11 de dez de 2008

claret vai à escola

[eu de beca]
e há quem escreva e defenda uma empenhada tese de doutorado na universidade federal do rio de janeiro achando que a fundamentação da metafísica dos costumes e outros escritos de kant realmente foi traduzida por um tal leopoldo holzbach.

aliás, parece ser um best-seller escolar da claret, tantas são as edições e reimpressões. (digo escolar, pois não consigo imaginar a moçada tendo o mestre do idealismo transcendental como companhia favorita em final de semana.)

este volume traz também o breve artiguinho de kant sobre um suposto direito de mentir por amor à humanidade. não saberia discorrer sobre ele - mas, como leiga, acho um texto lindo, atualíssimo e delicioso de ler [verdadeiro tradutor: floriano de souza fernandes, pela ed. vozes].

a ironia - que neste caso, infelizmente, não poderia deixar de ser barata - é a implícita paráfrase claretiana sobre um suposto direito de plagiar por amor ao bolso e desamor à humanidade.


imagens: recantodaspalavras.wordpress.com e smiley, faint.

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