12/10/2009

que bom gente com memória!

deu esta semana no jornal opção de goiânia:


O em­pre­sá­rio Mar­tin Cla­ret não con­se­guiu ven­der a edi­to­ra Mar­tin Cla­ret pa­ra os es­pa­nhóis que com­pra­ram a Edi­to­ra Ob­je­ti­va e lan­ça­ram o se­lo Al­fa­gu­a­ra. A de­nún­cia de plá­gio pu­bli­ca­da pe­lo Jor­nal Op­ção abor­tou a ven­da.
In­sa­tis­fei­to por­que o ne­gó­cio não foi con­cre­ti­za­do, Mar­tin Cla­ret in­ter­pe­lou ju­di­cial­men­te a tra­du­to­ra De­ni­se Bottmann. Cri­me de De­ni­se: as­si­na um blog (Não Gos­to de Plá­gio) no qual pu­bli­ca de­nún­cias de plá­gios e ci­tou ca­sos di­vul­ga­dos pe­lo Jor­nal Op­ção e ou­tros jor­nais. De­ni­se tem vá­ri­as vir­tu­des; ci­to du­as: é sé­ria e com­pe­ten­te. O pla­gi­á­rio, o cri­mi­no­so, quer pro­ces­sar quem não co­me­teu cri­me al­gum. Por­que foi acio­na­do pe­lo Mi­nis­té­rio Pú­bli­co de São Pau­lo e per­deu di­nhei­ro.
Ao apu­rar que a Mar­tin Cla­ret ha­via pla­gi­a­do “A Re­pú­bli­ca”, de Pla­tão (o fi­ló­so­fo Gon­ça­lo Pa­lá­cios des­co­briu o plá­gio e eu es­cre­vi a re­por­ta­gem), o Jor­nal Op­ção li­gou pa­ra seu pro­pri­e­tá­rio. Afá­vel, apre­sen­tan­do-se co­mo “ve­lho”, Mar­tin Cla­ret su­ge­riu que o jor­nal pu­bli­cas­se a re­por­ta­gem só de­pois que ti­ves­se ne­go­ci­a­do a edi­to­ra com os es­pa­nhóis. Não foi aten­di­do. O Jor­nal Op­ção pu­bli­cou a ma­té­ria e a “Fo­lha de S. Pau­lo” am­pliou a de­nún­cia.

obrigada, sr. euler. o jornal opção é que tem várias virtudes, entre elas ser sério e competente - por isso suas denúncias se fazem ouvir brasil afora.

imagem: http://portas-lapsos.zip.net

11 comentários:

  1. Particularmente interessante é: "Mar­tin Cla­ret su­ge­riu que o jor­nal pu­bli­cas­se a re­por­ta­gem só de­pois que ti­ves­se ne­go­ci­a­do a edi­to­ra com os es­pa­nhóis". E eu que já achava que cara de pau tinha limite.

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  2. publicarei abaixo algumas mensagens que recebi por e-mail.

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  3. de gabe bokor, do translation journal:

    Parabens, Denise. É prova que ainda tem muita gente decente no Brasil, gente que não tem medo de desafiar os poderosos interesses econômicos.

    Mesmo sem conhecê-la pessoalmente, sou admirador seu e lhe desejo sucesso e vitória em sua luta.

    E obrigado por mencionar o Translation Journal em seu blog.

    Abraços,

    Gabe

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  4. de otacílio nunes:

    Denise, viva! É ótimo receber uma notícia dessas - a da solidariedade, claro! E também sacode a gente para não ficar parado, só assistindo a uma luta corajosa e de brilho como a sua.

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  5. de anna magdalena machado bracher:

    Parabéns pela coragem, Denise!!!

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  6. de maria alzira brum lemos:

    Olá Denise,
    que chato.
    Você faz um bom trabalho em defesa da profissão!

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  7. de ivo barroso:

    Amiga,
    gostei! sempre há de haver uma voz do lado de cá.

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  8. priscila manhães:

    é um absurdo!

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  9. Anônimo26.11.09

    Mais que provado a farsa da tradução da Martins Fontes...o Brasil devia proibir essa editora de editar livros...ela faz um grande deserviço para os estudantes e leitores em geral.
    Prezados amigos, estou indignado com a má qualidade da tradução e edição da Política de Aristóteles traduzida por um tal NESTOR SILVEIRA CHAVES...1) O texto da edição não está completo, e não há aviso na introdução do livro (não avisa aos leitores que é apenas uma seleção de trechos escolhidos à torto e à direito. 2)Não marca o texto oficialmente, apenas diz os números de livros e partes. Horrível para achar uma passagem do tipo 1291a 14-17, por exemplo. Tudo bem, se não é uma edição "acadêmica", mas retirar partes do texto? Começo a duvidar que exista esse tradutor...é o mesmo nome para a Edouro, Edipro e Atena. E ele traduz obras em grego e francês. Alguém sabe algo dessa farsa? Na edição da Martins Fontes, a tradução é de uma tal Torriei Guimarães. que nunca existiu....desconfio que a Martin usou a tradução do velho Nestor, hahaha

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  10. Anônimo26.11.09

    Digoe e aposto que se fosse feita uma "auditoria literária" nas edições da Martin Claret, principalmente qanto às suas traduções, muito ainda ia ser descoberto...a qualidade deles é péssima, retiram partes e partes dos textos, o sentido é confuso- a meu ver- por culpa deles, em mudar um pouco as traduções...terminam deixando tudo confuso...ótimo serviço esse que vocês do Blog prestam para o mundo editorial brasileiro!

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  11. prezado anônimo, agradeço a visita e a mensagem. outro grande problema dessa onda de plágios é a perda de credibilidade das obras, e a gente como leitor acaba ficando sem saber o que presta e o que não presta. é terrível!

    gostaria de apenas de fazer uma ressalva: a editora com inúmeros plágios em seu catálogo é a martin claret, não a martins fontes. a martins fontes é uma respeitável editora, com excelente catálogo e ótimas traduções.

    desculpe, não entendi a que edição da política vc se refere. nestor silveira chaves traduziu a política nos idos dos anos 1940. a primeira edição é pela atena em 1949. como a atena fechou nos anos 1960, grande parte de seu catálogo foi adquirida pela tecnoprint (atual ediouro, que continuou a publicar essas mesmas traduções.
    nos anos 90, outras editoras também começaram a republicar algumas dessas traduções, não sei se com a licença da ediouro ou não. é o caso da escala e da edipro, que vc menciona.
    mas geralmente não são plágios, os créditos de tradução são corretos. a tradução de nestor silveira chaves, ao que sei, foi feita a partir do francês.

    torrieri guimarães existe, ainda está vivo, perto dos 80 anos. fez várias traduções, em geral a partir do espanhol. não cheguei a ver sua tradução da política pela martin claret, mas acredito que provavelmente também é pelo espanhol. não é propriamente um nome muito respeitado na área, mas não significa que seja desonesto, e sim que às vezes suas traduções deixam um pouco a desejar.

    quanto ao tipo de numeração usada na política, vc tem razão, ela varia de acordo com a edição de base usada para a tradução. a tendência é que acabe prevalecendo a edição estabelecida com mais rigor, que é justamente essa que vc menciona. mas isso não significa que as outras estejam necessariamente erradas. são apenas padrões diferentes.

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