30/01/2009

viva legal, faça legal!


nessas irregularidades que venho apontando nesse tempo todo, que envolvem plágios, apropriações indébitas, contrafações etc., deu para notar também a alta incidência de irregularidades no número de isbn dessas obras, obrigatório por lei.

ou não estão cadastradas de jeito nenhum na agência brasileira do isbn, ou estão, mas com dados que não batem com os dados no livro impresso, ou ainda têm um registro para um determinado número de isbn que não bate com o isbn do livro impresso.

já expus em outro post a importância que, a meu ver, tem o isbn como identificador de um livro - não só por razões comerciais ou catalográficas, mas até como um indicador da maior ou menor transparência nos procedimentos adotados pelas editoras.

então gostaria de lembrar ao grupo geração, como responsável pelo selo jardim dos livros, que todos os títulos do referido selo (à exceção de um, justamente a arte da guerra do tal nikko bushido, de triste fama) apresentam problemas de isbn: ou não estão cadastrados ou, quando cadastrados, os números não batem com os que estão no catálogo do site. em vista da decisão do sr. luiz emediato em proceder à retirada de circulação dos títulos com fraude, eu sugeriria humildemente que aproveitasse a ocasião e determinasse a regularização dos isbns dos demais títulos.

imagem: en.wikipedia.org

3 comentários:

  1. Tenho uma sugestão bem prosaica, porque continuo achando que os problemas com isbn são, em sua maioria, resultado de bagunça na produção.

    Se, por lei, a editora fosse obrigada a imprimir o isbn como imagem na prova, e as editoras e seus diagramadores "se proibissem" "aproveitar" páginas de créditos de outros livros para compor a nova edição (o que é muito comum, ficando ao sabor de redigitações e distrações em meio a tantos números), não haveria tanta troca.

    A BN manda a imagem, imprime-se a imagem lá e pronto.

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  2. sei não, letícia.

    normalmente você compra antecipadamente esses números da agência, em lotes de 10, 20, 100 (não selinhos físicos, apenas reservas numéricas sequenciais). quem imprime é a própria gráfica: tipos a editora diz para a gráfica, "este livro aqui é o 93; este é o 94, este é o 95" etc. o programinha do isbn (que hoje em dia equivale ao do ean-13) a gráfica é que roda no livro, já com o dígito verificador e tudo. o diagramador na editora deixa só o espaço do quadrinho - aliás nem isso: muitas editoras trabalham com modelos pré-diagramados (tipos, o quadrinho do isbn sempre em baixo à direita, ou à esquerda, ou no meio da quarta capa, coisas assim) e o diagramador nem chega perto, pois o padrão já está definido.
    é um sistema bastante prático, e supostamente vc teria um prazo para enviar à agência do isbn a atualização do que vc fez com teu lote de números.
    o que dá para ver é que tem gente que nem adquire os isbns, e portanto apresenta um número falsamente atribuído. já os números que foram realmente atribuídos e não batem, ou são trocados posteriormente, mesma coisa. não consigo entender como uma editora poderia ser tão atrapalhada. para mim, isso é fugir do sistema de rastreabilidade, ponto fulcral de qualquer ISO (o isbn atual corresponde ao ISO 2108). onde fica o sistema de controle de qualidade e identidade do produto?

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  3. Sob esse aspecto, sim, Denise. Quem quer fraudar frauda meeeeesmo!

    Mas invariavelmente me chegam às mãos (trabalho em casa) provas cujo projeto gráfico foi chupado de outros livros, e está lá, o quadradinho com informações de outra publicação. Na correria cada vez maior das editoras, uma desatenção sobre mil numerinhos, uma emenda mal batida..., já era.

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