11 de jun de 2009

um grotesco arabesco, poe III

se no brasil josé paulo paes foi o primeiro a dar a uma antologia de contos de edgar allan poe o nome de histórias extraordinárias (1958, cultrix), alguém não entendeu a sutileza da coisa e vinte anos depois, numa outra seleta bem diferente, armou esse grotesco arabesco:




como foi possível chegar a essa fabulosa atribuição das histórias extraordinárias ao "original: tales of the grotesque and arabesque", é um mistério que desafia a inteligência.

na apresentação que abre o volume, afora algumas imprecisões ao longo do texto, a última frase não deixa margem a dúvidas: "Em 1848, Contos do Grotesco e do Arabesco foi publicado na França como Histórias Extraordinárias, por Baudelaire".




não deixa margem a dúvidas, digo eu, sobre a leviandade de quem escreveu isso. na frase tão taxativa, somente uma coisa - e apenas implícita - é verdadeira: baudelaire morava na frança.

muito em breve contaremos essa extraordinária história.

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