16 de jan de 2009

tu quoque, cbl?

foi com imenso espanto que recebi o informe da publishnews sobre uma das chapas concorrendo às eleições para a presidência e diretoria da principal entidade do livro no brasil, a câmara brasileira do livro (cbl). chama-se mudança&participação, e apresenta como candidato a uma das vice-presidências o sr. luiz fernando emediato, da geração editorial, e como candidato a uma das vagas na diretoria o sr. fábio cyrino, da landmark.

a geração editorial é aquela do escândalo denunciado por adam sun, na matéria sobre a arte da guerra publicada na revista piauí em julho de 2008. o jardim dos livros é um selo do grupo geração. publiquei alguns posts sobre essa matéria de adam sun.

a landmark é aquela dos plágios de persuasão e de o morro dos ventos uivantes. o tempero especial da landmark é que um de seus donos, fábio cyrino, parece ter sentido grande prazer em se apresentar como "co-autor" de persuasão, que afinal de contas não passa de uma cópia, com tenuíssimas alterações, da edição da europa-américa. vejam meus posts sobre este caso e sobre o caso dos ventos uivantes.

ademais, tanto a geração quanto a landmark tratam a fundação biblioteca nacional e a agência brasileira do isbn com um descaso que, a meu ver, não é a melhor recomendação para o comando de uma entidade do porte e da representatividade da cbl.*

tal seria! que exemplo para o setor!



















sinceramente, como cidadã, não consigo de forma alguma engolir que o atual quadro da cbl sequer tenha aceitado receber a inscrição de candidaturas que não se destacam por um firme e sólido compromisso com a mais simples ética editorial.

* curiosamente, outro candidato da mesma chapa a uma das vice-presidências é o acadêmico sr. arnaldo niskier - todos devem lembrar que a academia brasileira de letras (abl) manifestou seu veemente repúdio contra o plágio de traduções. talvez o imortal niskier não tenha se dado conta da posição ambígua em que está.

imagem: paul cézanne, pirâmide de crânios, www.niilismo.net


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