a mesa redonda "o silêncio do tradutor", com mario rocha, rodrigo garcia lopes e eu, tendo vera helena rossi como moderadora, no dia 21 de setembro, em são paulo, foi muito legal. adiante darei detalhes.
23 de set. de 2013
7 de set. de 2013
kafka, nova época editorial
na esteira da livraria exposição do livro (posteriormente rebatizada como hemus) e suas traduções de kafka feitas por torrieri guimarães por interposição do espanhol, nos anos 60, temos na década seguinte a nova época editorial, de são paulo, com traduções feitas a partir das edições da schocken em inglês. não excluo que houvesse participação de mário graciotti (responsável pelo clube do livro) na editora.
a nova época, infelizmente, não trazia data de publicação. só posso afirmar que os lançamentos de kafka são posteriores a 1971, visto constar código de endereçamento postal no endereço da editora em seus volumes (e o cep foi criado pelos correios apenas em maio de 1971). posso afirmar também que foi na mesma época em que a telefônica fez a transição dos números de telefone de seis para sete dígitos em são paulo, visto constarem dois números de telefone da editora, um ainda com seis, outro já com sete dígitos (a saber, 826-8751 e 66-7423) - mas não sei quando se deu essa transição, que nos permitiria afunilar melhor o período de publicação.
por ora, fiquem registradas as obras de kafka lançadas pela nova época com seus respectivos tradutores:
a nova época, infelizmente, não trazia data de publicação. só posso afirmar que os lançamentos de kafka são posteriores a 1971, visto constar código de endereçamento postal no endereço da editora em seus volumes (e o cep foi criado pelos correios apenas em maio de 1971). posso afirmar também que foi na mesma época em que a telefônica fez a transição dos números de telefone de seis para sete dígitos em são paulo, visto constarem dois números de telefone da editora, um ainda com seis, outro já com sete dígitos (a saber, 826-8751 e 66-7423) - mas não sei quando se deu essa transição, que nos permitiria afunilar melhor o período de publicação.
por ora, fiquem registradas as obras de kafka lançadas pela nova época com seus respectivos tradutores:
a metamorfose, syomara cajado
o processo, syomara cajado
a colônia penal, syomara cajado
o castelo, d. p. skroski, com prefácio de thomas mann
américa, d. p. skroski
carta a meu pai, osvaldo da purificação
cartas aos meus amigos, osvaldo da purificação
o diário íntimo de kafka, osvaldo da purificação
a muralha da china: contos e máximas, sem créditos de tradução
as edições eram bastante rústicas e pobrezinhas, com paratextos desencontrados e contraditórios. de todo modo, vinham como uma alternativa à livraria exposição do livro (hemus), que na época praticamente monopolizava as publicações de kafka no brasil, sem qualquer contrato autoral com os detentores dos direitos sobre a obra de kafka (a schocken) e valendo-se de traduções existentes em espanhol, muito provavelmente também sem qualquer licença de uso. assim se explicaria a ênfase da nova época em estampar na quarta capa um comunicado anunciando ter adquirido "os direitos autorais de tradução, para o brasil, portugal e todos os países de língua portuguesa, das obras de franz kafka".
eis algumas capas e o recorte de uma contracapa, ilustrando a afirmação acima:
aqui se encontram alguns dados interessantes sobre o casal que criou a nova época.
ainda rastreando os primeiros kafka entre nós III
já indiquei os números da revista curitibana joaquim onde, a partir de 1947, foram publicados diversos excertos de kafka, aqui. reproduzo um trecho do post:
bem, no mesmo letras e artes, o suplemento literário dominical do jornal carioca a manhã, encontrei na edição de 26 de agosto de 1947 algumas parábolas e aforismos selecionados e traduzidos por otto maria carpeaux. em nossa cronologia, viriam após o n. 10 da joaquim:
no caso de carpeaux, sem dúvida a tradução deve ter sido feita diretamente do original, imagina-se.
acompanhe a pesquisa sobre kafka no brasil aqui.
graças à tese de miguel sanches neto, aqui, descubro que em março de 1947, no nono número da célebre e efêmera revista curitibana joaquim, fundada por dalton trevisan e erasmo piloto, saíram as que agora creio serem as primeiríssimas traduções de kafka no brasil: um episódio de américa vertido por waltensir dutra,* e "um cruzamento", "o vizinho" e "parábolas", que não entendi bem se foram vertidos por waltensir ou por temístocles linhares.
no número 10 da joaquim, em maio de 1947, temos "o advogado novato" e "a aldeia mais próxima", em tradução de temístocles linhares.
no número 14, em outubro de 1947, temos "o só em kafka", trechos de seu diário traduzidos por georges wilhelm.
no número 18, em maio de 1948, temos uma tradução de wilson martins do episódio inicial d'"o processo", a partir da adaptação teatral feita por andré gide e jean-louis barrault.
bem, no mesmo letras e artes, o suplemento literário dominical do jornal carioca a manhã, encontrei na edição de 26 de agosto de 1947 algumas parábolas e aforismos selecionados e traduzidos por otto maria carpeaux. em nossa cronologia, viriam após o n. 10 da joaquim:
no caso de carpeaux, sem dúvida a tradução deve ter sido feita diretamente do original, imagina-se.
acompanhe a pesquisa sobre kafka no brasil aqui.
ainda rastreando os primeiros kafka entre nós II
no mesmo letras e artes, o suplemento literário dominical do jornal carioca a manhã, encontrei na edição de 5 de janeiro de 1947 uma referência à revista agora, de goiânia, em seu ano I, número 1, agosto de 1946, que teria publicado a historieta "cruza", extraída do volume as metamorfoses (sic). estou tentando localizar a referida revista: por ora, sei apenas que foi criada por oscar sabino jr. e afonso félix de sousa. em a localizando, provavelmente poderia ser apontada como a primeira tradução de algo de kafka no brasil, até eventuais novas descobertas ulteriores.
pelo termo "cruza" (usado numa tradução em espanhol) e pela referência a "metamorfoses" no plural, talvez a tradução tenha sido feita a partir do espanhol. teria de vê-la, porém, antes de afirmar qualquer coisa com maior segurança.
acompanhe a pesquisa sobre kafka no brasil aqui.
pelo termo "cruza" (usado numa tradução em espanhol) e pela referência a "metamorfoses" no plural, talvez a tradução tenha sido feita a partir do espanhol. teria de vê-la, porém, antes de afirmar qualquer coisa com maior segurança.
acompanhe a pesquisa sobre kafka no brasil aqui.
ainda rastreando os primeiros kafka entre nós I
em pesquisa em nossa hemeroteca nacional, localizei duas parábolas de kafka traduzidas por cláudio tavares barbosa e publicadas em letras e artes, o suplemento literário dominical do jornal carioca a manhã, em 25 de agosto de 1946.
cotejei com algumas traduções; p.ex. em inglês, aqui e aqui.
acompanhe a pesquisa sobre kafka no brasil aqui.
cotejei com algumas traduções; p.ex. em inglês, aqui e aqui.
acompanhe a pesquisa sobre kafka no brasil aqui.
kafka, a muralha da china, l.e.l.
outro volume importante, a muralha da china, em tradução de torrieri guimarães, publicado pela livraria exposição do livro, sem data, provavelmente 1964, de todo modo certamente anterior à publicação d'a colônia penal pela mesma editora (ver aqui), baseou-se também numa edição da argentina emecé, publicada em 1953, em tradução de alfredo pippig e alejandro ruiz guiñazú, na coleção "grandes novelistas", com o título de la muralla china: cuentos, relatos y otros escritos. seu conteúdo corresponde ao quinto volume de gesammelte schriften, em organização de max brod, publicado em 1936 pela h. mercy sohn, que leva o título de beschreibung eines kampfes: novellen, skizzen, aphorismen aus dem nachlass.
neste caso, infelizmente, temos algum indício de certa impropriedade por parte de torrieri guimarães, o qual afirma em breve prefácio à edição: "Aqui está, nesta compilação que fizemos, senão o melhor, pelo menos alguns dos trabalhos mais representativos do fenômeno kafqueano" e, adiante, "Assim é que, nas histórias que selecionamos aqui", dando a entender em "nesta compilação que fizemos" e em "nas histórias que selecionamos aqui" que a seleção e a organização dos textos teriam sido de sua iniciativa e lavra. na verdade, a única diferença em relação ao conteúdo da edição argentina é a omissão das três historietas que se seguem a "de las alegorías", a saber: "la verdad sobre sancho panza", "el silencio de las sirenas" e "prometeo".
acompanhe a pesquisa sobre kafka no brasil aqui.
neste caso, infelizmente, temos algum indício de certa impropriedade por parte de torrieri guimarães, o qual afirma em breve prefácio à edição: "Aqui está, nesta compilação que fizemos, senão o melhor, pelo menos alguns dos trabalhos mais representativos do fenômeno kafqueano" e, adiante, "Assim é que, nas histórias que selecionamos aqui", dando a entender em "nesta compilação que fizemos" e em "nas histórias que selecionamos aqui" que a seleção e a organização dos textos teriam sido de sua iniciativa e lavra. na verdade, a única diferença em relação ao conteúdo da edição argentina é a omissão das três historietas que se seguem a "de las alegorías", a saber: "la verdad sobre sancho panza", "el silencio de las sirenas" e "prometeo".
acompanhe a pesquisa sobre kafka no brasil aqui.
kafka, a colônia penal, l.e.l.
no luminoso artigo de sousa, brito e santos, "a recepção da obra de franz kafka no brasil", publicado no periódico pandaemonium germanicum, n. 9 (2005), disponível aqui, encontramos a seguinte passagem:
bem, não há muito mistério: trata-se da organização feita por max brod para os escritos reunidos de kafka, gesammelte schriften, correspondendo a seu primeiro volume, erzählungen und kleine prosa, publicado em berlim pela schocken em 1935.
faço aqui um breve reparo a um equívoco que se repete com frequência no artigo de sousa, brito e santos: segundo os pesquisadores, torrieri guimarães teria feito sua tradução a partir do francês. não, a língua de interposição foi o espanhol e a tradução de base utilizada por ele para a colônia penal foi a de juan rodolfo wilcock, publicada pela emecé em 1952, com o título de la condena.
há, porém, algumas diferenças de conteúdo: primeiro, a omissão de "descrição de uma luta", que foi publicada no volume d'a muralha da china, também em tradução de torrieri guimarães; segundo, e muito interessante, a inclusão de "a metamorfose", "um artista da fome" e "um artista do trapézio", contos para os quais torrieri recorreu às pretensas traduções de jorge luis borges, estrambótica novela que já comentei extensamente em posts anteriores.
A antologia A colônia penal, de Torrieri Guimarães (1965) é a grande responsável pela publicação dos textos mais curtos de Kafka. Nela vários títulos famosos e imprescindíveis do autor marcam presença: Das Urteil (A sentença), Ein Landarzt (Um médico rural), Vor dem Gesetz (Diante da Lei), In der Strafkolonie (Na colônia penal), Einhungerkünstler (Um artista da fome), Erstes Leid (Um artista do trapézio), Die Verwandlung (A metamorfose) e Josefine, die Sängerin oder das Volk der Mäuse (Josefina, a cantora ou a cidade dos ratos) são bons exemplos da excelente seleção que reúne 39 títulos. [...] Um problema a ser levantado é o fato de Torrieri Guimarães referir-se à antologia como se fosse do próprio Kafka. Em nenhum momento, é esclarecido ao leitor que os textos não foram reunidos e dispostos daquela forma pelo autor (fato relevante, uma vez que se conhece a preocupação de Kafka com essa questão). Também não são indicados os critérios para a seleção dos textos.
bem, não há muito mistério: trata-se da organização feita por max brod para os escritos reunidos de kafka, gesammelte schriften, correspondendo a seu primeiro volume, erzählungen und kleine prosa, publicado em berlim pela schocken em 1935.
faço aqui um breve reparo a um equívoco que se repete com frequência no artigo de sousa, brito e santos: segundo os pesquisadores, torrieri guimarães teria feito sua tradução a partir do francês. não, a língua de interposição foi o espanhol e a tradução de base utilizada por ele para a colônia penal foi a de juan rodolfo wilcock, publicada pela emecé em 1952, com o título de la condena.
há, porém, algumas diferenças de conteúdo: primeiro, a omissão de "descrição de uma luta", que foi publicada no volume d'a muralha da china, também em tradução de torrieri guimarães; segundo, e muito interessante, a inclusão de "a metamorfose", "um artista da fome" e "um artista do trapézio", contos para os quais torrieri recorreu às pretensas traduções de jorge luis borges, estrambótica novela que já comentei extensamente em posts anteriores.
5 de set. de 2013
Blog do Denser: Um breve agradecimento aos BONS Tradutores*
Blog do Denser: Um breve agradecimento aos BONS Tradutores*: Foi a Denise Bottmann quem abriu meus olhos. Antes dela, antes desse contato diário com a internet, e consequentemente, com sua luta (gue...
4 de set. de 2013
a revista joaquim, 1946-48
vale a pena acompanhar os índices dos 21 números da revista joaquim, de curitiba, publicada entre abril de 1946 e dezembro de 1948, capitaneada por dalton trevisan e, em menor medida, erasmo piloto: encontram-se na tese de miguel sanches neto, a reinvenção da província, disponível aqui.
imagem no museu guido viaro, aqui
31 de ago. de 2013
contra o fim da história no país
sobre o malfadado projeto que pretende assassinar a historiografia no país, obrigando docentes e pesquisadores a portar carteirinha de historiador, eis minha posição na revista de história, aqui.
19 de ago. de 2013
questões tradutórias
18 de ago. de 2013
mais uma sugestão de pesquisa
na seção de leitores do jornal opção, alguns meses atrás, eu tinha deixado um comentário sobre a matéria do jornal sobre o lançamento de rudin, aqui.
na edição desta semana, o jornal transcreveu o comentário em sua seção de cartas. de fato, creio que um levantamento e estudo sistemático da contribuição de imigrantes, refugiados e exilados ao desenvolvimento da tradução no brasil nos anos 1930 resultaria num rico painel.
na edição desta semana, o jornal transcreveu o comentário em sua seção de cartas. de fato, creio que um levantamento e estudo sistemático da contribuição de imigrantes, refugiados e exilados ao desenvolvimento da tradução no brasil nos anos 1930 resultaria num rico painel.
Denise Bottmann
Muito bom o artigo “Editora lança notável romance de Turguêniev” (Jornal Opção 1960) e essa forma de resgatar a memória das traduções anteriores.
Elias Davidovich traduzia basicamente do espanhol e do francês. Sua tradução de Rudin saiu inicialmente em 1932, pela coleção Benjamin Costallata, pela carioca Flores & Mano. Trazia o título, aliás, bem à francesa: “Roudine”.
A tradução de Ivan Emilianovitch (de origens russas) é uma das primeiras no Brasil a ter sido feita diretamente do original. “Pais e Filhos” saiu inicialmente pela Editora Cultura Brasileira, em 1935 (como “Paes e Filhos”, pré-reforma ortográfica). A partir de 1941, passou a ser publicada pela Livraria Martins.
Aliás, é muito interessante — e pouco conhecida ou estudada, creio eu — a contribuição de vários imigrantes, exilados e refugiados como tradutores para aquele período de grande alavancagem do setor editorial, a partir dos anos 30: temos Elias Davidovich, Ivan Emilianovitch, Zoran Ninitch, Charlotte von Orloff, Georges Selzoff, sem contar os posteriores, como Boris Schnaiderman desde o comecinho dos anos 40 (assinando como Boris Solomonov) e Paulo Rónai.
Mas, de fato, o que me chama mais a atenção são esses tradutores dos anos 30 — creio que, dentre eles, apenas Elias Davidovich veio a se tornar mais conhecido no setor, com um grande trabalho à frente das coleções Delta (obras completas de Freud, projeto que se iniciara nos anos 30, mas apenas nos anos 50 veio a cabo, com Davidovich, justamente), bem como na organização das obras completas (e tradução de algumas delas, mas indireta) de Stefan Zweig.
Elias Davidovich traduzia basicamente do espanhol e do francês. Sua tradução de Rudin saiu inicialmente em 1932, pela coleção Benjamin Costallata, pela carioca Flores & Mano. Trazia o título, aliás, bem à francesa: “Roudine”.
A tradução de Ivan Emilianovitch (de origens russas) é uma das primeiras no Brasil a ter sido feita diretamente do original. “Pais e Filhos” saiu inicialmente pela Editora Cultura Brasileira, em 1935 (como “Paes e Filhos”, pré-reforma ortográfica). A partir de 1941, passou a ser publicada pela Livraria Martins.
Aliás, é muito interessante — e pouco conhecida ou estudada, creio eu — a contribuição de vários imigrantes, exilados e refugiados como tradutores para aquele período de grande alavancagem do setor editorial, a partir dos anos 30: temos Elias Davidovich, Ivan Emilianovitch, Zoran Ninitch, Charlotte von Orloff, Georges Selzoff, sem contar os posteriores, como Boris Schnaiderman desde o comecinho dos anos 40 (assinando como Boris Solomonov) e Paulo Rónai.
Mas, de fato, o que me chama mais a atenção são esses tradutores dos anos 30 — creio que, dentre eles, apenas Elias Davidovich veio a se tornar mais conhecido no setor, com um grande trabalho à frente das coleções Delta (obras completas de Freud, projeto que se iniciara nos anos 30, mas apenas nos anos 50 veio a cabo, com Davidovich, justamente), bem como na organização das obras completas (e tradução de algumas delas, mas indireta) de Stefan Zweig.
disponível aqui.
8 de ago. de 2013
revisão da lda 9610/98, andamento
eis o mais recente andamento no projeto de revisão da lei 9610/98, que regulamenta os direitos autorais no brasil, disponível aqui:
agradeço o convite. meu compromisso perante todos os que nos têm acompanhado na defesa do ofício de tradução e de nosso patrimônio tradutório é procurar contribuir para a flexibilização do acesso às obras órfãs e abandonadas, bem como para a preservação dos direitos dos tradutores em contratação para obras de encomenda.
agradeço o convite. meu compromisso perante todos os que nos têm acompanhado na defesa do ofício de tradução e de nosso patrimônio tradutório é procurar contribuir para a flexibilização do acesso às obras órfãs e abandonadas, bem como para a preservação dos direitos dos tradutores em contratação para obras de encomenda.
contra o sequestro da reflexão histórica
sou historiadora formada pela universidade federal do paraná e com pós-graduação no departamento de história da unicamp.
a despeito disso - ou, mais provavelmente, por causa disso - sou visceralmente contrária ao projeto de lei 4699/2012, em fase final de aprovação na câmara, dispondo sobre a profissão de historiador.
eis a íntegra do projeto:
fica evidente pelos artigos 3 e 4 que este decreto, em sendo aprovado e entrando em vigor, significará um golpe mortal na produção e disseminação do conhecimento histórico, ao reservar privativamente para os portadores de diploma superior em história até mesmo a elaboração de projetos e trabalhos sobre temas históricos!
como "história" é sempre "história de" ou "história sobre" alguém ou alguma coisa, inúmeros historiadores da arte, da física, da literatura, da economia e dos mais variados campos de conhecimento têm se insurgido contra essa tentativa de asfixiamento de suas áreas de trabalho. em plano mais geral, é a própria capacidade de reflexão histórica sobre o mundo que se vê tolhida, por interesses que só se podem qualificar de corporativistas.
os historiadores da arte colocaram no ar um abaixo-assinado solicitando a imediata revisão do projeto 4699/2012, disponível aqui. leia, assine, divulgue.
acompanhe o debate e conheça outras manifestações no blog Profissionalização do Historiador, mantido pelo historiador das ciências roberto martins.
a despeito disso - ou, mais provavelmente, por causa disso - sou visceralmente contrária ao projeto de lei 4699/2012, em fase final de aprovação na câmara, dispondo sobre a profissão de historiador.
eis a íntegra do projeto:
PROJETO DE LEI 4699/2012
Regulamenta a profissão de historiador e dá outras providências.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º Esta Lei regulamenta a profissão de historiador, estabelece os requisitos para o exercício da atividade profissional e determina o registro em órgão competente.
Art. 2º É livre o exercício da atividade profissional de historiador, desde que atendidas às qualificações e exigências estabelecidas nesta Lei.
Art. 3º O exercício da profissão de historiador, em todo o território nacional, é privativa dos portadores de:
I – diploma de curso superior em História, expedido por instituição regular de ensino;
II – diploma de curso superior em História, expedido por instituição estrangeira e revalidado no Brasil, de acordo com a legislação;
III – diploma de mestrado, ou doutorado, em História, expedido por instituição regular de ensino superior, ou por instituição estrangeira e revalidado no Brasil, de acordo com a legislação.
Art. 4º São atribuições dos historiadores:
I – magistério da disciplina de História nos estabelecimentos de ensino fundamental, médio e superior;
II – organização de informações para publicações, exposições e eventos sobre temas de História;
III – planejamento, organização, implantação e direção de serviços de pesquisa histórica;
IV – assessoramento, organização, implantação e direção de serviços de documentação e informação histórica;
V – assessoramento voltado à avaliação e seleção de documentos, para fins de preservação;
VI – elaboração de pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre temas históricos.
Art. 5º Para o provimento e exercício de cargos, funções ou empregos de historiador, é obrigatória a apresentação de diploma nos termos do art. 3º desta Lei.
Art. 6º As entidades que prestam serviços em História manterão, em seu quadro de pessoal ou em regime de contrato para prestação de serviços, historiadores legalmente habilitados.
Art. 7º O exercício da profissão de historiador requer prévio registro na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do local onde o profissional irá atuar.
Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Senado Federal, em 9 de novembro de 2012.
Senador José Sarney
Presidente do Senado Federal
fica evidente pelos artigos 3 e 4 que este decreto, em sendo aprovado e entrando em vigor, significará um golpe mortal na produção e disseminação do conhecimento histórico, ao reservar privativamente para os portadores de diploma superior em história até mesmo a elaboração de projetos e trabalhos sobre temas históricos!
como "história" é sempre "história de" ou "história sobre" alguém ou alguma coisa, inúmeros historiadores da arte, da física, da literatura, da economia e dos mais variados campos de conhecimento têm se insurgido contra essa tentativa de asfixiamento de suas áreas de trabalho. em plano mais geral, é a própria capacidade de reflexão histórica sobre o mundo que se vê tolhida, por interesses que só se podem qualificar de corporativistas.
os historiadores da arte colocaram no ar um abaixo-assinado solicitando a imediata revisão do projeto 4699/2012, disponível aqui. leia, assine, divulgue.
acompanhe o debate e conheça outras manifestações no blog Profissionalização do Historiador, mantido pelo historiador das ciências roberto martins.
6 de ago. de 2013
lima barreto para a flip 2014, suplemento pernambuco
ilustração de karina freitas
um belo artigo de josé luiz passos, "o que vale mais que um busto", disponível aqui.
2 de ago. de 2013
lima barreto para a flip 2014, jornal rascunho
yasmin taketani deu duas simpáticas notas sobre nossa proposta de que lima barreto seja escolhido como o autor homenageado na flip 2014. saíram na seção "vidraça", do jornal rascunho, disponível aqui. transcrevo:
Lima para todos 1
Poucos dias depois da Flip 2013, surgiu nas redes sociais uma campanha para que a Festa Literária de Paraty homenageie Lima Barreto em sua próxima edição. Ela foi levantada com um comentário na internet pela jornalista Josélia Aguiar, ao qual se seguiu uma ampla mobilização por simpatizantes da causa. O blog Não gosto de plágio, da tradutora Denise Bottmann, reuniu exatas mil e uma assinaturas em prol do autor de Clara dos Anjos, já entregues à organização da Flip. Nomes como Bráulio Tavares, Cristovão Tezza, Luiz Costa Lima e Paulo Henriques Britto constam da lista de apoiadores que desejam que o autor seja mais lido e discutido.
Poucos dias depois da Flip 2013, surgiu nas redes sociais uma campanha para que a Festa Literária de Paraty homenageie Lima Barreto em sua próxima edição. Ela foi levantada com um comentário na internet pela jornalista Josélia Aguiar, ao qual se seguiu uma ampla mobilização por simpatizantes da causa. O blog Não gosto de plágio, da tradutora Denise Bottmann, reuniu exatas mil e uma assinaturas em prol do autor de Clara dos Anjos, já entregues à organização da Flip. Nomes como Bráulio Tavares, Cristovão Tezza, Luiz Costa Lima e Paulo Henriques Britto constam da lista de apoiadores que desejam que o autor seja mais lido e discutido.
Lima para todos 2
Entre os diversos motivos para que Lima Barreto, entre tantos outros grandes escritores brasileiros, seja o homenageado do evento em 2014, Josélia Aguiar levanta uma questão interessante: “Como ele está em domínio público, é ao mesmo tempo de todas e de nenhuma editora com exclusividade, encontrando-se assim numa condição comercial bem curiosa. Pode ser baixado e lido gratuitamente”.
Entre os diversos motivos para que Lima Barreto, entre tantos outros grandes escritores brasileiros, seja o homenageado do evento em 2014, Josélia Aguiar levanta uma questão interessante: “Como ele está em domínio público, é ao mesmo tempo de todas e de nenhuma editora com exclusividade, encontrando-se assim numa condição comercial bem curiosa. Pode ser baixado e lido gratuitamente”.
o tardio ingresso de jekyll e hyde
pelo precioso levantamento de ana júlia perrotti-garcia sobre as traduções de dr. jekyll and mr. hyde no brasil, disponível aqui, temos que as primeiras saem nos anos 50 e 60 (p. 55).
em 1951 temos uma edição pelo clube do livro, em "tradução especial de josé maria machado". é sabido que tais "traduções especiais" do clube do livro não passavam de contrafação de traduções portuguesas, que a editora atribuía ao fiel colaborador da casa. não me sinto muito propensa a considerá-la como uma tradução de direito próprio, e talvez valesse a pena cotejá-la com traduções portuguesas anteriores.
perrotti-garcia nos refere a seguir a tradução de humberto pires, publicada na "série terror" da gertum/tecnoprint, sem data. não seria difícil confirmar a data de publicação, mesmo porque humberto pires, ao que me parece, ainda é vivo. de todo modo, o formato é mais de revistinha de banca de jornal do que propriamente de livro.
isso nos leva ao próximo item de seu levantamento, a tradução de nair lacerda, pela saraiva, em 1960. estou francamente propensa a considerá-la como a primeira tradução brasileira do clássico de stevenson. note-se como elemento interessante a data tão tardia, ainda mais se se considerar que stevenson já era bastante conhecido no brasil desde os anos 1920, e com uma explosão de lançamentos de outras obras suas entre os anos 30 e 40.
atualização: a pesquisadora avisa que dispõe de outras duas edições ainda não inteiramente identificadas. por ora, são estes os dados disponíveis.
em 1951 temos uma edição pelo clube do livro, em "tradução especial de josé maria machado". é sabido que tais "traduções especiais" do clube do livro não passavam de contrafação de traduções portuguesas, que a editora atribuía ao fiel colaborador da casa. não me sinto muito propensa a considerá-la como uma tradução de direito próprio, e talvez valesse a pena cotejá-la com traduções portuguesas anteriores.
perrotti-garcia nos refere a seguir a tradução de humberto pires, publicada na "série terror" da gertum/tecnoprint, sem data. não seria difícil confirmar a data de publicação, mesmo porque humberto pires, ao que me parece, ainda é vivo. de todo modo, o formato é mais de revistinha de banca de jornal do que propriamente de livro.
isso nos leva ao próximo item de seu levantamento, a tradução de nair lacerda, pela saraiva, em 1960. estou francamente propensa a considerá-la como a primeira tradução brasileira do clássico de stevenson. note-se como elemento interessante a data tão tardia, ainda mais se se considerar que stevenson já era bastante conhecido no brasil desde os anos 1920, e com uma explosão de lançamentos de outras obras suas entre os anos 30 e 40.
atualização: a pesquisadora avisa que dispõe de outras duas edições ainda não inteiramente identificadas. por ora, são estes os dados disponíveis.
1 de ago. de 2013
jekyll and hyde no brasil
o último número da revista tradterm, da usp, traz um levantamento muito meticuloso e interessante das traduções e adaptações de dr. jekyll and mr. hyde, publicadas no brasil até 2010, realizado por ana júlia perrotti-garcia. disponível aqui.
a propósito, vale ler o luminoso artigo de ivo barroso sobre o autor, "o estranho caso do dr. stevenson", aqui.
como minúscula contribuição à bela pesquisa de perrotti-garcia, vale lembrar que o filme de john s. robertson, dr. jekyll and mr. hyde, de 1920, já em novembro do mesmo ano estreava em nossos cinemas com o título o médico e o monstro. o filme de rouben mamoulian, de 1931, lançado no brasil em 1932 com o mesmo título, certamente também contribuiu para consagrar seu uso entre nós.
a propósito, vale ler o luminoso artigo de ivo barroso sobre o autor, "o estranho caso do dr. stevenson", aqui.
ilustração de hulme beaman para a edição da dodd mead, 1930
como minúscula contribuição à bela pesquisa de perrotti-garcia, vale lembrar que o filme de john s. robertson, dr. jekyll and mr. hyde, de 1920, já em novembro do mesmo ano estreava em nossos cinemas com o título o médico e o monstro. o filme de rouben mamoulian, de 1931, lançado no brasil em 1932 com o mesmo título, certamente também contribuiu para consagrar seu uso entre nós.
23 de jul. de 2013
lima barreto na flip 2014: envio da lista
22 de jul. de 2013
lima barreto na flip 2014: encerramento da lista de apoios
hoje encerramos a lista de apoios à escolha de lima barreto como homenageado para a flip 2014, com um número simbólico: não mil, mas 1.001 nomes, pois a campanha e a divulgação continuam!
a lista será enviada para a coordenação do festival literário de paraty, na certeza de que a organização tem sensibilidade mais do que suficiente para entender o fenômeno inédito que se configurou nesses poucos dias de mobilização de tanta gente em torno do nome de lima barreto.
a lista será enviada para a coordenação do festival literário de paraty, na certeza de que a organização tem sensibilidade mais do que suficiente para entender o fenômeno inédito que se configurou nesses poucos dias de mobilização de tanta gente em torno do nome de lima barreto.
- Abílio Guerra
- Adão Derci Oliveira
- Adelice Souza
- Adílson Júnior
- Adílson Miguel
- Adney Teixeira Dellatorre
- Adriana Carvalho Koyama
- Adriana Lisboa
- Adriane Rubi Perin
- Adriano Bueno
- Adriano Codato
- Adriano Scandolaro
- Afonso Borges
- Agnes Sofia Guimarães Cruz
- Aguinaldo Severino
- Aírton Neto
- Alain François
- Alba Olmi
- Alberto Lins Caldas
- Alberto Ribeiro Lyra
- Aldo Dinucci
- Alessandra Pajolla
- Alex Silvério Arruda
- Alexandre Agabiti Fernandez
- Alexandre Almeida
- Alexandre Barbosa de Souza
- Alexandre Barroso
- Alexandre Carvalho Pitta
- Alexandre Constantino
- Alexandre Gois
- Alexandre Marcelo Bueno
- Alexandre Pesserl
- Alexandre Vidal Porto
- Alfredo Monte
- Aline Amorim
- Aline Reis
- Aline Santiago Veras
- Alison Entrekin
- Alisson Brautigam Padilha
- Allan Motta de Lima
- Allan Rocha de Souza
- Almir de Freitas
- Alonso Alvarez
- Alvaro Costa e Silva
- Alyne Azuma
- Alysson Oliveira
- Amanda Cristiane dos Santos
- Amanda Francisco
- Amanda Zampieri
- Amelina de Aquino
- Amos Ribeiro
- Amyr Hamud
- Ana Carla Rocha
- Ana Claudia Romano Ribeiro
- Ana Cristina Bacellar
- Ana Cristina Pereira
- Ana Helena Souza
- Ana Lívia Lopes
- Ana Lúcia Duarte Lanna
- Ana Luisa Barros
- Ana Maria Carvalho
- Ana Maria Cordeiro
- Ana Maria Santeiro
- Ana Maria Santos Mollica
- Ana Moura
- Ana Neri Parente
- Ana Paula Alves Ribeiro
- Ana Paula Garrido
- Ana Paula Palamartchuk
- Ana Pedrosa
- Ana Resende
- Ana Rüsche
- Anderson Moraes
- Anderson Paiva
- Andityas Soares de Moura
- André Cruzschmiz
- André da Silva Reis
- Andre de Leones
- André Duarte
- André Fernandes
- André Luiz Alves Pereira
- André Malta Campos
- André Mehmari
- Andre Vallías
- Andrea Lima Alves
- Andrea S Nascimento
- Andréia Araújo
- Andréia Guerini
- Andrès Schaffer
- Andressa Veronesi
- Angela Coelho Barbosa
- Ângela Cristina Pires Laranjeira
- Ângela Lago
- Ângela Leão
- Ângela Maria Bordini Nogueira
- Angélica Moraes
- Angelica Reis
- Anna Giovanna
- Anna Magdalena Machado Bracher
- Annabel Lee
- Annie Cambé
- Antônio Arnoni Prado
- Antonio Carlos Athayde
- Antônio Dimas
- Antônio Dutra
- Antônio Luiz Monteiro do Nascimento
- Antônio Marcos Pereira
- António Silva Neves Trancoso
- Aparecida Fernandes
- Ariovaldo Maisano Arantes
- Arthur Malaspina
- Arthur Nestrovski
- Augusto Paim
- Aurea Akemi Arata
- Aurora Fornoni Bernardini
- Barbara Menezes
- Bartira S Fernandes
- Beatriz Borges
- Beatriz Horta
- Beatriz Silke Rose
- Benjamin Moser
- Bento Moura
- Bento Prado Neto
- Berilo Vargas
- Bernardo Brayner
- Bia Amaral
- Bia Calil
- Bia Fonseca do Lago
- Bia W. Abramo
- Bianca Vogler
- Birão Nowicki Varela
- Bolivar Torres
- Bráulio Tavares
- Breno Carrijo
- Bronislawa Mello
- Bruce Torres
- Bruna Leôncio
- Bruna Lobato
- Bruno Dorigatti
- Bruno Gabriel Costelini
- Bruno Garschagen
- Bruno Gaudêncio
- Bruno Gomide
- Bruno Pedrassani
- Bruno Tenan
- Bruno Zeni
- Caetano W. Galindo
- Caio Meira
- Caio Ricardo Bona Moreira
- Camila Elias
- Camila Kehl
- Carla Deckmann
- Carla Dias
- Carlos Alexandre
- Carlos André Moreira
- Carlos Arthur Ribeiro do Nascimento
- Carlos Augusto Santana Pereira
- Carlos Botta
- Carlos Cartaxo
- Carlos Eduardo Menezes da Costa
- Carlos Eduardo Pereira
- Carlos Henrique Carvalho
- Carlos Henrique Schroeder
- Carlos Henrique Siqueira
- Carlos Inácio Coelho Neto
- Carlos M Cordeiro
- Carlos Messias
- Carlos Rogério Duarte Barreiros
- Carlota Vasconcelos
- Carmem Cacciacarro
- Carmen Evangelho
- Carmen Maria Barros
- Carmen Rosane Costa
- Carô Murgel
- Carol Pereira
- Carola A C Abreu
- Carolina Paganine
- Cassionei Petry
- Cecilia do Val
- Cecilia Mussi
- Celamar Maione
- Celina Portocarrero
- Celine Aparecida de Matos
- César Marins
- Cezar Augusto Crispim
- Cezar Oda
- Chico Arruda
- Chico Barbosa
- Chico Lima Filho
- Chico Lopes
- Christiane Angelotti
- Christiano Aguiar
- Christina Fuscaldo
- Cícero Carvalho
- Cid Cancer
- Cide Piquet
- Cintia Kobayashi
- Cíntia Vieira da Silva
- Cipriano Cizenando
- Ciro Araujo
- Ciro Araújo
- Clara Sznifer
- Clara Vaitiekunas
- Claudia Antunes
- Claudia Berliner
- Claudia Camargo Marcondes
- Cláudia Carli
- Cláudia Castilhos
- Cláudia Costa Chaves
- Cláudia de Geus
- Cláudia Gomes Fonseca
- Cláudia Nina
- Claudia Tavares
- Claudio Alves Marcondes
- Claudio de Jesus
- Claudio Fentanes
- Cláudio Leal
- Claudio Murilo Leal
- Claudio R Ribeiro
- Cláudio Weber Abramo
- Claudio Willer
- Cleo Reys
- Cleodon Fonseca
- Cleusa Souza
- Cleverton Barros
- Clô Maria Vaz
- Clovis Amorim Souza
- Clovis Gruner
- Clovis Moura
- Conceição Moura
- Cristian Dutra
- Cristiane Garcia
- Cristiane Santana
- Cristina Aguiar
- Cristina Araripe Fernandes
- Cristine Rodrigues
- Cristóvão Tezza
- Cyelle Carmem
- Cynthia Morais
- Dainis Karepovs
- Daniel Aço
- Daniel Antônio
- Daniel Argolo Estill
- Daniel Dago
- Daniel Rodrigues Aurélio
- Daniela Galdino
- Daniela Kern
- Daniela Lima
- Daniela Mello
- Daniele Petruccioli
- Daniele Wulff
- Danielle Sales
- Danilo Nogueira
- Davi Giordano
- Davi Miranda
- Davi Pessoa
- David Bezerra
- Deborah Landsberg
- Deborah Monteiro
- Deborah Quintal
- Deco Santos
- Denise Bottmann
- Denise Durante
- Denise Góes
- Denise Mattos
- Diana Damasceno
- Diego Bones
- Diego Calazans
- Diego J. R. Codinhoto
- Diego Moraes
- Diego Viana
- Dilma Machado
- Don Pedro Magnapouco
- Doris M Cunha
- Éder Silveira
- Edgard Murano
- Edgard Ramalho
- Edson Moura
- Edson Pedro
- Eduarda Rocha
- Eduardo Lacerda
- Eduardo Mesquita Pereira Alves
- Eduardo Plastino
- Eduardo Quive
- Elaine Gurgel
- Elaine Pauvolid
- Elaine Trindade
- Eleide Abril Gordon Findlay
- Elenilton Neukamp
- Eliana A. Cardoso
- Eliana de Morais
- Eliane Fittipaldi
- Eliane Maria Ferraro
- Eliane Sanches Querino
- Elisa Atsumi Mori
- Elisabete França
- Eloísa Araújo Ribeiro
- Elton de Almeida
- Elvio Filho
- Elyandria Silva
- Emanuelle Alves Adacheski
- Emerson César de Campos
- Emerson Tin
- Eneida Marques
- Enrique Caron
- Eric Ponty
- Erik Gomes
- Ernesta Ganzo
- Esmeralda Cássia Teixeira
- Ester Aguiar
- Euclícia Queiroz de Holanda
- Euler Coelho
- Euler de França Belém
- Everi Carrara
- Everton Marcos Grison
- Fabiano Calixto
- Fabiano Camilo
- Fábio Andrade
- Fábio Brazolin Abdulmassih
- Fábio Fernandes
- Fabio Guimarães Bensoussan
- Fábio Ulanin
- Fabio Victor
- Fabiola Lowenthal
- Fabrícia Oliveira
- Fabrício Waltrick
- Fal Vitiello de Azevedo
- Fany Aktinol
- Fátima Abbate
- Fatima Pacheco
- Federico Carotti
- Felipe Charbel
- Felipe da Matta
- Felipe Gabriel
- Felipe José Lindoso
- Felipe Maia
- Felipe Pauluk
- Felippe Lima
- Fernanda Coutinho
- Fernanda Sousa
- Fernanda W. Rocha
- Fernando Amaral
- Fernando Cardoso
- Fernando Claro Dias
- Fernando do Valle
- Fernando Freitas
- Fernando José Nogueira
- Fernando Penteado
- Fernando Viana
- Flávia Lago
- Flávia Nascimento Falleiros
- Flávia Orci
- Flavia Rocha Spiegel Linck
- Flávio Dino
- Flavio Moreira Costa
- Flávio Sanso
- Francesca Angiolillo
- Francine Cruz
- Francisco Araujo
- Francisco Carlos Polomanes Martinho
- Francisco Carvalho
- Francisco César Manhães
- Francisco Giovani
- Francisco Souza
- Francisco Teixeira
- Francisco Ucha
- Franz Nogueira
- Frauke I. Magia
- Fred Spada
- Fúlvio Morenu
- Gabor Arányi
- Gabriel Perissé
- Gabriel Senador Kwak
- Gabriel Souza
- Gabriela Erbetta
- Gaby Friess Kirsch
- Gal Ferreira
- George Hale
- Germana Henriques Pereira
- Getulio Pereira Jr.
- Gilberto Cruvinel
- Gilberto Fernandes de Macêdo
- Gilberto G. Pereira
- Gilberto Gil
- Gilson Herval Silva Araújo
- Giovanna Dealtry
- Gisela Gastaldi
- Gisele Rosa
- Giselle Zamboni
- Gisley Rabello Ferreira
- Gleuza Salomon
- Gloria Martinez
- Godofredo de Oliveira Neto
- Gonçalo Jr.
- Gudryan Neufert
- Guilherme Câmara
- Guilherme Magalhães
- Guilherme R. Basílio
- Gustavo Laurindo dos Santos
- Gustavo Melo Czekster
- Gustavo Moreira
- Gustavo Naves Franco
- Gutemberg Medeiros
- Guy Corrêa
- Haroldo Barbosa Filho
- Helder Barroso de Pinho
- Heleine Fernandes
- Helena Barros
- Helena Duarte
- Helena Neviani
- Heliete Vaitsman
- Helio Pontes
- Helio Rocha
- Heloisa Campos Freire
- Heloísa Helena Pereira
- Heloísa Mafra
- Heloísa Velloso Buonfiglio
- Henrique Chaudon
- Henrique Pimenta Santos
- Heron Rodrigues
- Hilcélia Falcão
- Hilton Garcia Fernandes
- Hitalo Nogueira
- Hudson Machado
- Hugo A B Carvalho
- Hugo da Gama Cerqueira
- Hugo Lorenzetti Neto
- Humberto Guido
- Humberto Yassuo
- Humberto Zanardo Petrelli
- Iana Cossoy Paro
- Idelber Avelar
- Ieda Magri
- Igor Santos
- Ijani Martins
- Imira Regazzini
- Iná Nascimento
- Inês Peres Nicola
- Irene Pereira
- Irene Pontes
- Isabel Lustosa
- Isabel Santana
- Isabela de Almeida
- Isabella Marcatti
- Isah Broadus
- Itazil Santos
- Ivan Ferreira
- Ivana P. Souto
- Ivana Pontes
- Ivani Cardoso
- Ivo Barroso
- Ivo Cardoso
- Ivone Benedetti
- Ivone Pinto
- Izabela Moi
- Izukaitz Gardonyi
- Jáderson Porto
- Jair Fonseca
- Janaina Leite
- Jane Ciambelli
- Janilson Sales de Carvalho
- Jéssica Martins de Araújo
- Jiro Takahashi
- Joaci Pereira Furtado
- Joana Angelica S Souza
- Joana Reiss Fernandes
- João Azenha Jr.
- João Batista de Sá
- João Batista Esteves Alves
- João Carlos Queiroz
- João Esteves
- João Garcez Ghirardi
- João Israel Ribeiro
- João Marcelo Trovão
- João Marcio Vieira Torres
- João Silva
- João Ubaldo Ribeiro
- João Vicente Mendonça
- Joaquim Antonio
- Joelson Ramos
- Johannes Christian Bergmann
- Jois Alberto
- Jonatan Silva
- Jorge Ávila Kuhn
- Jorge Curuca
- Jorge F Ferreira
- Jorge Henrique Bastos
- Jorge Mattos
- Jorge Santana
- Jorio Dauster
- José Alexandre da Silva
- José Antônio Abreu de Oliveira
- José Antonio Cavalcanti
- José Carlos Allen
- José Carlos Mariano do Carmo
- José Crisóstomo de Souza
- José Eisenberg
- José Geraldo Couto
- José Henrique Bastos
- José Jesus Barreto
- José Lira
- José Luís Pedroso
- José Luiz Goldfarb
- José Luiz Passos
- José Remedí
- José Roberto Braga Portella
- José Veríssimo Teixeira da Matta
- José Waldemar Mallmam Genro
- José-Guilherme Pereira-Leite
- Joselia Aguiar
- Josely Vianna Baptista
- Josiane Maria de Souza
- Josie Mello
- Josseri de Oliveira Lucena
- Juçara Valverde
- Júlia Simões
- Julia Vidile
- Juliana Brittes
- Juliana de Araújo Rodrigues
- Juliana Doretto
- Juliana Gomes
- Juliana Leuenroth
- Juliana Sá
- Juliana Saul
- Juliana Silva
- Juliana Weisz
- Julianna Granjeia
- Júlio Bastoni
- Julio Vellozo
- Julyana Brandão
- Juniores Rodrigues
- Jussara da Costa Godoi
- Jussara Trindade
- Karel Sobota
- Karin Faria
- Karina Gercke
- Karla Oliva
- Karla Sant’Anna
- Katia Barreto
- Kátia Costa-Santos
- Kátia Motta
- Keli Pacheco
- Kelvin Falcão Klein
- Kinho Luckas
- Kleber Lima
- Krishna Sousa
- Laeticia Jensen Eble
- Laion Castro
- Lair Alves dos Santos
- Lara Kauss
- Laura Araújo
- Laura Peres Arruda
- Laysi Praxedes
- Leandro Calbente Câmara
- Leandro Durazzo
- Leandro Machado
- Leandro Oliveira da Silva
- Leda Tenório da Motta
- Leila Darin
- Leila Rosane Kommers
- Lena Mara
- Lenita Rimoli Esteves
- Lenon Sampaio Bispo
- Leo Gonçalves
- Leonardo Claudiano
- Leonardo Fróes
- Leonardo Fuhrman
- Letícia Castello Branco
- Letícia Martins de Andrade
- Lia Zalszupin
- Liana Machado
- Liana Maria Bozzetto
- Lídia Michelle Damaceno Azevedo
- Lígia Catão
- Ligia Cunha
- Lilian Desfani
- Lilian Dorea
- Lilian Fontes Moreira Fontes
- Lilian Martins
- Liliana de La Torre
- Lima Júnior
- Lima Trindade
- Liráucio Girardi Júnior
- Lívia Barreto
- Livia Deorsola
- Liziane Almeida
- Lu Thomé
- Lucas Cordeiro
- Lucas de Sena Lima
- Lucas Nunes de Souza
- Lucas Santos
- Lucas Verzola
- Luci Leite
- Lúcia Cavinato
- Luciana Araújo
- Luciana de Souza Barros
- Luciana Dias
- Luciana Hidalgo
- Luciana Lima
- Luciana Marques Ferraz
- Luciana Pax
- Luciana Ribeiro
- Luciana Viégas
- Luciano Bitencourt
- Luciano Dutra
- Luciano Fonseca
- Luciano Trigo
- Luciene Pires
- Lucila M Oliveira
- Lucila Saidenberg
- Lucília Marques
- Lui Fagundes
- Luis A Almeida
- Luís Antonio Giron
- Luís Fernando Muniz Cirne
- Luís Henrique Borba
- Luis Henrique Pellanda
- Luisa Pessoa
- Luísa Pessoa de Oliveira
- Luiz Augusto dos Reis
- Luiz Biajoni
- Luiz Carlos Duarte
- Luiz César Jr.
- Luiz Costa Lima
- Luiz Eduardo Soares
- Luiz Fernando Doin
- Luiz Fernando S. Santos
- Luiz Marques
- Luiz Neves de Castro
- Luiz Roberto Guedes
- Luiza Bodenmuller
- Luiza V C Dias
- Magaly Machado
- Maia Araujo
- Maíza Prande Bernardello
- Malu Cumo
- Mamede Jarouche
- Mandi Osti
- Manoel Uchoa
- Manuel Camilo
- Manuel M Campos
- Manuel Vargens
- Mara Bastos
- Mara Paulina Arruda
- Marcela Lamour Wanderley
- Marcela Tagliaferri
- Marcello Medeiros
- Marcelo Cordeiro
- Marcelo Del'Anhol
- Marcelo Mac Cord
- Marcelo Maia
- Marcelo Moutinho
- Marcelo Senna Guimarães
- Marcia Lins
- Márcia Paredes Nunes
- Marcia Pinheiro Freitas
- Márcia Ribeiro
- Márcia Schlemper
- Marcio Badra
- Márcio Ferrari
- Marcio Passos
- Marcio Stockler
- Marco Antônio Rodrigues
- Marco Aurélio Nogueira
- Marco Juliano e Silva
- Marcone Souza
- Marcos A Fogagnolo
- Marcos Araújo
- Marcos César Gouvea
- Marcos Gomes
- Marcos Petti
- Marcos R. B. Lima
- Marcos Roberto Bueno Martinez
- Marcos Vinícius Almeida
- Marcus Nascituro
- Marcus Vinicius Quiroga
- Margarete Domingues
- Margareth Helena Frasson
- Maria Ângela Borges Salvadori
- Maria Arlete Rosa
- Maria Betânia Amoroso
- Maria Carlota Carvalho
- Maria Carolina Borin
- Maria Carolina Morais
- Maria Celia Santana
- Maria Claudia Dorin
- Maria Cristina Torres
- Maria das Graças P. Coutinho
- Maria de Fátima Santos Souza
- Maria de Lourdes Sette
- Maria Helena Pinheiro
- Maria José Silveira
- Maria Lúcia Bruner
- Maria Lucia Cumo
- Maria Luiza Brilhante de Brito
- Maria Luiza Carrilho Sardenberg
- Maria Luiza Scaramello
- Maria Manuel Marques Rodrigues
- Maria Silvia Souza
- Maria Teresa Fortkamp
- Maria Valéria Rezende
- Mariana T Gomes
- Mariana V de Souza
- Marianna Teixeira Soares
- Marina Darmaros
- Marina Della Valle
- Marina Hennies
- Marina Wade
- Mário A. M. Silva
- Mario Bacellar
- Mário Felipe Cavalcanti
- Mário Luiz Frungillo
- Mario Neto
- Marion Pfeffer
- Marisa Lajolo
- Marlova Aseff
- Marta Scherer
- Martha Gouveia da Cruz
- Martina Eker
- Mary Lou Rebelo
- Matheus de Souza Almeida
- Matheus Von Ende Schwertner
- Matias Vale
- Matteo Raschietti
- Maurício de Carvalho-Teixeira
- Maurício Lyrio
- Maurício Machado
- Mauro Pérez
- May Shuravel
- Mayquel Eleuthério
- Mayra Sousa Resende
- Milton de Oliveira Cardoso Jr.
- Milton Ferreira
- Milton G. Brito
- Milton Lahuerta
- Milton Ribeiro
- Mirna Queiroz
- Mirtes Borges
- Moacir dos Anjos
- Mônica Anoardo
- Mônica Kondo
- Mônica Menezes
- Monique Pereira
- Moysés Pinto Neto
- Murilo Mendes
- Myriam Campello
- Myriam Kazue
- Myrian Naves
- Myrna Michelle
- Nadia Farage
- Nadia Matos
- Narlan Teixeira
- Natália Irlandesa Danzmann
- Natália Pinheiro
- Nathalia Alexandrino
- Nelson B . Baptista
- Nelson Fonseca Neto
- Nelson Gomes
- Nemísia Desidério Moreira
- Newton Oliveira
- Nikelen Witter
- Nilton Resende
- Nilza Guedes
- Nino Rocha
- Nythamar de Oliveira
- Odete Firmino
- Olivia Soares
- Olmaro Paulo Mass
- Oséias Ferraz
- Osvaldo Ferreira de Abreu Jr.
- Oswaldo Coimbra
- Otacílio Nunes
- Pá Dias
- Pablo Ortellado
- Paloma Jorge Amado
- Pamela Cabral
- Pamela Oliveira
- Paola Refinetti
- Patrícia dos Santos Franco
- Patrícia Fischer
- Patricia Freitas
- Patricia Gondeck
- Patrícia Reuillard
- Paula Abramo
- Paula Maurício
- Paula Pires
- Paula Rangel
- Paula Távora
- Paula Vermeersch
- Paulinho Assunção
- Paulo Bezerra
- Paulo da Luz Moreira
- Paulo de Toledo
- Paulo Henriques Britto
- Paulo Jonas L. Piva
- Paulo Lins
- Paulo Magalhães
- Paulo Pinheiro Machado
- Paulo Veloso
- Pedro Fernandes
- Pedro Henrique Borges
- Pedro Henrique Ferreira
- Pedro Henrique Moura
- Pedro Mandagará
- Pedro Mezgravis
- Pedro Oliveira Sprejer
- Pedro Paulo Bastos
- Petê Rissatti
- Peter Naumann
- Pierre Amarante
- Piucco Narceli
- Priscila Almeida
- Priscila Lira
- Priscila Polla
- Priscila Roemers
- Priscilla Amaral
- Rafa Lombardino
- Rafael Kalebe
- Rafael Ramos
- Rafael Sousa
- Rafael Souza Barbosa
- Rafael Sperling
- Rafaela Ferreira
- Raimundo Campos
- Ramón Mendes
- Raphael Magliano
- Raquel Arantes Toledo Caregaro
- Raquel Montan Torres
- Raquel Sallaberry Brião
- Rê Nata Streets
- Rebeca Schwartz
- Regina Medeiros
- Regina Pinheiro
- Regis C Araujo
- Rejane Janowitzer
- Renan Fernandes
- Renan Rogero
- Renata Arantes Toledo Caregaro
- Renata Christóvão Bottino
- Renata Esteves
- Renata Frade
- Renata Lins
- Renato Aguiar
- Renato Brett
- Renato Gomes
- Renato Motta
- Renato Nogueira
- Reni Adriano
- Rhea Silvia Willmer
- Ricardo Aleixo
- Ricardo Bechelli Neto
- Ricardo Domeneck
- Ricardo Ferreira
- Ricardo Lísias
- Ricardo Mário Gonçalves
- Ricardo Nascimento
- Ricardo Paoletti
- Ricardo Righi
- Ricardo Timm de Souza
- Rita Balazeiro
- Rita Felippi
- Rita Medeiros
- Rita Risério
- Roberson Rosa
- Roberta Nunes
- Roberto Bozzetti
- Roberto Denser
- Roberto Freitas Martins
- Roberto Grey
- Roberto Serrão
- Robson C. Alkmim
- Rodnei Nascimento
- Rodrigo Castro
- Rodrigo Conçole
- Rodrigo Jorge
- Rodrigo Leite
- Rodrigo Villasboas
- Rogério Fernandes
- Rogério Menezes
- Rogério Pereira
- Rogério Santana
- Romero Freitas
- Rômulo Lopes
- Ronald Augusto
- Rosa Amanda Strausz
- Rosana Romy
- Rosane Santos
- Rosângela Lima
- Rosângela Mileo
- Rosélia Bach
- Rosi Rico
- Rubem Mauro
- Rubens Arantes
- Rubens Figueiredo
- Sabrina Lopes Martinez
- Sabrina Travassos
- Safa Jubran
- Sandi Bart
- Sandra Bernardo
- Sandra Biondo
- Sandra Paes Leme Nunes
- Sandra Sena
- Sandra Serra
- Sandro Alves de França
- Sandro Ornellas
- Sara Grünhagen
- Sarah Rebecca Kersley
- Saulo von Randow Júnior
- Sebastião Camargo
- Sebastião Lamego
- Sebastião Resende
- Serena Terra Kierzkowski
- Sergio Biaggio
- Sérgio de Castro Pinto
- Sérgio Leo
- Sergio Molina
- Sergio S B Moura
- Sérgio Sardi
- Sergyo Vitro
- Sheila Kaplan
- Sheila Kurc
- Sieni Maria Campos
- Silvia Carvalho
- Silvia Cobelo
- Silvia Santos
- Sílvio Diogo Lourenço dos Santos
- Silvio Medeiros
- Silvio Pedrosa
- Simone do Vale
- Simone Schmidt
- Simone Varon
- Sirlene Souza
- Sônia Augusto
- Sônia Maria Damasceno Trindade
- Sônia Maria Rossato
- Soraia da Silva Rocha
- Soraya Dutra
- Ste Lonza
- Stella Machado
- Suélen Bortolo
- Sueli Astrini
- Suellen Muller
- Suely Gualda
- Susana Kampff Lages
- Susana Ramos Ventura
- Susana Santos
- Susana Souto
- Suzana Elvas
- Suzana Vargas
- Suzana Wanderley de Vasconcelos
- Suze Elias
- Tácito Costa
- Tamara Zambiasi Superti
- Tania Amares
- Tania Stolze Lima
- Taniella Carvalho
- Tarcísio Borges
- Tatiana Kely
- Telma Miranda Gomes
- Teresa Silva
- Thais Viviani Manfrini
- Thiago Candido
- Thiago Mattos
- Thiago Tizzot
- Tiago Ferro
- Tiago Mia Salla
- Tom Fernandes
- Tony Rodrigues
- Ubiratan Castro
- Valéria Medeiros
- Vanessa Maranha
- Vanessa Neves Martins
- Vanessa Rodrigues
- Vera Helena Saad Rossi
- Vera Martins
- Verônica Stigger
- Vilma Neves
- Vinicius Albuquerque
- Vinícius Nicastro Honesko
- Violêta Kubrusly
- Virginia Moure
- Vital Marcio
- Vivaldo Andrade dos Santos
- Vlademir Lazo
- Wagner Lopes Pires
- Walter Carlos Costa
- Walther Castelli Jr.
- Wamberg Santos Souza
- Wanderson da Silva Chaves
- Wellington Ferreira
- Wesley Peres
- William C. L. Sodré
- William Campos da Cruz
- William Cardoso
- William Oliveira
- Wilton Chaves
- Xico Sá
- Yeda Bocaletto
- Yeda Lins
- Zenon Araújo
- Zuleide Baptista Barros
21 de jul. de 2013
o nãogosto na revista língua portuguesa
legal, no último número da revista língua portuguesa saiu um box muito simpático sobre nossa constante briga contra plágios de tradução e ishpertezas editoriais (agora, felizmente, em razoável retrocesso). disponível aqui.
língua portuguesa, ano 8, n. 93, julho de 2013, p. 43
lima barreto na flip 2014
muito legal o texto de bráulio tavares sobre lima barreto, aqui, e que transcrevo abaixo:
Um traço notável de Lima como escritor é a clareza e a precisão de sua prosa, sem nada daquele maneirismo dos beletristas do seu tempo. Lima era direto, coloquial, usava um português sem paletó nem gravata, e isso era muitas vezes alegado como falta de cultura. Já comentei aqui nesta coluna o livro que contrapõe artigos de Lima Barreto e de Coelho Neto sobre futebol (O Fla-Flu literário, de Mauro Rosso, http://bit.ly/13yAvnj). É espantosa a atualidade da linguagem de Lima, comparada à do autor de “Sertão” – que aliás admiro, é um dos autores queridos da minha juventude. Sua prosa ornamental e pomposa envelheceu; a de Lima parece escrita dez anos atrás, ou mesmo este ano. Mas foi escrita naquele Brasil da República Velha, engessado, costurado por privilégios raciais e feudos políticos.
Há um movimento nas redes sociais, lançado por Josélia Aguiar, Álvaro Costa e Silva (“Marechal”) e André Vallias, e divulgado pela tradutora Denise Bottmann (do blog “Não gosto de plágio”) para que a Festa Literária de Paraty (Flip) de 2014 homenageie a obra de Lima Barreto. Há outros possíveis homenageados, como Rubem Braga. Essas homenagens causam sempre um momento de hesitação e remorso, porque de um modo geral todos os sugeridos merecem, e a gente, mesmo celebrando o escolhido, fica com pena dos descartados. Em todo caso, Lima Barreto é uma escolha justa, e mesmo que não se confirme vou aproveitar para conhecer melhor sua obra, da qual já li vários contos e artigos, mas nenhum romance. (Pois é, galera, não tenho problema em revelar o que não sei. O pouco que sei já me garante.)
Lima Barreto (1881-1922) teve que batalhar contra muitos preconceitos. Primeiro, o da cor, que o fez compartilhar o destino de Cruz e Sousa, Machado de Assis (em parte) e outros autores negros ou mestiços de cem anos atrás, num Brasil branco que cerrava fileiras em torno de sua brancura como um time que está ganhando o jogo de 1x0 mas sente no adversário cada vez mais volume de jogo.
Outro preconceito foi devido à bebida e à loucura, um karma permanente do destino literário. Já frequentei o prédio da UFRJ na Praia Vermelha, no Rio, inclusive para fazer palestras, e sempre alguém comenta que foi ali que Lima Barreto ficou durante suas internações psiquiátricas. Algo parecido me ocorreu quando visitei há 30 anos o antigo presídio da Ilha Grande, e lembrei de Graciliano Ramos e suas memórias do cárcere. Alguns dos grandes escritores brasileiros do futuro talvez sejam pessoas de que nem eu nem vocês jamais ouvimos falar, pessoas que talvez estejam hoje numa cadeia, ou numa clínica de desintoxicação. Quem pode garantir?
Assinar:
Postagens (Atom)





























.jpg)







