19 de jan de 2010

zadig e seu duplo

em outubro do ano passado, mayra guedes deixou um comentário no post não gosto de plágio, comentando que vira uma tradução de zadig de voltaire em nome de galeão coutinho, idêntica à feita por mario quintana.

a notícia me pareceu estarrecedora.

na época pesquisei um pouco em bibliotecas e acervos, consultei várias pessoas que ficaram tão atônitas e chocadas quanto eu, fui atrás da editora responsável pela edição do zadig em que consta o nome de galeão coutinho. foi meio difícil ser atendida. mas, depois de insistir por alguns dias, conversei com a responsável pela editora, a qual, como sói ser em muitos desses casos, não sabia, não tinha ideia, iria verificar etc. em dezembro liguei de novo, a secretária prometeu retorno. ok, cá estou esperando.

quando eu acordar, posto aqui as "evidências" (aliás, um dos anglicismos falsos amigos em traduções do inglês para o português mais horrorosos que conheço).

imagem: zzz

3 comentários:

  1. Carlos Alberto Bárbaro19.1.10

    Desculpe, mas evidência vem do latim.
    Tem exemplos em Cícero ("evidentiam ne omittatur impetrat" [Lucullus, 17]), Quintiliano ("evidentia in narratione... est est quidem magna virtus" [Inst. Orat., 4.2.64]) e muitos outros.
    O que não a impede, claro, de achar a palavra horrível, mas a impede, sim, de tachar esta senhora vetusta de anglicismo.
    Lembre-se: também a língua inglesa é tributária do latim.

    ResponderExcluir
  2. Anônimo19.1.10

    Sim, Carlos Alberto, vem do latim. Assim como eventually, actually etc.
    Ivone C Benedetti

    ResponderExcluir
  3. sim, claro. desculpem, já corrigi.
    obg pela chamada.

    ResponderExcluir

comentários anônimos, apócrifos e ofensivos não serão liberados.