25 de jul. de 2016

dostoiévski no brasil, 1900-1950


Dostoiévski, Fiódor M. (Fédor, Fiodor, Theodore, Teodoro, Dostoevsky, Dostoiewsky, Dostoyevski)




“A árvore de Cristo”. In: Livro de Natal – As mais lindas histórias de Natal dos maiores escritores do mundo. Tradução anônima. Seleção de Araújo Nabuco. São Paulo: Martins, 1947.
Ilustração de Zamboni.


“A mulher do outro – aventura extraordinária”. In: Três novelas russas
Tradução de Lúcio Cardoso. Rio de Janeiro: A Noite, 1947.


A órfã. Tradução de Adolfo Bezerra de Menezes Neto. Rio de Janeiro: Edições do Povo, 1947.



“Bobok (Recordações de alguém)”. In: Os colossos do conto da velha e da nova Rússia
Rio de Janeiro: Mundo Latino, 1944.



Crime e castigo, seguido do Diário de Raskolnikov. Tradução de Rosário Fusco. 
Coleção Fogos Cruzados. Rio de Janeiro: José Olympio, 1949.



Diário de um escritor. Tradução de Frederico dos Reys Coutinho. Rio de Janeiro: Vecchi, 1943.



“Ela era doce e humilde”. In: Os russos: antigos e modernos. Tradução de Valdemar Cavalcanti. Coleção Contos do Mundo. Rio de Janeiro: Leitura, 1944.



Ensaio sobre o burguez. Tradução de Elias Davidovich.
Rio de Janeiro: Collecção Minha Livraria, 1932.



Humilhados e ofendidos. Tradução de Rachel de Queiroz. Rio de Janeiro: José Olympio, 1944.


Netotchka. Tradução de Costa Neves. Rio de Janeiro: Brasil, 1937. 
Reed. como Nietotchka Niezvanova. Rio de Janeiro: José Olympio, 1947.



O embusteiro. Tradução de Carlos M. A. Bittencourt. São Paulo: Assunção, 1945.



O espírito subterrâneo. Tradução de Rosário Fusco. Rio de Janeiro: Panamericana [EPASA], c.1944.




O eterno marido. Tradução de Violeta Alcântara Carreira. São Paulo: Cultura Brasileira, 1935. 
Reed. São Paulo: Martins, 1944.



O eterno marido. Tradução de Costa Neves. Coleção Obras Completas de Dostoievski. 
Rio de Janeiro: José Olympio, 1944. 



O idiota. Tradução de José Geraldo Vieira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1949.



O jogador. Tradução de Otto Schneider. Rio de Janeiro: Panamericana, 1943.



O príncipe idiota. Tradução de Dermeval Café e Oswaldo Castro. 
Rio de Janeiro: Waissman, Reis & Cia., 1931.


“O sonho de um homem ridículo”. In: Contos russos. Tradução anônima.
Edições Colête, vol. 7.  São Paulo: A Bolsa do Livro, 1944.



“O sonho de um homem ridículo (Conto fantástico)”. In: Os mais belos contos russos dos mais famosos autores. 2ª. série. Tradução de Frederico dos Reys Coutinho. Rio de Janeiro: Vecchi, 1945.


O sonho do tio. Tradução anônima. Edições Colête. São Paulo: A Bolsa do Livro, 1945.



O sósia. Tradução de Corália Rego Lins. Rio de Janeiro: Vecchi, 1943.



O tyrano. Tradução de Elias Davidovich. Rio de Janeiro: Calvino, 1933.



Os irmãos Karamazoff. Tradução de Raul Rizinsky (pseud. de Leôncio Basbaum). 
Collecção de Obras Celebres. Rio de Janeiro: Americana, 1931.



Os irmãos Karamazov. Tradução de Paulo Mendes de Almeida.
Coleção Excelsior. São Paulo: Martins, 1944.



Os irmãos Karamazov. Tradução de Boris Solomonov (pseud. de Boris Schnaiderman). 
Coleção As Obras Eternas. Rio de Janeiro: Vecchi, 1944.



Os pobres diabos. Tradução de Elias Davidovich. Rio de Janeiro: Flores e Mano, 1932.



Os possessos. Tradução de Augusto Rodrigues. Rio de Janeiro: Panamericana [EPASA], 1943.


Recordação da casa dos mortos. Tradução de Fernão Neves (pseud. de Fernando Nery). 
Rio de Janeiro: Castilho, 1917.



Recordações da casa dos mortos. Tradução de Antônio de Oliveira Garcia. 
Coleção Excelsior. São Paulo: Martins, 1942.



Recordações da casa dos mortos. Tradução de Rachel de Queiroz. 
Rio de Janeiro: José Olympio, 1945.



Recordações da casa dos mortos. Tradução de José Geraldo Vieira. 
Coleção Saraiva, vol. 7. São Paulo: Saraiva, 1948.


Stepantchikovo. Tradução de D. Martins de Oliveira. Rio de Janeiro: Século XX, 1942.



Um jogador (das notas de um rapaz) – Igrok. Tradução anônima. [Georges Selzoff e Allyrio Meira Wanderley]. Bibliotheca de Auctores Russos. São Paulo: Cultura, 1931.



Um jogador (notas de um jovem). Tradução de Costa Neves. Rio de Janeiro: José Olympio, 1944.


“Um ladrão honrado”. In: Os mais belos contos russos dos mais famosos autores. 
Tradução de Manuel R. da Silva. Rio de Janeiro: Vecchi, 1944.


Existem vários outros registros de obras de Dosotiévski, inclusive em meu levantamento publicado aqui. Hoje, porém, eu não os incluiria mais numa dostoievskiana brasileira, por se tratarem comprovadamente ou, em alguns casos, muito provavelmente de traduções lusitanas. São eles:


  • Alma de creança. Tradução de Henrique Marques Junior. Collecção Chic. Rio de Janeiro: Azevedo & Costa, 1915 – Trata-se de uma trdução lusitana publicada em Lisboa em 1914, pela Guimarães. 
  • Alma de creança. Tradução anônima. Rio de Janeiro: Universal, 1932.
  • Alma de creança. Tradução anônima. Collecções Econômicas SIP, vol. 42. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1936.
  • Alma de criança. Tradução de Henrique Marques Junior. Vide acima. São Paulo: Brasileira, 1936. 


  • Crime e castigo numa suposta tradução de Fernão Neves que teria saído pela Livraria Castilho por volta de 1920. Não existe. Trata-se de uma confusão ou lapso de memória de Brito Broca, em seu prefácio à tradução de Rosário Fusco (1949).
  • Crime e castigo. "Traducção integral do original russo de Ivan Petrovitch". Collecção de Obras Celebres.  Rio de Janeiro: Americana, 1930. Mentira. Trata-se de cópia da tradução portuguesa de Câmara Lima, 1901. Mas fique registrada a célebre capa de Di Cavalcanti para essa edição:

  • Crime e castigo. Tradução anônima, revista por Elias Davidovich. Rio de Janeiro: Guanabara, 1936. Trata-se da tradução portuguesa de Câmara Lima, 1901.
  • Crime e castigo. Tradução de J. Jobinsky, revista por Aurélio Pinheiro. Rio de Janeiro: Pongetti, 1936. Mentira. Trata-se de cópia da tradução portuguesa de Câmara Lima, 1901.
  • Crime e castigo.Tradução de J. Jobinsky revista por Marques Rebelo. Rio de Janeiro: Pongetti, 1941. Mentira. Trata-se de cópia da tradução portuguesa de Câmara Lima, 1901. 
  • Crime e castigo. Tradução anônima, revista por Marques Rebelo. Rio de Janeiro: Pongetti, 1943. Trata-se da tradução portuguesa de Câmara Lima, 1901.
  • Crime e castigo. Tradução anônima. Série O Livro de Bolso. São Paulo: O Livro de Bolso, 1941. Trata-se da tradução portuguesa de Câmara Lima, 1901.
  • Crime e castigo. Tradução anônima. [“Tradução da Editora”]. São Paulo: Cruzeiro do Sul, 1943. Trata-se da tradução portuguesa de Câmara Lima, 1901.


  • Humilhados e offendidos. Tradução revista por Bandeira Duarte. Rio de Janeiro: Marisa, 1931. Muito provavelmente trata-se de tradução portuguesa, como outras traduções revistas por Bandeira Duarte.
  • Humilhados e ofendidos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1935. Segue a de Bandeira Duarte;


  • Noites brancas, Está morta, O grande inquisidor. Tradução anônima. São Paulo: Clube do Livro, 1948. Todas as traduções anônimas do Clube do Livro eram portuguesas ou apropriações de outras traduções nacionais.
  • O eterno marido. Tradução anônima. São Paulo: Clube do Livro, 1946. Vide acima.
  • O jogador. Tradução anônima. São Paulo: Clube do Livro, 1945. Vide acima.


  • Recordações da casa dos mortos. Tradução anônima. Bibliotheca de Romances Celebres. São Paulo: Moderna Paulistana, s/d (c. 1932-33).
  • Recordações da casa dos mortos. Tradução anônima. Coleção SIP. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1936.
  • Recordações da casa dos mortos. Tradução revista por Joaquim Moura de Menezes. São Paulo: Cia. Brasil, c.1945.


Ver Bibliografia russa traduzida no Brasil (1900-1950), aqui.

24 de jul. de 2016

chpanov, dimov e dorochevitch no brasil, 1900-1950


Chpanov, Nikolai (R., Shpanov)



“O homem de óculos”. In: Os mais belos contos russos dos mais famosos autores. 
2ª. série. Trad. Alfredo Ferreira. Rio de Janeiro: Vecchi, 1945.



Dimov, Ossip (Osip, Dimof)


“A falência”. In: Os mais belos contos russos dos mais famosos autores. 1ª. Série. 
Trad. Marina Salles Goulart de Andrade. Rio de Janeiro: Vecchi, 1945.



“Bancarrota”. In: Contos soviéticos. Os novos da Rússia. Trad. Gabriel Marques.
Collecção Literatura Moderna. São Paulo: Cultura Brasileira, c.1934. 
Reed. in: Contos soviéticos. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1944.


Dorochevitch, Vlas (Vlass)


“Assim falou Tchi-San”. In: Contos soviéticos. Trad. Luiz Alípio de Barros. 
Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1944.


“Os calcanhares são outros”. In: Os mais belos contos russos dos mais famosos autores.
1ª. Série. Trad. Frederico dos Reys Coutinho. Rio de Janeiro: Vecchi, 1944.


Ver Bibliografia russa traduzida no Brasil (1900-1950), aqui.

chchedrin e cholokhov no brasil, 1900-1950


Chchedrin, Nicolai (Nicolau; i.é, Mikhail Saltikhov-Schedrin)



“Dois pequenos mujiques”. In: Os russos: antigos e modernos. 
Trad. Maria Julieta e Carlos Drummond de Andrade. 
Coleção Contos do Mundo. Rio de Janeiro: Leitura, 1944.


“Um mujique alimenta dois funcionários públicos”. In: Os russos: antigos e modernos.
Trad. Rubem Braga. Coleção Contos do Mundo. Rio de Janeiro: Leitura, 1944.



Cholokhov, Mikhail (Mikail, Sholokhov, Skholotchof, Scholochov, Cholokov)



O Don silencioso. Trad. Ligia Junqueira e, na parte poética, Agnaldo Junqueira Filho.
Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1945. Aqui na edição da Dois Amigos, 1965



“O pae”. In: Contos soviéticos. Os novos da Rússia. Trad. Gabriel Marques. Collecção
Literatura Moderna. São Paulo: Cultura Brasileira, c.1934. 
Reed. in: Contos soviéticos. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1944.



“Os grandes pelos pequenos”. In: Os mais belos contos russos dos mais famosos
autores. 1ª. Série. Trad. Manuel R. da Silva. Rio de Janeiro: Vecchi, 1945.



Terra e sangue. Trad. Gustavo Nonnenberg. São Paulo: Flama, 1945.


Ver Bibliografia russa traduzida no Brasil (1900-1950), aqui.

bunin no brasil, 1900-1950


Bunin, Ivan



“A floresta”. In: Os colossos do conto da velha e da nova Rússia
Trad. Frederico dos Reys Coutinho. Rio de Janeiro: Mundo Latino, 1944.



“A glória”. In: Os mais belos contos russos dos mais famosos autores. 2ª. série. 
Trad. Frederico dos Reys Coutinho. Rio de Janeiro: Vecchi, 1945.


A noite. Trad. Zoran Ninitch. Rio de Janeiro: Calvino, 1934.


O amor de Mitia. Trad. Zoran Ninitch. Rio de Janeiro: Guanabara, 1933.



“O cavalheiro de São Francisco”. In: Os russos: antigos e modernos
Trad. Jorge de Lima. Coleção Contos do Mundo. Rio de Janeiro: Leitura, 1944.



O senhor de São Francisco. Trad. Zoran Ninitch. Rio de Janeiro: Mundial, c.1934.
[Está incluído neste volume com a novela de Zweig.]



Ver Bibliografia russa traduzida no Brasil (1900-1950), aqui.


bashkirtseva, berkovitch, berzin, bierdiáiev e bukhov no brasil, 1900-1950


Bashkirtseva, Maria Konstantinova (Marie, Bashkirtseff)



Diário. Trad. Gilda Marinho. Coleção Nobel. Porto Alegre Globo, 1943.



Berkovitch, Itzoc-Dob



“Sob a ameaça do Pogrom”. In: Os mais belos contos russos dos mais famosos autores.
2ª. série. Trad. Gilberto Galvão. Rio de Janeiro: Vecchi, 1945.



Berzin, Julij S. (Julio)


100% de amor, especulação e volupia (amor e especulação no paiz dos soviets). 
Trad. Zoran Ninitch. Rio de Janeiro: Marisa, c.1934.



Bierdiáiev, Nikolai (Berdiaeff, Nicoláu)


O espírito de Dostoievski. Trad. Otto Schneider. Rio de Janeiro: Panamericana, c.1944.



Uma nova Idade Média. Trad. Tasso da Silveira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1936.



Bukhov, Arkadi S. (Bourkhov)



“Fazer a côrte”. In: Os mais belos contos russos dos mais famosos autores. 2ª. série.
Trad. J. da Cunha Borges. Rio de Janeiro: Vecchi, 1945.



“O fim de Sherlock Holmes”. In: Contos soviéticos. Trad. Luiz Alípio de Barros. 
Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1944.


“Regras de conduta para uso alheio”. In: Os mais belos contos russos dos mais famosos
autores. 1ª. Série. Trad. Frederico dos Reys Coutinho. Rio de Janeiro: Vecchi, 1944.


Ver Bibliografia russa traduzida no Brasil (1900-1950), aqui.


bábel no brasil, 1900-1950


Bábel, Isaac


Cavalaria vermelha. Tradução de Jorge Amado.  Coleção Ontem e Hoje, vol. 16. 
São Paulo: Brasiliense, 1945. [Na verdade, Jorge Amado apenas emprestava
seu nome como tradutor dos títulos dessa coleção. Não se conhece o verdadeiro tradutor.]



“Depois da luta”. In: Contos soviéticos. Os novos da Rússia. Tradução de Gabriel Marques. Collecção Literatura Moderna. São Paulo: Cultura Brasileira, c.1934. 
Reed. in: Contos soviéticos. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1944.



“O despertar”. In: Os russos: antigos e modernos. Tradução de Moacir Werneck de Castro. 
Coleção Contos do Mundo. Rio de Janeiro: Leitura, 1944.



“Rabi”. In: Os colossos do conto da velha e da nova Rússia
Tradução de Frederico dos Reys Coutinho. Rio de Janeiro: Mundo Latino, 1944.


Ver Bibliografia russa traduzida no Brasil (1900-1950), aqui.

averchenko no brasil, 1900-1950


Averchenko, Arkadi (Arkadio, Arcádio, Avertchenko)



“A maldição da glória”. In: Os mais belos contos russos dos mais famosos autores. 2ª. série. Tradução de Alfredo Ferreira. Rio de Janeiro: Vecchi, 1945.



“A odisséia de uma vaca”. In: Contos soviéticos. Tradução de Luiz Alípio de Barros. 
Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1944.


“Oedipo Rei”. In Antologia dos grandes contos humorísticos. Tradução anônima. 
Org. Araújo Nabuco e Edgard Cavalheiro. São Paulo: Brasiliense, 1944.



“Um drama sensacional”. In: Os colossos do conto da velha e da nova Rússia. 
Tradução de Manuel R. da Silva. Rio de Janeiro: Mundo Latino, 1944.


“Uma vaca!”. In: Os mais belos contos russos dos mais famosos autores. 
Tradução de Frederico dos Reys Coutinho. Rio de Janeiro: Vecchi, 1944.


Ver Bibliografia russa traduzida no Brasil (1900-1950), aqui.

ardov e artzybachev no brasil, 1900-1950


Ardov, Victor



“O papão”. In: Os mais belos contos burlescos, irônicos e sarcásticos, dos mais
famosos autores. Trad. Alfredo Ferreira. Rio de Janeiro: Vecchi, 1947.


Artzybachev, Mikhail P. (Mikail, Artzibachev)



“O revolucionário”. In: Os russos: antigos e modernos. Trad. Esther Mesquita. 
Coleção Contos do Mundo. Rio de Janeiro: Leitura, 1944.



“O velho procurador narrou”. In: Os colossos do conto da velha e da nova Rússia
Trad. Gilberto Galvão. Rio de Janeiro: Mundo Latino, 1944.



“Um assassinato”. In: Os mais belos contos russos dos mais famosos autores. 1ª. Série.
Trad. Manuel R. da Silva. Rio de Janeiro: Vecchi, 1944.


Ver Bibliografia russa traduzida no Brasil (1900-1950), aqui.

andréiev no brasil, 1900-1950


Andréiev, Leonid (Leonide, Leônidas, Andreev, Andreieff)



A semana: novella, de Libedínski, traz, além da novela-título, três contos de Leonid Andréiev:
“A flor espezinhada”,  “O advogado Kolosof” e “A conversão do Diabo”.
Tradução de Cássio M. Fonseca. São Paulo: Pax, 1931.
(Agradeço a Milton Santos pela informação.)



“A conversão do Diabo”. In: As obras-primas do conto universal
Tradução de Almiro R. Barbosa e Edgard Cavalheiro. Porto Alegre: Martins, 1943.



A gargalhada vermelha. Tradução de B. Seibel. Coleção Seleta, vol. 6. 
São Paulo: Assunção, c.1945. Reed. São Paulo: Anchieta, 1946. 



Judas Iscariotes. Tradução anônima. [Georges Selzoff e Allyrio Meira Wanderley]. 
Bibliotheca dos Auctores Russos.  São Paulo: Cultura, 1931.



Judas Iscariotes. Tradução anônima [cópia da tradução de Selzoff/ Wanderley].
Rio de Janeiro: Norte Editora, 1942.



 Judas Iscariotes. Tradução anônima [cópia da tradução de Selzoff/ Wanderley]. 
Edições Colête. São Paulo: A Bolsa do Livro, 1944.



O diário de Satanás. Tradução de Elias Davidovich. Rio de Janeiro: Renascença, 1933.


“O médico louco”. In: Contos russos. Não localizei créditos de tradução. São Paulo: Pax, c. 1930.



Os sete enforcados. Tradução de Georges Selzoff e Orígenes Lessa. Bibliotheca dos Auctores Russos.
 São Paulo: Cultura, 1932. Reed. in: Os russos: antigos e modernos 
[porém indicando apenas Lessa nos créditos de tradução]. Rio de Janeiro: Leitura, 1944.
Devo essa preciosidade da imagem de capa a Saulo von Randow Jr.


“Os sete enforcados”. In: Contos russos. Não localizei créditos de tradução. São Paulo: Pax, c. 1930.



“Os sete enforcados”. In: 3 novelas russas. Tradução de José de Barros Pinto. 
São Paulo: Flama, 1944.



“Os sete enforcados”. In: Três novelas russas. “Tradução revista pelo departamento editorial” 
[versão adulterada da tradução de Selzoff/ Lessa, Cultura, 1931]. 
Coleção Grandes Romances Universais. São Paulo: W. M. Jackson, 1947. 



“Por trás da janela”. In: Os colossos do conto da velha e da nova Rússia
Tradução de Manuel R. da Silva. Rio de Janeiro: Mundo Latino, 1944.



“Silêncio”. In: Os mais belos contos russos dos mais famosos autores
Tradução de Enéias Marzano. Rio de Janeiro: Vecchi, 1944. 


“Uma flor espezinhada”. In: Os mais belos contos russos dos mais famosos autores
2ª. série. Tradução de Alfredo Ferreira. Rio de Janeiro: Vecchi, 1945.


Ver Bibliografia russa traduzida no Brasil (1900-1950), aqui.


dostoiévski, diário de um escritor


vecchi, 1943. tradução de frederico dos reys coutinho.


23 de jul. de 2016

o dostoiévski de natália nunes

um equívoco por muito tempo perpetuado entre nós é o de que a tradutora portuguesa natália nunes, incumbida da tradução das obras completas de dostoiévski para a editora josé aguilar, teria trabalhado por interposição do inglês. esse equívoco, eu mesma o reproduzi aqui algumas vezes, baseando-me em informações não verificadas.

hoje constatei que natália nunes se baseou na tradução de rafael cansinos assens, publicada em 1961 pela aguilar espanhola (de propriedade dos irmãos de josé aguilar, proprietário da aguilar brasileira).

fique registrada a retificação.

20 de jul. de 2016

"luiz fontoura"/ carlos lacerda

já comentei várias vezes a importância da editora athena para a tradução no brasil, cujos colaboradores eram, em sua maioria, militantes políticos, perseguidos, fichados, presos durante a ditadura varguista. um desses tradutores da athena, "luiz fontoura", poucos sabem que era o pseudônimo de carlos lacerda em sua fase comunista:



18 de jul. de 2016

russos no brasil

a famosa antologia do conto russo em nove volumes, com orientação literária de vera newerowa e otto maria carpeaux, em traduções diretas do russo (algumas vezes a quatro mãos, com um imigrante russo e o arredondamento do português dado por um escritor brasileiro):


A. S. Púchkin & N. V. Gógol [Vol. 1]
M. I. Liérmontov, I. S. Turguiêniev , A. F. Píssemski & F. M. Dostoiévski  [Vol. 2]
D. V. Grigoróvitch, M. I. Saltikóv-Chtchedrín & N. S. Lieskóv [Vol. 3]
L. N. Tolstói [Vol. 4]
D. N. Mámin-Sibiriák, V. G. Koroliênko & V. M. Gárchin [Vol. 5]
A. P. Tchékov [Vol. 6]
Maxim Górki [Vol. 7]
A. I. Kuprin, L. N. Andreiev, F. K. Sologúb & V. V. Vieriessáiev [Vol. 8]
Autores Contemporâneos [Vol. 9]
Rio de Janeiro: Editora Lux Ltda., 1961/1962.
Descrição: 406 + 403 + 345 + 336 + 388 + 444 + 433 + 448 + 398 pág / 21 cm x 14 cm / Br. Ilust

via Saulo von Randow Jr.

17 de jul. de 2016

"the translation wars"

um artigo divertido e interessante sobre a tradução de obras russas para o inglês, e a figura de mrs. garnett, aqui.


15 de jul. de 2016

confusões de brito broca



é difícil bater de frente contra afirmações não verificadas que, com o tempo, acabam se tornando referências consagradas. só que, de vez em quando, é algo que se torna inevitável.

então aqui vou eu contra brito broca.

pode um de nossos grandes críticos literários ter afirmado o que bem quis (ou o que lhe sugeriu a memória talvez empanada pelo decurso das décadas) em seu famoso prefácio à edição de crime e castigo pela josé olympio, lançada em 1949 em tradução de rosário fusco:
A primeira tradução portuguesa do Crime e Castigo apareceu no Brasil por volta de 1920, assinada por Fernão Neves, em estilo meio precioso editada pela Livraria Castilho. Tudo nos leva a supor que o tradutor se tivesse valido de uma das versões francesas, que, segundo o conselho do próprio Vogüé, procuravam adaptar Dostoievski ao gosto do público gaulês. Em todo caso esse já foi um esforço louvável para vulgarizar o grande romancista entre nós.
sim, de fato fernão neves – pseudônimo que, curiosamente, brito broca não elucida para o leitor ser de fernando nery – havia feito “um esforço louvável para vulgarizar o grande romancista entre nós”. e sim, realmente ele se valeu de "uma das versões francesas". e sim, a obra foi mesmo "editada pela livraria castilho". e sim, isso se deu “por volta de 1920”. e sim, com efeito, fernão neves se entregava a um "estilo meio precioso”, até virulentamente criticado por seus resenhistas na época.

só que tudo isso se passou não com crime e castigo, mas com recordações da casa dos mortos, em sua primeira tradução brasileira, publicada em 1917.


resumindo: a afirmação de brito broca não procede. jamais surgiu em momento algum, antes ou depois de c.1920, qualquer tradução de fernão neves para crime e castigo, nem pela castilho nem por qualquer editora.


14 de jul. de 2016

a coleção amarela, da livraria do globo (1931-1956)


sérgio karam desenvolveu uma extensa pesquisa sobre a coleção amarela, que a livraria do globo publicou de 1931 a 1956, num total de 159 volumes. sua pesquisa conta com algumas pequenas contribuições minhas e resolvemos criar um blog para apresentar os dados de edição e tradução, bem como a parte iconográfica da coleção. o blog se encontra aqui.

13 de jul. de 2016

"o vento da noite"


o suplemento pernambuco acaba de publicar meu breve artigo sobre o vento da noite, coletânea de poemas de emily brontë traduzidos por lúcio cardoso, lançada em 1944 pela coleção rubaiyát da josé olympio, e relançada agora pela civilização brasileira. o artigo está disponível aqui.

9 de jul. de 2016

ramon fernandez seria erico verissimo?

Encontro numa bela tese de doutorado sobre ilustradores e capistas editoriais, aqui, a qual, aliás, recentemente veio a ser publicada em livro, uma nota de pé de página a propósito da "Coleção Amarela" da Livraria do Globo:
É o que se percebe na leitura do artigo intitulado O Romance Policial, publicado na edição n, 275 da Revista do Globo, e assinado por Ramon Fernandez (provavelmente um dos vários pseudônimos adotados por Erico Verissimo). O texto trata de valorizar esse gênero literário, com a seguinte chamada: "O romance policial nos faz sair da câmara escura do intelectualismo, Ele poderia renovar a velha questão da moral e da arte". (REVISTA DO GLOBO. Porto Alegre: Edição da Livraria do Globo, 25 mai. 1940, edição 275, p. 41).

Destaco: "Ramon Fernandez (provavelmente um dos vários pseudônimos adotados por Erico Verissimo)".

A questão escapa grandemente ao escopo geral da tese e é totalmente dispensável no contexto. Todavia, ali consta e, já que tão alentado e minucioso estudo corre o risco de vir a ser acriticamente utilizado como fonte secundária por outros pesquisadores e estudiosos, gostaria de contribuir com uma pequena retificação.

Não, Ramon Fernandez não era provável ou sequer improvável pseudônimo de Erico Verissimo. 

Ramon Fernandez foi um crítico literário do entreguerras muito famoso na França, que escreveu um ensaio chamado "Le Roman policier", publicado no  n. 210 da Nouvelle Revue Française em 1931.

A chamada do texto para seu ensaio traduzido e publicado na Revista do Globo, que gerou a hipótese supracitada, apenas retoma duas frases do autor: "le roman policier nous fait sortir de la chambre noire de l'intellectualisme ... le roman policier pourrait renouveler la vieille question de la morale dans l'art".