7 de jun de 2013

o retrato de dorian gray: quantos!

não que eu seja grande fã de oscar wilde, mas, agora que vi que saiu uma nova tradução d'o retrato de dorian gray, desta vez feita por jorio dauster, um dos melhores tradutores literários atuantes no brasil, fiquei animadinha e fui ver os outros dorian de que dispomos. um monte!

a primeira tradução que temos no brasil é a célebre de joão do rio, que saiu em 1923 pela livraria garnier, reeditada pela imago em 1993 e pela hedra em 2006



em 1933, sai pela editora universal uma tradução anônima:

Autor:Wilde, Oscar, 1854-1900.clique aqui para ver as obras deste autor no Catálogo de Autoridades de Nomes
Título / Barra de autoria:O retrato de Dorian Gray, romance.
Imprenta:Rio, Ed. universal, 1933. 
Descrição física:222 p.
Notas:Registro Pré-MARC
Classificação Dewey:
Edição:
823 


em 1935, temos pela flores & mano, por januário leite, português radicado por algum tempo no brasil. essa tradução foi reeditada pela pongetti em 1943 (1955, 1957, 1959, 1962):

Autor:Wilde, Oscar, 1854-1900.clique aqui para ver as obras deste autor no Catálogo de Autoridades de Nomes
Título / Barra de autoria:O retrato de Dorian Gray.
Imprenta:Rio de Janeiro, Flores & Mano, 1935. 
Descrição física:278 p.
Notas:Registro Pré-MARC
Entradas secundárias:Leite, Januario, trad.clique aqui para ver as obras deste autor no Catálogo de Autoridades de Nomes 




em 1946, sai pelo clube do livro, inaugurando a carreira de josé maria machado e suas "traduções especiais" (ainda aparecendo discretamente como "j. machado"), reed. já com o nome por extenso em 1949, 1987 e 1988. sai também pela edigraf, c.1965. as capas, pelo visto, se merecem...




em 1952, sai a tradução de jeanette marillier, pela livraria martins, reed. 1954




em 1953, temos pela saraiva a tradução de ligia junqueira, uma das mais conhecidas e divulgadas entre nós. é reeditada pela saraiva em 1964; em 1965 sai também pela  bup; pela civilização brasileira desde 1969 até a data de hoje






em 1961, a josé aguilar publica a obra completa de oscar wilde, incluindo, naturalmente, o retrato de dorian gray, em tradução de oscar mendes. essa tradução, infelizmente muito sofrível, terá grande circulação, também pela abril cultural, 1971, 1972, 1973, 1980; pelo círculo do livro, 1973, 1975, 1995, 1996






em 1974, temos a tradução e adaptação juvenil feitas por clarice lispector para a tecnoprint/ediouro






em c.1974, teremos a tradução de marina guaspari também para a tecnoprint, então edições de ouro, com sucessivas reedições até hoje; em 1998, sai pela publifolha






ainda em 1974, sai uma tradução - não descobri a autoria - pela editora três; certamente tratava-se de um licenciamento de alguma edição anterior.


em 1979, sai uma tradução anônima pela otto pierre, provavelmente portuguesa.






em 1985, pela francisco alves sai a tradução de josé eduardo ribeiro moretzsohn, reed. 1986, 1989, 1991, 1995; reed. pela l&pm em 2001, pela abril em 2010







em 2002, pela nova alexandria, temos a tradução de eduardo almeida ornick






ainda em 2002 e 2003, teremos uma fraude da nova cultural, em nome de "enrico corvisieri"; em 2005, temos aquelas coisas espantosas da ed. martin claret, em nome de "pietro nassetti". as duas fraudes não passam de estropiadas apropriações da já medíocre tradução de oscar mendes.






em 2009, sai pela landmark uma tradução de marcella furtado (aqui uma resenha de alfredo monte)








em 2012, sai a tradução de paulo schiller pela penguin/companhia








em 2013, na biblioteca azul da globo livros, temos então a tradução de jorio dauster, a que me referi no início deste post, numa edição anotada realmente estupenda







existem outras edições, que são adaptações ou quadrinizações, que não incluí aqui: de adaptação incluí apenas a de clarice lispector, mais a título de curiosidade.

11 comentários:

  1. Obrigado pela inclusão da minha resenha sobre a assustadora edição da Landmark, Denise. Só gostaria de salientar que, antes da Hedra, a Imago recolocou em circulação a tradução de João do Rio na sua coleção Lazuli, já nos anos 1990.
    Abração.

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  2. olá, alfredo: agradeço a informação sobre a imago; já acrescentei :-)

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  3. Oi,a abril relançou em 2010 em sua Coleçao Classicos,em traduçao de José Eduardo Ribeiro Moretzsohn.

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    1. olá, rodrigo, obrigada, já está ali, de passagem ("em 1985, pela francisco alves sai a tradução de josé eduardo ribeiro moretzsohn, reed. 1986, 1989, 1991, 1995; reed. pela l&pm em 2001, pela abril em 2010")

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  4. A edição da Penguim tbm é muito boa.

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  5. Denise, o que você acha da tradução de Paulo Schiller?

    Obrigado,

    Gabriel

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    1. olá, gabriel, não a li, mas paulo schiller é um ótimo tradutor

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  6. Anônimo6.2.14

    Fiquei tão curioso sobre a tradução de Jorio Dauster, enaltecida pelo blog que resolvi ler novamente essa bela obra. Mas não gostei muito da tradução de Jorio Dauster. Prefiro a de Oscar Mendes, que é tida como sofrível aqui. Só queria entender o quê de tão excelso a autora do blog achou nessa tradução nova, seria a impecabilidade da tradução (coisa que não examinei ainda)?
    Mas enfim, gosto é gosto, cada um tem o seu!

    Alexsander - o gigante

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  7. Olá. Estou maluca para ler este livro, mas agora estou em dúvida em relação à tradução... Quais você me recomendaria?

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  8. Anônimo9.5.16

    Saberia me dizer sobre essa edição? https://scontent-gru2-1.xx.fbcdn.net/t31.0-8/13131490_10207636914774197_5327822657457052473_o.jpg

    tradução de marina guaspari

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    1. olá, prezado anônimo: não sei dizer porque não li, mas é a preferida de alfredo monte, um dos melhores críticos literários da atualidade. vide aqui: https://armonte.wordpress.com/tag/marina-guaspari/

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