7 de dez de 2010

traduzir aprende-se traduzindo

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encontro hoje uma encantadora palestra de paulo rónai, nos idos de 1985, no departamento de letras da universidade federal do paraná. gosto muito e partilho dessa visão da tradução como ofício artesanal.
Traduzir aprende-se traduzindo. Os artesões de antigamente formavam-se como aprendizes ao lado de um mestre, com quem passavam longos anos. É muito difícil encontrar um mestre tradutor que aceite aprendizes. Os cursos de tradução ensinam os conhecimentos básicos indispensáveis ao métier, mas o modo de fazer é objeto de aprendizado individual. Cada tradutor deve ser seu próprio mestre. Ele mesmo deve inventar seus exercícios, confrontar um original com alguma tradução impressa, comparar a sua própria tradução com uma dessas versões, justapor duas ou mais versões do mesmo texto, organizar sua relação de falsos-amigos, de expressões idiomáticas, de equivalentes sintáticos. É preciso resignar-se à gratuidade desses exercícios antes de se atrever a fazer traduções remuneradas. O lema horaciano - Multa tulit fecitque puer, sudavit et alsit ("muito fazer e suportar em jovem, suar e tremelicar") - aplica-se ao tradutor como a ninguém.
a palestra foi publicada pela revista letras, n. 34 (1985), às pp. 186-195, com o título cascas de banana no caminho do tradutor. disponível aqui ou aqui.

imagem: carving box
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15 comentários:

  1. Jander de Melo8.12.10

    Muito boa a conferência!
    grato pela dica,
    J.d.M.

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  2. REALMENTE EU AMEIII O TEXTO!!! E Vc vai ter que processar um monte de gente na internet pois não li aquele texto no sexto sexo. Nem sabia da existência de tal. É uma pena, vc ser tão grosso,e levar isso tão à sério! Já li textos meus publicados em outros blogs e sinceramente? Acho uma perda de tempo brigar por conta disso... Se eu não quisesse que ninguém lesse, copiassem ou seja lá o que for não publicaria na internet. Vou dá o crédito ao texto que NÃO LI NO SEXTO SEXO, pq pra mim, isso não faz a menor diferença!

    Abraço

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  3. olá, jander, legal, né? que bom que vc gostou!

    cá, desculpe, não entendi. este blog não fala de "plágios" na rede, nem se interessa muito pelo tema. mas que bom que vc gostou da palestra de rónai.

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  4. Tem um comentário seu no meu blog bem grosseiro e injusto cheio de ameaças, por conta de um texto publicado no qual eu não dei os devidos e merecidos créditos!

    Será que estou enganada?

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  5. provavelmente, cá: comentário meu em seu blog bem grosseiro e injusto cheio de ameaças? não parece meu estilo.

    se mal lhe pergunte, qual seria seu blog?

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  6. http://chataemeia.blogspot.com/

    E esse é o cmt:

    Não consigo entender o que faz uma pessoa plagiar um texto. Qual é a graça de roubar a autoria de algo para fingir que é seu? Se gostou tanto do texto, tente escrever algo melhor. Nesse caso ainda foi pior porque você tentou disfarçar o plágio modificando o texto. Não sei se você sabe, mas este texto está sendo amplamente divulgado no twitter, orkut, facebook e buzz - juntamente ao texto original - para provar que você cometeu plágio. Se eu fosse você, publicaria um pedido de desculpas - antes que você se complique mais. Você abriu espaço para receber um processo. Abraço!

    Por Não gosto de plágio em Coisas que aprendi na marra! às 17:07

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  7. quaquá!! tem toda razão, cá! comentário bem grosseiro e injusto cheio de ameaças!

    mas não é meu. quando deixo comentários nos blogs que visito, deixo nome, sobrenome e link para http://naogostodeplagio.blogspot.com

    esquece. é alguma pobre alma extraviada por aí, que adora bradar que o dela é dela, e ponto final. aliás, aqui uso o sistema de licença livre, o chamado creative commons, e não me importo nem um pouco que reproduzam o conteúdo deste blog - muito pelo contrário!

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    1. Anônimo12.6.15

      O problema, Cá, não é reproduzir no esquema Creative Commons, com os devidos créditos. Não foi isso que você fez. Você pegou o texto alheio, mudou algumas palavrinhas e publicou como se fosse seu. Tem uma enorme diferença entre Creative Commons e plágio. Beijos.

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  8. Que bom Denise. penso igual a vc... Tb já tive textos meus copiados e não me importo nenhum pouco com isso...

    Obrigada pela atenção!
    Desculpa o 1º comentário que fiz.

    Abraços!

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  9. imagine, cá, não tem de quê. esquece essas sarnas, e tudo de bom p/ vc!

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  10. Tudo de bom pr vc tb!

    Abraços!

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  11. Anônimo12.12.10

    Eu tenho uma dúvida sobre tradução envolvendo as línguas portuguesa e espanhola (claro que pretendo aqui um espaço de atendimento individualizado, mas fica como possível tema para o blog): a coincidência entre as palavras alvo (em português, significando tanto objetivo quanto branco) e blanco (em espanhol, significando as mesmas coisas). Coincidência, mesma raiz histórica, ou o quê? Fico intrigado que significados tão diferentes tenham se repetido em diferentes línguas.
    Agradeço a atenção,
    abraço
    Lucas Petry Bender

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  12. interessante. não sei... coincidência não há de ser. vi no google algumas etimologias, mas nada muito esclarecedor. se descobrir, comento aqui.
    nisso encontrei uma pegadinha simpática que o itamaraty fazia a seus candidatos: "presunto blanco". quem respondesse na prova "presunto branco" em vez do "suposto alvo" estava automaticamente reprovado ;-)

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  13. Anônimo31.1.12

    Sou a favor do creative commons, contanto que seja dado o crédito. Pegar um texto, modificar poucas linhas e pegar o crédito para si não é uso de creative commons, é plágio. A Cá errou feio (tanto que apagou o texto que plagiou).

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  14. acho que ela se confundiu, não tem nada a ver com o nãogostodeplágio.

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