25 de nov de 2009

flávio josefo, história dos hebreus

no post anterior comentei a existência de duas coletâneas de textos de flávio josefo de seleta praticamente idêntica. a primeira é a da edameris, 1974, e a segunda da madras, 2004. esta última traz alguns excertos a mais em relação à primeira. mas, antes de comentá-las, cabem algumas informações.

flávio josefo  legou os seguintes textos à posteridade: resposta a ápio (ou contra ápio), guerras judaicas, antiguidades judaicas, autobiografia (ou a vida de flávio josefo escrita por ele mesmo) e ainda o martírio dos macabeus.

pe. vicente pedroso traduziu a obra completa de flávio josefo. para fins de publicação, o tradutor acrescentou ao final da obra o relato de fílon. esse corpo de textos recebeu o título geral de história dos hebreus e foi publicado pela edameris em 1956, numa edição ilustrada de dois tomos em nove volumes. foi esta edição de 1956 que serviu de base para a seleta que a edameris organizou e publicou em 1974.












a edameris encerrou suas atividades no final dos anos 70, começo dos anos 80.

sua alentada história dos hebreus voltou a ser publicada em 1990, pela casa publicadora das assembleias de deus (CPAD), numa edição condensada em três volumes, e em 2000 num volume só.

a partir de 2001, a CPAD volta a publicar a obra completa de flávio josefo em sua íntegra, com o monumental trabalho de tradução devidamente creditado a vicente pedroso. há algumas alterações, substituindo, por exemplo, "sacrificador" e "grão-sacrificador" por "sacerdote" e "sumo sacerdote", e outras modificações de pequena monta, naturais num trabalho de revisão. a imprenta destaca que as citações bíblicas foram revistas de acordo com a versão almeida de 1995. as guerras judaicas e as antiguidades judaicas trazem seus parágrafos numerados, e os demais textos (autobiografia, resposta a ápio, martírio dos macabeus e relato de fílon) seguem apenas as divisões em livros e capítulos. 

esta edição integral da CPAD está disponível para download em vários sites evangélicos e laicos, por exemplo aqui.




imagens: estantevirtual e google

10 comentários:

  1. Anônimo15.3.13

    Lembre-se do saudoso Chacrinha: "Nada se cria, tudo se copia" Portanto, não espere nada novo.

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  2. Só a CPAD tem o direito de publicação desta obra?

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  3. mateus, não sei dizer. não sei quais os termos de licenciamento da tradução do padre vicente pedroso à assembleia de deus.

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  4. pessoal em outras palavras, o que nós temos foi muito resumido? a versão atual ?

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  5. olá, raael: a partir de 2001, a CPAD volta a publicar a obra completa de flávio josefo em sua íntegra, com o monumental trabalho de tradução devidamente creditado a vicente pedroso.

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  6. Denise,
    Você sabe dizer se o Pe. Vicente Pedroso usou em seu trabalho a tradução de William Whiston, ou se ele traduziu para o português diretamente de textos gregos?

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  7. direto do grego, alexandre

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  8. Olá Denise, encontrei este livro em uma livraria evangelica aqui de vitoria. ocorre que eu gostaria de adquirir o livro em seu formato antigo, em vários volumes. pergunto: o formato antigo é melhor que o atual? ele mantem, dentro do possível, rigor e fidedignidade em relação ao texto original? obrigado.

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  9. Olá denise, eu gostaria de saber se a versao em varios volumes (eu prefiro assim!) é fiel ao texto grego e se o tradutor é o mesmo desta versao atual em apenas um volume? e vc, prefere ler o livro em sua versao atual (01 volume) ou na antiga? obrigado.

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  10. Anônimo15.5.14

    Essas obras de Tito Flávio Josefo são magníficas.
    Ali topamos que Herodes o Grande descascava maçãs e, com a faca, quis se matar, mas que seu sobrinho, Aquiabe, impediu-lho.
    Vemos os testemunhos de Beroso, Mâneto, Megástenes, Hecateu Abderita & as fantasias de Helânico, Hestieu, Apolônio, Possidônio Mólon, Quéremon, autores cujas obras existiam à época de Josefo. Lemos nesses autores que se atribuía o nome de Osarsife a Moisés, o de hicsos (hic=sagrados ou escravos, sos=pastores) ao povo judeu; o significado de «sábado» (sabatosim=doença da virilha, e não sabatom=descanso); o nome de «Jerusulo» a Jerusalém, como significando «saque de templos», sem sonhar que Melquisedeque é que fundou essa cidade, chamada no início Salém, Solimo e enfim Jerusalém; que os caldeus usavam a palavra «Israel», como «vendo a Deus»; e diversos outras etimologias, reais ou inventadas pelos autores inimigos do povo judeu.
    E as 60 cartas que Agripa II escreveu a Josefo, das quais este grande homem nos mostra 2, em que Agripa lhe promete revelar detalhes que ninguém conhecia sobre a guerra dos judeus etc.?
    E a história de Maria de Batezor, filha de Eleazar? (Horror!)
    Essas 1.627 páginas da edição de Flávio Josefo são uma delícia, do início ao fim.

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