e porque hoje é dia de são jorge, padroeiro do blog, uma bela gravura de marcelo grassmann:
23 de abr. de 2014
palestra em santos
dia 7 de maio, às 20 horas, vou dar uma palestra sobre tradução literária na unisantos, campus dom idílio.
estão todos convidados!
20 de abr. de 2014
garcía márquez no brasil
I.
numa tentativa de montar um painel geral das obras de garcía márquez publicadas no brasil, segue uma listagem com seus respectivos tradutores:
aqui cabe notar que uma fonte de consulta importante, a saber, o dicionário de tradutores literários (ditra, mantido pela pós-graduação de estudos da tradução da ufsc, aqui), traz alguns deslizes que podem confundir seus consulentes. na listagem do ditra, as traduções de a última viagem do navio fantasma, de um senhor muito velho com umas asas enormes e relato de um náufrago constam tanto na ficha de eric nepomuceno quanto na de remy gorga filho. na verdade, como o próprio nepomuceno confirmou em e-mail pessoal, elas são de autoria de remy gorga filho. outro lapso no registro do ditra é o general em seu labirinto, tradução também atribuída a nepomuceno. na verdade, foi feita por moacir werneck de castro.
por fim, ainda no registro de nepomuceno no mesmo dicionário da pget/usfc, vêm especificados alguns contos - "maria dos prazeres", "o verão feliz da senhora forbes" e "a luz é como a água" - que fazem parte do volume doze contos peregrinos, já presente na lista, sendo, portanto, desnecessário destacá-los como títulos individuais.
II.
a primeira editora a publicar garcía márquez no brasil foi a efêmera sabiá (1966-1972), de fernando sabino e rubem braga.
a sabiá publicou cinco obras suas. não rastreei direito as datas, mas tenho a impressão de que a primeira foi o veneno da madrugada ("la mala hora"), em tradução de joel silveira. as demais são:
- o enterro do diabo ("la hojarasca"), também em tradução de joel silveira
- ninguém escreve ao coronel, em tradução de danúbio rodrigues
- os funerais da mamãe grande, em tradução de édson braga
- e, claro, cem anos de solidão, em tradução de eliane zagury.
todas essas edições da sabiá eram ilustradas por carybé, com desenhos lindíssimos. segue a galeria de capinhas e uma das mais conhecidas ilustrações de carybé (em cem anos de solidão):
numa tentativa de montar um painel geral das obras de garcía márquez publicadas no brasil, segue uma listagem com seus respectivos tradutores:
- eliane zagury: cem anos de solidão (sabiá; josé olympio); cheiro de goiaba: conversas com plinio apuleyo mendoza
- joel silveira: o veneno da madrugada; o enterro do diabo; textos do caribe
- danúbio rodrigues: ninguém escreve ao coronel
- edson braga: os funerais da mamãe grande
- antônio callado: o amor nos tempos do cólera
- moacir werneck de castro: o general em seu labirinto; do amor e outros demônios
- léo schlafman: obras jornalísticas: crônicas (1961-1984)
- remy gorga filho: a última viagem do navio fantasma (obras jornalísticas, vol. 2); olhos de cão azul; crônica de uma morte anunciada; relato de um náufrago; a incrível e triste história da cândida erêndira e sua avó desalmada; o outono do patriarca; textos andinos (1954-1955); um senhor muito velho com umas asas enormes
- eric nepomuceno: cem anos de solidão (record); a aventura de miguel littin clandestino no chile: uma reportagem; doze contos peregrinos; gabriel garcía márquez conta como contar um conto; noticia de um sequestro; viver para contar; memória de minhas putas tristes.
aqui cabe notar que uma fonte de consulta importante, a saber, o dicionário de tradutores literários (ditra, mantido pela pós-graduação de estudos da tradução da ufsc, aqui), traz alguns deslizes que podem confundir seus consulentes. na listagem do ditra, as traduções de a última viagem do navio fantasma, de um senhor muito velho com umas asas enormes e relato de um náufrago constam tanto na ficha de eric nepomuceno quanto na de remy gorga filho. na verdade, como o próprio nepomuceno confirmou em e-mail pessoal, elas são de autoria de remy gorga filho. outro lapso no registro do ditra é o general em seu labirinto, tradução também atribuída a nepomuceno. na verdade, foi feita por moacir werneck de castro.
por fim, ainda no registro de nepomuceno no mesmo dicionário da pget/usfc, vêm especificados alguns contos - "maria dos prazeres", "o verão feliz da senhora forbes" e "a luz é como a água" - que fazem parte do volume doze contos peregrinos, já presente na lista, sendo, portanto, desnecessário destacá-los como títulos individuais.
II.
a sabiá publicou cinco obras suas. não rastreei direito as datas, mas tenho a impressão de que a primeira foi o veneno da madrugada ("la mala hora"), em tradução de joel silveira. as demais são:
- o enterro do diabo ("la hojarasca"), também em tradução de joel silveira
- ninguém escreve ao coronel, em tradução de danúbio rodrigues
- os funerais da mamãe grande, em tradução de édson braga
- e, claro, cem anos de solidão, em tradução de eliane zagury.
todas essas edições da sabiá eram ilustradas por carybé, com desenhos lindíssimos. segue a galeria de capinhas e uma das mais conhecidas ilustrações de carybé (em cem anos de solidão):
atualização em 21/4: a coordenação da pget, responsável pela elaboração do ditra, se prontificou a fazer as devidas correções.
18 de abr. de 2014
garcía márquez e tradução
a (n.t.) publica em homenagem póstuma a gabriel garcía márquez um texto seu chamado "os pobres tradutores bons", disponível aqui.
fiquei com um pouco de vergonha "pátria" ao final do artigo, quando garcía márquez louva as traduções de gregory rabassa para o inglês e apresenta como contraste uma tradução brasileira:
fiquei com um pouco de vergonha "pátria" ao final do artigo, quando garcía márquez louva as traduções de gregory rabassa para o inglês e apresenta como contraste uma tradução brasileira:
a fidelidade [de rabassa] é mais complexa que a literalidade simples. Nunca faz uma explicação em pé de página, que é o recurso menos válido e por desgraça o mais acudido nos maus tradutores. Nesse sentido, o exemplo mais notável é o do tradutor brasileiro de um de meus livros, que ofereceu à palavra astromélia uma explicação em pé de página: "flor imaginária inventada por García Márquez". O pior é que mais tarde li, não sei onde, que as astromélias não só existem − como todo mundo no Caribe sabe − como também seu nome é português.
não sei a que obra nem a que tradutor ele se refere, mas essa de fato foi triste.
traduções de clarice lispector

a revista belas infiéis, da unb, publicou em seu último número um levantamento das traduções e adaptações de traduções de terceiros, feitas por clarice lispector, realizado por rony cardoso ferreira, disponível aqui.
14 de abr. de 2014
Freud no Brasil
Saiu "Curiosidades freudianas (1931-1969)", artigo meu sobre várias edições pouco conhecidas de Freud no Brasil, no último número da revista Belas Infiéis, da pós-graduação em tradução da Universidade de Brasilia. Disponível aqui.
27 de mar. de 2014
a arte de traduzir, segundo millôr
Millôr Fernandes – De uma entrevista para a Revista Senhor, 1962:
Com a experiência que tenho, hoje, em vários ramos de atividade cultural, considero a tradução a mais difícil das empreitadas intelectuais. É mais difícil mesmo do que criar originais, embora, claro, não tão importante. E tanto isso é verdade que, no que me diz respeito, continuo a achar aceitáveis alguns contos e outros trabalhos meus de vinte anos atrás; mas não teria coragem de assinar nenhuma das minhas traduções da mesma época. Só hoje sou, do ponto de vista cultural e profissional, suficientemente amadurecido para traduzir. As traduções quase sem exceção (e não falo só do Brasil), têm tanto a ver com o original quanto uma filha tem a ver com o pai ou um filho a ver com a mãe. Lembram, no todo, de onde saíram, mas, pra começo de conversa, adquirem como que um outro sexo. No Brasil, especialmente (o problema econômico é básico), entre o ir e o vir da tradução perde-se o humor, a graça, o talento, a poesia, o pensamento, e, mais que tudo, o estilo do autor.
Fica dito – não se pode traduzir sem ter uma filosofia a respeito do assunto. Não se pode traduzir sem ter o mais absoluto respeito pelo original e, paradoxalmente, sem o atrevimento ocasional de desrespeitar a letra do original exatamente para lhe captar melhor o espírito. Não se pode traduzir sem o mais amplo conhecimento da língua traduzida mas, acima de tudo, sem o fácil domínio da língua para a qual se traduz. Não se pode traduzir sem cultura e, também, contraditoriamente, não se pode traduzir quando se é um erudito, profissional utilíssimo pelas informações que nos presta – o que seria de nós sem os eruditos em Shakespeare? – mas cuja tendência fatal é empalhar a borboleta. Não se pode traduzir sem intuição. Não se pode traduzir sem ser escritor, com estilo próprio, originalidade sua, senso profissional. Não se pode traduzir sem dignidade.extraído daqui.
há um bom artigo de gabriel perissé, millôr tradutor, aqui.
mein kampf no brasil
aproximando-se a data em que mein kampf ingressa em domínio público, saíram duas matérias na folha de s.paulo, "alemanha debate reeditar livro de hitler", aqui , e "brasileiro vende versão digital por dois dólares", aqui. em outro post, comentarei essa segunda matéria, sobre as fraudes e falcatruas rapidamente citadas pela jornalista.
por ora, eis as imagens de capa das edições publicadas no país, desde oitenta anos atrás:
livraria o globo, 1934, tradução de matos ibiapina (major júlio de) -
em 1940 já tinha atingido sua quinta edição
editora mestre jou, 1962, retomando
a tradução do major ibiapina de 1934 no que seria sua oitava edição
(essa edição foi logo a seguir proibida pelo ministério da justiça, cf. aqui)
(essa edição foi logo a seguir proibida pelo ministério da justiça, cf. aqui)
editora moraes, 1983, sem créditos de tradução
(contrafação da de ibiapina)
(contrafação da de ibiapina)
editora pensamento (de portugal), 1987,
retomando a tradução de ibiapina
retomando a tradução de ibiapina
editora revisão, 1990 (em dois vols., até terceira edição),
com a tradução de matos ibiapina.
a revisão era uma editora de propaganda neonazista de porto alegre,
de siegfried ellwanger castan, que acabou preso e condenado por antissemitismo.
com a tradução de matos ibiapina.
a revisão era uma editora de propaganda neonazista de porto alegre,
de siegfried ellwanger castan, que acabou preso e condenado por antissemitismo.
editora centauro, 2001, retomando a tradução de ibiapina
que saíra anônima por sua antecessora moraes,
que saíra anônima por sua antecessora moraes,
agora atribuindo-a a um fantasmagórico "klaus von puschen",
com reedições em 2004 e 2005, também tirada de circulação.
com reedições em 2004 e 2005, também tirada de circulação.
em suma, até onde me foi possível apurar, existe apenas uma tradução de mein kampf no brasil, a do major júlio de matos ibiapina, várias e várias vezes reeditada por várias casas publicadoras, desde 1934 até a última recolha em 2008, embora continue a circular livremente na rede.
16 de mar. de 2014
marguerite duras no brasil
em lembrança ao centenário de nascimento de marguerite duras (1914-1996), segue o levantamento de sua produção traduzida e publicada no brasil, num total de 30 livros. entre parênteses consta inicialmente o ano de lançamento da obra na frança; a seguir, o ano de publicação da tradução no brasil.
Livros de Marguerite Duras no Brasil
A doença da morte (1982; 1984) – Taurus, trad. Jorge Bastos, ed. bilíngue
A dor (1985; 1986)– Nova Fronteira, trad. Vera Adami
A vida tranquila (1944; 1989) – Guanabara, trad. Fernando Py
A vida material (1987; 1989) - Globo, trad. Heloísa Jahn
Agatha (1981; 1988) – Record, trad. Sieni Maria Campos
Barragem contra o Pacífico (1950; 2003) – Arx, trad. Eloísa Araújo Ribeiro
Boas falas – conversas sem compromisso (com Xavière Gauthier) (1974; 1988) – Record, trad. Sieni Maria Campos
Cadernos da guerra e outros textos (póstumo, org. Sophie Bogaert e Olivier Corpert, 2006; 2009) – Estação Liberdade, trad. Mário Laranjeira
Chuva de verão (1990; 1990) – Nova Fronteira, trad. Vera Adami
Dez e meia da noite no verão (1960; 1986) – Guanabara, trad. Fernando Py
Dias inteiros nas árvores (1954; 1987) – Guanabara, trad. Tati de Moraes
Emily L. (1987; 1988) – Nova Fronteira, trad. Vera Adami
Escrever (1993; 1994) – Rocco, trad. Rubens Figueiredo
Moderato cantabile (1958; 1985) – José Olympio, trad. Vera Adami
O amante (1984; 1985) – Nova Fronteira, trad. Aulyde Soares Rodrigues
O amante (1984; 2007) – Cosac Naify, trad. Denise Bottmann
O amante da China do Norte (1991; 1992) – Nova Fronteira, trad. Denise Rangé Barreto
O caminhão (cinema, 1977; 1987) – Record, trad. José Sanz
O deslumbramento (1964; 1986) – Nova Fronteira, trad. Ana Maria Falcão
O homem sentado no corredor / A doença da morte (1980, 1982; 2007) – Cosac Naify, trad. Vadim Nikitin
O homem sentado no corredor / O homem atlântico (1980, 1982; 1987) – Record, trad. Sieni Maria Plastino
O marinheiro de Gibraltar (1952; 1987) – Guanabara, trad. Tizziana Giorgini
O verão de 80 (1980; 1986) - Record, trad. Sieni Maria Campos
O vice-cônsul (1965; 1982) – Francisco Alves, trad. Fernando Py
Olhos azuis, cabelos pretos (1986; 1987) – Nova Fronteira, trad. Vera Adami
Os olhos verdes: crônicas publicadas em Cahiers du cinema (1980; 1988) – Globo, trad. Heloisa Jahn
Os pequenos cavalos de Tarquínia (1953; 1986) – Guanabara, trad. Fernando Py
Outside: notas à margem (1981; 1983) – DIFEL, trad. Maria Filomena Duarte
Savannah Bay (teatro, 1982; 1988) – Record, trad. Sieni Maria Campos
Yann Andréa Steiner (1992; 1993) – Nova Fronteira, trad. Maria Ignez Duque Estrada
Nota-se a forte concentração de edições na década de 1980. Embora a primeira tradução publicada no Brasil pareça ter sido O vice-cônsul, em 1982, da lavra de Fernando Py, pela Francisco Alves, o grande boom se deu a partir de 1985, depois de ter Duras ganhado o prêmio Goncourt de 1984 com O amante. É surpreendente a quantidade de publicações entre 1985 e 1989. A partir daí, o ritmo arrefece um pouco, embora até 2009 continuem a surgir novos lançamentos.
As obras que tiveram mais de uma tradução foram A doença da morte (1987, 2007); O amante (1985, 2007); O homem sentado no corredor (1987, 2007).
Os tradutores que comparecem com mais frequência são Sieni Maria Campos (Plastino), com cinco títulos, Vera Adami, também com cinco títulos, e Fernando Py, com quatro títulos.
A lacuna mais sensível é o roteiro de Hiroshima Mon Amour, filme dirigido por Alain Resnais (1959).

A obra de Duras de longe mais conhecida no Brasil, com dezenas e dezenas de edições e reedições no Brasil desde 1985, é L'Amant. Encontra-se uma análise comparada das traduções dessa obra: Uma escrita contemporânea m tradução; Marguerite Duras. L'Amant, dissertação de Margaret Reis Sobral Seabra (USP, 2008), aqui.
Uma listagem completa das obras de Marguerite Duras se encontra aqui.
13 de mar. de 2014
o desdouro de blasco ibañez
vários amigos me avisaram de uma recente matéria no jornal el país, "blasco ibáñez plagió como traductor obras de shakespeare y aristófanes".
ibánez era um dos donos da editora prometeo, de valencia, e então morava em paris. em 1916, escreveu ao sócio: "Estoy preparando los ‘Dramas completos de Shakespeare con prólogo de Victor Hugo’. Solo existen en castellano colecciones de dramas escogidos. (...) La primera edición española completa será la nuestra (…). Shakespeare escribió 36 y nosotros publicaremos todos (...). Esta será una obra que se venderá siempre: algo que acredita a una casa. Debemos dar golpes así”.
e continuava ele: eu, pegando de umas edições aqui e ali, principalmente antigas, estou com 33 traduções do shakespeare em espanhol, revisadas. aí ficam faltando só três de última hora, para o volume final.
de mais a mais, as traduções que ibañez garfou (que tinham sido publicadas por outra editora, nacente) eram feitas a partir do francês; para as três faltantes, "de última hora", ao que parece foi o sócio da prometeo que traduziu duas delas, também pelo francês, e ibañez revisou, sendo que a terceira foi surripiada a uma edição ainda anterior, de 1884.
toda essa chacalice foi publicada como sendo tradução de um solene desconhecido, "r. martínez lafuente", que nunca ninguém descobriu quem fosse, até a estudiosa inmaculada serón ordóñez, após quatro anos de pesquisas, desvendar toda a história - era um nome meramente inventado que blasco ibañez usou nas obras roubadas e publicou pela sua editora.
como se não bastasse, a prometeo lançou doze comédias de aristófanes em três volumes, no mesmo estilo de rapina, também em nome do fictício "r. martínez lafuente".
o artigo de inmaculada serón, muito sério e rigoroso, foi publicado em 1611 - revista de historia de la traducción, disponível aqui.
a matéria de 11/3/2014 no jornal el país, divulgando a questão, está aqui.
ibánez era um dos donos da editora prometeo, de valencia, e então morava em paris. em 1916, escreveu ao sócio: "Estoy preparando los ‘Dramas completos de Shakespeare con prólogo de Victor Hugo’. Solo existen en castellano colecciones de dramas escogidos. (...) La primera edición española completa será la nuestra (…). Shakespeare escribió 36 y nosotros publicaremos todos (...). Esta será una obra que se venderá siempre: algo que acredita a una casa. Debemos dar golpes así”.
e continuava ele: eu, pegando de umas edições aqui e ali, principalmente antigas, estou com 33 traduções do shakespeare em espanhol, revisadas. aí ficam faltando só três de última hora, para o volume final.
de mais a mais, as traduções que ibañez garfou (que tinham sido publicadas por outra editora, nacente) eram feitas a partir do francês; para as três faltantes, "de última hora", ao que parece foi o sócio da prometeo que traduziu duas delas, também pelo francês, e ibañez revisou, sendo que a terceira foi surripiada a uma edição ainda anterior, de 1884.
toda essa chacalice foi publicada como sendo tradução de um solene desconhecido, "r. martínez lafuente", que nunca ninguém descobriu quem fosse, até a estudiosa inmaculada serón ordóñez, após quatro anos de pesquisas, desvendar toda a história - era um nome meramente inventado que blasco ibañez usou nas obras roubadas e publicou pela sua editora.
como se não bastasse, a prometeo lançou doze comédias de aristófanes em três volumes, no mesmo estilo de rapina, também em nome do fictício "r. martínez lafuente".
o artigo de inmaculada serón, muito sério e rigoroso, foi publicado em 1611 - revista de historia de la traducción, disponível aqui.
a matéria de 11/3/2014 no jornal el país, divulgando a questão, está aqui.
página de rosto do quinto volume página de rosto do terceiro volume
10 de mar. de 2014
literatura do extremo oriente no brasil
encontro no blog leituras orientais um levantamento interessante de obras literárias japonesas publicadas no brasil, aqui, que transcrevo:
Akira Yoshimura
Naufrágios
Minha querida Sputnik
Hitomi Kanehara
Amor Insensato (2ª edição de Naomi)
Kazumi Yumoto
Os amigos
Editora: Martins Fontes
Tradução: Lica Hashimoto
Lançado em: 2000
O Outono do Álamo
Editora: Martins Fontes
Tradução: Lica Hashimoto
Lançado em: 2000
Morio Kita
Um hospício no Japão v.1
Editora: Marco Zero
Tradução: Gilda Stuart
Lançado em: 1990
Um hospício no Japão v.2
Editora: Marco Zero
Tradução:Maiza Martins de Siqueira, Renata Brant de Carvalho
Lançado em: 1993
há também um levantamento da literatura chinesa (aqui) e da literatura coreana (aqui), respectivamente:
Contos Coreanos
Diversos autores
Editora: GRD/Rio-Arte
Tradução: Luis Palmery
Lançado em:1985
Contos Contemporâneos Coreanos
Organização de Yun Jung Im
Editora: Landy
Kyung Sook Shin
Por favor, Cuide da mamãe
Editora: Intrínseca
Tradução: Flávia Rossler
Lançado em: 2012
Akira Yoshimura
Naufrágios
Editora: Best Seller
Tradução: Sylvio Monteiro
Lançado em:2003
Banana Yoshimoto
Kitchen
Editora: Nova Fronteira
Tradução: Julieta Leite
Lançado em: 1988
Eiji Yoshikawa
Musashi 1 e 2 - 1ª edição
Editora:Estação Liberdade
Tradução: Leiko Gotoda
Lançado em: 1999
Musashi 3 volumes – 2ª edição
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Leiko Gotoda
Lançado em: 2009
Fumiko Hayashi
Memórias de uma errante
Editora: Movimento
Tradução: Meiko Shimon
Lançado em: 1995
Genichiro Takahashi
Fumiko Hayashi
Memórias de uma errante
Editora: Movimento
Tradução: Meiko Shimon
Lançado em: 1995
Genichiro Takahashi
Sayonara Gangsters
Editora: Ediouro
Tradução: Jefferson José Teixeira
Lançado em:2006
Haruki Murakami
1Q84
Editora: Alfaguara
Tradução: Lica Hashimoto
Lançado em: 2012
Após o anoitecer
Editora: Alfaguara
Tradução: Lica Hashimoto
Lançado em:2009
Caçando carneiros
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Leiko Gotoda
Lançado em: 2002
Do que falo quando falo de corrida
Tradução: Cássio de Arantes Leite
Editora: Alfaguara
Lançado em:2010
Dance Dance Dance
Tradução: Lica Hashimoto e Neide Hissae Nagae
Editora:Estação Liberdade
Lançado em: 2005
Kafka à beira-mar Alfaguara
Editora: Alfaguara
Tradução: Leiko Gotoda
Lançado em: 2008
Editora: Objetiva (2003) /Alfaguara (2008)
Tradução: Ana Luiza Dantas
Norwegian Wood
Editora: Alfaguara
Tradução: Jefferson José Teixeira
Lançado em: 2008
Hiromi Kawakami
Quinquilharias Nakano
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Jefferson José Teixeira
Lançado em:2010
A valise do professor
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Jefferson José Teixeira
Lançado em:2012
Hitomi Kanehara
Cobras e piercings
Editora: Geração Editorial/Ediouro
Tradução: Jefferson José Teixeira
Lançado em: 2007
Junichiro Tanizaki
A chave
Editora: Companhia das Letras
Tradução: Jefferson José Teixeira
Lançado em:2000
A vida secreta do Senhor de Musashi e Kuzu
Editora: Companhia das Letras
Tradução: Dirce Miyamura
Lançado em:2009
Editora: Companhia das Letras
Tradução: Jefferson José Teixeira
Lançado em:2004
Diário de um velho louco
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Leiko Gotoda
Lançado em:2002
Em louvor da sombra
Editora: Companhia das Letras
Tradução: Leiko Gotoda
Lançado em:2007
Há quem prefira urtigas
Editora: Companhia das Letras
Tradução: Leiko Gotoda
Lançado em:2003
Irmãs Makioka
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Leiko Gotoda, Neide Nagae, Eliza Atsuko Tashiro eKanami Hirai
Lançado em:2005
Naomi
Editora: Brasiliense
Tradução: Sônia Coutinho
Lançado em:1986
Voragem
Editora: Companhia das Letras
Tradução: Leiko Gotoda
Lançado em: 2001
Voragem
Editora: Planeta DeAgostini
Tradução: Leiko Gotoda
Lançado em: 2003
Junnosuke Yoshiyuki
O quarto escuro
Editora: Brasiliense
Tradução: Fernando Vugman
Lançado em:1988
Kazumi Yumoto
Os amigos
Editora: Martins Fontes
Tradução: Lica Hashimoto
Lançado em: 2000
O Outono do Álamo
Editora: Martins Fontes
Tradução: Lica Hashimoto
Lançado em: 2000
Kazuo Ishiguro
Não me abandone jamais
Editora: Companhia das Letras
Tradução: Beth Vieira
Lançado em:2005
Quando éramos órfãos
Editora: Companhia das Letras/Planeta DeAgostini
Tradução: José Marcos Macedo
Lançado em:2003
Vestígios do Dia
Editora:Rocco
Tradução:Eliana Sabino
Lançado em: 1994
Resíduos do dia (2ª edição de Vestígios do Dia)
Editora: Companhia das Letras
Tradução: José Rubens Siqueira
Lançado em:2003
Um artista do mundo flutuante
Editora: Rocco
Tradução: Cláudia Martinelli
Lançado em:1989
O desconsolado
Editora: Rocco
Tradução: Ana Luiza Borges
Lançado em:1996
Uma pálida visão dos montes
Editora: Rocco
Tradução: Eliana Sabino
Lançado em:1988
Kobo Abe
A mulher das dunas
Editora: Associação Cultural Brasil-Japão
Tradução: Ernesto Yoshida
Lançado em: 1995
Kenzaburo Oe
Uma questão pessoal
Editora: Companhia das Letras
Tradução: Leiko Gotoda
Lançado em: 2003
Jovens de um novo tempo, despertai!
Editora: Companhia das Letras
Tradução: Leiko Gotoda
Lançado em: 2006
14 Contos de Kenzaburo Oe
Editora: Companhia das Letras
Tradução: Leiko Gotoda
Lançado em: 2011
A captura
Editora: Luna Books
Tradução: Tomi Okiyama
Lançado em:1995
Contos de Oe Kenzaburo
Editora: Centro de Estudos Japoneses USP
Tradução: Vários
Lançado em: 1995
O grito silencioso
Editora: Francisco Alves
Tradução: Sérgio Ryff
Lançado em: 1983
Masuji Ibuse
Chuva negra
Editora:Marco Zero
Tradução: Reinaldo Guarany
Lançado em:2011
Chuva negra 2ª edição
Editora:Estação Liberdade
Tradução: Jefferson José Teixeira
Lançado em:2011
Morio Kita
Um hospício no Japão v.1
Editora: Marco Zero
Tradução: Gilda Stuart
Lançado em: 1990
Um hospício no Japão v.2
Editora: Marco Zero
Tradução:Maiza Martins de Siqueira, Renata Brant de Carvalho
Lançado em: 1993
Nagai Kafu
Crônica da estação das chuvas
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Dirce Miyamura
Lançado em:2008
Naoya Shiga
Trajetória em noite escura
Editora: Ateliê Editorial
Tradução: Neide Hissae Nagae
Lançado em: 2011
Naoya Shiga
Trajetória em noite escura
Editora: Ateliê Editorial
Tradução: Neide Hissae Nagae
Lançado em: 2011
Natsume Soseki
Eu sou um gato
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Jefferson José Teixeira
Lançado em:2008
Kokoro
Editora: Globo
Tradução: Junko Ota
Lançado em:2008
E depois
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Lica Hashimoto
Lançado em:2011
Sonhos de dez noites
Editora: Aliança Cultural Brasil-Japão
Tradução: Antônio Nojiri
Lançado em: 1996
Natsuo Kirino
Do outro lado
Editora: Rocco
Tradução: Roberto Wander Nóbrega
Lançado em: 2009
Grotescas
Editora: Rocco
Tradução: Alexandre D’Elia
Lançado em: 2011
Osamu Dazai
Pôr do sol
Editora: Massao Ohno
Tradução: Antônio Nojiri
Lançado em:1974
Ryu Murakami
Miso soup
Editora: Companhia das letras
Tradução: Jefferson José Teixeira
Lançado em:2005
Azul quase transparente
Editora: Brasiliense
Tradução: Paulo Henriques Britto
Lançado em: 1986
Ryunosuke Akutagawa
Kappa e o levante imaginário
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Shintaro Hayashi
Lançado em: 2010
Rashomon e outros contos
Editora: Hedra
Tradução: Madalena Hashimoto Cordaro e Junko Ota
Lançado em:2008
Contos Fantásticos
Editora: Zarabatana
Tradução: Diogo Kaupatez
Lançado em: 2003
Shizuko Natsuki
Assassinato no Monte Fuji
Editora: Brasiliense
Tradução: Sonia Goldfeder
Lançado em: 1989
Shusaku Endo
Rio Profundo Ganges
Editora: Mercuryo
Tradução: Ricardo Gouveia
Lançado em:1995
O Silêncio 1ª edição
Editora: Civilização Brasileira
Tradução: Edyla Mangabeira Unger
Lançado em: 1979
O Silêncio 2ª edição
Editora: Círculo do Livro
Tradução: Edyla Mangabeira Unger
Lançado em: 1986
O Silêncio 3ª edição
Editora: Planeta
Tradução: Mário Vilela
Lançado em: 2011
O Samurai
Editora: Nórdica/Círculo do Livro
Tradução: Luís Horácio da Matta
Lançado em:1980
Admirável Idiota
Editora: Civilização Brasileira
Tradução: Roberto Raposo
Lançado em: 1979
Escândalo
Editora: Rocco
Tradução: Maria Helena Torres
Lançado em:1988
Mar e veneno
Editora: Civilização Brasileira
Tradução: Roberto Raposo
Lançado em:1979
Yasunari Kawabata
A casa das belas adormecidas
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Meiko Shimon
Lançado em:2004
Beleza e Tristeza
Editora: Globo
Tradução:Alberto Alexandre Martins
Lançado em: 1988/2004/2008
Contos da palma da mão
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Meiko Shimon
Lançado em:2008
Dançarina de Izu
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Carlos Hiroshi Usirono
Lançado em:2008
Kyoto
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Meiko Shimon
Lançado em:2006
Mil tsurus (2ª edição de Nuvens de Pássaros Brancos)
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Drik Sada
Lançado em: 2006
Nuvens de Pássaros Brancos
Editora: Nova Fronteira
Tradução: Paulo Hecker Filho
Lançado em: 1969
País das neves
Editora: Círculo do Livro
Tradução:?
Lançado em: 1974
O país das neves (2ª edição)
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Neide Nagae
Lançado em:2004
Nuvens de Pássaros Brancos
Editora: Nova Fronteira
Tradução: Paulo Hecker Filho
Lançado em: 1969
Mil tsurus (2ª edição de Nuvens de Pássaros Brancos)
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Drik Sada
Lançado em: 2006
O lago
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Meiko Shimon
Lançado em:2010
O mestre de go
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Meiko Shimon
Lançado em:2011
O Som da montanha
Editora: Estação Liberdade
Tradução: Meiko Shimon
Lançado em: 2009
Yasushi Inoue
O Fuzil de caça
Editora:Estação Liberdade
Tradução: Jefferson José Teixeira
Lançado em:2010
A espingarda de caça
Editora: Brasiliense
Tradução: Yolanda Steidel de Toledo
Lançado em:1988
Yoko Ogawa
Hotel Iris
Editora: Leya
Tradução: Marly Peres
Lançado em:2011
Yukio Mishima
Confissões de uma máscara – 2ª Edição
Editora: Companhia das Letras
Tradução: Jaqueline Nabeta
Lançado em: 2004
Confissões de uma máscara – 1ª Edição
Editora: Círculo do Livro
Tradução:Manoel Paulo Ferreira
Lançado em: 1980
Cores proibidas
Editora:Companhia das Letras
Tradução: Jefferson José Teixeira
Lançado em:2002
Neve de primavera – Tetralogia Mar da fertilidade
Editora: Rocco
Tradução: Newton Goldman
Lançado em: 1988
Cavalo selvagem– Tetralogia Mar da fertilidade
Editora: Rocco
Tradução: Newton Goldman
Lançado em: 1988
Templo da aurora– Tetralogia Mar da fertilidade
Editora: Rocco
Tradução: Newton Goldman
Lançado em: 1988
A queda do anjo – Tetralogia Mar da fertilidade
Editora: Rocco
Tradução: Newton Goldman
Lançado em: 1988
O hagakure: A Ética dos Samurais e o Japão Moderno
Editora: Rocco
Tradução:Waltensir Dutra
Lançado em: 1987
Mar inquieto
Editora: Companhia das Letras
Tradução: Leiko Gotoda
Lançado em: 2002
O marinheiro que perdeu as graças do mar
Editora: Rocco
Tradução: Waltensir Dutra
Lançado em: 1986
O templo do pavilhão dourado 1ªa edição
Editora: Rocco
Tradução: Eliana Sabino
Lançado em: 1988
O pavilhão dourado 2ª edição (equivale ao Templo do pavilhão dourado)
Editora: Companhia das Letras
Tradução:Shintaro Hayashi
Lançado em: 2010
Sol e aço
Editora: Brasiliense
Tradução: Paulo Leminski
Lançado em: 1983
Morte em pleno verão
Editora: Rocco
Tradução: Aulyde Soares Rodrigues
Lançado em: 1987
Outros
Contos da Era Meiji
Editora: Centro de Estudos Japoneses USP
Organizadora: Geny Wakisaka
Lançado em: 1993
O canto da terra: Antologia do Conto Contemporâneo Japonês
Editora: Movimento
Tradução: Meiko Shimon
Lançado em:1994
há também um levantamento da literatura chinesa (aqui) e da literatura coreana (aqui), respectivamente:
Dai Sijie
Balzac e a costureirinha chinesa
Editora:Objetiva
Tradução:Vera Lúcia dos Reis
Lançado em:2001
Balzac e a costureirinha chinesa 2ª edição
Editora:Alfaguara
Tradução:Vera Lúcia dos Reis
Lançado em:2007
O complexo de Di
Editora:Objetiva
Tradução:Adriana Lisboa
Lançado em:2004
Em uma noite sem luar
Editora:Alfaguara
Tradução:Bernardo Ajzenberg
Lançado em:2010
Gao Xinjian
A montanha da alma
Editora:Objetiva
Lançado em:2007
A montanha da alma
Editora:Alfaguara
Lançado em:2007
Ha Jin
A espera
Editora:Companhia das Letras
Lançado em:2001
O ensandecido
Editora:Companhia das Letras
Lançado em:2003
Refugo de Guerra
Editora:Companhia das Letras
Tradução:Luiz Antônio de Araújo
Lançado em:2007
Chan Koonchung
Os anos de fartura
Editora: L&PM
Tradução:Guilherme da Silva Braga
Lançado em:2011
Jung Chang
Cisnes Selvagens
Editora:Companhia das Letras
Tradução: Marcos Santarrita
Lançado em:1997
Cisnes Selvagens
Editora:Companhia de Bolso
Tradução: Marcos Santarrita
Lançado em:2006
Ma Jian
Pequim em Coma
Editora:Record
Tradução:Heloísa Mourão
Lançado em:2009
A cozinha da revolução
Editora:Record
Tradução: Heloísa Mourão
Lançado em: 2011
Su Tong
A mulher que chora
Editora: Companhia das Letras
Tradução:Fernanda Abreu
Lançado em:2010
Ting Xing Ye
Meu nome é número 4
Editora:Casa da Palavra
Tradução:Alexandre Martins
Lançado em:2008
Xinran
As boas mulheres da China
Editora:Companhia das Letras
Tradução:Manoel Paulo Ferreira
Lançado em:2003
As filhas sem nome
Editora:Companhia das Letras
Tradução:Caroline Chang
Lançado em:2010
Enterro Celestial
Editora:Companhia das Letras
Tradução:Tuca Magalhães
Lançado em:2004
Mensagem de uma mãe chinesa desconhecida
Editora:Companhia das Letras
Tradução:Caroline Chang
Lançado em:2011
O que os chineses não comem
Editora:Companhia das Letras
Tradução:Ricardo Gouveia
Lançado em:2008
Testemunhas da China
Editora:Companhia das Letras
Tradução:Christian Schwartz
Lançado em:2009
Yan Lianke
A serviço do povo
Editora: Record
Lançado em:2008
O sonho da aldeia Ding
Editora:Record
Tradução:André Telles
Lançado em:2010
Yu Hua
Crônica de um vendedor de sangue
Editora:Companhia das Letras
Tradução:Donaldson Garschagen
Lançado em:2011
Irmãos
Editora:Companhia das Letras
Tradução: Donaldson Garschagen
Lançado em:2010
Viver
Editora: Companhia das Letras
Tradução: Mária Schmaltz
Lançado em:2008
e
Contos Coreanos
Diversos autores
Editora: GRD/Rio-Arte
Tradução: Luis Palmery
Lançado em:1985
Contos Contemporâneos Coreanos
Organização de Yun Jung Im
Editora: Landy
Kyung Sook Shin
Por favor, Cuide da mamãe
Editora: Intrínseca
Tradução: Flávia Rossler
Lançado em: 2012
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