1 de jun de 2009

ao magnífico lorenzo


maquiavel, o príncipe, dedicatória

1. lívio xavier (atena)
ao magnífico lorenzo, filho de piero de medici

as mais das vezes, costumam aqueles que desejam granjear as graças de um príncipe, trazer-lhe os objetos que lhe são mais caros, ou com os quais o vêem deleitar-se; assim, muitas vezes, eles são presenteados com cavalos, armas, tecidos de ouro, pedras preciosas e outros ornamentos dignos de sua grandeza. desejando eu oferecer a vossa magnificência um testemunho qualquer da minha obrigação, não achei, entre os meus cabedais, coisa que me seja mais cara ou que tanto estime, quanto o conhecimento das ações dos grandes homens apreendido por uma longa experiência das coisas modernas e uma contínua lição das antigas; as quais, tendo eu, com grande diligência, longamente cogitado, examinando-as, agora mando a vossa magnificência, reduzidas a um pequeno volume. e conquanto julgue indigna esta obra da presença de vossa magnificência, não confio menos em que, por humanidade desta, deva ser aceita, considerado que não lhe posso fazer maior presente que lhe dar a faculdade de poder em tempo muito breve aprender tudo aquilo que, em tantos anos e à custa de tantos incômodos e perigos, hei conhecido.

2. pietro nassetti (martin claret)
ao magnífico lorenzo, filho de piero de medici

as mais das vezes, costumam aqueles que desejam granjear as graças de um príncipe trazer-lhe os objetos que lhes são mais caros, ou com os quais o vêem deleitar-se; assim, muitas vezes, eles são presenteados com cavalos, armas, tecidos de ouro, pedras preciosas e outros ornamentos dignos de sua grandeza. desejando eu oferecer a vossa magnificência um testemunho qualquer da minha obrigação, não achei, entre os meus cabedais, coisa que me seja mais cara ou que tanto estime quanto o conhecimento das ações dos grandes homens apreendido por uma longa experiência das coisas modernas e uma contínua lição das antigas; as quais, tendo eu, com grande diligência, longamente cogitado, examinando-as, agora mando a vossa magnificência, reduzidas a um pequeno volume.
e conquanto julgue indigna esta obra da presença de vossa magnificência, não confio menos em que, por sua humanidade, deva ser aceita, considerado que não lhe posso fazer maior presente que lhe dar a faculdade de poder em tempo muito breve aprender tudo aquilo que, em tantos anos e à custa de tantos incômodos e perigos, hei conhecido.

1. lívio xavier (atena)
não ornei esta obra e nem a enchi de períodos sonoros ou de palavras empoladas e floreios ou de qualquer outra lisonja ou ornamento extrínsceo com que muitos costumam descrever ou ornar as próprias obras; porque não quis que coisa alguma seja seu ornato e a faça agradável senão a variedade da matéria e a gravidade do assunto. nem quero que se repute presunção o fato de um homem de baixo e ínfimo estado discorrer e regular sobre o governo dos príncipes; pois os que desenham os contornos dos países se colocam na planície para considerar a natureza dos montes, e para considerar a das planícies ascendem aos montes, assim também para conhecer bem a natureza dos povos é necessário ser príncipe, e para conhecer a dos príncipes é necessário ser do povo. tome, pois, vossa magnificência este pequeno presente com a intenção com que eu o mando. se esta obra for diligentemente considerada e lida, vossa magnificência conhecerá o meu extremo desejo que alcance aquela grandeza que a fortuna e outras qualidades lhe prometem. e se vossa magnificência, do ápice da sua altura, alguma vez volver os olhos para baixo, saberá quão sem razão suporto uma grande e contínua má sorte.

2. pietro nassetti (martin claret)
não ornei esta obra e nem a enchi de períodos sonoros ou de palavras empoladas e floreios ou de qualquer outra lisonja ou ornamento extrínsceo com que muitos costumam descrever ou ornar as próprias obras; porque não quis que coisa alguma seja seu ornato e a faça agradável senão a variedade da matéria e a gravidade do assunto. nem quero que se repute presunção o fato de um homem de baixo e ínfimo estado discorrer e regular sobre o governo dos príncipes, pois tal como os que desenham os contornos dos países se colocam na planície para considerar a natureza dos montes, e para considerar a das planícies ascendem aos montes, assim também para conhecer bem a natureza dos povos é necessário ser príncipe, e para conhecer a dos príncipes é necessário ser do povo.
tome, pois, vossa magnificência este pequeno presente com a intenção com que eu o mando. se esta obra for diligentemente considerada e lida, vossa magnificência conhecerá o meu extremo desejo: que vossa magnificência alcance aquela grandeza que a fortuna e outras qualidades lhe prometem. e se vossa magnificência, do ápice da sua altura, alguma vez volver os olhos para baixo, saberá quão sem razão suporto uma grande e contínua má sorte.

desnecessário comentar a cópia sem rebuços.


atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.





imagem: www.defesabr.com

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