15 de set de 2008

ninguém merece


adolfo casais monteiro dispensa apresentação. seu filho joão paulo monteiro, livre-docente de filosofia na usp, teve sua tradução de o leviatã surripiada pelo segundinho da claret, jean melville, conforme cotejo apresentado aqui no nãogostodeplágio, e prontamente se pôs a correr atrás do problema.

além disso, alarmado com a desfaçatez e preocupado com o legado intelectual de seu pai, enviou algumas páginas escaneadas de o desespero humano, traduzido por adolfo casais monteiro.

infelizmente, bingo.

desta feita, não foi nem o segundinho, e sim o terceirinho da claret que assinou o roubo: alex marins. abaixo, o kierkegaard da claret:

"[...] Desse modo derivada ou estabelecida, essa relação é o eu do homem. É uma relação que não é apenas consigo própria, mas com outrem. Daí provém que haja duas formas do verdadeiro desespero. Se o nosso eu tivesse sido estabelecido por ele mesmo, uma só existiria: não querermos ser nós mesmos, querermo-nos desembaraçar do nosso eu, e não poderia existir esta outra: a vontade desesperada de sermos nós mesmos. Com efeito, o que esta fórmula traduz é a dependência do conjunto da relação, que é o eu, ou seja, a incapacidade de, pelas suas próprias forças, o eu conseguir o equilíbrio e o repouso. Isso não lhe é possível, na sua relação consigo mesmo, senão relacionando-se com o que pôs o conjunto da relação. Mais ainda: esta segunda forma de desespero - a vontade de sermos nós próprios - designa tampouco uma maneira especial de desesperar, que, ao contrário, nela finalmente se resolve e a ela se reduz todo o desespero." etc.etc.

alerta: há douta tese recente em prestigiosa universidade tomando a pirataria como referência bibliográfica, além de artigos em revistas científicas.

mestre bosi de novo: é a própria credibilidade do trabalho intelectual que fica abalada.

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