duas vocações (jean melville)
molière, o tartufo (jean melville)
montesquieu, do espírito das leis (jean melville)
nathanael hawthorne, a letra escarlate (pietro nassetti)
nietzsche, a gaia ciência (jean melville)
nietzsche, assim falou zaratustra (alex marins, 2002)
nietzsche, assim falou zaratustra (pietro nassetti, 1999)
nietzsche, ecce homo (pietro nassetti)
nietzsche, o anticristo (pietro nassetti)
nietzsche, para além do bem e do mal (alex marins)
o livro de jó (alex marins)
omar khayyam, rubayat (pietro nassetti)
oscar wilde, balada do cárcere de reading (jean melville)
oscar wilde, de profundis (jean melville)
oscar wilde, o príncipe e o mendigo (alex marins)
oscar wilde, o retrato de dorian gray (pietro nassetti)
ovídio, a arte de amar (pietro nassetti)
pascal, pensamentos (pietro nassetti)
petrônio, satíricon (alex marins)
platão, a república (pietro nassetti)
platão, apologia de sócrates (jean melville, 2004)
platão, apologia de sócrates (pietro nassetti, 2001)
platão, fedro (alex marins)
plauto e terêncio, comédia latina (alex marins)
pushkin, a dama de espadas (jean melville)
pushkin, a filha do capitão (jean melville)
r.l. stevenson, a ilha do tesouro (alex marins)
r.l. stevenson, o médico e o monstro (pietro nassetti)
racine, andrômaca (jean melville)
racine, fedra (jean melville)
rousseau, discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens (alex marins)
rousseau, do contrato social (pietro nassetti)
rudyard kipling, o livro da jângal (alex marins)
santo agostinho, confissões (alex marins)
schopenhauer, da morte (pietro nassetti)
schopenhauer, do sofrimento do mundo (pietro nassetti)
schopenhauer, metafísica do amor (pietro nassetti)
shakespeare, a megera domada (alex marins)
shakespeare, hamlet (pietro nassetti)
shakespeare, macbeth (jean melville)
shakespeare, o sonho de uma noite de verão (jean melville)
shakespeare, otelo (jean melville)
shakespeare, rei lear (pietro nassetti)
shakespeare, romeu e julieta (jean melville)
sófocles, antígona (jean melville)
sófocles, édipo rei (jean melville)
spinoza, ética (jean melville)
stendhal, o vermelho e o negro (jean melville)
suetônio, a vida dos doze césares (pietro nassetti)
sun tzu, a arte da guerra (pietro nassetti)
th. bulfinch, o livro de ouro da mitologia (alex marins)
thomas kêmpis, imitação de cristo (pietro nassetti)
thomas morus, a utopia (pietro nassetti)
tolstoi, a sonata a kreutzer (jean melville)
victor hugo, o corcunda de notre-dame (pietro nassetti)
virgílio, eneida (pietro nassetti)
voltaire, cândido (pietro nassetti)
voltaire, dicionário filosófico (pietro nassetti)
von ihering, a luta pelo direito (pietro nassetti)

obs.: por ocasião das providências citadas na obs. anterior, a editora martin claret procedeu a retificações adicionais que não haviam sido solicitadas na petição ao ministério público federal. a documentação referente ao cadastramento anterior, porém, continua preservada. ver a série zumbi trapalhares, I a VII.

MORAES (extinta)
hitler, minha luta (não consta)
marx, a questão judaica (não consta)
nietzsche, a origem da tragédia (joaquim josé de faria)
nietzsche, minha irmã e eu (rubens eduardo ferreira frias)

NOVA CULTURAL - Coleção Imortais da Literatura Universal
a. dumas, os três mosqueteiros (mirtes ugeda)
balzac, a mulher de trinta anos (enrico corvisieri)
boccaccio, o decamerão (torrieri guimarães)
dostoievski, os irmãos karamazóvi (enrico corvisieri)
émile zola, germinal (eduardo nunes fonseca)
leon tolstoi, ana karênina (mirtes ugeda)
oscar wilde, o retrato de dorian gray (maria cristina f. da silva)
scott fitzgerald, suave é a noite (enrico corvisieri)
stendhal, o vermelho e o negro (maria cristina f. da silva)

NOVA CULTURAL - Coleção Obras-Primas
a. dumas, os três mosqueteiros (mirtes ugeda)
balzac, a mulher de trinta anos (gisele donat soares)
dante, a divina comédia (fábio m. alberti)
edmond rostand, cyrano de bergerac (fábio m. alberti)
émile zola, naná (roberto valeriano)
emily brontë, o morro dos ventos uivantes (silvana laplace)
flaubert, madame bovary (enrico corvisieri)
goethe, fausto (alberto maximiliano)
goethe, werther (alberto maximiliano)
guy de maupassant, uma vida (roberto domenico proença)
henry fielding, tom jones (jorge pádua conceiçao)
joseph conrad, lord jim (carmen lia lomonaco)
lampedusa, o leopardo (leonardo codignoto)
leon tolstoi, ana karênina (mirtes ugeda)
louisa may alcott, mulherzinhas (vera maria marques martins)
oscar wilde, o retrato de dorian gray (enrico corvisieri)
pirandello, o falecido mattia pascal (fernando corrêa fonseca)
pirandello, seis personagens à procura de autor (fernando corrêa fonseca)
scott fitzgerald, suave é a noite (enrico corvisieri)
stendhal, o vermelho e o negro (maria cristina f. da silva)
voltaire, contos (roberto domenico proença)
walter scott, ivanhoé (roberto nunes whitaker)

NOVA CULTURAL - Coleção Os Pensadores
descartes, discurso do método (enrico corvisieri)
descartes, meditações (enrico corvisieri)
descartes, objeções e respostas (enrico corvisieri)
descartes, paixões da alma (enrico corvisieri)
maquiavel, o príncipe (olívia bauduh)
pascal, pensamentos (olívia bauduh)
platão, apologia de sócrates (enrico corvisieri)
xenofonte, apologia de sócrates (mirtes coscodai)
xenofonte, ditos e feitos memoráveis de sócrates (mirtes coscodai)

PILLARES
von ihering, a luta pelo direito (ivo de paula)

RECORD *
charles webb, a primeira noite de um homem (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, médico e amante (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, um médico diferente (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, dilema de médico (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, médicos em conflito (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, mulheres de médicos (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, o fim da viagem (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, impasse de médico (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, heroísmo de médico (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, consciência de médico (nelson rodrigues)
frank g. slaughter, médico astronauta (nelson rodrigues)
frederic raphael, darling (nelson rodrigues)
harold robbins, o garanhão (nelson rodrigues)
harold robbins, os libertinos (nelson rodrigues)
harold robbins, escândalo na sociedade (nelson rodrigues)
harold robbins, os implacáveis (nelson rodrigues)
harold robbins, o indomável (nelson rodrigues)
harold robbins, os insaciáveis (2 vols.) (nelson rodrigues)
harold robbins, 79 park avenue (nelson rodrigues)
harold robbins, uma prece para danny fischer (nelson rodrigues)
harold robbins, stiletto (nelson rodrigues)
harold robbins, o machão (nelson rodrigues)
harold robbins, a mulher só (nelson rodrigues)
harold robbins, os sonhos morrem primeiro (nelson rodrigues)
harold robbins, os herdeiros (nelson rodrigues)
harold robbins, ninguém é de ninguém (nelson rodrigues)
henry sutton, a exibicionista (nelson rodrigues)
hugh atkinson, os jogos proibidos (nelson rodrigues)
morton cooper, o rei devasso (nelson rodrigues)
polly adler, uma certa casa suspeita (nelson rodrigues)

* vários destes títulos saíram também pela abril cultural, círculo do livro e nova cultural. alguns foram lançados inicialmente pelo selo livraria eldorado, da própria record. 

RIDEEL
campanella, a cidade do sol (heloísa da graça burati)
nietzsche, acerca da verdade e da mentira (heloísa da graça burati)
nietzsche, ecce homo (heloísa da graça burati)
nietzsche, o anticristo (heloísa da graça burati)
savigny, metodologia jurídica (heloísa da graça burati)
thomas more, utopia (heloísa da graça burati)
von ihering, a luta pelo direito (heloísa da graça buratti)

RIDEEL - Coleção Biblioteca Clássica* (coleção extinta)

RIDEEL - Coleção Biblioteca Sherlock Holmes* (coleção extinta)


RIDEEL - Coleção Biblioteca O Melhor de Shakespeare* (coleção extinta)

* excepcionalmente, sobre os títulos destas três coleções da rideel, ver rideel, livros tirados de catálogo.
atualizado em 25/4/10: ver também rideel, retratação.

RUSSELL
francesco carnelutti, arte do direito (ricardo rodrigues gama)
ferdinand lassalle, o que é uma constituição? (ricardo rodrigues gama)
von ihering, a luta pelo direito (ricardo rodrigues gama)

SAPIENZA (extinta)
sun tzu, a arte da guerra (nikko bushido)

atualizado em 23/10/2011; 27/11/2011; 12/04/2012; 13/05/2012; 27/05/2012; 09/08/2012; 24/08/2015; 17/09/2015; 19/04/2017
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