20 de out de 2009

quando cai a ficha

nunca é demais lembrar o óbvio.


deu na valor de ontem:

Pirataria de livro digital pode até beneficiar editoras, aponta estudo
[...] Até mesmo a pirataria, provavelmente o maior medo do setor enquanto entra no mundo on-line, poderá não ser uma ameaça tão grande, segundo um estudo da consultoria Magellan Media apresentado na feira. Por um ano, foram acompanhadas as vendas de 66 títulos da editora O´Reilly, em suas versões impressas e digitais. O estudo constatou que as vendas legais dos 21 títulos que foram pirateados tiveram um pico após o início da reprodução ilegal - sugerindo que certos nichos podem até se beneficiar da pirataria, por seu marketing gratuito. "Se isso está ajudando você, e não prejudicando, gastar dinheiro com a coerção é um custo desnecessário", disse Brian O´Leary, consultor da Magellan.

imagem: village blogger

Um comentário:

  1. Da minha monografia de Produção Editorial:
    "Uma parte pouco discutida da história do livro é iluminada por Chartier (1999) e Epstein (2002, pg. 96) quando falam do papel decisivo do que hoje seria classificável como pirataria no começo das indústrias editoriais de seus respectivos países (França e Estados Unidos). Desde o século XVI, pequenas editoras francesas do interior tinham por hábito reimprimir, sem autorização, livros traduzidos e livros das editoras das capitais; do outro lado do Atlântico, editoras hoje grandes como a Harper fundaram-se, no início do século XIX, sobre a pirataria de grandes autores britânicos, antes do mercado norte-americano crescer demais e o pagamento de direitos dessas obras ser exigido; nesse ponto, tais editoras acorreram à produção nacional norte-americana. Na Rússia do século XX, havia os samizdat, obras proibidas pelo regime socialista que eram copiadas à mão ou à máquina e passadas adiante. Segundo Lindoso (2004), editoras do Rio Grande do Sul incorriam na prática de traduzir sem pagar direitos durante os anos 1930-40. Talvez não haja relação de causa e efeito, mas fato é que hoje a França, os EUA, a Rússia e o Rio Grande do Sul são hoje locais de reconhecida pujança literária. Isso sugere que pode ser útil fazer vista grossa à pirataria – pelo menos enquanto um mercado incipiente cresce e se organiza."
    Se alguém quiser ler o resto, basta falar comigo.

    ResponderExcluir

comentários anônimos, apócrifos e ofensivos não serão liberados.