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14 de mar de 2012

stepantchikov

I.
elias davidovich, calvino filho, 1933:



reeditado pela global em 1984 com o título de o vilarejo:




II.
"a aldeia de stepantchikovo e seus moradores" está incluído no volume noites brancas e outras histórias, olívia krähenbühl, josé olympio, 1960:



III.
"a granja de stiepantchikovo" está incluído no vol. I da obra completa, natália nunes e oscar mendes, aguilar, 1963:

Fiodor Dostoiévski: Obra Completa

IV.
klara gouriánova, nova alexandria, 2001:



V.
a editora 34 está com lançamento previsto ainda este ano de o vilarejo de stiepantchikov e seus habitantes, em tradução de lucas simone.

acompanhe a pesquisa sobre as traduções de dostoiévski no brasil aqui  

os possessos/os demônios

agora um levantamento mais simples, com quatro traduções no brasil.

I. em c. 1943, a panamericana lança os possessos em tradução de augusto rodrigues, muito provavelmente a partir da tradução francesa de victor derély, les possédés.



agradeço muitíssimo a alex quintas de souza pelas imagens de capa e página de rosto.


II.
em 1951, sai a tradução de rachel de queiroz, os demônios, em três volumes, pela josé olympio (pelo francês):



III. em 1963, a tradução de natália nunes (e oscar mendes) pela josé aguilar, no vol. 3 da obra completa  (pelo espanhol):



IV. em 2004, sai a tradução de paulo bezerra, a única direta do russo, pela ed. 34:


há quem fale em os possuídos - talvez tendo em mente o inglês the possessed ou mesmo o francês les possédés -, mas não encontrei nenhuma edição com esse título.

acompanhe a pesquisa sobre as traduções de dostoiévski no brasil aqui  


o/um jogador

essa novela de dostoiévski é dificilzinha de rastrear. entre as novelas dele, deve ser a mais conhecida entre nós, com dez, doze traduções - nem isso dá para saber com certeza.

I.
bom, comecemos pelo arrojado e idealista russo iúri zéltzov, que achava mais bonito se assinar georges selzoff (veja aqui) e criou a superartesanal "bibliotheca de auctores russos", num estilo de tradução pra lá de simpático: ia lendo e traduzindo na hora o texto russo em seu português estropiado, enquanto brito broca e orígines lessa, jovenzinhos, iam botando num português que prestasse. ele publicou um jogador nessas condições em 1931:



não sei bem como era a relação entre a coleção artesanal georges selzoff e a editora cultura: se era dele, se era uma sociedade ou o quê, mas sua tradução está ali também, e também em 1931:

Clique para ampliar a capa
o subtítulo adotado foi (das notas de um rapaz) igrok

II. em 1943, otto schneider tem sua tradução publicada pela panamericana:

O Jogador - Fiodor Dostoiévski

III.
aí vem costa neves, pela josé olympio, em 1944 (abaixo, capas de 1944 e de 1951):

o subtítulo inicial é (notas de um jovem); em 1954, passa para (das memórias de um jovem)

IV.
em 1945, sai uma edição pelo clube do livro, mas não localizei o nome do tradutor: cabe lembrar que o clube do livro não era muito afeito a publicar traduções próprias. gostava muito de pegar traduções alheias e publicar sem os créditos ou tascando algum crédito indevido. aqui, capa da edição de 1954:

O Jogador - Fedor Dostoiewsky

V.
esta é um mistério. mas está lá em nosso acervo na biblioteca nacional:

Autor:Dostoievskii, Fedor Mikhailovich, 1821-1881.clique aqui para ver as obras deste autor no Catálogo de Autoridades de Nomes
Título / Barra de autoria:O jogador.
Imprenta:Rio, Ed. G. Carneiro [1953]. 
Descrição física:132 p.
Notas:Registro Pré-MARC
Classificação Dewey:
Edição:
890
Indicação do Catálogo:II-401,1,21 

VI.
em 1960, a josé olympio substitui a tradução de costa neves por uma tradução direta do russo, feita por boris schnaiderman:


o subtítulo adotado é (apontamentos de um homem moço).

em 2004, a editora 34 publica essa mesma tradução, revista pelo tradutor:



VII.
em 1963 temos a tradução de natália nunes (e oscar mendes), pela josé aguilar:


que a nova aguilar sabiamente publica em 1976 em volume separado, acrescido de noites brancas (aliás, devia fazer isso com toda a sua obra completa de dostoiévski):



VIII.
outra meio misteriosa, pela bloch edições, sem data (mas, pela capa, parece dos anos 60). a tradução é de reynaldo ramos bairão:




interpolação:

a editora 3 costumava licenciar traduções (tenho o palpite de que é a de otto schneider). aqui sua edição lançada em 1974:



IX.
a tradução de moacyr werneck de castro sai pela civilização brasileira em 1976:


traz o subtítulo de (do diário de um jovem)

essa tradução é licenciada para a bertrand brasil algumas vezes desde 1986:

O Jogador - Dostoievski - Editora Bertrand

X.
pelo clube do livro sai uma tradução de tadeu louzado em 1986:


XI.
uma tradução de pedro gambarra sai nos anos 80 pela graphos, aqui em capa de 2004, na coleção clássicos gamma:

Livro - Clássicos Gamma - Dostoiévski E Tchecov

XII.
em 1998, sai a tradução de roberto gomes pela l&pm:


traz o subtítulo de (do diário de um jovem)

XIII.
esta aqui é outro mistério. consegui apenas a imagem de capa; não localizei editora, ano, tradutor, nada. parece revistinha de banca de jornal.*

O Jogador Fiódor Dostoiévski Clássico Da Literatura Russa

XIV.
em 2000, a editora martin claret lança mais uma de suas pretensas traduções em nome de pietro nassetti. o exemplar em nosso acervo da biblioteca nacional é de 2006. sobre essa fraude (plagiando a tradução de costa neves), veja aqui.

Autor:Dostoievski, Fiodor,clique aqui para ver as obras deste autor no Catálogo de Autoridades de Nomes 1821-1881.
Título / Barra de autoria:O jogador / Dostoiévski ; tradução: Pietro Nassetti. -
Imprenta:São Paulo : M. Claret, 2006. 
Descrição física:173p. ; 19cm. -
Série:(A obra-prima de cada autor ; 31)
Notas:Tradução do original em russo.
ISBN:8572322973 (broch.)
Assuntos:Ficção russa.clique aqui para ver as obras sob este assunto no Catálogo de Autoridades de Assuntos 
Entradas secundárias:Nassetti, Pietro.clique aqui para ver as obras deste autor no Catálogo de Autoridades de Nomes 
Classificação Dewey:
Edição:
891.73
22 
Indicação do Catálogo:VI-411,5,32 
Registro Patrimonial:1.135.521 DL 08/03/2006 
Sigla do Acervo:DRG 

XV.
finalizando, algo totalmente obscuro: uma menção passageira a o jogador pela ordipra: sem ano, sem nada. vai saber... em todo caso, fica o registro.

se localizar maiores informações, acrescentarei.

acompanhe a pesquisa sobre as traduções de dostoiévski no brasil aqui 

* ver uma interessante atualização aqui.


13 de mar de 2012

o idiota

a primeira das quatro traduções desta obra entre nós sai com o título de o príncipe idiota:


dermeval café e oswaldo castro, waissman, reis & cia., 1931 (pelo francês)

então segue-se:


josé geraldo vieira, josé olympio, 1949 (indireta, mas não sei a língua de interposição)
(aqui na capa de 1955)

depois vem:


natália nunes e oscar mendes, aguilar, 1963 (pelo espanhol)

por alguma razão misteriosa, desde 1967 a tecnoprint/ediouro publica essa tradução apenas em nome de oscar mendes:



passados quase quarenta anos, temos:


paulo bezerra, ed. 34, 2002 (direto do russo)

acompanhe a pesquisa sobre as traduções de dostoiévski no brasil aqui 

12 de mar de 2012

casa dos mortos

localizei sete traduções diferentes desta obra de dostoiévski no brasil. são elas, por data da primeira edição:


fernão neves (pseud. de fernando nery), livraria castilho, 1917, aqui na edição de 1922


Recordações Da Casa Dos Mortos - 2 Volumes ( Sebo Amigo )
antônio de oliveira garcia, livraria martins, 1942
(em 2 vols.; aqui, capa da edição de 1944)

Recordações Da Casa Dos Mortos - Dostoievski - Xilo Goeldi
rachel de queiroz, josé olympio, 1945
(aqui, capa da 3a. ed., 1952)


josé geraldo vieira, saraiva, 1949.

é reeditada pela francisco alves em 1982.

(e em 2006 pela martin claret, mas não sei dizer se é contrafação ou não)




gertum carneiro, 1960


natália nunes e oscar mendes, aguilar, 1963
é licenciada para a l&pm em 2008

fernanda pinto rodrigues, edibolso, 1978


nicolau s. peticov, nova alexandria, 2006

pessoalmente, acho meio exagerado sete traduções diferentes em noventa anos, mas é interessante notar a frequência e os intervalos entre elas. naturalmente, algumas têm reedições sucessivas e são licenciadas para outras editoras, de forma que sempre há uma ou mais traduções disponíveis na praça (mesmo que três delas tenham praticamente caído no esquecimento - fernão neves; oliveira garcia; f. pinto rodrigues). veja-se:
  • entre a primeira e a segunda tradução passam-se vinte anos;
  • aí, numa mesma década (40), vêm três traduções de roldão;
  • passam-se catorze anos;
  • depois, quinze;
  • e então 28 anos.
acompanhe a pesquisa sobre as traduções de dostoiévski no brasil aqui 

atualização em 03/07/2014:


Recordações da casa dos mortos. Trad. anônima. Bibliotheca de Romances Celebres. São Paulo: Moderna Paulistana, s/d (c. 1932-33). Por gerntil informação e imagem enviadas por Maria Paula Coelho:

















Recordações da casa dos mortos. Trad. anônima. Coleção SIP. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1936. Nota de lançamento e imagem na Revista da Semana, em 28/03/1936:


















atualização em 20/04/2018:

editorial paulista, coleção "biblioteca de romances célebres". não sei o ano de lançamento nem o nome do tradutor. agradeço a anderson anjos pelo envio dessa imagem.
retificação: trata-se da editorial moderna paulistana, citada mais acima. portanto, c. 1932-33, sem créditos de tradução.





edições e publicações brasil, 1947, tradução de joaquim moura de menezes


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