14 de abr de 2011

espinhos do ofício

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a superficialidade e ligeireza no trato editorial de uma tradução e a simplificação pasteurizadora impingida ao texto na fase de revisão são monstrinhos que não de hoje assolam as obras de tradução.

o caríssimo oséias ferraz, da editora e livraria crisálida de belo horizonte, traz à minha atenção uma carta que paulo césar de souza - tradutor de nietzsche e freud - escreveu 25 anos atrás a seu editor da época, moisés limonad. o editor, felizmente, demonstrou sensatez e o tempo se confirmou como senhor da razão.

a carta foi publicada em sem cerimônia, esgotadíssima coletânea de textos variados de paulo césar de souza, com o título de "traduzindo nietzsche: carta a um editor" (oiti, 1999). com a devida vênia, reproduzo-a aqui:






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5 comentários:

  1. Livro delicioso. Para os leitores, é claro!

    Gostei do verbo tresler e adorei a modéstia abandonada.

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  2. agradeço a correção de everton azeredo carvalho: "paulo césar DE souza".

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  3. Agora já sei que tradução de Ecce Homo pegar.

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  4. olá, raquel, tresler tresloucadamente :-)

    mayquel, boa escolha!

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  5. comove-me a seriedade obstinada de Paulo - raridade neste país, neste mundo: nesta época.

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