28 de dez de 2016

aliás, falando sobre utopia...

... saiu uma entrevista minha na revista pessoa, disponível aqui.


22 de dez de 2016

a utopia no brasil

já comentei duas fraudes em traduções de [a] utopia de thomas more [ou morus] no brasil.

uma delas saiu pela editora rideel, em nome de heloísa da graça buratti, sendo cópia ligeiramente adulterada da tradução de luís de andrade. veja aqui e aqui. vale notar que, na sequência, a editora retirou a obra de circulação e de seu catálogo.

a outra saiu pela editora martin claret em nome de pietro nassetti, sendo cópia da tradução portuguesa de maria isabel gonçalves tomás. veja-se o artigo de ana cláudia romano ribeiro, as traduções brasileiras de a utopia, de tomás morusaqui 

quanto às traduções legítimas, temos a primeira em 1937, pela athena editora, com tradução de luís de andrade a partir do texto em francês, vertido do neolatim por victor stouvenel, 1842). teve inúmeras reedições ao longo das décadas, em várias editoras. já comentei em outro lugar que não me surpreenderia se "luís de andrade" fosse pseudônimo.



apenas em 1980 teremos nova tradução, agora feita por anah de melo franco [ana guilhermina pereira de melo franco], com apresentação de seu marido afonso arinos de melo franco, lançada pela editora da unb, em sua coleção clássicos ipri. também foi vertida do francês, na tradução de paul grunebaum-ballin a partir do neolatim (1935). a tradução de anah de melo franco foi reeditada pela unb em 2004, acrescida de um prefácio de joão almino. encontra-se disponível para download aqui.

em 1993, a martins fontes publica a tradução de jefferson luiz camargo e marcelo brandão cipolla, na edição cambridge de logan e adams. foi revista e ampliada em sua terceira edição, em 2009.

em 1997, sai pela l&pm a tradução de paulo neves. ainda não localizei a edição utilizada, mas com toda probabilidade a língua de partida foi o francês.

em 2016, a vozes publica a tradução de leandro dorval cardoso, a única, até onde sei, feita a partir do original em neolatim, na edição bilíngue cambridge de logan, adams e miller.

há ainda o caso da editora escala, que em 1995, em sua coleção grandes obras do pensamento universal, v. 9, lança uma tradução atribuída a ciro mioranza - vide o artigo já citado de ana cláudia r. ribeiro, apontando semelhanças com a tradução de luís de andrade.


19 de dez de 2016

sade no brasil

um levantamento interessante, muito meticuloso, das traduções do marquês de sade no brasil, feito por rodrigo d'ávila braga silva, disponível aqui.

ao que tudo indica, o primeiro sade publicado em livro no brasil saiu em 1961, pela difel, em tradução de augusto de souza (pergunto-me se será o mesmo augusto de souza responsável pelo primeiro hermann hesse entre nós, o lobo da estepe, em 1935), com introdução de jamil almansur haddad e orelhas de lívio xavier.