o prazo de 20 anos, que muitos têm julgado longo demais, proposto para o licenciamento de obras de tradução para reprodução em formato livro e pelo circuito tradicional de publicação e distribuição, leva em conta os seguintes aspectos:
I. por que tanto tempo:
- para a sociedade, haveria antes disso a possibilidade de acesso a tais obras por meio de cópias reprográficas ou digitais em condições e prazos (bem mais curtos) a ser estabelecidos pelo estado na reformulação da LDA, atendendo ao uso privado, de ensino, pesquisa e inclusão em acervos públicos;
- para os autores das obras de tradução, seria um prazo suficiente para propor a republicação de suas obras de tradução seja junto às editoras com direitos exclusivos, seja, em caso de cessão temporária e/ou licença temporária e não exclusiva, a outras editoras;
- para o setor editorial com a titularidade dos direitos, garantiria segurança e estabilidade em relação a títulos não mais rentáveis comercialmente, com decurso de tempo suficiente para não afetar suas estratégias empresariais de médio e longo prazo.
II. por que tão pouco tempo:
- para a sociedade, mesmo que, do ponto de vista histórico, 20 anos não seja um prazo muito longo para a constituição e enriquecimento de seu acervo de bens culturais, é fundamental ter acesso não apenas à reprodução xerográfica ou digital, e sim ao formato livro novamente disponível nos circuitos de circulação ativa;
- para os autores das obras de tradução que não quiseram ou não puderam obter sua republicação, é uma garantia de terem seus direitos respeitados em novas edições sob esse "licenciamento social";
- para o setor editorial e livreiro como um todo, seria um fomento a suas atividades, podendo manter em circulação um constante acervo ativo de obras traduzidas, respeitadas as condições especificadas na proposta.
0 comentários:
Postar um comentário
a caixa de comentários deste blog é aberta a todos: os que gostam de se manter anônimos por causa do CONTEÚDO de seus comentários, que tomem isso como um presente de minha liberalidade, não como conivência de minha parte com atitudes incivis.