28/12/2010

a febre de voltaire

o caso do voltaire ressurreto na coleção "sacode a poeira" da folha me levou a procurar outras traduções dos anos 1930-1950. encontrei coisas interessantes, e minha listinha ficou assim:

1. cândido, ou o otimista, na já citada tradução de jorge silva, pela editora atena, 1938;
2. cândido ou o otimismo, tradução de lívio teixeira, pela livraria martins, no volume o pensamento vivo de voltaire, 1940;

3. cândido, ou o otimista, tradução de galeão coutinho, pela livraria martins, 1943;

4. cândido, tradução de mario quintana, pela editora globo, num volume chamado contos e novelas, 1951;

5. cândido ou o otimismo, tradução de lívio teixeira, num volume pela difel com o título romances e contos, 1959.

quatro traduções do cândido entre 1938 e 1951! devia estar uma febre danada de voltaire naqueles anos.

1.










2.











3.











4.












5.








interessou-me bastante a edição rosadinha da martins, em sua coleção excelsior. já há o caso muito bizarro do zadig de voltaire, envolvendo galeão coutinho e mario quintana, ambos assinando traduções absolutamente idênticas, fato que atribuí a algum lapso da editora itatiaia. veja aqui. por outro lado, é interessante que um livro chamado candide, ou le optimisme encontre duas traduções diferentes com o título cândido, ou o otimista. como essa tradução do cândido pela atena parece ser filha única de mãe viúva, como diziam antigamente, do tal "jorge silva", quero dar uma checada. vai que é algum pseudônimo do galeão?

obs.: romances e contos da martins aparece na ilustr. 2 na edição de 1951.
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1 comentários:

  1. Li a tradução de Mário Quintana há algum tempo. E me recordo bem de uma passagem a respeito do tempo, se não me engano se encontra no conto, O branco e o Negro, "Imaginai que o tempo gira sobre uma roda cujo diâmetro é infinito. Nessa roda imensa há uma multidão inumerável de rodas, umas dentro das outras; a do centro é imperceptível e dá um número infinito de voltas precisamente no mesmo tempo em que a grande roda completa uma volta. É claro que todos os eventos, desde o princípio do mundo até seu fim, podem acontecer sucessivamente em muito menos tempo que a centésima milésima parte de um segundo; e pode-se afirmar que a coisa é mesmo assim", acho legal.

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