18 de abr de 2014

garcía márquez e tradução

a (n.t.) publica em homenagem póstuma a gabriel garcía márquez um texto seu chamado "os pobres tradutores bons", disponível aqui.

fiquei com um pouco de vergonha "pátria" ao final do artigo, quando garcía márquez louva as traduções de gregory rabassa para o inglês e apresenta como contraste uma tradução brasileira:
a fidelidade [de rabassa] é mais complexa que a literalidade simples. Nunca faz uma explicação em pé de página, que é o recurso menos válido e por desgraça o mais acudido nos maus tradutores. Nesse sentido, o exemplo mais notável é o do tradutor brasileiro de um de meus livros, que ofereceu à palavra astromélia uma explicação em pé de página: "flor imaginária inventada por García Márquez". O pior é que mais tarde li, não sei onde, que as astromélias não só existem − como todo mundo no Caribe sabe − como também seu nome é português. 


não sei a que obra nem a que tradutor ele se refere, mas essa de fato foi triste.

6 comentários:

  1. denise,
    numa pesquisa aqui na internet, encontrei, em um fórum, referência a "o outono do patriarca".
    aqui:

    http://forum.wordreference.com/showthread.php?t=2023872



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  2. isso, nilton, tem também nos cem anos e nos tempos do cólera, talvez em outros mais.

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  3. Que triste. São os duros ossos do ofício, em solo pátrio. O trabalho de tradução no Brasil é sacrificado e muito mal remunerado, o que o torna muitas vezes apressado e, o que é mais grave, carente de maior apoio em pesquisa detida e abrangente. Uma nota de pé de página ao invés de resolver pode complicar uma tradução. Avante, tradutores! A tarefa é árdua, entretanto indispensável.

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  4. Anônimo22.4.14

    Denise e Aleilton,

    Concordo com a questão da "nota de pé de página".
    Mas o García Márquez dizer que a tradução do Ulisses feita pelo Houaiss é uma "obra-prima", convenhamos, é de lascar!
    Sábios testemunhos...

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  5. Remy Gorga Filho, em sua tradução de "A incrível e triste história da Cândida Erêndira e sua avó desalmada" (Editora Record), considera "cândida" como substantivo próprio. No texto, a personagem é chamada somente de Erêndira. Por isso, considero ser "cândida" um adjetivo. Em traduções em outras línguas, vemos: "innocent Erêndira", "cándida Erêndira", etc.

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  6. olá, alexandre: não entendi. no título é evidente que é tratada como adjetivo - "da cândida erêndida", não "de cândida erêndira", que seria para o nome próprio. e a capa do livro parece deixar isso claro, não? não consigo pôr imagem no comentário, mas segue um link qq: http://sacundinbenblog.blogspot.com.br/2007/12/gabriel-garca-mrquez-incrvel-e-triste.html

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