2 de jun de 2010

esopo, fábulas I

O rouxinol e o gavião (1)

Um rouxinol, pousado num alto carvalho, cantava como de costume. Um gavião o viu e, como lhe faltasse alimento, precipitou-se sobre ele e o prendeu. Estando o rouxinol para morrer, pediu ao gavião que o deixasse ir embora, argumentando que ele sozinho não seria suficiente para encher o estômago de um gavião; que o gavião deveria, se tivesse necessidade de alimento, atacar pássaros maiores. E o gavião, tomando a palavra, disse: "Mas eu seria um estúpido se largasse uma comida que tenho certa na mão para ir atrás de outras que ainda não vi."

Assim também são insensatos os homens que, na esperança de bens maiores, deixam escapar o que têm na mão.

(1) Esopo, Fábulas completas, tradução de Neide Smolka do original grego, ed. Moderna, 1994.

O rouxinol e o gavião (2)

Um rouxinol, pousado em um alto carvalho, cantava como de costume. Um gavião o viu e, como estava sem comida, atirou-se sobre ele e o agarrou. Vendo-se prestes a morrer, o rouxinol pediu ao gavião que o soltasse, argumentando que ele sozinho não bastaria para encher o estômago de um gavião; que o gavião deveria, se lhe faltasse alimento, atacar pássaros maiores. "Mas eu seria um estúpido", respondeu-lhe o gavião, "se largasse a caça que já tenho na mão para ir atrás de outras que ainda não vi".

Moral: Os homens também mostram-se insensatos quando, na esperança de bens maiores, deixam escapar o que tem [sic] em mãos.

(2) Esopo, Fábulas, tradução de Pietro Nassetti do original em latim [sic], ed. Martin Claret, 2006.



atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.



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