20 de abr de 2014

garcía márquez no brasil

I.

numa tentativa de montar um painel geral das obras de garcía márquez publicadas no brasil, segue uma listagem com seus respectivos tradutores:
  • eliane zagury: cem anos de solidão (sabiá; josé olympio); cheiro de goiaba: conversas com plinio apuleyo mendoza
  • joel silveira: o veneno da madrugada; o enterro do diabo; textos do caribe
  • danúbio rodrigues: ninguém escreve ao coronel
  • edson braga: os funerais da mamãe grande
  • antônio callado: o amor nos tempos do cólera
  • moacir werneck de castro: o general em seu labirinto; do amor e outros demônios
  • léo schlafman: obras jornalísticas: crônicas (1961-1984) 
  • remy gorga filho: a última viagem do navio fantasma (obras jornalísticas, vol. 2); olhos de cão azul; crônica de uma morte anunciada; relato de um náufrago; a incrível e triste história da cândida erêndira e sua avó desalmada; o outono do patriarca; textos andinos (1954-1955); um senhor muito velho com umas asas enormes
  • eric nepomuceno: cem anos de solidão (record); a aventura de miguel littin clandestino no chile: uma reportagem; doze contos peregrinos; gabriel garcía márquez conta como contar um conto; noticia de um sequestro; viver para contar; memória de minhas putas tristes.

aqui cabe notar que uma fonte de consulta importante, a saber, o dicionário de tradutores literários (ditra, mantido pela pós-graduação de estudos da tradução da ufsc, aqui), traz alguns deslizes que podem confundir seus consulentes. na listagem do ditra, as traduções de a última viagem do navio fantasma, de um senhor muito velho com umas asas enormes e relato de um náufrago constam tanto na ficha de eric nepomuceno quanto na de remy gorga filho. na verdade, como o próprio nepomuceno confirmou em e-mail pessoal, elas são de autoria de remy gorga filho. outro lapso no registro do ditra é o general em seu labirinto, tradução também atribuída a nepomuceno. na verdade, foi feita por moacir werneck de castro.

por fim, ainda no registro de nepomuceno no mesmo dicionário da pget/usfc, vêm especificados alguns contos - "maria dos prazeres", "o verão feliz da senhora forbes" e "a luz é como a água" - que fazem parte do volume doze contos peregrinos, já presente na lista, sendo, portanto, desnecessário destacá-los como títulos individuais.


II.

a primeira editora a publicar garcía márquez no brasil foi a efêmera sabiá (1966-1972), de fernando sabino e rubem braga.

a sabiá publicou cinco obras suas. não rastreei direito as datas, mas tenho a impressão de que a primeira foi o veneno da madrugada ("la mala hora"), em tradução de joel silveira. as demais são:

- o enterro do diabo ("la hojarasca"), também em tradução de joel silveira
- ninguém escreve ao coronel, em tradução de danúbio rodrigues
- os funerais da mamãe grande, em tradução de édson braga
- e, claro, cem anos de solidão, em tradução de eliane zagury.

todas essas edições da sabiá eram ilustradas por carybé, com desenhos lindíssimos. segue a galeria de capinhas e uma das mais conhecidas ilustrações de carybé (em cem anos de solidão):








atualização em 21/4: a coordenação da pget, responsável pela elaboração do ditra, se prontificou a fazer as devidas correções.

2 comentários:

  1. Olá, eu tenho o exemplar com as ilustrações de Carybé. E o pus à venda na Estante Virtual. Li o livro em 1980 e me apaixonei pela literatura de García Márquez. Nos anos 90, li também Notícias de um sequestro. García Márquez sempre será um clássico. Se houver interesse em adquirir o título, eis o link: http://www.estantevirtual.com.br/sebodapompeia/Gabriel-Garcia-Marquez-Cem-Anos-de-Solidao-ilustr-Carybe-109759734

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  2. Sérgio Karam25.9.14

    Oi, Denise! Não vai ter continuação esse post sobre o GGM no Brasil? Abraço!

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