Compreendia agora que passara o tempo de sofrer passivamente, e das lamentações que nada resolvem; agora cumpria fazer fosse o que fosse, o mais depressa possível. Era necessário tomar desde já uma resolução qualquer ou...
“Ou renunciar à vida!”, exclamou ele subitamente, “aceitar, de uma vez por todas, o destino como ele é, sufocar todas as aspirações, abdicar definitivamente ao direito de ser livre, de viver, de amar!"
Compreendia agora que passara o tempo das lamentações que nada remediam e que, em vez de increpar a sua imprudência, cumpria-lhe fazer qualquer coisa o mais depressa possível. Era necessário tomar desde já uma resolução qualquer ou...
“Ou renunciar à vida!”, exclamou subitamente, “aceitar, duma vez para sempre, o destino como ele é, abafar todas as aspirações, abdicar definitivamente ao direito de ser livre, de viver, de amar!"
resumindo minha hipótese: em 1930, saiu pela ed. americana uma tradução de crime e castigo em nome de um improbabilíssimo "ivan petrovitch", que já em 1931 some do horizonte. em 1936, a pongetti lança algo que supostamente seria uma nova tradução, em nome de jorge jobinski. "ivan petrovitch" ressurge em 2002 pela editora claret, com uma tal "irina wisnik". minha hipótese é que a tradução de 1930 pela americana foi republicada em 1936 pela pongetti sob outro nome e que ela tem circulado faz mais de oitenta anos entre várias editoras, com um monte de gente mexendo no texto (desde aurélio pinheiro e marques rebelo até luiz cláudio de castro, que acabou sendo erigido em 1998 como seu tradutor).
ver também aqui
Gostaria de saber se a tradução de os miseráveis (volume único, 1511 páginas, capa dura) desta editora é boa, estou com receio de comprar. Obrigado
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