21/12/2010

lendo walden, XIX

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Comentei a infinidade de espécies vegetais que Thoreau menciona em Walden. A fauna - da água, da terra e do ar - também comparece às centenas.


Dois ou três se destacam maravilhosamente; mais que metáforas, como que signos vivos, de altíssimo grau de condensação, estereótipos (como diria Thoreau) da criação. São eles a mobelha (loon, Colymbus glacialis), o mocho orelhudo (hooting owl, Bubo virginianus) e especialmente o lúcio (pickerel, Esox lucius). São longos trechos onde o denso estilo de Thoreau deixa de lado as frases curtas, as ironias incisivas, os juízos ásperos: faz-se ora distendido, ora empático, ora quase grandioso.


Os três são mencionados em diversas ocasiões, mas as passagens mais detidas se encontram, respectivamente, em "Vizinhos irracionais, "Sons"/"Animais de inverno" e "O lago no inverno". 

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2 comentários:

  1. Paz, bem e feliz 2011!

    Para registro:
    semana passada
    dentre as compras natalinas
    me presenteei
    com Walden,
    edição L&PM,
    tradução obviamente de
    Denise Bottmann.

    Agora
    e ver se consigo
    lê-lo logo.

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  2. que legal, eugenio!
    feliz 2011 para vc também!

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