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2 de dez de 2011

zaratustra, editora escala V


finalmente recebi a edição do zaratustra pela editora escala que eu queria. os dois textos da escala, na "série filosofar" e nas "grandes obras do pensamento universal", são iguais entre si. assim, voltando à primeira pulga, que foi o release, de fato não sei de onde o tiraram. mas a pulga foi útil, pois levou à pesquisa que desvendou não só a existência da cópia, como também as tentativas de disfarçá-la.

a "série filosofar" é para fins didáticos, com cronologia, resumos, exercícios, propostas de atividade em sala de aula e roteiro de estudo. é assustador que a escala educacional lance mão de tais estratagemas para seus livros didáticos.

acompanhe a história aqui:

sobre as traduções de nietzsche no brasil, veja aqui: pesquisa "nietzsche no brasil"

imagem: fake

28 de nov de 2011

zaratustra, editora escala IV

aqui mostrei alguns exemplos de inexplicável identidade entre as duas traduções de assim falava zaratustra, uma feita ou revista por josé mendes de souza e outra em nome de ciro mioranza.

agora apresento outro tipo de caso, que parece indicar alguma manipulação deliberada no começo e no fim de um aforismo, enquanto todo o corpo principal mantém a identidade do texto de base. o exemplo dado abaixo é o aforismo 30 de "das antigas e das novas tábuas":

      Ó tu, vontade, necessidade minha, trégua de toda a miséria! Livra-me de todas as pequenas vitórias!
      Azar da minha alma a que chamo destino! Tu que estás em mim e sobre mim, livra-me e reserva-me para um grande destino!
      E tu, última grandeza, vontade minha, conserva-a para um fim, para que sejas implacável na tua vitória! Ai! Quem não sucumbirá à sua vitória?
      Ai! Que olhos se não têm turvado nessa embriaguez de crepúsculo? Que pé não tem tropeçado e perdido sua firmeza na vitória?
      A fim de estar preparado e maduro quando chegar o Grande Meio-Dia, preparado e maduro como o bronze reluzente, como a nuvem cheia de relâmpagos e o seio cheio de leite.
      Preparado para mim mesmo e para a minha vontade mais oculta. Um arco anelante da sua flecha, uma flecha anelante da sua estrela.
      Uma estrela preparada e madura no seu meio-dia, ardente e trespassada, satisfeita da flecha celeste que a destrói.
      Sol e implacável vontade de sol, pronta a destruir na vitória.
      Ó vontade, necessidade minha, trégua de toda a miséria! Reserva-me para uma grande vitória!"
      Assim falava Zaratustra. (JMS) 
    Ó minha vontade, vértice de todas as necessidades, necessidade minha, livra-me de todas as vitórias pequenas!
      Ó sorte de minha alma, a que chamo destino! Tu que estás em mim e sobre mim, livra-me e reserva-me para um grande destino!
      E tu, última grandeza, vontade minha, conserva-a para um fim, para que sejas implacável em tua vitória! Ai! Quem não sucumbirá à sua vitória?
      Ai! Que olhos não se têm turvado nessa embriaguez de crepúsculo? Que pé não tem tropeçado e perdido sua firmeza na vitória?
      A fim de estar preparado e maduro quando chegar o grande meio-dia, preparado e maduro como o bronze reluzente, como a nuvem cheia de relâmpagos e o seio cheio de leite.
      Preparado para mim mesmo e para minha vontade mais oculta. Um arco anelante de sua flecha, uma flecha anelante de sua estrela.
      Uma estrela preparada e madura em seu meio-dia, ardente e trespassada, satisfeita da flecha celeste que a destrói.
      Sol e implacável vontade inexorável de sol, pronta a destruir na vitória.
      Ó vontade, vértice de toda necessidade, ó minha necessidade! Reserva-me para uma só grande vitória!"
      Assim falava Zaratustra. (CM)
imagem: aqui
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27 de nov de 2011

zaratustra, editora escala III



vejam-se alguns exemplos entre a tradução feita ou revista por josé mendes de souza (JMS) e da tradução que saiu pela editora escala, atribuindo-a a ciro mioranza (CM):





DA REDENÇÃO:
 Desde que vivo entre os homens, porém, o que menos me importa é ver que a este falta um olho, àquele um ouvido, a um terceiro a perna, ou que haja outros que perderam a língua, o nariz ou a cabeça. (JMS
 Desde que vivo entre os homens, porém, o que menos me importa é ver que a este falta um olho, àquele um ouvido, a um terceiro a perna, ou que haja outros que perderam a língua, o nariz ou a cabeça. (CM
 Quando, ao sair da minha soledade, atravessava pela primeira vez esta ponte, não dei crédito aos meus olhos, não cessei de olhar e acabei por dizer: “Isto é uma orelha! Uma orelha do tamanho de um homem!” Acercava-me mais, e por trás da orelha movia-se algo tão pequeno, mesquinho e débil que fazia compaixão. (JMS
 Quando, ao sair de minha solidão, atravessava pela primeira vez esta ponte, não dei crédito a meus olhos, não parei de olhar e acabei por dizer: “Isto é uma orelha! Uma orelha do tamanho de um homem!” Acercava-me mais e, por trás da orelha, movia-se algo tão pequeno, mesquinho e débil que dava dó. (CM
 DA CONVALESCENÇA: 
           Uma manhã, pouco tempo depois do regresso à sua caverna, Zaratustra saltou do leito como um louco: começou a gritar com voz terrível, gesticulando como se alguma pessoa deitada ainda se não quisesse levantar. E a voz de Zaratustra troava em termos tais, que os seus animais se lhe aproximaram espantados e de todos os esconderijos próximos da caverna de Zaratustra todos os animais fugiram, voando, revoando, arrastando-se e saltando, consoante tinham patas ou asas. Zaratustra, porém, pronunciou estas palavras:
            “Sobe, pensamento vertiginoso, sai de minha profundidade! Eu sou o teu galo e o teu crepúsculo matutino, adormecido verme! Levanta-te! A minha voz acabará por te despertar!
            Varre dos teus olhos o sono e tudo o que é míope e cego! Escuta-me também com os teus olhos. Minha voz é um remédio até para os cegos de nascença.
            E quando chegares a acordar, acordado ficarás eternamente. Eu não costumo despertar dorminhocos para que tornem a adormecer.” (JMS
           Uma manhã, pouco tempo depois do regresso à sua caverna, Zaratustra saltou do leito como louco. Começou a gritar com voz terrível, gesticulando como se alguma pessoa deitada ainda não quisesse se levantar. E a voz de Zaratustra troava em termos tais, que seus animais acorreram espantados e de todos os esconderijos próximos da caverna de Zaratustra, todos os animais fugiram, voando, revoando, arrastando-se e saltando, consoante tinham patas ou asas. Zaratustra, porém, pronunciou estas palavras:
            “Sobe, pensamento abissal, sai de minha profundidade! Eu sou teu galo e teu crepúsculo matutino, adormecido verme! Levanta-te! Minha voz acabará por te despertar!
            Tira os tampões de teus ouvidos e escuta! Porque eu quero te ouvir! Levanta-te! De pé! Há aqui trovoadas suficientes para que os túmulos também ouçam!*
            Varre de teus olhos o sono e tudo o que é míope e cego! Escuta-me também com teus olhos. Minha voz é um remédio até para os cegos de nascença.
            E quando chegares a acordar, acordado ficarás eternamente. Eu não costumo despertar dorminhocos para que tornem a adormecer.” (CM
 * Curiosamente, na edição da Guimarães, com tradução de resto muito diferente, encontra-se “Tira os tampões dos ouvidos, escuta! Porque te quero ouvir. A pé, a pé! Há aqui trovoada bastante para que os próprios túmulos ouçam”. 
 CONVERSAÇÃO [DIÁLOGO] COM OS REIS 
             “...Quando as espadas se cruzavam como serpentes tintas de vermelho, os nossos pais amavam a vida. O sol da paz parecia-lhes brando e tíbio, mas a paz prolongada envergonhava-os.
            Como os nossos pais suspiravam quando viam na parede espadas lustrosas e enxutas! Tinham sede de guerra, à semelhança dessas espadas. Porque uma espada quer beber sangue e cintila com seu ardente desejo.”
            Quando os reis falaram tão calorosamente da felicidade de seus pais, Zaratustra sentiu grandes tentações de zombar daquele ardor: porque evidentemente eram reis muito pacíficos os que via diante de si, com seus velhos e finos semblantes. (JMS
             “...Quando as espadas se cruzavam como serpentes tintas de vermelho, nossos pais amavam a vida. O sol da paz parecia-lhes brando e morno, mas a paz prolongada os envergonhava.
            Como nossos pais suspiravam quando viam na parede espadas lustrosas e enxutas! Tinham sede de guerra, à semelhança dessas espadas. Porque uma espada quer beber sangue e cintila com seu ardente desejo.”
            Quando os reis falaram tão calorosamente da felicidade de seus pais, Zaratustra sentiu grande vontade de zombar daquele ardor, porque evidentemente eram reis muito pacíficos os que via diante de si, com seus velhos e finos semblantes. (CM
 O SINAL 
             Entrementes tinham os homens superiores acordado na caverna, e dispunham-se a ir em procissão ao encontro de Zaratustra, para o saudar, porque já haviam reparado na sua ausência.Quando chegaram, porém, à porta da caverna, o leão, ao ouvir-lhes os passos, afastou-se rapidamente de Zaratustra e precipitou-se para a caverna rugindo furiosamente. Ouvindo-o rugir, os homens superiores começaram a gritar como uma só boca e, retrocedendo, desapareceram num abrir e fechar de olhos. (JMS
... Entrementes tinham os homens superiores acordado na caverna e dispunham-se a ir em procissão ao encontro de Zaratustra, para o saudar, porque já haviam reparado em sua ausência.Quando chegaram, porém, à porta da caverna, o leão, ao ouvir-lhes os passos, afastou-se rapidamente de Zaratustra e precipitou-se para a caverna rugindo furiosamente. Ouvindo-o rugir, os homens superiores começaram a gritar como se fossem uma só boca e, retrocedendo, desapareceram num abrir e fechar de olhos. (CM)

zaratustra, editora escala II

release da obra na edição "série filosofar", aqui:



página inicial da obra na "coleção grandes obras do pensamento universal", tradução de ciro mioranza:


tirando alguns torneios específicos como "a abelha que acumulasse demasiado mel" e um "olho afável" que podem ser mera coincidência, são visivelmente duas traduções independentes, o que prova uma vez mais a grande questão de qualquer autoria: obras de lavra diferente são necessariamente diferentes.

eu teria me dado por satisfeita, e provavelmente acharia que o release havia sido retirado de outra tradução, por descuido, preguiça ou negligência em relação à questão autoral.

acontece, porém, que fui folheando a edição da escala, tendo ao lado a tradução feita ou revista por josé mendes de souza. começou a aparecer uma quantidade de, digamos, coincidências que pareciam numerosas demais para ser, de fato, meras coincidências. e mais adiante, começaram a aparecer semelhanças e identidades que jamais poderiam ser consideradas coincidências. passo aos exemplos no próximo post.
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zaratustra, editora escala I


ASSIM FALAVA ZARATUSTRA - SERIE FILOSOFAR ( 0 - Edição 1 ) - ISBN. 9788576665045
eu tinha apontado aqui que o trecho inicial de assim falava zaratustra no release da editora escala para sua edição na "série filosofar", com tradução em nome de ciro mioranza, era absolutamente idêntico à antiga tradução feita ou revista por josé mendes de souza.



encomendei um exemplar, mas, ao invés da edição da "série filosofar", o livreiro enviou outra, integrante da coleção "grandes obras do pensamento universal", da mesma editora, também em tradução de ciro mioranza. não me importei muito, pois imaginei que o conteúdo seria um só. 

a primeira constatação é que a abertura de zaratustra no volume das "grandes obras" é muito diferente do que consta no release da "série filosofar" (transcreverei no próximo post). mas logo adiante começam a surgir coisas bizarras: frases idênticas às de josé mendes de souza, intercaladas com frases bem diferentes; frases muito similares às de josé mendes, apenas com um ou outro termo diferente; depois, longos trechos, até páginas inteiras praticamente iguais às de josé mendes. em outro post a seguir, documentarei essas minhas afirmativas com vários exemplos ilustrativos. 

diante de muitos indícios estranhos, fiquei com uma dúvida: afinal, de onde teria surgido o texto do release, apresentado como tradução de ciro mioranza, se não é o que consta no volume das "coleção grandes obras"? numa dessas, será que ele não constaria na edição da ''série filosofar"? assim, resolvi encomendar um exemplar desta última (mas a outro livreiro!), que deve chegar na próxima semana. por ora, passemos ao que temos em mãos.
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25 de nov de 2011

nietzsche traduzido no brasil IV

após 76 anos do ingresso de nietzsche na bibliografia brasileira, chegamos a 2000. nos onze anos desse novo século, há uma enorme proliferação de traduções e retraduções, muitas de boa e ótima qualidade; muitas outras, porém, medíocres, duvidosas ou francamente espúrias. mantém-se ainda um fluxo incessante de reedições de outros anos.

acompanhe o histórico anterior em:


em 2000, sai crepúsculo dos ídolos (ou como filosofar com o martelo), em tradução de marco antônio casa nova, pela relume dumará, atualmente pertencente ao grupo ediouro:



e também em sua coleção "conexões", volume 8:*


*agradeço a informação e imagem de capa a everton grison

em 2000, a companhia das letras lança humano, demasiado humano: um livro para espíritos livres, na tradução de paulo césar de souza:


ainda em 2000, a martin claret lança suas suspeitas traduções em nome de pietro nassetti, agora:

ecce homo:
o anticristo:

em c.2001, sai além do bem e do mal: prelúdio de uma filosofia do futuro, em tradução de armando amado jr. e coordenação de márcio pugliesi, pela wvc.


em 2001, a landy lança breviário de citações, ou para conhecer nietzsche: fragmentos e aforismos, em seleção, organização e tradução de duda machado:


ainda em 2001, a martin claret lança para além do bem e do mal atribuindo a tradução a "alex marins":


em 2002, a editora da unb lança fragmentos finais, em seleção e tradução de flávio r. kothe:


também em 2002, sai uma edição didática da scipione de para a genealogia da moral, em tradução e adaptação infantil (?) de oswaldo giacóia jr.:


em 2003, sai a tradução de ivo barroso para o prólogo integral de zaratustra, em o "zaratustra" de nietzsche, de pierre héber-suffrin, pela jorge zahar:


em 2003, noéli correia de melo sobrinho lança sua seleção e tradução de escritos sobre educação, pela loyola e puc-rio:

Escritos sobre Educação

também em 2003, a segunda consideração intempestiva: da utilidade e desvantagem da história para a vida sai em tradução de marco antonio casanova, pela relume dumará:


ainda em 2003, ecce homo: de como alguém se torna o que a gente é, em tradução anotada de marcelo backes, sai pela l&pm:


em c.2003 ainda, a planeta deagostini lança a tradução portuguesa de alfredo margarido para assim falava zaratustra. não localizei imagem de capa, mas há um exemplar em nossa biblioteca nacional:


em 2003, martin claret lança a gaia ciência, em suspeita tradução atribuída a um espúrio "jean melville":


em 2004, fragmentos do espólio: julho de 1882 ao inverno de 1883-1884, sai pela edunb em seleção e tradução de flávio r. kothe:


em 2005, a martins fontes lança sabedoria para depois de amanhã, seleção dos fragmentos póstumos por heinz friedrich, em tradução de karina jannini:


ainda em 2005, a martins fontes publica a visão dionisíaca do mundo e outros textos de juventude, em tradução de marcos sinésio pereira fernandes e maria cristina dos santos de souza:


em 2005, noéli correia de melo sobrinho lança sua seleção e tradução de escritos sobre história, pela loyola e puc-rio:


ainda em 2005, a centauro lança a genealogia da moral com tradução pouco confiável em nome de josé ângelo de faria:

A GENEALOGIA DA MORAL

em 2005, a madras lança a origem da tragédia, proveniente do espírito da música, atribuindo a autoria da tradução ao nome de márcio pugliesi. trata-se, porém, de cópia maquiada da tradução de erwin theodor rosenthal (1949, cupolo; veja aqui). a editora admitiu a irregularidade e retirou a obra de catálogo, embora ainda se encontre à venda em algumas livrarias. 



também em 2005, sai uma batelada de nietzsches pela rideel, todos com pretensa tradução atribuída ao nome de heloísa da graça burati (já retirados de circulação pela editora, após admitir a fraude - veja aqui). seguem-se eles:
a gaia ciência: 
ecce homo:
o nascimento da tragédia:
humano, demasiado humano: 
além do bem e do mal: 
assim falou zaratustra:
acerca da verdade e da mentira/ o anticristo:



em 2006, pela zahar sai introdução à tragédia de sófocles, na tradução anotada de ernani chaves:


em 2006, a achiamé publica o anticristo em tradução de robson achiamé:

O Anticristo

também em 2006, a landy lança uma antologia de vários autores, o amor, receitas práticas e sábias, em tradução de renata cordeiro. não sei qual é o texto de nietzsche.


no mesmo ano, aparece pela centauro, em tradução de lilian salles kump, além do bem e do mal:

ALEM DO BEM E DO MAL

em 2007, sai nova edição de anticristo, incluindo agora ditirambos de dionisio, em tradução de paulo césar de souza, pela companhia das letras:


em 2007, noéli correia de melo sobrinho lança sua seleção e tradução de escritos sobre política, em dois volumes, pela loyola e puc-rio:


ainda em 2007, sai a vontade de poder:tentativa de uma transvaloração de todos os valores, na tradução de marcos sinésio pereira fernandes e francisco josé dias de moraes, pela contraponto:


em 2007, a hedra lança sobre verdade e mentira, na tradução de fernando de moraes barros:


ainda em 2007, a centauro lança assim falava zaratustra, com tradução atribuída ao nome de sílvio ferreira leite:


em 2008, pela l&pm, sai além do bem e do mal: prelúdio a uma filosofia do futuro, na tradução anotada de renato zwick:


ainda em 2008, a l&pm lança também o anticristo: maldição contra o cristianismo, na tradução anotada de renato zwick:
Clique para ampliar a capa

em 2008, a hedra lança a filosofia na era trágica dos gregos, na tradução de fernando de moraes barros:

Filosofia na Era Trágica dos  Gregos, A  (Bolso) - Ed. Hedra

ainda em 2008, fragmentos do espólio: primavera de 1884 a outono de 1885, em seleção e tradução de flávio r. kothe, sai pela edunb:


no mesmo ano, a dpl/ golden books lança o crepúsculo dos ídolos, como filosofar com o martelo, em tradução de jacqueline valpassos:


no mesmo ano, a edipro publica além do bem e do mal, em tradução de edson bini:


entre 2005 e 2008, a escala lança em rápida sequência vários outros títulos, que com suas edições anteriores comporão uma "biblioteca nietzsche" em vinte volumes. aqui apresento a coleção já formada, entre parênteses os nomes que constam como autores das respectivas traduções:



Assim Falava Zaratustra (ciro mioranza)
A Genealogia da Moral (antônio carlos braga) 
Crepúsculo dos Ídolos (antônio carlos braga) 
Além do Bem e do Mal (antônio carlos braga) 
Humano, Demasiado Humano (antônio carlos braga) 
A Gaia Ciência (antônio carlos braga) 
O Anticristo (antônio carlos braga) 
Ecce Homo (antônio carlos braga) 
Aurora (antônio carlos braga) 
O Nascimento da Tragédia (antônio carlos braga) 
O Livro do Filósofo (antônio carlos braga) 
O Viajante e sua Sombra (antônio carlos braga e ciro mioranza) 
Miscelânea de Opiniões e Sentenças (antônio carlos braga) 
 O Caso Wagner/ Nietzsche contra Wagner (antônio carlos braga e ciro mioranza) 
Da Utilidade e do Inconveniente da História para a Vida (antônio carlos braga e ciro mioranza) 
Schopenhauer Educador (antônio carlos braga e ciro mioranza)
Filosofia na Época Trágica dos Gregos (antônio carlos braga) 
David Strauss - Sectário e Escritor (antônio carlos braga e ciro mioranza)
Vontade de Potência em 2 vols. (mário d. ferreira santos)

em 2009 sai quarta consideração extemporânea: wagner em bayreuth, em tradução anotada de anna hartmann cavalcante, pela zahar:


em 2009, noéli correia de melo sobrinho lança sua seleção e tradução de escritos sobre direito, pela loyola e puc-rio:

Capa do livro "Escritos sobre Direito"

em 2009, sai o crepúsculo dos ídolos (ou como se filosofa com o martelo) na tradução anotada de renato zwick, pela l&pm:


depois de uma adaptação infantil, não poderia faltar uma edição em quadrinhos: o escolhido foi zaratustra, em assim falava zaratustra: dos céus aos quadrinhos, pela devir. ignoro quem fez a adaptação do texto.


em 2011, sai a filosofia na era trágica dos gregos na tradução de gabriel valladão silva, pela l&pm:


pela leya, sai uma coletânea de citações e pensamentos de nietzsche, em tradução a confirmar (org. paulo neves da silva):

CITAÇOES E PENSAMENTOS DE NIETZSCHE

em 2011, a portuguesa babel (grupo editorial que inclui a guimarães) se instala no brasil e lança um lote de três nietzsches, imagino que aproveitando as traduções da guimarães (a confirmar):


o anticristo: ensaio de uma crítica do cristianismo, pedro delfim pinto dos santos (a confirmar):
O ANTICRISTO: ENSAIO DE UMA CRITICA DO CRISTIANISMO

assim falava zaratustra, a verificar:
ASSIM FALAVA ZARATUSTRA

para além de bem e mal, em tradução de hermann pflüger (a confirmar):
PARA ALEM DE BEM E MAL

em post futuro, esboçarei uma rápida síntese desses onze anos e arriscarei uma avaliação geral de 1934 a 2011.
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