24 de out de 2009

pateau à l'orange

o pato selvagem e o pato doméstico, outrora pertencentes à ordem dos anseriformes e à família dos anatidae, a partir do começo do século XX sofreram uma mutação em portugal, passaram a pertencer à ordem dos passeriformes e à família dos fringillidae, e assim migraram para a terra brasilis.

esta violenta mutação, ivone benedetti demonstrou que se deu por um fator muito bem analisado por darwin, a saber, o uso ou hábito. veja aqui: o pato afinal quem somos?

danilo nogueira aborda o fenômeno mostrando como a evolução do pato fringillizado apresenta pequenas modificações decorrentes das variações de seu habitat, como forma de adaptação ambiental. veja aqui: edição extra, quanto mais mexe mais fede.

e alessandro martins dá uma nota considerando que tal mutação caminha em sentido contrário. veja aqui: evolução às avessas.

outra hipótese é que foi o tempero que estragou o prato: tradução ruim transforma pato em canário.

finalmente, federico carotti sugere como almoço de domingo:

2 comentários:

  1. Anônimo26.10.09

    Denise, não conhecia seu blog e adorei. Essa sacação do Danilo sobre a transformação do pato em canário foi ótima. Tem uma história,dizem que de revisão, sobre a Cinderela do Perrault que se for verdade é muito boa também. O sapatinho de Cinderela seria na verdade de "vair" (um bichinho de pelo) e não de verre como ficou consagrado, e a transformação teria sido efetuada por um revisor do Perrault. Mas fui investigar e descobri que não há consenso, há uma discussão sobre isso entre os estudiosos. Você conhece essa história? Renata

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  2. olá, renata, que bom que vc gostou! é, eu tinha ouvido falar dessa história vair/verre. é um pouco como na bíblia, o camelo pelo buraco da agulha, que na verdade é um fio grosso ou corda ;-)

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