com várias contribuições inestimáveis, terminei meu artigo com o levantamento bibliográfico das traduções de obras das irmãs brontë, katherine mansfield e virginia woolf no brasil (c.1916-19 a 2019). disponível aqui.
23 de mar. de 2020
19 de fev. de 2020
arquivo
FUNDAÇÃO GULBENKIAN X MARTIN CLARET
A República da Pirataria
A editora brasileira Martin Claret pirateia A República, de Platão, da Fundação Calouste Gulbenkian, de Portugal
O ideário da Editora Martin Claret, de São Paulo, está exposto no prefácio de todos os livros da coleção A Obra-Prima de Cada Autor: "Nosso objetivo principal é oferecer, em formato de bolso, a obra mais importante de cada autor, satisfazendo o leitor que procura qualidade. (...) ´A Obra-Prima de Cada Autor´ é uma série de livros composta de mais de 300 volumes, formato de bolso, com preço altamente competitivo e encontrável em centenas de pontos de venda. (...) Nossa proposta é a de uma coleção aberta quantitativamente. (...) Nós acreditamos na função do livro". Os textos foram extraídos das páginas 9 e 10 do prefácio da edição de A República, do grego Platão. As edições da Martin Claret têm um mérito, talvez o principal: preço bem inferior aos praticados por outras editoras. Ao lado da gaúcha L±, a paulista Martin Claret certamente é a principal responsável por outras editoras, como Companhia das Letras, primeiro, e Record, em seguida, terem lançado edições de bolso com preços acessíveis, na faixa de 13 a 31 reais. O romance O Processo, de Franz Kafka, custa 13 reais pela L± e 21 reais na versão da Companhia das Letras. Com esmeradas traduções diretas do alemão. A qualidade das edições de bolso da Martin Claret em geral não compromete. O papel é bom, as capas são chamativas, talvez até demais. O corpo (tamanho) das letras é pequeno, mas nada que impeça a leitura. Entretanto, há um problema, e grave, pelo menos na edição de A República.
A Martin Claret publicou A República, livro basilar de Platão, em 2001. A tradução é do “misterioso” Pietro Nassetti, mas não há referência a respeito do ponto-de-partida. Ou seja, não há nenhuma informação se a tradução foi feita a partir do original grego ou se teve como base alguma tradução inglesa, alemã ou francesa. Sobretudo em livros de filosofia, assim como de poesia, as editoras costumam fazer questão de explicitar que a tradução foi feita a partir da língua de origem. Leitores mais dedicados, principalmente professores de filosofia, certamente vão optar por uma tradução, no caso de Platão, feita diretamente do grego. Estudantes, não apenas de filosofia, preferem em geral edições mais em conta, como a da Martin Claret, que tem 320 páginas e custa apenas 10,50 reais. A edição portuguesa custa impraticáveis 87 reais.
Como se trata de edição popular, supostamente não dedicada a especialistas, embora mantenha notas de rodapé relativamente detalhadas, a tradução da Martin Claret é fluente e chamou a atenção do professor Gonçalo Armijos Palácios, do curso de Filosofia da Universidade Federal de Goiás. Ao confrontar a edição de A República da Fundação Calouste Gulbenkian (localizada em Lisboa, Portugal), celebrada pela qualidade e requinte, com a da Martin Claret, o doutor em filosofia, que sabe grego, ficou estupefato. As duas traduções eram idênticas. Ou melhor, só existia uma tradução, a da Fundação Calouste Gulbenkian. A Martin Claret é responsável por uma edição pirata (leia no box que o proprietário da editora admite a pirataria).
Maria Helena da Rocha Pereira é responsável pela tradução, notas e introdução de A República, na edição da Fundação Caloustre Gulbenkian. A versão tem como ponto de partida o grego e a primeira edição é de 1972. A versão examinada pelo Jornal Opção é a 7ª edição, de 1993. Trata-se de uma edição muito bem-cuidada. No final da introdução, Maria Helena — o que prova que se trata de uma especialista, não de uma mera tradutora (obras filosóficas costumam exigir tradutores que conheçam filosofia, senão terão de passar por uma revisão técnica acurada) — anota: "Para a versão que agora se apresenta, seguiu-se escrupulosamente o texto estabelecido por J. Burnet, no quarto volume da sua edição dos Platonis Opera para a Scriptorum Classicorum Bibliotheca, Oxford University Press, reimpressão de 1949". Maria Helena ressalva, mostrando seriedade e respeito ao trabalho alheio, que serviu-se, ao traduzir Platão, de outras versões, aparentemente do grego para o inglês. Além da detalhada introdução, a tradutora oferece uma bibliografia sobre Platão, notas detalhadas e, ao final, um "índice de assuntos principais".
O que fez a Martin Claret? A editora brasileira, que está sendo comprada por uma editora de outro país, tão-somente jogou fora o aparato crítico, a introdução, resumiu as notas e republicou, sem citar a fonte, o texto integral da versão da Fundação Caloustre Gulbenkian (na página 4, o destemido editor escreveu: “Copyright Editora Martin Claret, 2001). O "tradutor" sequer teve o cuidado de fazer as adaptações de praxe para o português escrito e falado no Brasil. Ele (um fantasma?) faz apenas mudanças ligeiras —como a troca de efectivamente por efetivamente. Observe o leitor que, no início da "versão" brasileira, da Martin Claret, tenta-se disfarçar o plágio, com uma ou duas mudanças cosméticas, mas, em seguida, não se altera uma vírgula. É possível desconfiar que não há um tradutor "brasileiro", e sim um datilógrafo brasileiro, e, provavelmente, um revisor brasileiro. O leitor poderá identificar, facilmente, que há mudanças, bem leves, só no início dos capítulos; depois, a tradução é a mesma.
Um jornalista-historiador como Eduardo Peninha Bueno, que inventou a história como pilhéria, diria que o Brasil, ao pilhar Portugal, finalmente se vingou do colonialismo? É provável. Mas esse tipo de "vingança", uma antropofagia celerada, em nada engrandece o Brasil.
Trechos
Trechos do Livro I/Fundação Gulbenkian"Ontem fui até ao Pireu com Gláucon, filho de Aríston, a fim de dirigir as minhas preces à deusa, e, ao mesmo tempo, com o desejo de ver de que maneira celebravam a festa, pois era a primeira vez que a faziam. Ora a procissão dos habitantes dessa terra pareceu-me linda; contudo, não me pareceu menos aprimorada a que os Trácios montavam. Depois de termos feito preces e contemplado a cerimónia, íamos regressar à cidade". (Página 1.)
"— Ouve então. Afirmo que a justiça não é outra coisa senão a conveniência do mais forte. Mas porque não aprovas? Não quererás fazê-lo?" (Página 23.)
Trechos do Livro I/Martin Claret
"Fui ontem ao Pireu com Glauco [note, leitor, que há um pequena mudança de "Ontem fui" para "Fui ontem" e a grafia de Gláucon passa a ser Glauco], filho de Aríston, com o objetivo de fazer minhas orações à [até aqui, talvez para disfarçar, há também uma ligeira alteração] deusa, e, ao mesmo tempo, com o desejo de ver de que maneira celebravam a festa, pois era a primeira vez que a faziam. Ora a procissão dos habitantes dessa terra pareceu-me linda; contudo, não me pareceu menos aprimorada a que os Trácios montavam. Depois de termos feito preces e contemplado a cerimônia [aqui, a editora adaptou para o português escrito no Brasil, que usa o acento circunflexo no lugar do agudo], íamos regressar à cidade". (Página 11.)
"— Ouve então. Afirmo que a justiça não é outra coisa senão a conveniência do mais forte. Mas por que não aprovas? Não quererás fazê-lo?" Neste trecho (página 25), só uma alteração (“porque”, na portuguesa, e “por que”, na brasileira). O tradutor nem tenta adaptar o português luso para o português patropi.
Trechos do Livro II/Fundação Gulbenkian
"Ditas, portanto, estas palavras, julgava eu que estava livre da discussão. Mas, de facto, era apenas o prelúdio, ao que parece. Efectivamente, Gláucon, que é sempre o mais destemido em tudo, também nessa altura não aceitou a retirada de Trasímaco, e disse: — Ó Sócrates, queres aparentar que nos persuadiste ou persuadir-nos, de verdade, de que de toda a maneira é melhor ser justo do que injusto?" (página 53)
"— Eu, por mim, concordo em tudo com esse padrões — declarou —, e seria capaz de os tomar como leis." (Final do livro II, página 100.)
Trechos do Livro II/Martin Claret
"Pronunciadas estas palavras [note, leitor, que a mudança é só início do texto], julgava eu que estava livre da discussão. Mas, de fato [aqui, o revisão trocou facto por fato], era apenas o início [trocou-se prelúdio para início], ao que parece. Efetivamente [retirou-se o c], Glauco, que é sempre o mais destemido em tudo, também nessa altura não aceitou a retirada de Trasímaco, e disse: — Sócrates, queres aparentar que nos persuadiste ou persuadir-nos de verdade, de que toda maneira é melhor é melhor ser justo do que injusto?" (página 44)
"— Eu, por mim, concordo em tudo com esse padrões — declarou —, e seria capaz de os tomar como leis". (Final do livro II, página 73.)
Trechos do Livro III/Fundação Gulbenkian
"— Quanto aos deuses, aqui temos, pois — disse eu — aquilo que, em meu entender, aqueles que hão-de honrar as divindades e os pais, e que hão-de ter em não pequena conta a amizade uns dos outros, devem ouvir desde a infância, e aquilo que não devem." (Página 101.)
"Portanto, por todos estes motivos — prossegui eu — diremos que é necessário prover deste modo os guardas de habitação e do resto, e legislaremos sobre o assunto ou não?
"— Absolutamente — confirmou Gláucon." (Página 160.)
Trechos do Livro III/Martin Claret
"— Em relação aos deuses, aqui temos, pois — disse eu — aquilo que, em meu entender, aqueles que hão de honrar as divindades e os pais, e que hão de ter em não pequena conta a amizade uns dos outros, devem ouvir desde a infância, e aquilo que não devem." (Página 74. As pequenas mudanças, com o suposto objetivo de esconder a pirataria, não alteram fundamentalmente a tradução da Fundação Gulbenkian.)
"Portanto, por todos estes motivos — prossegui eu — diremos que é necessário prover deste modo os guardas de habitação e do resto, e legislaremos sobre o assunto ou não?
"— Certamente — confirmou Glauco." (Página 111.)
O "tradutor" — ou o revisor, ou o datilógrafo — tão-somente trocou "absolutamente" por "certamente". O restante do texto é idêntico. Até a nota de rodapé é a mesma.
Leia mais no site do Jornal Opção na Internet (www.jornalopcao.com.br).
Editor admite plágio
O editor Martin Claret, dono da Editora Martin Claret, admite que "sua" edição de A República, de Platão, é plágio da edição da Fundação Calouste Gulbenkian. Em contato telefônico com o Jornal Opção na quarta-feira, 10, Martin Claret disse que encomendou a tradução ao italiano Pietro Nassetti e só ficou sabendo "há quatro ou cinco meses" que ele apenas "copiou" a tradução portuguesa. "O italiano Pietro Nassetti, tradutor do inglês e do italiano, faleceu há dois anos." Ele existe mesmo?, pergunta o Jornal Opção. "Ele morreu", insistiu.
Martin Claret diz que está providenciando nova tradução. "Nossa versão será feita a partir do inglês, porque fica mais barato do que traduzir do grego. Pedimos desculpas aos leitores." O editor diz que também estuda entrar em contato com a editora portuguesa, para tentar obter a autorização legal da tradução. O fato é que pode ser processado.
A Martin Claret pôs no mercado 500 títulos. "Somos uma editora de médio para pequeno porte." Ele diz que o grupo espanhol Santillana quer comprar a Martin Claret. "É impossível resistir ao assédio dos espanhóis. Eles compraram a Editora Objetiva, do Robert Feith; quem não vender pode quebrar", disse ao Jornal Opção.
https://web.archive.org/web/20080523082905/http://www.jornalopcao.com.br/index.asp?secao=Imprensa&subsecao=Colunas&idjornal=259
14 de jan. de 2020
thoreau, por virginia woolf
Thoreau, por Virginia Woolf
Artigo publicado no Times Literary Supplement em 12 de julho de 1917, em homenagem ao centenário do nascimento de Henry David Thoreau.
disponível aqui, em tradução minha para a revista helena, da biblioteca pública do paraná.
11 de jan. de 2020
editora sabiá
muito interessante a dissertação de mestrado de rafael fernandes carvalho, a editora do passarinho: um estudo sobre a editora sabiá. disponível aqui.
11 de nov. de 2019
7 de nov. de 2019
mais russices
agradeço a nicotti joão armando pela informação e a sérgio karam pelo aviso.
22 de out. de 2019
lista de traduções
atualizando:
disponível aqui.
| 1 | Catálogo da exposição 'Arquitetura para cães' | Outro | 2019 |
| 2 | Catálogo da exposição 'Beleza sobre Quatro Rodas' | Outro | 2019 |
| 3 | Catálogo da exposição 'Chiharu Shiota' | Outro | 2019 |
| 4 | Catálogo da exposição 'Experiência Da Vinci' | Outro | 2019 |
| 5 | Catálogo da exposição 'O feminismo na arte' | Outro | 2019 |
| 6 | Chernobyl | Livro | 2019 |
| 7 | Churchill | Livro | 2019 |
| 8 | Contra a interpretação e outros ensaios | Livro | 2019 |
| 9 | Espião de mim mesmo | Livro | 2019 |
| 10 | Hinos Marianos | Outro | 2019 |
| 11 | Livre para voar | Livro | 2019 |
| 12 | Mercados radicais | Livro | 2019 |
| 13 | O futuro do capitalismo | Livro | 2019 |
| 14 | O gato - quatro estações | Livro | 2019 |
| 15 | Redução de danos: A resistência visual de mulheres negras dentro e fora do Brasil | Artigo | 2019 |
| 16 | She Said | Livro | 2019 |
| 17 | Sobre Thoreau | Artigo | 2019 |
| 18 | Um quarto só seu | Livro | 2019 |
| 19 | 1984 - Textos complementares | Livro | 2019 |
| 20 | A arte do romance | Livro | 2018 |
| 21 | A cor da liberdade - Os anos de presidência | Livro | 2018 |
| 22 | Catálogo da exposição 'São Francisco' | Outro | 2018 |
| 23 | Dicionário sobre a escravidão e a liberdade | Livro | 2018 |
| 24 | Minha história | Livro | 2018 |
| 25 | O gato e as orquídeas | Livro | 2018 |
| 26 | O teatro da guerra | Livro | 2018 |
| 27 | Sobre a vida e a história de Tucídides | Artigo | 2018 |
| 28 | Utopia | Livro | 2018 |
| 29 | Vitória, a rainha | Livro | 2018 |
| 30 | A mãe de todas as perguntas - Reflexões sobre os novos feminismos | Livro | 2017 |
| 31 | Aqui de dentro | Livro | 2017 |
| 32 | Como ler literatura | Livro | 2017 |
| 33 | Considerações sobre o governo representativo | Livro | 2017 |
| 34 | História econômica global | Livro | 2017 |
| 35 | No café existencialista | Livro | 2017 |
| 36 | O cânone americano | Livro | 2017 |
| 37 | Os Románov, 1613-1918 | Livro | 2017 |
| 38 | Para educar crianças feministas - Um manifesto | Livro | 2017 |
| 39 | Reforma Protestante | Livro | 2017 |
| 40 | A oeste do Éden | Livro | 2016 |
| 41 | Algumas reflexões sobre a filosofia do hitlerismo | Livro | 2016 |
| 42 | Anjos | Livro | 2016 |
| 43 | As meninas ocultas de Kabul | Livro | 2016 |
| 44 | Bíblia | Livro | 2016 |
| 45 | Contra o realismo histórico, in Peixe-elétrico #4 | Artigo | 2016 |
| 46 | Duplo retrato - São Francisco em Dante e Giotto | Livro | 2016 |
| 47 | Mulherzinhas | Livro | 2016 |
| 48 | O dono do morro | Livro | 2016 |
| 49 | Os melhores contos de Katherine Mansfield | Livro | 2016 |
| 50 | Sobre a liberdade | Livro | 2016 |
| 51 | Sobre o exílio | Livro | 2016 |
| 52 | Três ícones | Livro | 2016 |
| 53 | Uma vida no escuro | Livro | 2016 |
| 54 | A arte de pedir | Livro | 2015 |
| 55 | A filosofia do hitlerismo | Artigo | 2015 |
| 56 | Faça acontecer | Livro | 2015 |
| 57 | Moneyball - O homem que mudou o jogo | Livro | 2015 |
| 58 | MS encontrado numa garrafa, in Sombras de Carcosa | Livro | 2015 |
| 59 | Nan Goldin, entrevista a Philip Larratt-Smith.(ZUM 8) | Artigo | 2015 |
| 60 | No final do corredor | Outro | 2015 |
| 61 | O gato filósofo | Livro | 2015 |
| 62 | O gato zen | Livro | 2015 |
| 63 | O pequeno príncipe | Livro | 2015 |
| 64 | Para explicar o mundo - a descoberta da ciência moderna | Livro | 2015 |
| 65 | Sempre em movimento | Livro | 2015 |
| 66 | Sinatra: o chefão | Livro | 2015 |
| 67 | Três ícones | Livro | 2015 |
| 68 | Truques da Escrita | Livro | 2015 |
| 69 | Uma garota é uma coisa pela metade (no prelo) | Livro | 2015 |
| 70 | Aguapés (Prêmio ABL de Tradução) | Livro | 2014 |
| 71 | Arte como terapia | Livro | 2014 |
| 72 | Flash Boys - Revolta em Wall Street | Livro | 2014 |
| 73 | O Bom Livro - uma Bíblia laica | Livro | 2014 |
| 74 | O romance, vol. III (no prelo) | Livro | 2014 |
| 75 | Salinger | Livro | 2014 |
| 76 | Todos os homens do presidente | Livro | 2014 |
| 77 | A prisão da fé | Livro | 2013 |
| 78 | A vida oculta das cidades (Zum, 4) | Artigo | 2013 |
| 79 | Ao farol (Prêmio Jabuti de Tradução 2014, 3o. lugar) | Livro | 2013 |
| 80 | Assim na Terra | Livro | 2013 |
| 81 | Bulevar (Zum, 4) | Artigo | 2013 |
| 82 | Eu sou Malala | Livro | 2013 |
| 83 | Faça acontecer | Livro | 2013 |
| 84 | Mandela: o homem, a história e o mito | Livro | 2013 |
| 85 | O campo ampliado da arquitetura: antologia teórica 1993-2009 | Livro | 2013 |
| 86 | O guardião da história: Li Zhensheng (Zum, 4) | Artigo | 2013 |
| 87 | A dança da solidão - Francesca Woodman (Zum, 3) | Artigo | 2012 |
| 88 | A ideia de justiça | Livro | 2012 |
| 89 | Acabadora | Livro | 2012 |
| 90 | Capitalismo e escravidão | Livro | 2012 |
| 91 | Caravaggio | Livro | 2012 |
| 92 | Conversas com escritores | Livro | 2012 |
| 93 | Crianças, Anôn. - Revista Zum, 2 | Artigo | 2012 |
| 94 | Da Enciclopédia à Wikipédia. Uma história social do conhecimento | Livro | 2012 |
| 95 | Duplos, anônimos (Zum, 2) | Artigo | 2012 |
| 96 | Entrevista, Zum 2 | Artigo | 2012 |
| 97 | Isto não é o que parece (Zum, 2) | Artigo | 2012 |
| 98 | Mrs. Dalloway (Prêmio Paulo Rónai de Tradução, FBN, 2013) | Livro | 2012 |
| 99 | O Brasil no mundo (História contemporânea do Brasil, vol. II) | Artigo | 2012 |
| 100 | O código de honra | Livro | 2012 |
| 101 | O sinal: o Santo Sudário e o segredo da Ressurreição | Livro | 2012 |
| 102 | O tubarão de 12 milhões de dólares | Livro | 2012 |
| 103 | Perseguindo sombras - Santu Mofokeng (Zum, 3) | Artigo | 2012 |
| 104 | Profissões para mulheres e outros artigos feministas | Livro | 2012 |
| 105 | Rousseau | Livro | 2012 |
| 106 | Tigres no espelho | Livro | 2012 |
| 107 | Uma conversa com Errol Morris (Zum, 2) | Artigo | 2012 |
| 108 | Van Gogh - A vida | Livro | 2012 |
| 109 | Von Kempelen e sua descoberta | Outro | 2012 |
| 110 | A festa ao ar livre | Outro | 2011 |
| 111 | A Nova História | Artigo | 2011 |
| 112 | Claude Lévi-Strauss: o poeta no laboratório | Livro | 2011 |
| 113 | Dormindo com o inimigo: a guerra secreta de Coco Chanel | Livro | 2011 |
| 114 | Fascismo e berlusconismo (Novos Estudos Cebrap, 91) | Artigo | 2011 |
| 115 | Junkspace (Serrote, 9) | Artigo | 2011 |
| 116 | Kant | Livro | 2011 |
| 117 | O Romance, vol. II (no prelo) | Livro | 2011 |
| 118 | Prefácio a 'Tales of the Grotesque and Arabesque' | Outro | 2011 |
| 119 | Sobre a revolução | Livro | 2011 |
| 120 | Steve Jobs: uma biografia | Livro | 2011 |
| 121 | Travessias difíceis | Livro | 2011 |
| 122 | Entrevista (introdução a O outono da Idade Média) | Artigo | 2010 |
| 123 | Guerra da Secessão | Livro | 2010 |
| 124 | Investigando Piero | Livro | 2010 |
| 125 | Jesus | Livro | 2010 |
| 126 | Maquiavel | Livro | 2010 |
| 127 | Numa dada situação | Livro | 2010 |
| 128 | O Palácio de Inverno | Livro | 2010 |
| 129 | Walden | Livro | 2010 |
| 130 | 100 fotografias: Juan Rulfo | Livro | 2010 |
| 131 | A New Sentimental Journey | Livro | 2009 |
| 132 | As vidas dos artistas | Livro | 2009 |
| 133 | Cada um na sua lei | Livro | 2009 |
| 134 | Devolvendo as classes populares portuguesas à história da União Ibérica e da Restauração | Artigo | 2009 |
| 135 | Estética relacional | Livro | 2009 |
| 136 | Matisse | Livro | 2009 |
| 137 | Modernismo, o fascínio da heresia | Livro | 2009 |
| 138 | Nietzsche | Livro | 2009 |
| 139 | O romance, vol. I - A cultura do romance | Livro | 2009 |
| 140 | Pós-produção | Livro | 2009 |
| 141 | Quem escreverá nossa história? | Livro | 2009 |
| 142 | Um outro arabesco | Livro | 2009 |
| 143 | Compreender | Livro | 2008 |
| 144 | Comunidades imaginadas | Livro | 2008 |
| 145 | Escritos e reflexões sobre arte | Livro | 2008 |
| 146 | Nova York delirante | Livro | 2008 |
| 147 | O livro das vidas | Livro | 2008 |
| 148 | O realismo de Courbet (no prelo) | Livro | 2008 |
| 149 | O suplício de Papai Noel | Livro | 2008 |
| 150 | Os grandes economistas | Livro | 2008 |
| 151 | Árabes | Livro | 2007 |
| 152 | Grid: construção e desconstrução | Livro | 2007 |
| 153 | O amante | Livro | 2007 |
| 154 | Piero della Francesca | Livro | 2007 |
| 155 | Sobre a verdade | Livro | 2007 |
| 156 | Tropicália, uma revolução na cultura brasileira (vários artigos) | Artigo | 2007 |
| 157 | Breve mas verídica história da arte italiana | Livro | 2005 |
| 158 | A imagem precária | Livro | 1996 |
| 159 | A vida em comum | Livro | 1996 |
| 160 | Barcelona | Livro | 1995 |
| 161 | Cultura e imperialismo | Livro | 1995 |
| 162 | O vocabulário das instituições indo-europeias - Economia, parentesco, sociedade | Livro | 1995 |
| 163 | O vocabulário das instituições indo-europeias - Poder, direito, religião | Livro | 1995 |
| 164 | Código da natureza | Livro | 1994 |
| 165 | Ensaio sobre os elementos de filosofia | Livro | 1994 |
| 166 | Diálogos sobre a pluralidade dos mundos | Livro | 1993 |
| 167 | Maquiavel no inferno | Livro | 1993 |
| 168 | Tratado das sensações | Livro | 1993 |
| 169 | A arte moderna | Livro | 1992 |
| 170 | História da vida privada, vol. V | Livro | 1992 |
| 171 | Antigos cultos de mistério | Livro | 1991 |
| 172 | Ao longo do riocorrente | Livro | 1991 |
| 173 | Ariel | Livro | 1991 |
| 174 | Religião e declínio da magia | Livro | 1991 |
| 175 | Samarcanda | Livro | 1991 |
| 176 | Sir Richard Francis Burton | Livro | 1991 |
| 177 | As leis do crescimento espacial dos Estados | Artigo | 1990 |
| 178 | Dáfnis e Cloé (versão de Pierre Grimal) | Livro | 1990 |
| 179 | História da vida privada, vol. IV | Livro | 1990 |
| 180 | O beijo de Lamourette | Livro | 1990 |
| 181 | O estilo da história | Livro | 1990 |
| 182 | O ressurgimento da narrativa: alguns comentários | Artigo | 1990 |
| 183 | O ressurgimento da narrativa: reflexões sobre uma velha questão (RH, 3) | Artigo | 1990 |
| 184 | Viena fin-de-siècle (Finalista Prêmio Jabuti de Tradução 1991) | Livro | 1990 |
| 185 | Cultura popular na Idade Moderna | Livro | 1989 |
| 186 | França revolucionária | Livro | 1989 |
| 187 | Modernismo - Guia geral, 1890-1930 | Livro | 1989 |
| 188 | Reversibilidade (RH, 1) | Artigo | 1989 |
| 189 | Freud, uma vida para nosso tempo | Livro | 1988 |
| 190 | O lado oculto da Revolução | Livro | 1988 |
| 191 | Os excluídos da história | Livro | 1988 |
| 192 | A força da tradição | Livro | 1987 |
| 193 | Homens em tempos sombrios | Livro | 1987 |
| 194 | Memórias de um revolucionário | Livro | 1987 |
| 195 | O retorno de Martin Guerre | Livro | 1987 |
| 196 | Senhores e caçadores | Livro | 1987 |
| 197 | A formação da classe operária inglesa - A árvore da liberdade | Livro | 1986 |
| 198 | A formação da classe operária inglesa - A força dos trabalhadores | Livro | 1986 |
| 199 | Cafeicultura | Livro | 1986 |
| 200 | Economia e movimentos sociais na América Latina | Livro | 1986 |
| 201 | O palácio da memória de Matteo Ricci | Livro | 1986 |
| 202 | Paisagens da solidão | Livro | 1986 |
| 203 | Exterminismo e Guerra Fria | Livro | 1985 |
| 204 | O capitalismo histórico | Livro | 1985 |
| 205 | A crise da crise do marxismo | Livro | 1984 |
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