14/01/2010

avulsas

traduzir é divertido, e todo mundo que traduz sempre acumula um enorme arsenal de anedotas, pequenos orgulhos e satisfações, algumas raivas, vergonhas dos mais variados tamanhos. vou passar a comentar de vez em quando lembranças avulsas da minha experiência pessoal.

começo por uma que foi inesquecível. é antiga, aconteceu lá por volta de 1988/89. eu tinha entregado uma tradução, já fazia meses, e fui à editora por qualquer razão que não lembro agora. na saída, vem o editor e me pergunta: "denise, você sabe o que é loathe?" - surpresa,  respondo: "ué, claro, detestar, abominar".

aí o editor me estende o livro que eu tinha traduzido, mostra uma página com a citação de um poema no original e a tradução em pé de página, e diz: "então por que você pôs 'amar'?"

imagem: myspace

1 comentários:

  1. Há há há! (como é que eu gargalho em texto, hein?)

    Nada melhor que um ótimo profissional, uma ótima editora e ótimos colegas. Assim se mantém lonjura do abominável mundo dos caçadores implacáveis de erros, dos "egos de legos", dos revisores paranoicos e do rebotalho em geral. Melhor se manter junto aos humanos, não?

    Bjocas de marocas, Denise!

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