30 de set de 2008

crime e castigo


Dostoiévski, Crime e Castigo (trad. Natália Nunes, Abril Cultural, sob licença de Nova Aguilar, 2 vols.)

Primeira Parte, Capítulo 1 (vol. 1, p. 9):
Nos começos de julho, por um tempo extremamente quente, saía um rapaz de um cubículo alugado, na travessa de S..., e, caminhando devagar, dirigia-se à ponte de K...
Discretamente, evitou encontrar-se com a dona da casa na escada. O tugúrio em que vivia ficava precisamente debaixo do telhado de uma alta casa de cinco andares e parecia mais um armário do que um quarto. A mulher que lho alugara, com refeição completa, vivia no andar logo abaixo, e, por isso, quando o rapaz saía tinha de passar fatalmente diante da porta da cozinha, quase sempre aberta de par em apr sobre o patamar. E todas as vezes que procedia assim sentia uma mórbida impressão de covardia, que o envergonhava e fazia franzir o sobrolho. Estava zangado com a dona da casa e tinha medo de encontrá-la.

Quarta Parte, Capítulo 1 (vol. 2, p. 7):
- Vim vê-lo por dois motivos: primeiro, porque desejava conhecê-lo pessoalmente, pois há algum tempo que ouvi contar coisas muito curiosas e interessantes a seu respeito, e segundo, porque tenho a convicção de que não se negará a prestar-me o seu auxílio num caso que afeta diretamente a sua irmã Avdótia Românovna. Sozinho e sem qualquer recomendação, eu teria probabilidades de ser posto por ela na rua, ao passo que, em conseqüência de certos preconceitos, graças ao seu auxílio, eu conto, pelo contrário, que...
- Não conte com isso – atalhou Raskólhnikov.

Epílogo, Capítulo 2 (vol. 2, p. 311):
Mas aqui começa já uma nova história, a história da gradual renovação de um homem, a história do seu trânsito progressivo dum mundo para outro, do seu contato com outra realidade nova, compleamente ignorada até ali. Isto poderia constituir o tema duma nova narrativa... mas a nossa presente narrativa termina aqui.

Dostoiévski, Crime e Castigo (não consta tradutor, Nova Cultural)

Primeira Parte, Capítulo 1 (p. 9):
Nos começos de julho, por um tempo extremamente quente, saía um rapaz de um cubículo alugado, na travessa de S..., e, caminhando devagar, dirigia-se à ponte de K...
Discretamente, evitou encontrar-se com a dona da casa na escada. O tugúrio em que vivia ficava precisamente debaixo do telhado de uma alta casa de cinco andares e parecia mais um armário do que um quarto. A mulher que lho alugara, com refeição completa, vivia no andar logo abaixo, e, por isso, quando o rapaz saía tinha de passar fatalmente diante da porta da cozinha, quase sempre aberta de par em apr sobre o patamar. E todas as vezes que procedia assim sentia uma mórbida impressão de covardia, que o envergonhava e fazia franzir o sobrolho. Estava zangado com a dona da casa e tinha medo de encontrá-la.

Quarta Parte, Capítulo 1 (p. 261):
- Vim vê-lo por dois motivos: primeiro, porque desejava conhecê-lo pessoalmente, pois há algum tempo que ouvi contar coisas muito curiosas e interessantes a seu respeito, e segundo, porque tenho a convicção de que não se negará a prestar-me o seu auxílio num caso que afeta diretamente a sua irmã Avdótia Românovna. Sozinho e sem qualquer recomendação, eu teria probabilidades de ser posto por ela na rua, ao passo que, em conseqüência de certos preconceitos, graças ao seu auxílio, eu conto, pelo contrário, que...
- Não conte com isso – atalhou Raskólhnikov.

Epílogo, Capítulo 2 (p. 510):
Mas aqui começa já uma nova história, a história da gradual renovação de um homem, a história do seu trânsito progressivo dum mundo para outro, do seu contato com outra realidade nova, compleamente ignorada até ali. Isto poderia constituir o tema duma nova narrativa... mas a nossa presente narrativa termina aqui.

atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.
imagem: raulla.wordpress.com

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