30 de set de 2008

a divina comédia














Divina Commedia

Canto XI
La frode, ond'ogne coscienza è morsa,
può l'omo usare in colui che 'n lui fida
e in quel che fidanza non imborsa.
Questo modo di retro par ch'incida
pur lo vinco d'amor che fa natura;
onde nel cerchio secondo s'annida
ipocresia, lusinghe e chi affattura,
falsità, ladroneccio e simonia,
ruffian, baratti e simile lordura.

Dante, A divina comédia (trad. Hernâni Donato, Abril Cultural, por cessão da Cultrix para a edição de 1979) (p. 57):
Canto XI
"A fraude, seguida por remorso eterno, é praticada traindo-se a confiança conquistada ou tramando danos contra o próximo que confia desprevenido. Quem por este segundo modo ofende a doce lei do amor fraterno, encontra seu castigo no círculo segundo. Ali estão os hipócritas, os aduladores, os falsários, os mistificadores, os rufiões, os simoníacos e outros da mesma laia."

Dante, A divina comédia ("trad." Fábio M. Alberti, Nova Cultural, 2002) (p. 49):
Canto XI
"A fraude, seguida por eterno remorso, é praticada traindo-se a confiança conquistada ou tramando danos contra o próximo que confia. Quem por este segundo modo ofende a doce lei do amor fraterno encontra seu castigo no círculo segundo. Nele se acham os hipócritas, os aduladores, os falsários, os mistificadores, os rufiões, os simoníacos e outros do mesmo jaez."

Original:
Canto XIII
Non era ancor di là Nesso arrivato,
quando noi ci mettemmo per un bosco
che da neun sentiero era segnato.
Non fronda verde, ma di color fosco;
non rami schietti, ma nodosi e 'nvolti;
non pomi v'eran, ma stecchi con tòsco:
(...)
Io sentia d'ogne parte trarre guai,
e non vedea persona che 'l facesse;
per ch'io tutto smarrito m'arrestai.
Cred'io ch'ei credette ch'io credesse
che tante voci uscisser, tra quei bronchi
da gente che per noi si nascondesse.
Però disse 'l maestro: «Se tu tronchi
qualche fraschetta d'una d'este piante,
li pensier c'hai si faran tutti monchi».
(...)
e colsi un ramicel da un gran pruno (...)

Dante, A divina comédia (trad. Hernâni Donato, Abril Cultural, por cessão da Cultrix para a edição de 1979) (pp. 62-63):

Canto XIII
Não havia ainda Nesso chegado à outra margem quando penetramos floresta de tal modo espessa que por trilha alguma era cortada. Não era verde a sua fronde, mas escura; não lisos e sim nodosos os ramos, dos quais não balouçavam frutos, porém farpas venenosas.[...] De todos os lados chegava-me aiar dolorido, mas não alcançava vislumbrar os que assim gritavam. Detive-me, confuso e angustiado. Creio que o guia supôs estivesse eu acreditando procederem os gritos de turba que entre as árvores de nós se houvesse escondido. Pois observou: “Se quebrares ramo dessa fronde, verás que teu pensar não é acertado”. [...] de um galho arranquei um ramo [...]

Dante, A divina comédia ("trad." Fábio M. Alberti, Nova Cultural, 2002) (pp. 56-57):
“Nesso ainda não chegara à outra margem quando adentramos uma floresta de tal modo espessa que por trilha alguma era cortada. Sua fronde não era verde, mas escura; não eram lisos seus ramos, e sim nodosos, e deles pendiam, em lugar de frutos, farpas venenosas” (...)
“Vinha-me de todos os lados o aiar dolorido, mas eu não alcançava deslumbrar os que assim gritavam. Detive-me confuso e angustiado. Creio que o guia supôs estivesse eu acreditando procederem os gritos de tubas, que entre as árvores de nós se houvesse escondido. Ele observou: Se quebrares um ramo dessa dessa fronde verás que teu pensar não é correto”
“Arranquei então o ramo de um galho”(...)

atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.

imagem na biblioteca vaticana.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

comentários anônimos, apócrifos e ofensivos não serão liberados.