21 de mar de 2015

o decameron

aí você lê um vasto de um catatau de um livro, de uma fluência muito simpática, algo que parece não ter maiores segredos, algo que você acha plenamente normal ter ao seu alcance e à sua disposição, a coisa mais natural do mundo, nada mais que obrigação dos céus e das editoras de te entregar na mão. afinal, pra que serve esse tal de tradutor se não é pra te dar textos legais e palatáveis? estão aí pra isso mesmo, ué, que que tem de mais?

então leia o artigo da tradutora, aqui. aí talvez fique mais claro o que é a tradução como um artesanato realmente primoroso, coisa raríssima. (para além da excelência prática, devo dizer que, entre os profissionais do ofício, ivone benedetti é hoje em dia, a meu ver, quem provavelmente melhor reflete sobre essa nossa atividade, com incrível agudeza e bagagem conceitual.)



2 comentários:

  1. Saulo von Randow Júnior22.3.15

    Denise,

    Tão logo essa tradução da Ivone ficou disponível para venda, adquiri meu exemplar e, somente então, me dei conta que estava lendo o "Decameron" pela primeiríssima vez e, não, os simulacros que estavam disponíveis até então. Um verdadeiro "tour de force" de tradução.

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