Mostrando postagens com marcador descartes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador descartes. Mostrar todas as postagens

8 de dez de 2008

ah, mas assim não vale II

e que ninguém me diga que a claret mantém nas livrarias o discurso do método com seu indescritível nassetti só porque tem junto as regras para a direção do espírito, e que o discurso do método que ela lançou agora vem com as meditações, mas não com as regras, e que é por isso que ela mantém o inconcebível nassetti! e isso é lá razão? só se for para faturar dobrado.


fnac:

DISCURSO DO METODO REGRAS PARA A DIRECAO DO ESPIRITO -
OBRA - PRIMA DE CADA AUTOR
RENE DESCARTES
MARTIN CLARET
ISBN: 8572324089

cultura:
DISCURSO DO METODO MEDITAÇOES
Coleção: A OBRA PRIMA DE CADA AUTOR
Autor: DESCARTES, RENE
Editora: MARTIN CLARET

cultura:
DISCURSO DO METODO/REGRAS PARA DIREÇAO DO ESPIRITO
Coleção: OBRA-PRIMA DE CADA AUTOR
Autor: DESCARTES, RENE
Editora: MARTIN CLARET

travessa:


TÍTULO: DISCURSO DO METODO / REGRAS PARA A DIREÇAO DO ESPIRITO
ISBN: 8572324089
COLEÇÃO: A OBRA-PRIMA DE CADA AUTOR
ANO EDIÇÃO: 2000
AUTOR: Rene Descartes


complicado. vai ser difícil acreditar. afinal, se é de pequenino que se torce o pepino, que tolice supor que agora é que ela iria mudar...

10 de out de 2008

os pensadores, abril cultural

a título de subsídio para uma futura abordagem do problema d'os pensadores da nova cultural (2004-2005), segue abaixo a relação dos volumes da coleção os pensadores, abril cultural (1972-73, com sucessivas reedições):

VOL 01 - PRÉ-SOCRÁTICOS
TALES DE MILETO, ANAXIMANDRO DE MILETO, ANAXÍMENES DE MILETO, PARMÊNIDES DE ELÉIA, ZENÃO DE ELÉIA, MELISSO DE SAMOS, EMPEDÓCLES DE AGRIGENTO, FILOLAU DE CROTONA, ARQUITAS DE TARENTO, ANAXÁGORAS DE CLAZÔMENA, DEMÓCRITO DE ABDERA, LEUCIPO DE MILETO, PITÁGORAS DE SAMOS, XENÓFANES DE COLOFÃO, HERÁCLITO DE ÉFESO

VOL 02 - SÓCRATES
PLATÃO: DEFESA DE SÓCRATES/ XENOFONTE:DITOS E FEITOS MEMORÁVEIS DE SÓCRATES, APOLOGIA DE SÓCRATES/ ARISTÓFANES: AS NUVENS

VOL 03 - PLATÃO
DIÁLOGOS: O BANQUETE, FÉDON, SOFISTA, POLÍTICO

VOL 04- ARISTÓTELES
TÓPICOS, DOS ARGUMENTOS SOFÍSTICOS, METAFÍSICA, ÉTICA A NICÔMACO, POÉTICA

VOL 05 - EPICURO, LUCRÉCIO, CÍCERO, SÊNECA, M.AURÉLIO
DA NATUREZA, DA REPÚBLICA, CONSOLAÇÃO A MINHA MÃE HÉLVIA, DA TRANQUILIDADE DA ALMA, MEDÉIA, MEDITAÇÕES

VOL 06- S. AGOSTINHO
CONFISSÕES, DE MAGISTRO (DO MESTRE)

VOL 07- STO ABELARDO, STO ANSELMO
MONÓLOGO, PROSLÓGIO, A VERDADE, O GRAMÁTICO, LÓGICA PARA PRINCIPIANTES, HISTÓRIA DAS MINHAS CALAMIDADES

VOL 08 - DANTE ALIGHIERI, JOHN D. SCOT, WILLIAM OCKHAM
VIDA NOVA, MONARQUIA, ESCRITOS FILÓSOFICOS DE SCOT, SELEÇÃO OBRAS W. OCKHAM

VOL 08 -TOMÁS DE AQUINO
O ENTE E A ESSÊNCIA, QUESTÕES SOBRE A VERDADE, COMPÊNDIO DE TEOLOGIA, SÚMULA CONTRA OS GENTIOS, SÚMULA..

VOL 09- MAQUIAVEL
O PRÍNCIPE, ESCRITOS POLÍTICOS

VOL 10 - ERASMO DE ROTTERDAM, THOMAS MORE
ELOGIO DA LOUCURA, A UTOPIA

VOL 11 - MONTAIGNE
ENSAIOS

VOL 12 - BRUNO, GALILEI, CAMPANELLA
SOBRE O INFINITO, O UNIVERSO E OS MUNDOS, O ENSAIADOR, A CIDADE DO SOL

VOL 13 - BACON
NOVUM ORGANUM OU VERDADEIRAS INDICAÇÕES ACERCA DA INTERPRETAÇÃO DA NATUREZA, NOVA ATLÂNTIDA

VOL 14 - HOBBES
LEVIATÃ OU MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL

VOL 15- DESCARTES
DISCURSO DO MÉTODO, MEDITAÇÕES, OBJEÇÕES E RESPOSTAS, AS PAIXÕES DA ALMA, CARTAS

VOL 16 -PASCAL
PENSAMENTOS

VOL 17 - ESPINOSA
PENSAMENTOS METAFÍSICOS, TRATADO DA CORREÇÃO DO INTELECTO, ÉTICA, TRATADO POLÍTICO, CORRESPONDÊNCIA

VOL 18 - LOCKE
CARTA ACERCA DA TOLERÂNCIA

VOL 19 - NEWTON, LEIBNIZ
PRINCÍPIOS MATEMÁTICOS, O PESO E O EQUILIBRIO DOS FLUIDOS, A MONADOLOGIA, DISCURSO DE METAFÍSICA E OUTR

VOL 20 - VICO
PRINCÍPIO DE (UMA) CIÊNCIA NOVA (ACERCA DA NATUREZA COMUM DAS NAÇÕES)

VOL 21 - MONTESQUIEU
DO ESPÍRITO DAS LEIS

VOL 22- BERKELEY, HUME
TRATADO SOBRE OS PRINCÍPIOS DO CONHECIMENTO HUMANO, TRÊS DIÁLOGOS ENTRE HILAS E FILONOUS EM OPOSIÇÃO, INVESTIGAÇÃO SOBRE O ENTENDIMENTO HUMANO, ENSAIOS MORAIS, POLÍTICOS E LITERÁRIOS

VOL 23 - VOLTAIRE, DIDEROT
SUPLEMENTO À VIAGEM DE BOUGAINVILLE, PARADOXO SOBRE O COMEDIANTE, DOS AUTORES E DOS CRÍTICOS, SOBRINHO DE RAMEAU, DIÁLOGO D'ALEMBERT E DIDEROT, SONHO DE D'ALEMBERT, CONTINUAÇÃO DO DIÁLOGO, CARTAS INGLESAS, TRATADO DE METAFÍSICA, DICIONÁRIO FILOSÓFICO, O FILÓSOFO IGNORANTE

VOL 24 - JEAN-JACQUES ROUSSEAU
CONTRATO SOCIAL, ENSAIO SOBRE A ORIGEM DAS LÍNGUAS, DISCURSO SOBRE AS CIÊNCIAS E AS ARTES

VOL 25 - KANT
CRÍTICA DA RAZÃO PURA, PROLEGÔMENOS, FUNDAMENTAÇÃO DA METAFÍSICA DOS COSTUMES, ANALÍTICA DO BELO

VOL 26 - FICHTE, SCHELLING
PRINCÍPIO E PROGRAMA DA DOUTRINA-DA-CIÊNCIA, COMUNICADO CLARO COMO O SOL AO GRANDE PÚBLICO..., CARTAS FILOSÓFICAS SOBRE O DOGMATISMO E O CRITICISMO, ORGANISMO E MECANISMO, BRUNO OU DO PRINCÍPIO ...

VOL 27 - CONDILLAC, HELVÉTIUS, DEGERANDO
TRATADO DOS SISTEMAS, RESUMO TRATADO DAS SENSAÇÕES, LÓGICA, A LÍNGUA DOS CÁLCULOS, DOS SIGNOS E DA ARTE

VOL 28 - ADAM SMITH, DAVID RICARDO
INVESTIGAÇÃO SOBRE A NATUREZA E AS CAUSA DA RIQUEZA DAS NAÇÕES, PRINCÍPIOS DE ECONOMIA POLÍTICA

VOL 29 - JEFFERSON, PAINE, FEDERALISTAS, TOCQUEVILLE
ESCRITOS POLÍTICOS, SENSO COMUM, O FEDERALISTA, A DEMOCRACIA NA AMÉRICA, O ANTIGO REGIME E A REVOLUÇÃO

VOL 30 - HEGEL
A FENOMENOLOGIA DO ESPÍRITO, ESTÉTICA: A IDÉIA E O IDEAL, BELO ARTÍSTICO E O IDEAL, INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DA FILOSOFIA

VOL 31 - SCHOPENHAUER, KIERKEGAARD
MUNDO COMO VONTADE E REPRESENTAÇÃO, PARERGA E PARALIPOMENA, DIÁRIO DE UM SEDUTOR, TEMOR E TREMOR [e O DESESPERO HUMANO (DOENÇA ATÉ A MORTE), avisa alan mello nos comentários]

VOL 32 - NIETZSCHE
AURORA, GAIA CIÊNCIA, ZARATUSTRA, ALÉM DO BEM E DO MAL, GENEALOGIA DA MORAL, CREPÚSCULO DOS ÍDOLOS, ECCE HOMO

VOL 33 - COMTE
FILOSOFIA POSITIVA, DISCURSO SOBRE O ESPIRITO POSITIVO, CATECISMO POSITIVISTA

VOL 33 - DURKHEIM
REGRAS DO MÉTODO SOCIOLÓGICO, DIVISÃO TRABALHO SOCIAL, O SUICÍDIO, FORMAS ELEMENTARES DA VIDA RELIGIOSA

VOL 34 - BENTHAM, STUART MILL
UMA INTRODUÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA MORAL E LEGISLAÇÃO, SISTEMA DE LÓGICA DEDUTIVA E INDUTIVA

VOL 35 - KARL MARX
MANUSCRITOS ECONÔMICO-FILOSÓFICOS, TESES CONTRA FEUERBACH, SALÁRIO PREÇO E LUCRO, 18 BRUMÁRIO DE LUÍS BONAPARTE

VOL 36 - CHARLES PEIRCE, GOTTLOB FREGE
ESCRITOS COLIGIDOS, SOBRE A JUSTIFICAÇÃO CIENTÍFICA DE UMA CONCEITOGRAFIA, FUNDAMENTOS DA ARITMÉTICA

VOL 37 - MAX WEBER
ENSAIOS DE SOCIOLOGIA, ÉTICA PROTESTANTE, HISTÓRIA GERAL DA ECONOMIA, PARLAMENTARISMO E GOVERNO

VOL 38 - HENRI BERGSON,GASTON BACHELARD
CARTAS, CONFERÊNCIAS E OUTROS ESCRITOS - A FILOSOFIA DO NÃO, O NOVO ESPÍRITO CIENTÍFICO, A POÉTICA....

VOL 39 - FREUD, PAVLOV
CINCO LIÇÕES DE PSICANÁLISE, HISTÓRIA MOVIMENTO PSICANALÍTICO, ESBOÇO DE PSICANÁLISE - TEXTOS ESCOLHIDOS

VOL 40 - JAMES, DEWEY, VEBLEN
EXPERIÊNCIA E NATUREZA, LÓGICA, ARTE COMO EXPERIÊNCIA, ALEMANHA IMPERIAL, TEORIA DA CLASSE OCIOSA, PRAGMATISMO, SIGNIFICADO DA VERDADE, PRINCÍPIOS DE PSICOLOGIA, ENSAIOS E EMPIRISMO RADICAL

VOL 41 - HUSSERL, MERLEAU-PONTY
INVESTIGAÇÕES LÓGICAS, TEXTOS: POLÍTICOS, ESTÉTICOS, SOBRE LINGUAGEM, ESTRUTURA

VOL 42 - B. RUSSEL, GEORGE E. MOORE
LÓGICA E CONHECIMENTO, ENSAIOS FILOSÓFICOS, ANÁLISE MATÉRIA, POR QUE NÃO SOU CRISTÃO, PRINCÍPIOS ÉTICOS

VOL 43 - MALINOWSKI
ARGONAUTAS DO PACÍFICO OCIDENTAL

VOL 44 - SCHLICK, CARNAP, POPPER
CASUALIDADE NA FÍSICA ATUAL, POSITIVISMO E REALISMO, FUNDAMENTO DO CONHECIMENTO, SENTIDO E VERIFICAÇÃO, EMPIRISMO, SEMÂNTICA E ONTOLOGIA, SIGNIFICADO E SINONÍMIA NAS LINGUAGENS NATURAIS, PSEUDOPROBLEMAS NA FILOSOFIA, TESTABILIDADE E SIGNIFICADO, CARÁTER METODOLÓGICO, LÓGICA, TRÊS CONCEPÇÕES

VOL 45 - SARTRE, HEIDEGGER
EXISTENCIALISMO É UM HUMANISMO, A IMAGINAÇÃO, QUESTÃO DE MÉTODO, A FILOSOFIA, METAFÍSICA, FIM DA FILOSOFIA, ESSÊNCIA DO FUNDAMENTO, HUMANISMO, IDENTIDADE E DIFERENÇA, PRINCÍPIO DE IDENTIDADE, HEGEL E OS GREGOS, TEMPO E SER, FENOMENOLOGIA, CONSTITUIÇÃO ONTO-TEOLÓGICA DA METAFÍSICA, DETERMINAÇÃO DO SER DO ENTE SEGUNDOLEIBNIZ, TESE DE KANT

VOL 46 - WITTGENSTEIN
INVESTIGAÇÕES FILOSÓFICAS

VOL 47 - KEYNES, KALECKI, SRAFFA, J. ROBINSON

VOL 48 - BENJAMIN, HORKHEIMER, ADORNO, HABERMAS
AS PALAVRAS, QUESTÃO DA ORIGEM, FONOLOGIA EM RELAÇÃO COM A FONÉTICA, RETROSPECTO, O FETICHISMO NA MÚSICA E REGRESSÃO DA AUDIÇÃO, LÍRICA E SOCIEDADE, CONCEITO DE ILUMINISMO, TEORIA TRADICIONAL E CRÍTICA, FILOSOFIA E TEORIA CRÍTICA, CONTROVÉRSIA SOBRE O POSITIVISMO, TEORIA ANALÍTICA DA CIÊNCIA E DIALÉTICA, CONHECIMENTO E INTERESSE, A OBRA DE ARTE NA ÉPOCA DA REPRODUTIBILIDADE TÉCNICA, TEMAS EM BAUDELAIRE, NARRADOR, SURREALISMO

VOL 49 - SAUSSURE, JAKOBSON, HJELMSLEV, CHOMSKY
AS PALAVRAS, QUESTÃO DA ORIGEM, FONOLOGIA EM RELAÇÃO COM A FONÉTICA, RETROSPECTO, OXÍMOROS DIALÉTICOS DE FERNANDO PESSOA, CARTA A HAROLDO DE CAMPOS, ESTRATIFICAÇÃO DA LINGUAGEM, PROLEGÔMENOS A UMA TEORIA DA LINGUAGEM, ASPECTOS DA TEORIA DA SINTAXE

VOL 50 - LÉVI-STRAUSS
NOÇÃO DE ESTRUTURA EM ETNOLOGIA, RAÇA E HISTÓRIA, O TOTEMISMO HOJE

VOL 51 - SKINNER, PIAGET
CONTINGÊNCIAS DO REFORÇO, EPISTEMOLOGIA GENÉTICA, SABEDORIA E ILUSÕES DA FILOSOFIA, PSICOLOGIA GENÉTICA

VOL 52 - RYLE, AUSTIN, QUINE, STRAWSON
RELATIVIDADE ONTOLÓGICA E OUTROS ENSAIOS, DE UM PONTO DE VISTA LÓGICO, ESCRITOS LÓGICO-LINGÜÍSTICOS, EXPRESSÕES SISTEMATICAMENTE ENGANADORAS E OUTROS ENSAIOS, OUTRAS MENTES

traduções a cargo de:
VOL. I :1ª ED., AGO/1973-376 PÁG. TRAD. DE JOSÉ CAVALCANTE DE SOUZA E OUTROS
VOL II : 1ª ED. DEZ/72- 230 PÁG. TRAD. JAIME BRUNA,LÍBERO DE ANDRADE,GILDA M.STARZYNSKI
VOL III: 1ª ED NOV/72-269 PÁG. TRAD.J.CAVALCANTE, JORGE PALEIKAT,JOÃO C. COSTA
VOL IV: 1ª ED. JAN/73- 533 PÁG. TRAD.LEONEL VALLANDRO, GERD, BORNHEIM, VICENZO COCCO, EUDORO DE SOUZA
VOL V: 1ª ED. JUN/73- 329 PÁG. TRAD.AGOSTINHO DA SILVA, GIULIO D. LEONI,JAIME BRUNA,
VOL VI: 1ª ED. FEV/73- 356 PÁG. TRAD. ANGELO RICCI
VOL VII: 1ª ED. MAI/73- 278 PÁG. TRAD.ANGELO RICCI, RUY A. C. NUNES
VOL VIII: 1ª ED. JUN/73- 411 PÁG. LUIZ J. BARAÚNA,CARLOS DO SOVERAL,CARLOS A. NASCIMENTO, RAIMUNDO VIER, CARLOS L. DE MATTOS
VOL IX: 1ª ED. JAN/ 73- 247 PÁG. TRAD. NÃO CONSTA
VOL. X: 1ª ED. DEZ/72- 314 PÁG. TRAD. PAULO M. OLIVEIRA, LUÍS DE ANDRADE
VOL XI:1ª ED. NOV/72- 504 PÁG. TRAD. SÉRGIO MILLIET
VOL XII: 1ª ED. MAI/73- 291 PÁG. TRAD. HELDA BARRACO,NESTOR DEOLA,ARISTIDES LOBO,
VOL XIII: 1ª ED. JUL/73- 278 PÁG. TRAD. JOSÉ ALUYSIO REIS DE ANDRADE
VOL XIV: 1ª ED. MAR/74- 424 PÁG. TRAD. JOÃO P. MONTEIRO, MARIA B. N. SILVA
VOL XV: 1ª ED. FEV/73- 338 PÁG. TRAD.J.GUINSBURG E BENTO PRADO JÚNIOR
VOL XVI: 1ª ED. MAR/73- 281 PÁG.TRAD.SÉRGIO MILLIET
VOL XVII: 1ª ED.AGO/73- 402 PÁG. TRAD.MARILENA CHAUÍ
VOL XVIII: 1ª ED.NOV/73- 354 PÁG. TRAD. ANOAR AIEX
VOL XIX: 1ª ED. JAN/74- 471 PÁG. TRAD. CARLOS L. MATTOS,PABLO R. MARICONDA,MARILENA CHAUÍ
VOL XX: 1ª ED. OUT/1974- 188 PÁG. TRAD.ANTONIO LÁZARO DE ALMEIDA PRADO
VOL XXI:1ª ED. MAR/73- 571 PÁG.
VOL XXII: 1ª ED. ABR/73- 330 PÁG. TRAD. ANTONIO SÉRGIO,LEONEL VALLANDRO
VOL XXIII: 1ª ED.ABR/73- 496 PÁG. TRAD. MARILENA CHAUÍ,J.GUINSBURG,BRUNO DA PONTE,JOÃO L. ALVES
VOL XIV:1ª ED.MAR/73- 440 PÁG.TRAD. LOURDES S. MACHADO
VOL XXV: 1ª ED. ABR/74-397 PÁG. TRAD. TANIA M. BERNKOPF,RUBENS TORRES Fº,PAULO QUINTELA, VALÉRIO ROHDEN
VOL XXVI: 1ª ED. SET/73- 344 PÁG. TRAD.RUBENS R. TORRES FILHO
VOL XXVII: 1ª ED. NOV/73- 441 PÁG.TRAD. LUIZ R. MONZANI,FRANKLIN L.SILVA,VICTOR KNOLL, MARY A. L. DE BARROS,ARMANDO M. OLIVEIRA,SCARLETT MARTON,HÉLIO L. BARROS,NELSON AGUILAR,CARLOS R. MOURA
VOL XXVIII: 1ª ED. JAN/74- 350 PÁG. TRAD.CONCEIÇÃO J.M.CARMO CARY, EDUARDO L.NOGUEIRA, RODOLFO KUNTZ
VOL XXIX: 1ª NOV/73- 373 PÁG.- TRAD.LEÔNIDAS G. DE CARVALHO,FRANCISCO C.WEFFORT, J.A.G.ALBUQUERQUE
VOL XXX: 1ª ED. SET/74- 402 PÁG.- TRAD. HENRIQUE C. L. VAZ,ORLANDO VITORINO
VOL XXXI: 1ª ED. JUL/74- 426 PÁG.- TRAD. WOLFGANG L. MAAR,ADOLFO C. MONTEIRO,MARIA J. MARINHO,CARLOS GRIFO
VOL XXXII: 1ª ED OUT/74- 436 PÁG.- TRAD. RUBENS R.TORRES FILHO
VOL XXXIII: OUT/73- 550 PÁG.- TRAD, JOSÉ A.GIANNOTTI, MIGUEL LEMOS,MARGARIDA ESTEVES, LUZ CARY, J.VASCONCELOS ESTEVES,CARLOS A. R. MOURA
VOL XXXIV: 1ª ED. MAI/74- 321 PÁG.- TRAD.LUIZ B. BARAÚNA,JOÃO M. COELHO,PABLO MARICONDA
VOL XXXV: 1ª ED. JUL/74- 414 PÁG.-SELEÇÃO JOSÉ GIANNOTTI- TRAD.JOSÉ CARLOS BRUNI ELIAS CHAVES,EDGAR MALAGODI,JOSÉ A. GIANNOTTI, WALTER REHFELD,LEANDRO KONDER
VOL XXXVI: 1ª ED. AGO/74- 291 PÁG.- SELEÇÃO E TRADUÇÃO ARMANDO MORA D OLIVEIRA SERGIO POMERANGBLUM,LUÍS HENRIQUE DOS SANTOS
VOL XXXVII:1ª MAI/74- 270 PÁG.- SELEÇÃO/TRAD. MAURÍCIO TRAGTENBERG,WALTENSIR DUTRA, CALÓGERAS PAJUABA,M.IRENE SZMRECSÁNYI, TAMÁS SZMRECSÁNYI
VOL XXXVIII: 1ª ED.FEV/74-514 PÁG.- TRAD.FRANKLIN L. SILVA,JOAQUIM M.RAMOS,REMBERTO F. KUHNEN,ANTONIO C. LEAL, LÍDIA V. SANTOS LEAL
VOL XXXIX: 1ª ED.NOV/74- 307 PÁG.- SELEÇÃO JAYME SALOMÃO E RACHEL MORENO,TRAD. DURVAL MARCONDES,J.BARBOSA CORREATHEMIRA O.BRITO, PAULO H. BRITO,JOSÉ O.AGUIAR ABREU,HUGOLINO A. UFLAKER, ELENA O.M. ANDREOLI
VOL XL: 1ª ED. FEV/74-458 PÁG.-TRAD. PABLO R. MARICONDA,MURILO O.R.PAES LEME,BOLÍVAR LAMOUNIER,OLÍVIA KRÄHENBÜHL
VOL XLI: 1ª ED. FEV/75-456 PÁG.- SELEÇÃO E TRADUÇÃO ZELJKO LOPARIÉ, ANDRÉA M.A.C.LOPARIÉ, MARILENA CHAUÍ BERLINCK, NELSON A. AGUILAR, PEDRO DE S. MORAES, GERARDO D. BARRETO
VOL XLII: 1ª ED. SET/74- 418 PÁG.- SELEÇÃO HUGH LACEY,TRAD. PABLO R.MARICONDA,LUIZ J. BARAÚNA
VOL XLIII: 1ª ED.JUN/76- 436 PÁG.-PREFÁCIO SIR.JAMES GEORGE FRAZER, TRAD. ANTON P. CARR, LÍGIA A. C. MENDONÇA, EUNICE R. DURHAM
VOL XLIV: 1ª ED. JAN/75- 416 PÁG.- SELEÇÃOE TRADUÇÃO PABLO R. MARICONDA, TRAD. LUIZ J. BARAÚNA
VOL XLV: 1ª ED. SET/73-502 PÁG.- TRAD. VERGÍLIO FERREIRA, LUIZ R.S.FORTES,BENTO PRADO JÚNIOR,ERNILDO STEIN
VOL XLVIII: 1ª ED.AGO/75- 333 PÁG.-TRAD. JOSÉ LINO GRÜNNEWALD,EDSON A. CABRAL,JOSÉ B. OLIVEIRA DAMIÃO, ERWIN THEODOR ROSENTAL,ZELJKO LOPARIÉ,EDGAR A.MALAGODI,RONALDO P.CUNHA,LUIZ J. BARAÚNA,WOLFGANG L. MAAR,MAURÍCIO TRAGTENBERG
VOL XLIX: 1ª ED. JUL/75- 292 PÁG. - TRAD.CARLOS VOGT,J.MATTOSO CÂMARA JR., HAROLDO DE CAMPOS,FRANCISCO ACHCAR, JOSÉ T.COELHO NETO, ARMANDO MORA D OLIVEIRA
VOL L: 1ª ED. MAR/76- 188 PÁG.- TRAD. CHAIM SAMUEL KATZ, EGINARDO PIRES, JÚLIO C. MELLATTI,MALCOM BRUCE CORRIE
VOL LI: 1ª ED. JAN/75- 427 PÁG.- SELEÇÃO E TRAD.RACHEL MORENO, CELIA E.A.DI PIERO,ZILDA ABUJAMRA DAEIR,NATHANAEL C.CAIXEIRO
VOL LII: 1ª ED. DEZ/75- 352 PÁG.- SELEÇÃO OSWALDO PORCHAT A.P. DA SILVA, TRAD.: BALTHAZAR BARBOSA,LUIS HENRIQUE DOS SANTOS,MARCELO G.S.LIMA,JOÃO P. MONTEIRO, ANDRÉA M.A.C.LOPARIÉ
TODOS OS VOLUMES CONTÊM, BIBLIOGRAFIA, NOTAS DE RODAPÉ, ÍNDICE

informações extraídas do site da livraria traça

30 de set de 2008

o globo: "muito em comum"

com a gentil autorização do jornal o globo, transcrevo a matéria publicada em 19/04/2008 no caderno prosa & verso, de autoria de miguel conde.

Muito em comum
Tradutores brasileiros denunciam plágios em série e organizam movimento de protesto
Miguel Conde

O que leva uma editora a plagiar traduções que ela mesma já havia publicado, substituindo em seus livros o nome de tradutores famosos pelo de pessoas desconhecidas, que além de não servirem como chamariz para os leitores em alguns casos parecem nem mesmo existir? É difícil de entender, mas é o que fez repetidas vezes nos últimos anos a editora paulista Nova Cultural.

De 1995 a 2002, a empresa publicou 22 títulos que, na opinião de especialistas, são plágios de traduções que integravam o catálogo da Abril Cultural, do qual a Nova Cultural é herdeira. Em 2002, eles foram reunidos na popular coleção Obras Primas, impressos em tiragens iniciais de 60 mil exemplares, bem acima da média nacional, e vendidos em bancas de jornal.

A primeira denúncia de plágio num livro da coleção (“Cyrano de Bergerac”, de Edmond Rostand) foi feita em 2002 por Ivo Barroso. No ano passado, surgiram novos casos: o tradutor Saulo von Randow Júnior afirmou que a tradução de “Ivanhoé”, de Walter Scott, era plagiada, e o jornal “Folha de S. Paulo” denunciou as traduções dos “Contos”, de Voltaire, e de “Madame Bovary”, de Gustave Flaubert. Mas uma série de cotejos feitos nos últimos meses por Denise Bottmann — tradutora de clássicos como “Comunidades imaginadas” (Companhia das Letras), de Benedict Anderson e “Piero de La Francesca” (Cosacnaify), de Roberto Longhi — e um grupo de profissionais da área indica que a extensão das fraudes é muito maior, a ponto de fazer deste o maior caso conhecido de plágios de traduções na indústria editorial brasileira. Ela chama a troca de créditos de “escárnio”:

— A Nova Cultural está tripudiando uma herança construída pelo esforço de toda uma geração, está adulterando a história do país. É um grande escárnio, uma grande fraude.

Divulgando a história no blog http://assinado-tradutores.blogspot.com/, Denise organizou um abaixo-assinado em repúdio a plágios e pela valorização do ofício de tradutor no Brasil, que já recebeu adesão de mais de 300 profissionais, entre eles Lia Wyler, Ivo Barroso, Jorio Dauster, Paulo Franchetti e Geraldo Holanda Cavalcanti.

Procurada em fevereiro, a Nova Cultural disse que a apuração do episódio seria concluída em um mês. Na quinta-feira, num fax assinado pelo assessor da diretoria Shozi Ikeda, a editora afirmou: “Em setembro de 2007, um Editor da Nova Cultural ao consultar algumas das obras da coleção Obras Primas, notou diferenças na coleção feita em 2002 contra a obra publicada em 1978. Quando colocado o problema para a Diretoria, esta, de imediato, instruiu que fosse feita uma averiguação minuciosa”.

A Nova Cultural afirmou que está tratando o problema com os detentores de direitos das traduções (nos anos 1970, a Abril Cultural fez acordos para publicar traduções lançadas originalmente por outras empresas), e que “determinou a retirada de circulação e venda” de todas obras sobre as quais houvesse suspeita. A editora disse ainda que a equipe responsável pela coleção Obras Primas não trabalha mais lá, e por isso “não existe forma de determinar quais as falhas” que provocaram os problemas.

Continua nas páginas 2 e 3

Caderno: Prosa & Verso

OBRAS SOB SUSPEITA
“A DIVINA COMÉDIA”, Dante: Tradução de Fábio Alberti seria de Hernâni Donato.
“CRIME E CASTIGO”, Dostoiévski: Trad. sem crédito seria de Natália Nunes.
“CYRANO DE BERGERAC”, Edmond Rostand: Trad. de F. Alberti seria de Porto Carreiro.
“O VERMELHO E O NEGRO”, Stendhal: Trad. de Mª da Silva seria de Luiz Costa Lima.
“MADAME BOVARY”, Flaubert: Trad. de Enrico Corvisieri seria de Araújo Nabuco.
“ANA KARÊNINA”, de Tolstói: Trad. de Mirtes Coscodai seria de João Gaspar Simões.
“O LEOPARDO”, de Lampedusa: Trad. de Leonardo Codignoto seria de Rui Cabeçadas.
“FAUSTO” E “WERTHER”, Goethe: Trads. de Alberto Maximiliano seriam de Silvio Meira e Galeão Coutinho.
“CONTOS”, Voltaire: Trad. de Roberto Domenico Proença seria de Mário Quintana.
“O MORRO DOS VENTOS UIVANTES”, Emily Brontë: Trad. de Silvana Laplace seria de Oscar Mendes.
“O FALECIDO MATTIA PASCAL” E “SEIS PERSONAGENS À PROCURA DE UM AUTOR”, Pirandello: Trads. de Fernando Corrêa Fonseca seriam de Mário da Silva, Brutus Pedreira e Elvira Ricci.
“TOM JONES”, Fielding: Trad. de Jorge Pádua Conceição seria de Octavio Cajado.
“NANÁ”, Zola: Trad. de Roberto Valeriano seria de Eugênio Vieira.
“O RETRADO DE DORIAN GRAY”, Wilde: Trad. de E. Corvisieri seria de Oscar Mendes.
“A MULHER DE 30ANOS”, Balzac: Trad. de Gisele Soares seria de José Maria Machado.
“OS TRÊS MOSQUETEIROS”, Dumas: Trad. de M. Coscodai seria de Octavio Cajado.
“LORD JIM”, Conrad: Trad. de Carmen Lomonaco seria de Mário Quintana.
“UMA VIDA”, Maupassant: Trad. de Roberto Proença seria de Ascendino Leite.
“SUAVE É A NOITE”, Scott Fitzgerald: Trad. de E. Corvisieri seria de Lígia Junqueira.
“IVANHOÉ”, Walter Scott: Trad. de Roberto Whitaker seria de Brenno Silveira.


Livros têm páginas idênticas e mesmos erros

Para especialistas, fraude é única explicação possível; nomes de supostos tradutores podem ter sido inventados
A coordenadora editorial da coleção Obras Primas era Janice Florido, hoje na Ediouro. Ela diz que não se lembra quem era o encarregado de negociar os direitos de tradução. O editor da coleção, Eliel Silveira Cunha, hoje na Miro Editorial, diz que nunca lidou com isso, nem sabia quem era o responsável. A outra editora, Fernanda Cardoso, não foi localizada pelo GLOBO.

No entanto, e apesar do que sugere a resposta da Nova Cultural, as trocas nos créditos das traduções são anteriores à coleção, afirma Denise Bottmann. Começaram a acontecer em 1995, sete anos antes de ela ser lançada. Na época, a Abril Cultural já tinha deixado de existir e os livros eram editados pela Nova Cultural, parte do grupo CLC, controlado por Richard Civita (ele e seu irmão, Roberto, dividiram a herança editorial deixada pelo pai dos dois, Victor).

Os primeiros títulos afetados, apontam as comparações, foram “Suave é a noite”, de F. Scott Fitzgerald; “A mulher de trinta anos”, de Balzac; “O retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde; “Ana Karênina”, de Tolstói; e “Os irmãos Karamazóvi”, de Dostoiévski. Como nas outras trocas de crédito, nomes de intelectuais importantes foram substituídos pelos de pessoas desconhecidas: Lígia Junqueira por Enrico Corvisieri; José Maria Machado pelo mesmo Enrico Corvisieri, depois substituído em 2002 por Gisele Donat Soares; Oscar Mendes por Maria Cristina F. da Silva; João Gaspar Simões por Mirtes Ugeda Coscodai; Natália Nunes e Oscar Mendes por (mais uma vez) Enrico Corvisieri.

Pequenas alterações em alguns trechos
Em alguns casos, como em “O retrato de Dorian Gray”, até os erros das traduções anteriores são reproduzidos. “Suit of armor”, ou “um jogo completo de armadura”, foi traduzido por Oscar Mendes por “coleção de armaduras”. Em outro exemplo, “exquisite life” vira “vida estranha”, quando o correto seria bela, maravilhosa, refinada. Ambos equívocos, entre outros, são repetidos na tradução atribuída a Maria Cristina F. da Silva.

— O que foi feito é uma apropriação indébita, é quase o equivalente a roubar uma sepultura. O mais chocante é que não foi uma coisa ocasional, era uma política editorial — diz Jorio Dauster, tradutor de Vladimir Nabokov e J.D. Salinger, entre outros.

Os cotejos mostram páginas e páginas com textos idênticos, às vezes com troca de algumas palavras por sinônimos, como é o caso do trecho de “A mulher de trinta anos”, de Balzac, reproduzido na primeira página deste caderno. A possibilidade de que tradutores diferentes cheguem a soluções idênticas com tanta freqüência é descartada por profissionais da área como Ivo Barroso:

— São casos incontestáveis, com repetições extensas demais para serem coincidências. Na poesia isso é especialmente claro, porque há questões como a escolha do adjetivo, da colocação do verbo, do ritmo, da sinonímia, que já tornam difícil que dois tradutores traduzam dois versos seguidos da mesma forma. Quando você encontra então 160 versos iguais, não tem como não ter certeza. O que fizeram é insuportável: apagaram os nomes de tradutores com uma história, uma identidade tradutória, para botar no lugar os de uns quaisquer.

Pessoas desconhecidas no meio literário, Enrico Corvisieri, Leonardo Codignoto, Vera M. Renoldi, Fábio M. Alberti e outros supostos autores das traduções da Nova Cultural são elogiados em páginas da internet pela qualidade do seu trabalho. Quem quiser transmitir os cumprimentos diretamente a eles, porém, terá dificuldades. Buscas na internet mostram apenas referências às traduções, e os nomes não constam da lista telefônica.

Ainda mais intrigante é a identidade por trás de Calvin Carruthers, creditado como tradutor de “A metamorfose”, de Franz Kafka. Calvin Carruthers é o nome de um personagem representado por Vic Tayback no filme “Horror, blood and lace”. O último filme em que Tayback atuou foi “Horseplayer”, de Kurt Voss, no qual ele representou um personagem chamado Gregor Samsa — nome do protagonista de “A metamorfose”. Não há nenhum cotejo, porém, que indique se essa tradução é um plágio, ou se Carruthers foi apenas um pseudônimo escolhido por um tradutor real.

Nos últimos anos, a editora Martin Claret também foi alvo de denúncias de plágio. Seu catálogo, composto principalmente por obras em domínio público, atribui a Pietro Nassetti traduções de Marx, Descartes, Rousseau, Nietzsche, Weber, Shakespeare, Kafka, Platão, Maupassant, Doistoiévski, Goethe, Baudelaire, Sun-Tzu, Aristóteles, Durkheim, Schopenhauer, Ovídio, Maquiavel, Eurípides, Esopo e Voltaire, entre outros. A Objetiva está negociando a compra de parte da editora.

NOS TEXTOS, A ABERTURA DO BRASIL PARA O MUNDO

Heloisa Gonçalves Barbosa

As primeiras traduções efetuadas no Brasil, como se poderia esperar, foram de textos religiosos vertidos pelos jesuítas, do português ou do latim, para a língua mais falada na época pelos índios na costa do Brasil, o tupi, ou sua versão adaptada pelos padres, a língua geral. Com a proibição do uso desse idioma pelo Marquês de Pombal em 1759, a expulsão dos jesuítas e a imposição do uso do português como língua de instrução no Brasil, declina e cessa a produção textual em língua geral.

Mas, devido à proibição de qualquer manufatura, ou seja, da existência e operação de qualquer maquinário no Brasil colônia, nada era produzido aqui, inclusive o papel e, conseqüentemente, o livro. Existiram, porém, traduções “piratas”, feitas por intelectuais brasileiros, muitas vezes reproduzidas manualmente, que circulavam às escondidas, como ocorreu com os textos que influenciaram a Inconfidência Mineira. Houve, no século XVIII, um projeto de tradução e publicação de obras científicas e técnicas, bem como foram traduzidos, em iniciativas isoladas, tratados religiosos, morais e filosóficos, assim como algumas biografias.

É com a chegada da família real ao Brasil em 1808 e a fundação da Imprensa Régia que verdadeiramente se inicia a produção de traduções das grandes obras literárias no Brasil. Como é consenso entre pesquisadores e historiadores na área de tradução, as nações em formação traduzem e traduzem muito. Essas traduções importam gêneros inexistentes na literatura que os recebe, de preencher lacunas. À infante literatura brasileira faltava praticamente tudo. E foi por meio das traduções que se realizou sua aproximação com a cultura ocidental.

No entanto, num primeiro momento, as traduções publicadas pela Imprensa Régia não tinham como objeto ainda as grandes obras literárias, mas visavam preencher lacunas mais básicas, ou seja, fundamentar os conhecimentos técnicos necessários para construir o país em formação. Desta forma, os primeiros livros impressos foram traduções de textos de matemática e engenharia que viriam a auxiliar nesse propósito. A primeira obra literária traduzida e publicada pela companhia foi o “Essay on Criticism” (Ensaio sobre a crítica) do pensador e poeta inglês Alexander Pope.

No século XIX, porém, o custo do papel, no Brasil, era elevadíssimo, o que fazia com que os editores brasileiros precisassem importar e mesmo contrabandear esse insumo. Uma conseqüência dessa situação, pouco conhecida dos brasileiros, é que a maioria dos autores nacionais do período, entre eles Machado de Assis e José de Alencar, teve seus livros impressos primeiro em Portugal, Inglaterra ou França, depois enviados ao Brasil. O mesmo ocorria com as traduções de obras literárias, que eram produzidas em Paris para serem despachadas para o Brasil.

Essas traduções eram, na maioria, o que se convencionou chamar “traduções indiretas”: não eram feitas a partir do texto no idioma original, mas de uma versão para um idioma mais conhecido no Brasil, principalmente o francês, ou mesmo cotejando-se várias traduções para as línguas latinas, mais acessíveis para nós. É o caso das traduções do alemão, por exemplo, “A metamorfose”, de Kafka, ou de vários autores russos, como Dostoiévski, Tolstói, Gogol.

Foi somente após a Primeira Guerra que casas editoriais foram inauguradas em grande número no Brasil. Na década de 1930, Getúlio Vargas incentivou essas empresas, o que as fez quase dobrar em quantidade. Na era pós-Vargas, porém, esse tipo de empreendimento entra em declínio novamente. Grandes editoras sobreviveram, no entanto, podendo-se nomear, por exemplo, a Editora Globo, a José Olympio e a Companhia Editora Nacional, fundada por Monteiro Lobato. Em seguida, associações com o capital estrangeiro possibilitaram a abertura e a sobrevivência de muitas outras empresas do ramo livreiro no Brasil.

Essas casas preocuparam-se em trazer para o leitor brasileiro desde as grandes obras da literatura universal, ou detentores do prêmio Nobel, até histórias de detetives e romances de aventura. Para realizar as traduções, foram contratados intelectuais e autores de peso, dentre eles Carlos Drummond de Andrade, Rachel de Queiroz, Monteiro Lobato, Mário Quintana, Sérgio Milliet e Clarice Lispector.

A partir da segunda metade do século XX, após a Segunda Guerra Mundial, porém, a principal influência cultural no Brasil, que era francesa, passa a ser americana e o fenômeno observado é a intensa tradução do best-seller americano, ao lado dos livros de auto-ajuda e das biografias dos famosos. A própria coleção de obras-primas da literatura, da Nova Cultural, mostra um peso maior dos textos traduzidos do inglês. Compõem boa parte da coleção traduções feitas ainda no período em que eram escritores e críticos literários os convidados a produzir traduções, algumas delas excelentes, feitas, muitas vezes, a custa de enormes esforços pessoais. A importância desse tipo de empreendimento, para um país como o nosso, às margens da cultura ocidental é, naturalmente, o de reunir e trazer ao público brasileiro esse acervo cultural da humanidade.

Para cumprir essa missão, uma vez vencida a questão material, do custo do papel, as empresas do ramo livreiro no Brasil ainda precisam vencer outros problemas nacionais que dificultam o acesso da população ao livro. O principal deles é a distribuição: como fazer o livro chegar ao público e chegar a ele com preços acessíveis? Em um país onde há cidades com várias farmácias, mas sem nenhuma livraria, o livro precisa ser levado ao leitor pelo supermercado, pelo jornaleiro. E em edições mais baratas, em formatos semelhantes ao livro de bolso americano. É essa necessidade que favorece a reedição de velhas traduções de textos antigos, já no domínio público: o fato de ser desnecessário o pagamento de direitos autorais barateia o produto.

Hoje, porém, busca-se uma aproximação maior do original. Há uma profissionalização do tradutor, em escolas de formação em nível de graduação e pós-graduação, bem como há intensa pesquisa na área no país. Isso permite que sejam feitas “re-traduções” das obras canônicas, aquelas que freqüentam as listas de livros que todos devem ler, responsáveis pela formação do gosto literário no mundo ocidental, agora diretamente do texto original completo, as traduções chamadas “diretas”. Um exemplo importante são as traduções dos grandes romances russos, cujos re-tradutores são literatos, acadêmicos e pesquisadores tais como Paulo Bezerra e Boris Schneiderman.

Atualmente, como bem se sabe, 80% do que é publicado no Brasil são traduções. Apesar disso, é difícil ter uma exata dimensão da verdadeira contribuição da tradução para a literatura brasileira. Desde o século XIX, tão avassaladora é a invasão de textos traduzidos que o próprio Machado de Assis se preocupava com a influência dos romances-folhetim franceses, tal como “Os três mosqueteiros” (1844), de Alexandre Dumas, pai, e “A dama das camélias” (1848), de Alexandre Dumas Filho, cuja influência se faz sentir, por exemplo, nos romances “Lucíola” e “Senhora”, de José de Alencar.

Vários teóricos da tradução acreditam que a evolução da literatura mundial se deve à tradução e que, logicamente, não pode haver literatura comparada sem traduções — e sem tradutores, cujos nomes devem ser mencionados na obra publicada por força de lei, a Lei dos Direitos Autorais.

HELOISA GONÇALVES BARBOSA é tradutora e Ph.D. em teoria da tradução pela Universidade de Warwick, Inglaterra; professora da Faculdade de Letras da UFRJ e ex-presidente do Sindicato Nacional dos Tradutores (SINTRA)

Em blogs e e-mails, a classe em pé de guerra

Tradutores reagem a plágios, cobram menção de créditos, e em alguns casos querem receber direitos autorais
Notícias de plágios de tradução na Nova Cultural e na editora Martin Claret fizeram com que os tradutores iniciassem uma campanha de valorização da profissão. Bem à moda dos tempos atuais, é uma militância que tem sido exercida por meio de blogs e e-mails. Além de fazerem cotejos de traduções em páginas da internet, eles organizaram um abaixo-assinado com mais de 300 adesões e têm enviado mensagens a suplementos culturais reclamando sempre que uma reportagem ou artigo deixa de mencionar o nome do tradutor de um livro. O movimento se articula em torno do blog http://assinado-tradutores.blogspot.com/.

Nos momentos de maior arroubo das conversas virtuais, há quem sugira que a inclusão do nome do tradutor nas capas dos livros deveria ser obrigatória. Outros defendem que o tradutor, como o autor, tenha uma participação nas vendas do livro. Até agora, porém, a luta não saiu do plano virtual. A tradutora Denise Bottmann, uma das organizadoras desse movimento, diz que falta dinheiro para levar a causa aos tribunais.

— Estamos esperando que algum escritório de advocacia se interesse e encampe essa luta contra os plágios — diz ela, sem endossar as reivindicações mais extremas. — Essa é nossa luta principal. Como ação correlata, temos uma série de pessoas enviando mensagens à imprensa e a editoras universitárias pedindo que em toda menção a um livro traduzido seja incluído o nome do tradutor.

Editor elogia iniciativa, mas vê exageros

Paulo Franchetti, que foi tradutor e hoje dirige a editora da Unicamp, diz que a campanha contra os plágios é uma questão de justiça intelectual, mas afirma que no bojo da discussão têm ocorrido exageros.
— Surgiu uma campanha pelo destaque absoluto do nome do tradutor, o que também não é o caso. O que tem que ter é a garantia de um registro explícito, como também devem ter o capista, o autor do projeto gráfico, os revisores. Um livro é uma produção coletiva — diz.

O crítico Luiz Costa Lima, cuja tradução de “O vermelho e o negro”, de Stendhal, está entre as que teriam sido plagiadas pela Nova Cultural, diz que a mobilização dos tradutores foi o resultado mais importante do caso até agora.
— O que me parece importante não é simplesmente o caso em si, mas a situação extremamente precária da tradução neste país — afirma.

Um tradutor ocasional, que se dedica ao ofício movido pelo interesse por obras específicas, Costa Lima reclama da remuneração recebida pelos tradutores brasileiros.
— Num país em que encontrar um bom leitor da própria língua, o português, já não é fácil, a tradução assume uma importância fundamental. Apesar disso, ela continua sendo entre nós uma atividade extremamente mal paga. Se nós temos traduções de qualidade, não é porque as editoras paguem bem, mas porque há tradutores que se interessam especialmente por determinados livros — diz.

O Sindicato Nacional de Tradutores (Sintra) estabelece um piso de R$24 por lauda traduzida, mas a própria diretora da entidade, Elyzabeth Thompson, admite que muitas editoras pagam menos do que isso. Embora poucas empresas respeitem a tabela, o pagamento pode aumentar em função da reputação do tradutor, da dificuldade do trabalho, ou da língua de origem da obra.

Um dos principais especialistas em tradução financeira no Brasil, Danilo Nogueira acredita que o resultado da baixa remuneração é que os melhores profissionais acabam desistindo de traduzir livros.
— Eu não traduzo livros porque não dá dinheiro, é muito difícil viver do que pagam as editoras. As pessoas que trabalham com livro são jornalistas, escritores, professores que traduzem nas horas vagas. O Antonio Houaiss traduziu o “Ulisses” de Joyce recebendo um salário mínimo por mês. É um esporte, não é uma profissão. Em outras áreas da tradução, por contraste, as pessoas são muito bem pagas. A diferença chega a dez para um — afirma.

Para Modesto Carone, situação tem melhorado

O pagamento de direitos autorais a tradutores é defendido por alguns profissionais como uma forma de aumentar a remuneração e, em conseqüência, garantir que os trabalhos possam ser feitos com mais tempo (e, espera-se, qualidade). Sergio Flaksman, tradutor de Truman Capote e George Orwell, entre outros, diz que as editoras têm se mostrado mais receptivas a esse tipo de acordo:
— A baixa remuneração faz com que a média da tradução no Brasil hoje não seja satisfatória. Isso obriga as editoras a investir muito em controle de qualidade, às vezes com até três revisões da tradução. Seria não apenas melhor, mas também mais justo, que o tradutor recebesse uma parcela de direitos autorais. Afinal, é um trabalho que em boa medida é de criação, e que deveria ser contemplado de acordo.

O presidente do Sindicado Nacional dos Editores de Livros (Snel), Paulo Rocco, discorda das críticas dos tradutores, e questiona a idéia de pagamento de direitos autorais.
— Hoje temos traduções muito boas no Brasil, uma situação muito melhor do que a de décadas atrás. Os tradutores estão sendo mais valorizados. Agora, o pagamento de percentual sobre as vendas do livro é injusto. Às vezes o tradutor tem um trabalhão com um livro enorme que não vende nada, e às vezes um outro faz um livro fácil, pequeno, que vende à beça.

Apesar da discordância quanto aos direitos autorais, Flaksman concorda que os editores têm valorizado o trabalho de tradução, o que para ele se percebe no aumento do número de traduções feitas diretamente da língua de origem. Modesto Carone, maior tradutor de Kafka no Brasil, também acha que a situação tem melhorado:
— Há uma consciência maior da importância de um bom trabalho. Antes, nem se tomava conhecimento de quem tinha feito a tradução. Esse não é mais o caso.


UMBERTO ECO E A TAREFA DE INTERPRETAR CONTEXTOS

Autor analisa as dificuldades da tradução

Quase a mesma coisa, de Umberto Eco. Tradução de Eliana Aguiar. Revisão técnica de Raffaella de Fillipis Quental. Editora Record, 458 pgs. R$50

Daniel Estill

O tradutor Danilo Nogueira, especializado na área financeira, costuma dizer que “traduzir é fácil, difícil é traduzir direito”. Partindo de pressuposto semelhante, Umberto Eco, no primeiro capítulo de seu “Quase a mesma coisa”, amplo livro sobre as dificuldades da tradução, fala sobre essa suposta facilidade ao analisar as traduções feitas pelo Altavista. Ele submete o sistema automático de tradução gratuito disponível pela internet a uma tarefa cruel: a tradução do trecho inicial do Gênesis, retirado da versão inglesa da Bíblia de King James.

Eco tortura a máquina de traduzir obrigando-a a passar o trecho do inglês para o espanhol e para o alemão, e depois de volta ao inglês. Os resultados são todos altamente discutíveis, mas o fato é que o programa traduz e um leitor minimamente informado reconhecerá aquilo como o Gênesis.

O exercício, no entanto, não pretende humilhar a máquina ou seus criadores, mas sim exemplificar uma noção corrente, e simplória, de que traduzir significa apenas encontrar o vocábulo equivalente a uma palavra de um determinado idioma em outro. Mas como sabe qualquer estudante das centenas de cursos de tradução que vêm proliferando pelo mundo nas últimas décadas, um tradutor profissional não traduz palavras, mas textos. E ao falarmos em textos, sejam eles de que área for, literários, financeiros, médicos, não há como escapar do conceito maior em que estão inseridos, ou seja, seus contextos. Para um tradutor, o contexto é tudo, mas para uma máquina ele praticamente inexiste.

O livro de Eco analisa os mais variados aspectos da tradução em profundidade. Apesar de sua limitada experiência como tradutor de fato, restrita a “dois livros de grande empenho”, “Exercices de style”, de Queneau, e “Sylvie”, de Gérard de Nerval, o autor argumenta que, ao longo de sua vasta experiência editorial, revisou muitas traduções alheias, além de participar ativamente do processo de tradução de suas obras, em estreita colaboração com os tradutores.

Isso, segundo ele, permite-lhe falar com conhecimento de causa sobre questões-chave da tradução, como a noção de fidelidade ao original ou sobre o seu grande achado: o tradutor como negociador. Uma negociação que implica considerar a situação em que o original foi produzido e sua finalidade, e como manter seu efeito no idioma de destino.

Nessas negociações, há que se considerar aspectos formais (ritmo, registro, vocabulário), época e situação histórica em que o texto foi produzido, os leitores do original e os leitores da tradução. Situações intraduzíveis, que Eco considera como “perdas irremediáveis”, podem ser compensadas em momentos posteriores, graças a um exercício de criatividade do tradutor, adicionando um toque de humor, um trocadilho, a um trecho em que isso não existia.

O livro ajuda a compreender a tradução como um dos fenômenos mais antigos, complexos e essenciais da história da Humanidade. E que hoje ganha cada vez mais visibilidade e importância pelo crescimento e diversificação dos meios de comunicação e interação entre os povos. Para finalizar, vale mencionar a segurança do texto em português da tradutora Eliana Aguiar e da revisora técnica, Raffaella de Fillippis Quental. Principalmente pela pesquisa de traduções em português não incluídas pelo autor, que utiliza exemplos em inglês, alemão, espanhol e italiano, predominantemente. Na ausência de traduções disponíveis, a própria tradutora encarregou-se da tarefa. Um ato de correção e respeito editorial.

DANIEL ESTILL é tradutor, jornalista e mestre em teoria literária pela USP

© 2001 Todos os direitos reservados à Agência O Globo

nova cultural: "os pensadores"

constato que a editora nova cultural retirou de seu catálogo e venda online alguns títulos da coleção "os pensadores".

pessoalmente, acho pouco provável que a razão para tal providência tenha sido um súbito fim do estoque das edições. aqui fica um pouco longo explicar por que acho pouco provável, mas, se alguém se interessar, basta perguntar. sinto-me mais propensa a achar que essa iniciativa talvez se deva aos mesmos motivos que levaram a ed. nova cultural a retirar os livros da coleção "obras-primas" sobre os quais pairavam algumas suspeitas.

a história é longa; eu havia começado algumas pesquisas a respeito da coleção "os pensadores", mas por falta de tempo ainda não tinha chegado a nenhum cotejo mais conclusivo. em todo caso, apenas a título de informação, as obras que inicialmente despertaram minha curiosidade na coleção "os pensadores" tinham seus créditos de tradução atribuídos a enrico corvisieri e a mirtes ugeda coscodai.

talvez caiba lembrar:
1. enrico corvisieri é o nome ao qual foram atribuídas várias traduções de obras publicadas pela nova cultural, objetos de exaustivos cotejos com traduções consagradas anteriores, de autoria de outros tradutores, a saber:
- suave é a noite (1ª. ed. 1995, retomada na coleção obras-primas)
- a mulher de 30 anos (1ª. ed. 1995, retomada na coleção obras-primas atribuída a gisela donat soares)
- retrato de dorian gray (2003, atribuída antes, em 1995, a maria cristina figueiredo da silva, que também assina a tradução de o vermelho e o negro nas obras-primas)
- irmãos karamázovi (1ª. ed. 1996), fazendo até constar que seria uma suposta tradução do original russo (na verdade seguindo fielmente os passos da tradução de natália nunes e oscar mendes, por interposição do inglês)
- madame bovary (2002) (sublicenciada para a l&pm entre 2003 e 2008, ao que parece sem que esta fosse devidamente alertada sobre a alteração dos créditos de tradução)

na coleção "os pensadores", na edição da nova cultural (não confundir com abril cultural) sob a direção editorial de janice florido, enrico corvisieri responde pelas traduções de:
a. platão:
- apologia de sócrates
- eutífron
- críton
- fédon
- a república (que já fora recolhida antes, passando a ser editada pelo selo best-seller e mais tarde pela editora sapienza)

b. descartes:
- 0 discurso do método- meditações sobre a filosofia primeira
- as paixões da alma

2. mirtes ugeda é a pessoa que assina as traduções publicadas pela nova cultural, também cotejadas e aqui apontadas pela excessiva semelhança com traduções consagradas anteriores, da autoria de outros tradutores:
- ana karênina
- os três mosqueteiros

na coleção "os pensadores" da nova cultural sob a direção editorial de janice florido, mirtes ugeda coscodai responde pelas traduções de:
- apologia de sócrates (xenofonte)
- ditos e feitos memoráveis de sócrates (xenofonte)

naturalmente, a ed. nova cultural há de ter tido suas razões para retirar esses títulos de "os pensadores".

de minha parte, noto apenas que os créditos de tradução de alguns dos livros retirados do catálogo de "os pensadores" coincidem com alguns nomes que constavam na coleção "obras-primas", e que também foram retirados de catálogo.

em todo caso, é uma vergonha que a nova cultural mantenha a publicidade visual de títulos da coleção "obras-primas", com tantos títulos plagiados: http://www.obrasprimas.com.br/

11 de set de 2008

uma biografia

"A mãe de René morreu de tuberculose poucos dias após o nascimento dele. Disseram a seu pai, os médicos, que René também estava destinado a uma sepultura precoce, porque ele herdara a pálida compleição e a tosse de sua mãe. O pai, funcionário público em Poitiers, entregou-o à guarda de uma ama que o afastava dos jogos e e brinquedos das outras crianças da aldeia. Como resultado desse excesso de mimos, cresceu ele com um espírito 'feminino' - dedicado, introspectivo, distante. [...]

Entretanto, após o seu momentâneo sofrimento recolheu-se de novo à cidadela de seus pensamentos. Comprou uma bela propriedade agrícola pouco distante de Leyden e apenas a 'duas horinhas' do mar. Aí, servido por 'uma quantidade suficiente de criados bem escolhidos', sentava-se em seu escritório octogonal, olhando para um velho jardim pitoresco e sonhando os seus sonhos de cética ortodoxia. Era uma guapa figurinha de filósofo"

tal é a biografia de rené descartes, in henry thomas e dana lee thomas, vidas de grandes filósofos, trad. otávio mendes cajado, ed. globo, pp. 83-89.

e tal é a biografia de rené descartes, meticulosamente copiada sem qualquer fonte ou crédito de autor, in rené descartes, discurso do método, "trad." pietro nassetti, martin claret, pp. 11-18.

atualização em 16/2/12 - obs.: estes são apenas alguns exemplos a título ilustrativo, extraídos de um extenso cotejo feito entre as traduções, com outras traduções e com o original. veja aqui.


7 de mai de 2008

who's who

perguntam-me por vezes: "mas quem é enrico corvisieri? quem são essas pessoas que assinam cópias de traduções? elas existem ou são inventadas?" - e eu digo: "não sei... quem deveria responder é a nova cultural!" em todo caso, hoje publico um who's who básico, a partir de referências dadas na internet.

abaixo estão os nomes apresentados pela nova cultural como tradutores de obras publicadas na coleção "imortais da literatura universal" e na coleção "obras-primas". aqui já mostrei que são ou versões muitíssimo semelhantes ou reproduções idênticas de traduções antigas, de autoria de outras pessoas. os títulos cotejados estão destacados em vermelho. os demais constam na internet como trabalhos atribuídos a essas pessoas, mas não foram objeto de exame meu.

1. nomes cuja única referência na internet se refere à própria obra de plágio:
- silvana laplace:
emily brontë, o morro dos ventos uivantes

- leonardo codignoto:
tommaso di lampedusa, o leopardo

- gisele donat soares:
honoré de balzac, a mulher de trinta anos

- roberto valeriano:
émile zola, naná

- alberto maximiliano:
goethe, fausto
goethe, werther

- roberto nunes whitaker:
walter scott, ivanhoé

- jorge pádua conceição:
henry fielding, tom jones

- roberto domenico proença:
voltaire, contos
guy de maupassant, uma vida

- carmen lia lomonaco:
joseph conrad, lord jim

- fernando corrêa fonseca:
luigi pirandello, o falecido mattia pascal
luigi pirandello, seis personagens à procura de um autor

2. nomes com poucas referências na internet, mas tb ligados a outras obras ou atividades editoriais:
- maria cristina figueiredo da silva:
oscar wilde, o retrato de dorian gray (1996, depois substituída em 2002 por enrico corvisieri) stendhal, o vermelho e o negro
- outras traduções:
john westwood, como preparar um plano de marketing, 1997, ed. clio;
john fletcher, como conduzir entrevistas eficazes, 1997, ed. clio;
robert kline, ancestrais, 1990, ed. nova cultural;
don pendleton, caçada impiedosa, 1988, ed. nova cultural

- fábio m. alberti:
edmond rostand, cyrano de bergerac
dante alighieri, a divina comédia
- outras atividades:
revisor: educação ambiental: princípios e práticas, ed. gaia; traduzindo o economês, bestseller; o retrato de dorian gray, 2003, nova cultural; os anjos existem, loyola;
preparador: aprenda a perdoar e tenha uma vida feliz, ediouro; como o mundo virou gay, ediouro; antes de tudo, ediouro; serial killer: louco ou cruel, ediouro;
tradutor: formação inicial na vida religiosa, loyola

3. nomes com diversas menções na internet, sobretudo com atividade relacionada à nova cultural e à bestseller (esta tb pertencente na época à c.l.c. s/a, proprietária da nova cultural, tendo sido vendida à record em 2004):
- enrico corvisieri:
scott fitzgerald, suave é a noite
honoré de balzac, a mulher de 30 anos (1995, substituído em 2003 por gisele donat soares)
oscar wilde, o retrato de dorian gray (2002)
fiodor dostoievski, irmãos karamázovi (1995)
gustave flaubert, madame bovary (2002)
- outras traduções:
platão, a república, coleção pensadores, 1997, nova cultural; 2002, bestseller; 2005, sapienza platão, apologia de sócrates, coleção pensadores, 1999, nova cultural;
platão, eutífron, coleção pensadores, nova cultural;
platão, críton, coleção pensadores, nova cultural;
platão, fédon, coleção pensadores, nova cultural;
descartes, discurso do método, coleção pensadores, 1999, nova cultural
descartes, meditações sobre a filosofia primeira, coleção pensadores, 1999, nova cultural;
descartes, as paixões da alma, coleção pensadores, 1999, nova cultural;

francesco santoianni, todos os ratos do mundo, 1993, bestseller;
salwa salem e laura maritano, cabelos ao vento, 1993, bestseller;
sveva casati modignani, o corsário e a rosa, 1996, bestseller
jane austen, orgulho e preconceito, bestseller, 1997; bestseller/record, 2004, 2006

- mirtes ugeda coscodai:
leon tolstoi, ana karênina
alexandre dumas, os três mosqueteiros
- outras traduções:
xenofonte, apologia de sócrates, coleção pensadores, 1999, nova cultural;
xenofonte, ditos e feitos memoráveis de sócrates, coleção pensadores, 1999, nova cultural;
- outras atividades:
revisora de bernadette siqueira abrão (org.), história da filosofia, pensadores, 1999, nova cultural,
autora, com bernadette siqueira abrão, de dicionário de mitologia, 2000, bestseller
organizadora, com bernadette siqueira abrão, de história da filosofia, 2002, bestseller
autora, com baby abrão, de história da filosofia, 2005, ed. sapienza
autora, com walter sagardoy, de adivinhar com cartas, nova cultural
autora, com walter sagardoy, de alimentação do bebê, nova cultural
autora, com walter sagardoy, de boa forma pós-parto
autora, com walter sagardoy, de guia do bebê