9 de dez de 2008

fiz que fui, mas acabei não fondo


essa história de a imprensa "descontinuar" notícias é uma coisa... a gente fica meio no ar, pensa que a última notícia é a que está valendo, e depois nem sabe mais o que aconteceu ou deixou de acontecer.

pois em 24 de setembro do ano passado a grande imprensa divulgou a nota conjunta da objetiva (santillana-prisa) e da martin claret, anunciando a intenção da objetiva em adquirir 75% da claret.

só que aí veio aquele perequetê dos plágios da claret em cima do boris schnaiderman, do modesto carone, da maria helena rocha pereira, do jamil almansur haddad, das notas do ovídio da ed. hedra.

em janeiro e final de fevereiro deste ano, a imprensa ainda divulgou que as negociações estavam em andamento.

aí nunca mais ouvi falar nada. tive uma notícia aqui, outra ali, sobre acordos da claret com editora lesada, de retirada de títulos fraudados etc. (que na época divulguei no antigo blog assinado-tradutores).

agora fui informada nestes últimos dias que a negociação se interrompeu e que a objetiva desistiu da compra. talvez a razão tenha sido o desgaste da imagem da claret. eu, de minha parte, como humilde cidadã preocupada com o tremendo lesa-patrimônio intelectual e torcendo pela integridade editorial neste país, acho que a razão mais forte deveria ser, não o desgaste da imagem - que, aliás, não é gratuito nem se deu por acaso ,- e sim o catálogo tão profundamente bichado da martin claret. já pensaram que encrenca seria a objetiva arrumar tudo aquilo?!

então, para concluir, parece que a imprensa "descontinuou" a notícia simplesmente porque a negociação não se consumou.

nunes que me empreste sua frase e me permita a adaptação ;-)

2 comentários:

  1. Dá-lhe, Denise. É preciso insistir mesmo, e denunciar o tempo todo. Este é um país em que só existe punição (e até pena de morte, sem julgamento, sem nada) só para os "humilhados e ofendidos". Para os ladrões bem fornidos, a impunidade é tamanha que as maiores fraudes e maiores roubos deviam dar direito a condecorações, medalhas, laçarotes coloridos. Por isso é preciso mandar o pau. Pau em cima.

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  2. Anônimo11.12.08

    Denise, somos, antes de tudo, em qualquer área, profissionais. Não é porque estamos permanentemente apaixonados pelo que fazemos que isso deva inspirar plágios de qualquer ordem. Estou contigo e não abro...
    Wilson Bueno

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