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11 de mar. de 2012

os irmãos karamázov

quanto aos irmãos karamázov e suas demais grafias, temos seis traduções no brasil. são as seguintes:


# em 1931, sai a primeira tradução entre nós, pela editora americana, em nome de raul rizinsky, com o título os irmãos karamazoff. agradeço a alex quintas de souza, que gentilmente enviou as imagens.*

 












# em 1944, a vecchi lança em dois volumes uma tradução em nome de boris solomonov, direto do russo. tratava-se, em verdade, de boris schnaiderman, sob um semipseudônimo, usando parte do patronímico (seu nome completo é boris solomonóvitch schnaiderman).





# também em 1944, pela livraria martins, sai a tradução de paulo mendes de almeida (não sei a língua de partida):


# em 1952, sai a tradução de rachel de queiroz, a partir do francês,* em três volumes, pela josé olympio. aqui na bela capa da edição de 1961, vol. 1:


* ver abaixo, na caixa de comentários, as considerações muito sugestivas de mário luiz frungillo a respeito da língua de partida para essa tradução de rachel de queiroz.


# em 1963, sai a tradução de natália nunes (e oscar mendes), por interposição do espanhol, no quarto volume da obra completa publicada pela aguilar.



a tradução de natália nunes aparece em várias edições e licenciamentos (abril cultural, nova cultural, ediouro). à esquerda, na capa da ediouro (infelizmente numa edição com graves erros de revisão, 2001).


essa mesma tradução será a primeira fraude escandalosa da editora nova cultural: em 1995, em sua coleção "imortais da literatura universal", associada ao círculo do livro, a nova cultural a publica levemente adulterada, atribuindo-a a um espectral "enrico corvisieri". veja aqui.




em mais uma escandalosa fraude de tradução, em 2003 a editora martin claret se apropria da tradução de boris solomonov (schnaiderman) e a publica em nome de um espectral "alexandre boris popov", com revisão de "irina wisnick ribeiro" (a mesma que assina a tradução de crime e castigo com "ivan petrovitch", veja aqui), que continua tranquilamente em circulação até a data de hoje.




# depois de mais de uma década com calamidades editoriais, em 2008 voltam os bons ventos: paulo bezerra publica sua tradução diretamente do russo, em dois volumes, pela editora 34:


acompanhe a pesquisa sobre as traduções de dostoiévski no brasil aqui.  

* sobre a identidade de raul rizinsky, ver aqui

8 de mai. de 2009

os irmãos do bem

fiquei felicíssima com a notícia: o prêmio de tradução da abl deste ano foi para paulo bezerra, com seu esplêndido labor em os irmãos karamázov, publicado pela editora 34.

além do imenso mérito da tradução, fiquei feliz também porque paulo bezerra é um dos que detestam figadalmente o plágio.

só para lembrar: os irmãos karamázov protagonizou um dos mais traumáticos casos de plágio no país, envolvendo a antiga tradução de boris schnaiderman publicada pela vecchi. veja aqui.

imagem: capa

12 de out. de 2009

irmãos karamázov



por algum deslize, eu tinha esquecido de postar o cotejo de irmãos karamázov pelo círculo do livro e pela nova cultural, documentando o plágio de enrico corvisieri sobre a tradução de natália nunes.

considero que foi por esta obra publicada em 1995 onde tudo começou na editora nova cultural. veja também a súmula da coisa aqui.

ei-lo, com atraso. acima a tradução legítima (natália nunes); em baixo a tradução espúria (enrico corvisieri).





atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.



25 de mai. de 2010

cotejos disponíveis



segue-se a relação de cotejos publicados no nãogostodeplágio. clique no nome da obra para ver a comparação entre a tradução legítima e a tradução espúria. os posts trazem exemplos de alguns parágrafos, a título ilustrativo, de extensos cotejos feitos entre as traduções, com outras traduções e/ou com o original.

alexandre dumas, os três mosqueteiros (nova cultural)
aristóteles, arte poética (martin claret)
aristóteles, ética a nicômaco (martin claret)
baltasar gracián, a arte da prudência (martin claret)
balzac, a mulher de trinta anos (martin claret)
balzac, a mulher de trinta anos (nova cultural)
balzac, eugênia grandet (martin claret)
baudelaire, flores do mal (martin claret)
boccaccio, o decamerão (hemus, abril cultural, círculo do livro, nova cultural)
brecht, o casamento do pequeno burguês (deriva)
campanella, a cidade do sol (rideel)
carnelutti, arte do direito (bookseller)
charles dickens, cântico de natal (martin claret)
charlotte brontë, jane eyre (itatiaia)
chesterton, o homem que foi quinta-feira (um pesadelo) (germinal)
conan doyle, aventuras de sherlock holmes (martin claret)
conan doyle, memórias de sherlock holmes (martin claret)
conan doyle, o último adeus de sherlock holmes (martin claret)
d. h. lawrence, o amante de lady chatterley (martin claret)
dante, a divina comédia (nova cultural)
dante, da monarquia (martin claret)
dante, vida nova (martin claret)
darwin, a origem das espécies (martin claret)
darwin, a origem das espécies (hemus/claret)
darwin, a origem das espécies (hemus/ediouro)
darwin, a origem das espécies (madras)
darwin, a origem das espécies (coleção folha) - comunicado do diretor da coleção aqui
descartes, o discurso do método (nova cultural)
descartes, princípios de filosofia (hemus; coleção folha)
dominic crossan, o essencial de jesus (jardim dos livros)
dostoievski, a árvore de natal de cristo (boitempo)
dostoievski, crime e castigo (nova cultural)
dostoievski, irmãos karamázov (nova cultural)
dostoievski, um jogador (martin claret)
durkheim, as regras do método sociológico (martin claret)
edgar a. poe, a queda da casa de usher (martin claret)
edgar a. poe, manuscrito encontrado em uma garrafa (martin claret)
edgar a. poe, o gato preto (martin claret)
edgar a. poe, o escaravelho de ouro (cultrix)
edgar a. poe, o pipo de amontillado (in contos e histórias) (cedic)
edgar a. poe, o poço e o pêndulo (martin claret)
edgar a. poe, os crimes da rua morgue (martin claret)
edmond rostand, cyrano de bergerac (nova cultural)
émile zola, a besta humana (hemus)
émile zola, naná (nova cultural)
emily brontë, o morro dos ventos uivantes (landmark)
emily brontë, o morro dos ventos uivantes (nova cultural)
esopo, fábulas (martin claret)
eurípides, alceste (martin claret)
eurípides, electra (martin claret)
eurípides, hipólito (martin claret)
fielding, tom jones (nova cultural)
flávio josefo, seleções (madras)
flaubert, madame bovary (nova cultural)
francesco carnelutti (bookseller)
fustel de coulanges, a cidade antiga (hemus; ediouro)
harriet b. stowe, a cabana do pai tomás (madras)
hegel, princípios da filosofia do direito (ícone)
henry thomas, vidas de grandes filósofos (martin claret)
herman melville, moby dick (cedic)
herman melville, moby dick (martin claret)
hobbes, leviatã (nova cultural)
istván mészáros, a teoria da alienação em marx (boitempo)
ivan goncharov, oblomov (germinal)
isaac b. singer, o escravo (germinal)
jack london, caninos brancos (martin claret)
jack london, o lobo do mar (martin claret)
jane austen, orgulho e preconceito (best seller)
jane austen, orgulho e preconceito (martin claret)
jane austen, persuasão (landmark)
jean genet, as criadas (deriva)
john locke, segundo tratado sobre o governo (martin claret)
joseph conrad, lord jim (nova cultural)
jules verne, volta ao mundo em oitenta dias (martin claret)
kant, crítica da razão prática (martin claret)
kant, fundamentação da metafísica dos costumes (martin claret)
kant, sobre um suposto direito de mentir por amor à humanidade (martin claret)
kant, que significa orientar-se no pensamento (martin claret)
kant, resposta à pergunta: que é esclarecimento? (martin claret)
kierkegaard, o desespero humano (martin claret)
kipling, o livro da jângal (martin claret)
lampedusa, o leopardo (nova cultural)
lassalle, o que é uma constituição? (russell)
leontiev, o desenvolvimento do psiquismo (centauro)
louisa may alcott, mulherzinhas (martin claret)
louisa may alcott, mulherzinhas (nova cultural)
maquiavel, o príncipe (martin claret)
marco polo, as viagens (martin claret)
mark twain, as aventuras de tom sawyer (martin claret)
marx, a questão judaica (moraes; centauro)
marx, o capital (ed. condensada) - na verdade, gabriel deville, o capital de karl marx (coleção folha)
maupassant, uma vida (nova cultural)
máximo gorki, sonho de uma noite de natal (boitempo)
nietzsche, a origem da tragédia (centauro)
nietzsche, a origem da tragédia, proveniente do espírito da música (madras)
nietzsche, acerca da verdade e da mentira (rideel)
nietzsche, assim falava zaratustra (escala educacional)
nietzsche, assim falava zaratustra (hemus/ leopardo)
nietzsche, assim falou zaratustra (martin claret)
nietzsche, minha irmã e eu (moraes e centauro)
nietzsche, o anticristo (rideel)
nietzsche, ecce homo (rideel)
nietzsche, ecce homo (martin claret)
omar khayyam, rubaiyat (hemus)
oscar wilde, a balada do cárcere de reading (martin claret)
oscar wilde, o retrato de dorian gray (nova cultural)
pascal, pensamentos (martin claret)
pascal, pensamentos (nova cultural)
perry anderson, as antinomias de gramsci (boitempo)
perry anderson, nas trilhas do materialismo histórico (boitempo)
petrônio, satíricon (martin claret)
pirandello, o falecido mattia pascal (nova cultural)
pirandello, seis personagens à procura de um autor (nova cultural)
platão, a república, cotejo feito pelo prof. gonzalo armijos (martin claret)
platão, apologia de sócrates (nova cultural)
ralph w. emerson, ensaios (martin claret)
roderick anscombe, a vida secreta de laszlo, conde drácula (jardim dos livros)
santo agostinho, confissões (martin claret)
savigny, metodologia jurídica (rideel)
scott fitzgerald, suave é a noite (nova cultural)
shakespeare, hamlet (martin claret)
shakespeare, a megera domada (martin claret)
shakespeare, otelo (martin claret)
slavoj zizek, lacrimae rerum (boitempo)
sófocles, antígona (martin claret)
sófocles, édipo rei (martin claret)
stendhal, o vermelho e o negro (nova cultural)
stevenson, a ilha do tesouro (martin claret)
stevenson, janet do pescoço torcido (martin claret)
stevenson, markheim (martin claret)
suchodolski, a pedagogia e as grandes correntes filosóficas (centauro)
thomas cleary, o essencial do alcorão (jardim dos livros)
thomas more, a utopia (martin claret) [informação]
thoreau, a desobediência civil (martin claret)
thoreau, andar a pé (martin claret)
thoreau, uma semana nos rios concord e merrimack (martin claret)
tolstói, ana karênina (nova cultural)
voltaire, contos (nova cultural)
voltaire, dicionário filosófico (martin claret)
voltaire, dicionário filósofico II (martin claret)
von ihering, a luta pelo direito (martin claret)
von ihering, a luta pelo direito (pillares)
von ihering, a luta pelo direito (rideel)

von ihering, a luta pelo direito (russell)
walter scott, ivanhoé (nova cultural)
weber, a ética protestante e o espírito do capitalismo (martin claret)
weber, ciência e política: duas vocações (martin claret)
xenofonte, apologia de sócrates (nova cultural)
xenofonte, ditos e feitos memoráveis de sócrates (nova cultural)

relação atualizada em 03/03/10; em 25/05/10; em 12/08/2010; em 13/09/2011; em 23/10/2011; em 04/11/2011; em 18/11/2011; em 30/11/11; em 12/04/2012, em 01/06/2012; em 09/08/2012; em 19/08/2012; em 19/11/2012; em 24/08/2015; em 20/04/2016

imagem: tom phillips, dante in his study, sobre luca signorelli (via flanelapaulistana)
.

21 de ago. de 2009

jabuti 2009


saiu a relação dos dez selecionados para o prêmio jabuti 2009, na categoria tradução literária.

são eles:

cláudio aquati (satíricon)
marise curioni (a morte de empédocles)
maurício santana dias (40 novelas de pirandello)
irene hirsch e alexandre barbosa de souza (moby dick)
safa jubran (porta do sol)
erick ramalho (poemata)
paulo bezerra (os irmãos karamázov)
josé carlos baracat jr. (enéada)
moissei mountian (o diabo mesquinho)
leonardo fróes (contos completos de flannery o'connor)

no quadro da comemoração do ano brasil-frança, em 2009 há também uma categoria extra, tradução literária de obras em francês. os selecionados são:

andré telles e rodrigo lacerda (o conde de monte cristo)
flávia nascimento (topografia ideal para uma agressão caracterizada)
rosa freire d'aguiar (a elegância do ouriço)
marcelo jacques (a estátua de sal)
andré telles (as damas do vento)
tatiana salem lévy (filho único)
mauro pinheiro (promessa ao amanhecer)
jorge bastos (uma vontade louca de dançar)
joaquim pinto da silva (fugir)
eloísa araújo ribeiro (o despovoador mal visto mal dito)

parabéns a todos pela seleção. fico feliz que tantos sejam também fiéis amigos e apoios na luta contra o plágio!

a relação completa dos selecionados em todas as categorias se encontra no site da cbl.

30 de set. de 2009

jabuti 2009

saíram ontem os resultados finais do jabuti deste ano.

em tradução, os premiados são:
1. Hölderlin, A Morte de Empédocles, Marise Moassaba Curioni (Iluminuras)
2. Petrônio, Satíricon, Cláudio Aquati (Cosac Naify)
3. Dostoievski, Os irmãos Karamázov, Paulo Bezerra (Editora 34).

em tradução do francês (no ciclo Ano Brasil-França):
1. Alexandre Dumas, O Conde de Monte Cristo, André Telles e Rodrigo Lacerda (Jorge Zahar)
2. Rachid Boudjedra, Topografia ideal para uma agressão caracterizada, Flávia Nascimento (Estação Liberdade)
3. Muriel Barbery, A elegância do ouriço, Rosa Freire d'Aguiar (Companhia das Letras)

veja aqui a relação completa das 21 categorias.

imagem: matisse, google images

14 de jun. de 2010

depoimento na fsp

hoje, a folha de s.paulo publicou no caderno da ilustrada um depoimento que dei a fábio victor, "guerrilheira antiplágio".

o link para assinantes uol e fsp é:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1406201011.htm

os comentários de algumas editoras apontadas aqui no nãogostodeplágio estão em:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1406201012.htm

São Paulo, segunda-feira, 14 de junho de 2010 
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MINHA HISTÓRIA DENISE BOTTMANN, 55

guerrilheira antiplágio(...)Não existe uma tradução igual a outra. E é por isso que um tradutor é considerado um autor
(...)Compro um exemplar, comparo e vejo que são iguais, que é plágio. Publico no blog
(...)Não tomaram providência, entro no Ministério Público


FABIO VICTOR
ENVIADO ESPECIAL A REGISTRO (SP) 

Uma vez, no Orkut, o tradutor Saulo von Randow Júnior comentou que tinha pegado um volume do "Ivanhoé", do Walter Scott, publicado pela Nova Cultural em nome de um fulano de tal qualquer e descobriu que a tradução era idêntica à do Brenno Silveira.
Depois descobri que desde 2001, 2002 Alfredo Monte e o poeta e crítico Ivo Barroso já denunciavam a prática de plágio. Logo a seguir [em 2007], a Folha publicou uma matéria grande sobre a Martin Claret e os plágios [de tradução] de "Os Irmãos Karamázov" [de Dostoiévski] e "A República", de Platão.
Comparei outros volumes da Nova Cultura com a Abril Cultural, tinham nomes diferentes de tradutores e o texto igual. Ôpa, peraí. Dois livros numa coleção só: vamos ver se tem mais. Assim comecei.
Num egroup de tradutores, o pessoal ficou revoltado com essa história toda, e surgiu um blog, "assinado-tradutores". Por divergências internas, saí. Em novembro de 2008, criei onaogostodeplagio.blogspot.com.

TRADUTOR É AUTOR
Não existe uma tradução igual a outra. E é por isso que um tradutor é considerado um autor, é por isso que a legislação, do Brasil e do mundo inteiro, desde 1880, diz que tradutor é autor.
Tendo esse pressuposto, vem a pesquisa sistemática. Você pega "A Divina Comédia": quantas traduções existem? Eu tenho "A Divina Comédia" pela Abril Cultural, com tradução de Hernâni Donato. Como será essa tradução da Nova Cultural em nome de Fábio M. Alberti?
Compro um exemplar, comparo e vejo que são iguais, que é plágio. Copio trechos e publico no blog.
Só passo de uma editora à outra depois de ter esgotado aquele catálogo. Leva umas quatro horas por dia, e uns 15 dias pra eu detectar -até ir atrás, pesquisar as várias traduções existentes, encomendar, receber, comparar e chegar a uma conclusão. Antes de publicar, entro em contato com as editoras. Aí entro no site das livrarias para ver se tiraram de circulação.
Não tomaram providência, entro com pedido de representação no Ministério Público. Tenho 15 pedidos.
Já denunciei 110, 120 casos de plágio, documentados no meu blog. De 16 editoras.
No caso da Landmark, fui avisada [de suposto plágio da tradução] da "Persuasão", de Jane Austen, e do "Morro dos Ventos Uivantes", de Emily Brontë.
Entrei com representação contra a Landmark em maio [de 2009], e em setembro eles entraram com ação contra mim, contra a [blogueira] Raquel Sallaberry, porque deu o link para o meu post, e os provedores dos blogs. Recebi [a notificação] em fevereiro.

MANIFESTO
E aí foi muito bonito, porque alguns colegas -Jório Dauster, Ivo Barroso, Ivone Benedetti e Heloísa Jahn- escreveram um manifesto em minha defesa, que teve quase 3.000 assinaturas.
A Landmark pediu a remoção imediata do blog, aí a coisa se abriu mais, porque pegou a liberdade de expressão na blogosfera -e quem disse isso foi o juiz que indeferiu o pedido de liminar.
Seria uma intimidação a mais -já sofri tanta. Foram duas da Martin Claret, uma notificação extrajudicial, pela editora, e uma ação do sr. Martin Claret -esta o juiz julgou improcedente, eles recorreram e perderam. Agora só cabe recurso no Supremo.
Tive uma intimidação do sr. Luiz Fernando Emediato [denúncia de três livros plagiados pela Jardim dos Livros, da qual ele é sócio].

A AMARRAÇÃO
Era difícil no começo entender a amarração da coisa. Hoje entendo que é uma consequência razoavelmente direta da lei do direito autoral de 1998, a lei 9.610.
Porque [as obras plagiadas] são basicamente obras cujo original está em domínio público e cujas traduções no Brasil estão esgotadas -de editoras que fecharam ou que foram compradas.
Mas são traduções que estão protegidas pela lei, que determina que as obras só podem entrar em domínio público decorridos 70 anos após a morte do autor.

SEM XEROX, COM PLÁGIO
Essas obras são o quê? Platão, Aristóteles, Max Weber, Kant, Hobbes, Locke... São para o público universitário. São obras que até existem nas bibliotecas das universidades, são bibliografia em ciências humanas. Só que são esgotadas, e a lei de 1998 proibiu o xerox.
Das 16 editoras [que pesquisei], apenas duas praticavam plágio antes de 98. Tenho a maior clareza que foi a proibição do xerox que criou um mercado líquido e certo.
Vêm os espertos, pegam essas traduções que ninguém mais lembra, porque são dos anos 30, 40, 50, crau, mudam o nome, publicam e vende que nem pãozinho quente. Cinco, dez, 20 edições, reedições. Os tradutores estão mortos, as editoras estão fechadas, as que não estão fechadas poucos se interessam, os herdeiros dos tradutores não estão nem aí.
Não faço isso por interesse profissional ou por categoria. É que eu tenho 55 anos, sou pré-internet. E junta minha formação de historiadora e a ideia de que a cultura não se constrói num estalar de dedos. O português é uma língua secundária, o Brasil é um país que depende essencialmente de tradução, quer dizer, a tradução não é só uma tradução. Basta pegar quem são nossos tradutores: Machado, Bandeira, Drummond, Cecília Meirelles.

QUEBRA-CABEÇAS
Uma coisa que gosto muito é o desafio mental, intelectual, algo meio competitivo de você consigo mesmo. É quase um jogo, uma espécie de quebra-cabeças.
Tenho uns 80 livros traduzidos, de inglês, francês e italiano, sempre em humanidades, história da arte -não faço tradução literária nem técnica. Trabalho para três editoras: Companhia das Letras, Cosac Naify e L&PM.
Não, guerrilheira não. Uma vez eu me referi ao nao gostodeplagio como um blog de combate.
Entro com representação nos casos de quem não dá satisfação. A Nova Cultural relançou uma edição especial da "Divina Comédia", ressarciu tradutores. Tenho a satisfação de dizer que de seis a oito editoras retiraram [as edições plagiadas]. Eu escrevo, telefono, falo. Você tem resultados concretos. É isso que me permite continuar.



São Paulo, segunda-feira, 14 de junho de 2010 
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Para editoras, blogueira erra no tom da açãoDE SÃO PAULO
O advogado da Landmark, Alberto Marchi Macedo, disse que a editora processou Denise Bottmann não pelas denúncias de plágio em si, mas pelo seu teor. "Nosso problema não é o blog. Mas não dá para qualificar de "picareta" e "bandida."'
A Landmark nega os plágios e mantém em seu catálogo os títulos.
O editor Luiz Fernando Emediato afirmou que Bottmann "não é boa tradutora, mas uma ativista". Mas admitiu que ela "estava certa quanto à má qualidade" da tradução de uma obra da Jardim dos Livros.
Ele diz que encomendou nova tradução. "Acho que ela faz a coisa certa, mas de maneira errada. Jamais trabalhará para nós."
A advogada da Martin Claret, Maria Luiza Egéa, afirma que Bottmann não mostrou prova pericial. "Sem prova, não passa de acusação." Segundo ela, o editor acionou a blogueira porque "ela extrapola, chama de ladrão, ultrapassa os limites".
A porta-voz da Nova Cultural, Cristiane Mutus, declarou que ocorreram os plágios denunciados, que a editora lamenta e tomou todas as providências para corrigir o erro, fruto de "desvio de procedimento interno". (FV) 

4 de jun. de 2018

meia palavra


Plágio de tradução

Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Anica, 17 Fev 2008.
  1. Anica

    AnicaUsuário

    Já foi comentado por aqui sobre os plágios da Martin Claret. Mas uma que eu não sabia era aquela série da Nova Cultural com clássicos da literatura tipo O Vermelho e o Negro e Cyrano de Bergerac. Eu cheguei a comprar uns seis ou sete desta coleção e confesso que agora estou até meio arrependida - aquela coisa, quem traduziu de fato a obra (e ralou por isso) não ganhou nada.

    Sei que são livros baratos (custaram dez reais e apesar do miolo naquele papel branco horrível de ler, têm capa dura e tal), mas aceitar essa passada de perna no trabalho dos tradutores é só um jeito de perpetuar essa condição de "tradutor = nada" aqui no Brasil.

    Por isso estou divulgando a lista das obras plagiadas aqui no Meia Palavra, com o nome dos reais tradutores das obras. (a lista original eu tirei do site Lendo.org - aliás, site muito bacana que o Marco me indicou há uns dias atrás):

    1. Dante Alighieri, A divina comédia, trad. Hernâni Donato (fake: Fábio M. Alberti )
    2. Dostoievski, Crime e castigo, trad. Natália Nunes (neca de tradutor, seja verdadeiro ou fake)
    3. Edmond Rostand, Cyrano de Bergerac, trad. Porto Carreiro (fake: Fábio M. Alberti) — consta que, depois da denúncia e do esperneio cívico-tradutório de nosso amigo ivo barroso, a nova cultural teria devolvido ao porto carreiro o que a ele pertence — em todo caso, sei que, ainda em janeiro deste ano, comprei uma edição de 2003 (suposto ano em que teriam feito a correção) e lá continua impávida a sinistra figura. de mais a mais, o mais sério é que ainda circulam em território nacional e abastecem milhares de prateleiras de casas brasileiras e de bibliotecas públicas, escolares e universitárias dezenas e dezenas, se não mais de centena, de milhares de exemplares na espúria fakice fabioalbertiananovoculturaliana
    4. Stendhal, O vermelho e o negro, trad. Luiz Costa Lima (fake Maria Cristina F. da Silva)
    5. Flaubert, Madame Bovary, trad. Araújo Nabuco (fake Enrico Corvisieri)
    6. Leon Tolstoi, Ana Karênina, trad. João Gaspar Simões (fake Mirtes Ugeda Coscodai)
    7. Tommaso di Lampedusa, O leopardo, trad. Rui Cabeçadas (fake Leonardo Codignoto)
    8. Goethe, Fausto, trad. Silvio Meira (fake Alberto Maximiliano)
    9. Goethe, Werther, trad. Galeão Coutinho (fake Alberto Maximiliano)
    10. Voltaire, Contos, trad. Mário Quintana (fake Roberto Domenico Proença)
    11. Emily Brontë, O morro dos ventos uivantes, trad. Oscar Mendes (fake Silvana Laplace)
    12. Pirandello, O falecido Mattia Pascal, trad. Mário da Silva (fake Fernando Corrêa Fonseca)
    13. Pirandello, Seis personagens à procura de autor, trad. Brutus Pedreira e Elvira Ricci (fake Fernando Corrêa Fonseca)
    14. Henry Fielding, Tom Jones, trad. Octavio Mendes Cajado (fake Jorge Pádua Conceição)
    15. Émile Zola, Naná, trad. Eugênio Vieira (fake Roberto Valeriano, Círculo do Livro)
    16. Alexandre Dumas, Os três mosqueteiros, trad. Octavio Mendes Cajado (fake Mirtes Ugeda Coscodai)
    17. Joseph Conrad, Lord Jim, trad. Mário Quintana (fake Carmen Lia Lomonaco)
    18. Guy de Maupassant, Uma vida, trad. Ascendino Leite (fake Roberto Domenico Proença)
    19. Scott Fitzgerald, Suave é a noite, trad. Lígia Junqueira (fake Enrico Corvisieri)
    20. Walter Scott, Ivanhoé, trad. Brenno Silveira (fake Roberto Nunes Whitaker)
    21. Dostoiévski, Os irmãos Karamázov, trad. Natália Nunes e Oscar Mendes (fake Enrico Corvisieri )

    Fonte: http://www.lendo.org/lista-de-plagios-da-nova-cultural/
  2. Mas como funciona isso, eles só pegam uns nomes emprestados? inventam? essas pessoas que não fizeram a tradução recebem por isso???? eu hein?!? Desculpa a ignorância! Não sei como é feito esses esquemas de tradução...
  3. Anica

    AnicaUsuário

    Na realidade eu também não sei bem como ficou a questão, a única coisa que entendi é que os tradutores originais não recebem um tostão. A idéia que dá é que inclusive os nomes dos "tradutores" são fakes (o que significa que ninguém ganha nada por tradução, esse dinheiro iria direto para a Nova Cultural). Mas só estou especulando. Vou ver se encontro mais informações sobre isso para trazer para cá =]
  4. Sacanagem... Tem até um Mario Quintana ali no meio dos autores que deveriam receber! Dá até vergonha de saber que isso acontece! Roubar do Marião, é quase um pecado capital!
  5. Ronzi

    RonziOh, Crap!

    Mas, o que eu não entendo é isso: ninguém vai preso, é processado, nem nada? Existe pena de prisão para crimes de apropriação intelectual? Acho isso tudo confuso, pois aqui é Brasil e se não prendem um cara que recebeu 4.000.000,00 ilegais para campnha, quem dirá um que se apropriou de uma tradução.
  6. Anica

    AnicaUsuário

    O problema (pelo que eu entendi) é que as traduções foram "maquiadas", digamos assim. Eles pegam uma tradução pronta e trocam uma palavra aqui e outra acolá. Com essas poucas palavras diferentes eles já podem alegar que é uma outra tradução, e escapar de qualquer punição.
  7. Ronzi

    RonziOh, Crap!

    Mas e CPF, RG, do Tradutor? Não eram tradutores fantasmas?
  8. Pois é... tb pensei nisso, a não ser que inventem os nomes dos caras... Se bem que... de qq forma não tem escapatória!

    Eu não sei como funciona a questão do plágio... mesmo com pequenas alterações acho que pode sim ser julgado... lembro-me que na minha primeira faculdade 15 pessoas entregaram um trabalho com o mesmo texto, (deviam ter copiado do mesmo site) alguns com alterações e o rpofessor identificou! Foi tudo parar na jurídica da universidade... Plágio!
  9. Anica

    AnicaUsuário

    Talvez o que acontece com a Martin Claret possa explicar a situação da Nova Cultural. Achei isto aqui:

    Fonte:
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)


    E isso aqui saiu no Amigos do Livro:

    Fonte: http://www.amigosdolivro.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=5209

    Pelo que entendi, o bafafá só começou depois que perceberam esse negócio da tradução do Quintana.
  10. Um grande problema é que depois que o tradutor percebe que plagiaram sua tradução, as opções são difíceis. Tá, o cara viu que fizeram plágio, mas até provar que o documento original foi feito por você... 
    As vezes o tradutor ainda tem o documento que ele fez originalmente, especialmente nessa época de backups e arquivos de computador, mas e se a tradução é antiga, da época de traduções entregues na máquina de escrever por exemplo?

    Eu não sei como funciona com as traduções literárias, mas pelo menos nas técnicas existem muitos freelancers intermediados por agências de tradução. Tanto os freelancers intermediados pela agência quanto os tradutores da agência não tem seu nome divulgado, é o trabalho da agência X e não do fulano de tal. Então, por exemplo, mesmo que eu faça uma tradução gigantesca que vá parar num site importante ou que passe pra mão de um juíz ou superintendente da policia federal, que seja, o nome que aparece não é o meu. Em relação a tradução literária eu sei que o esquema é diferente, existe o contrato, os direitos autorais, mas é só pra dar um exemplo de como é fácil o nome do tradutor desaparecer. E se o nome do tradutor desaparece, vice mais fácil ainda alguém colocar o nome que bem entender.


    Ô profissão mal reconhecida =/
  11. Estus

    EstusUsuário

    Em tradução literária a coisa é bem clara. Existe o diretio autoral sobre a tradução que deve ser respeitado. Um contrato é assinado e geralmente é dado o crédito para o tradutor.

    Mas nada impede que pessoas roubem a tradução de outras editoras e coloquem um nome fantasma como o tradutor.
    Teve um cara que colocou o filho e a filha como tradutores, picaretagem.
  12. Eu acho que a pergunta é meio burra mas eu sozinho não consegui resolver. 

    Me expliquem uma coisa.
    Como eu posso saber realmente se é uma obra plagiada?

    E como o próprio tradutor pode saber?
    Sim é claro que ele sabe porque foi lá trabalho na editora e fez a tradução.
    Mas como ele pode ter certeza que depois que ele foi embora a editora não contratou outro e traduziu muito parecido com o que ele tinha feito?
  13. Primeiro, pq eu acho que a editora seria burra de pagar duas pessoas pra fazerem o mesmo trabalho :mrpurple:

    Mas principalmente porque por mais que não pareça, traduzir é um processo criativo. É escrever de novo. Nenhuma tradução fica igual a outra, já que as palavras não são códigos com um único significado, assim como a língua não é, assim como duas línguas diferentes não vão ser. Então é como escrever um conto ou um artigo ou um texto qualquer: de um jeito ou de outro ele tem sua cara.
    É a mesma coisa que você ver um conto que você escreveu como sendo de uma pessoa e ficar na dúvida de será-que-ele-teve-a-mesma-idéia? A idéia geral pode se repetir, o tema é recorrente, as vezes até a ordem das ações é igual, mas o seu jeito de escrever é só seu.
  14. Entendi.

    Então o que acontece é que o tradutor vai lá e rala pra caramba e a Editora coloca o nome de um laranja ou de alguém que não existe como tradutor daquele livro?

    Sacanagem.
  15. Anica

    AnicaUsuário

    Recebido no meiapalavra@meiapalavra.com.br (que agora funfa!!!)

  16. alrob

    alrobUsuário

    Quando soube desse plágio tive uma Sra. Decepção com a Nova Cultural, ao menos o dito é verdadeiro: "mentira tem perna curta".

    Tenho nada mais e nada menos do que 9 edições com traduções plagiadas...
  17. Cara seilá, entendo que essa situação é grave, e que os tradutores não são nada reconhecidos...mas mesmo assim não vou parar de comprar livros de tal editora pq a tradução é "plagiada"...Quem tem de reclamar por seus direitos são os tradutores...e afinal essa questão nem foi muito difundida, será que é verdade mesmo? Se fosse verdade não sairia na manchete de grandes jornais?
  18. Tilion

    TilionAdministrador

    É verdade, sim, as traduções foram cotejadas e se provou por A mais B que existe plágio.

    Continuar comprando esse tipo de material sabendo que foi feita uma apropriação indevida dos direitos autorais de uma pessoa e reconhecendo que "a situação é grave" é compactuar com a prática e totalmente condenável. Eu que sou do ramo (tradutor) sei o trabalho que dá fazer uma tradução e sei o quanto isso me indignaria se fosse feito com uma obra minha.

    O mais certo seria ir atrás das edições com as traduções originais, a não ser, claro, que pra ti coisas como "ética e moralmente condenável" sejam apenas mais umas palavras soltas no dicionário.
  19. Anica

    AnicaUsuário

    E não só indo para o lado da ética e afins, mas convenhamos, o pessoal que faz plágio de tradução costuma "comer" pedacinhos do texto, se é que vocês me entendem... Aí você acha que está lendo versão integral, mas é incompleto. Isso para não falar quando mudam algumas palavras para um termo bem nada a ver só para diferenciar do material de onde foi copiado :think:
  20. Liv

    LivVisitante

    Tá, mas como que eu posso saber que um livro é plagiado? Só depois que eu comprei, né? :think:
  21. Plágio de tradução

    Tópico em 'Generalidades Literárias' iniciado por Anica, 17 Fev 2008.
    1. Anica

      AnicaUsuário

      Os da nova cultural não precisa comprar, tem ali na primeira página indicando o que é plágio. Os outros, eu acho que cabe a quem sabe do plágio denunciar para que não compremos.
    2. é verdade de fato compactuar com isso é sujeira...mas então como o leitor inoscentemente vai lá compra um livro, e como ele vai saber que é plagio?

      Enfim quem faz a tradução tem de correr atrás, aliás isso é o seu sustento...se ela está sendo prejudicada ela não deveria fazer alguma coisa tbm?
    3. Tilion

      TilionAdministrador

      A primeira pergunta já foi respondida pela Ana (Eleanor) no post acima.

      Quanto à segunda, é claro que a pessoa prejudicada tem que ir atrás - e geralmente vai, mesmo sendo difícil provar certas coisas às vezes. Mas não é por o tradutor ter que correr atrás do prejuízo que o leitor pode se achar no direito de lavar as mãos: se comprar livros de editoras (em particular os títulos já confirmados como plágio) que cometem esses roubos, estará simplesmente ajudando a alimentar um crime. Se tem gente que não se incomoda em viver com isso e lava as mãos numa boa em uma atitude do tipo "antes ele do que eu", só posso lamentar e desprezar esse tipo de pessoa.
    4. Compreendi agora...mas às vezes nem é culpa do leitor né?

      Vamos lá que tem de haver denuncia, e haver conscientização e aí sim pra pessoa parar de comprar de tais editores que praticam esse "crime".
    5. Uma duvida..na questão do tradutor..ele não estipula contrato com as editoras pra poder fazer esse tipo de trabalho? Pq acontece isso então?
    6. Tilion

      TilionAdministrador

      Se o leitor realmente nem tem idéia de que tal obra pode ser um plágio, obviamente que ele não tem culpa nenhuma ao comprá-la.

      Estou falando especificamente de pessoas que podem saber desses casos, inclusive de editoras e livros específicos, e ainda assim compram essas obras. É isso que me irrita.
    7. Liv

      LivVisitante

      O Meia Palavra bem que podia organizar uma lista de livros plagiados, né? Pq nem sempre a gente presta atenção na tradução e compra gato por lebre.
    8. Lethaargic

      LethaargicUsuário

      Gosto da idéia! Nunca presto muita atenção nas traduções..
https://www.valinor.com.br/forum/topico/plagio-de-traducao.115220/