6 de jun de 2016

guilherme de almeida tradutor


Guilherme de Almeida, além de extensa obra própria, traduziu textos de diversos autores ao longo da vida. Segue-se o apanhado, a partir de várias fontes.

Tradução de poesia e prosa:
  • Eu e você, de Paul Géraldy. Cia. Editora Nacional, 1932
  • O Gitanjali, de Rabindranath Tagore, 1932. Reed. José Olympio, Coleção Rubaiyát, 1943
  • Poetas de França, vários autores. Cia. Editora Nacional, 1936. Reed. Babel, 2011
  • Suíte brasileira, de Luc Durtain. Departamento Municipal de Cultura, 1936
  • O jardineiro, de Rabindranath Tagore. José Olympio, 1939. Reed. José Olympio, Coleção Rubaiyát, 1943
  • O amor de Bilitis (Algumas canções), de Pierre Louÿs. José Olympio, Coleção Rubaiyát, 1943
  • Paralelamente a Paul Verlaine. Livraria Martins, 1944. Reed. como A voz do botequim e outros poemas. Hedra, 2010
  • Flores das "Flores do Mal", de Charles Baudelaire. José Olympio, Coleção Rubaiyát (extra), 1944. Reed. Ed. 34, 2010
  • Palavras do Buddha, de Pierre Salet. José Olympio, Coleção Rubaiyát, 1948
  • Jornal de um amante, de Simon Tygel. Civilização Brasileira, 1961
  • A fugitiva, de Rabindranath Tagore. Paulus, 1962
  • Os frutos do tempo, de Simon Tygel. Cupolo, 1964
  • Arcanum, de Niles Bond. Livraria Martins, 1965
  • Festival, de Simon Tygel. Cia. Editora Nacional, 1965
  • História de uma escada, de Antonio Buero Vallejo, Vozes, 1965







A edição de Flores das "Flores do Mal" é ilustrada com vários carvões de Quirino, que podem ser vistos aqui, na segunda parte da postagem.


Tradução de obras infantis, todas pela editora Melhoramentos:
  • João Pestana, de Hans Christian Andersen. 1941
  • João Felpudo, de Heinrich Hoffmann. 1942
  • O Pinocchio, de Walt Disney. 1943
  • O camundongo e outras historietas ("O camundongo", "O caipira e seu bezerro", "Pedro malvado", "O ninho de urubu", além de "A pulga - uma história sem palavras", composta apenas de ilustrações e título), de Wilhelm Busch. 1943
  • Corococó e Caracacá ("O sapo e dois patinhos", "O camponês e o moleiro", "Corococó e Caracacá", "O lambe-lambe"), de Wilhelm Busch. 1943
  • O fantasma lambão e outras histórias ("O fantasma lambão", "O dente furado", "O primo Chico e o burro", "Os dois ladrões"), de Wilhelm Busch. 1943
  • A mosca e outras historietas ("A mosca", "O grande virtuose", "A pitada de rapé", "O furta-linguiça"), de Wilhelm Busch, 1946
  • Uma oração de criança, de Rachel Field. 1946
  • A cartola ("Estória gelada", "O beberrão", "A cartola"), de Wilhelm Busch, 1949
  • Jóca, de Ruth E. Newton, Coleção Horas Felizes 3, s/d (anos 40)*
*Agradeço a Angelo Giardini; ver aqui.


 























 





Pela editora Leia, saiu em 1946 uma bela edição de As aventuras de Pinocchio, de Carlo Collodi, com 100 ilustrações a cores pelo pintor Takaoka, com "tradução revista por Guilherme de Almeida":




Por fim, existe uma menção à sua tradução de A formiguinha viajeira, de Constancio C. Vigil, s.d., mas a única referência adicional que localizei foi a notícia de uma apresentação de teatro de sombras num festival infantil, promovido pela Sociedade Pestalozzi do Brasil, em 1951.

Há um excelente artigo de Simone Homem de Mello, "A tradução da poesia ilustrada de Wilhelm Busch no Brasil", com vários dados e também comentários sobre o uso de Guilherme de Almeida da redondilha maior para o Knittelvers de Busch. Disponível aqui.


Tradução de peças de teatro, nem todas publicadas em livro:
  • Lembranças de Berta, de Tennesse Williams (dir. Ziembinski, 1950)
  • A importância de ser Prudente, de Oscar Wilde (dir. Luciano Salce, 1950). Civilização Brasileira, 1960
  • Entre quatro paredes, de Sartre (dir. Adolfo Celi, 1950). Edição do Autor, 1950*
  • A Antígona de Sófocles, de Sófocles, primeira parte da chamada As duas Antígonas (dir. Adolfo Celi, 1952). Alarico, 1952. Reed. A Antígone, Coleção Diálogo da Ribalta,, 10, Vozes, 1965; Antígona, L&PM, 1999; in Três tragédias gregas. Perspectiva, 2007.
  • Eurydice, de Jean Anouilh (dir. Gianni Ratto, 1956)
  • Na Festa de São Lourenço, do padre José de Anchieta (as partes em tupi e castelhano; dir. Alfredo Mesquita, 1960). Comissão do IV Centenário de São Paulo, 1954
  • Orfeu, de Jean Cocteau (não sei a data nem se foi encenada)
  • História de uma escada, de Antonio B. Vallejo (idem)
* Essa sua tradução foi objeto de plágio recente em nome de "Roberto de Almeida", pela editora Deriva. Veja aqui





Registre-se ainda a curiosidade de que foi Guilherme de Almeida quem concebeu o brasão e a bandeira do Distrito Federal, a convite de JK. A bandeira foi posteriormente substituída por outra, durante o governo militar. 








Veja também "Guilherme de Almeida - tradição e invenção", no Templo Cultural Delfos, aqui.

2 comentários:

  1. Oi, Denise, somente agora vi o seu post sobre traduções de Guilherme de Almeida. Parabéns pelo levantamento! Acrescento aqui uma outra obra infantil que foi traduzida por ele: http://marginalia.com.br/2016/06/17/joca-ruth-e-newton-traducao-de-guilherme-de-almeida-horas-felizes-n-3-melhoramentos/

    Abraços.

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  2. fenomenal, angelo - suas contribuições são sempre fabulosas! mais uma vez, superobrigada.

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