16 de nov de 2009

kafka anônimo-borgiano

sobre o divertido e importante debate sobre as traduções borgianas de kafka, ver em especial a polêmica entre pestaña e sorrentino.

Alejandro Toledo, Samsa en un pestañeo, 2004
Carlos Correas, K, conferência CAF, s/d
Carlos García, Borges y Kafka, 2005
Celso Cruz, Metamorfoses de Kafka, Fapesp/Annablume, 2007
Cristina Pestaña Castro, Intertextualidad de F. Kafka en J.L. Borges, 1997
Cristina Pestaña Castro, ¿Quién tradujo por primera vez "La Metamorfosis" de Franz Kafka al castellano?, 1999
Ezequiel Martínez, Los disparates de Kafka, 2009
Fernando Sorrentino, El kafkiano caso de la Verwandlung que Borges jamás tradujo, 1998; também em hispanista
Fernando Sorrentino, No le deis al César lo que no es del César, 2000
Fernando Sorrentino, Borges y Die Verwandlung: algunas precisiones adicionales, 1999
Fernando Sorrentino, Borges: traductor y traducido, 2000-2005
Francisco Ynduráin, Leer a Kafka, 2008

cabe lembrar que a famosa edição da losada, em 1938, inaugurando a coleção "la pajarita de papel" com uma coletânea de contos de kafka, com prólogo e tradução atribuída a jorge luís borges, trazia os seguintes textos: La metamorfosis, La edificación de la Muralla China, Un artista del hambre, Un artista del trapecio, Una cruza, El buitre, El escudo de la ciudad, Prometeo e Una confusión cotidiana. Hoje se sabe, graças às pesquisas de Sorrentino, que os três contos assinalados em vermelho não foram traduzidos por borges, e sim reproduzidos de uma tradução anônima publicada na Revista de Occidente.

imagem: kafka sorridente
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2 comentários:

  1. Sérgio Karam12.7.15

    Oi, Denise:

    Comprei num sebo de Porto Alegre, anos atrás, o volume LA METAMORFOSIS, do Kafka, publicado pela Losada, de Buenos Aires, o tal com as traduções atribuídas ao Borges. Estão todos lá, os contos, na ordem que você apontou. Única coisa engraçada é que esta edição que achei é de 1943 (17/12/1943, para ser exato) e não consta em lugar nenhum que seja uma segunda ou terceira edição (considerando que a primeira parece ser esta de 1938, da tal coleção La pajarita de papel). Outro detalhe curioso: o livro tem, coladinho na página de rosto, o selo da então gloriosa Livraria do Globo. Imagina a quantidade de livros bons, publicados em espanhol, que se podia comprar em Porto Alegre naquela época!
    Outra coisa: tenho também uma edição da argentina Emecé, de 1955, das CARTAS A MILENA, com tradução do Juan Rodolfo Wilcock. Este não foi traduzido no Brasil, ou foi?
    Abraço,
    Sérgio

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  2. olá, sérgio, que interessante! sim, porto alegre devia ser um paraíso livreiro mesmo!

    cartas a milena saiu em 1965, pela livraria exposição do livro, sempre em tradução de torrieri guimarães, que pelo menos para outros textos de kafka usou a tradução do wilcock. aqui vc tem um detalhamento: https://www.academia.edu/7164848/Kafka_no_Brasil_1946-1979

    abraço,
    denise

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