18 de jun de 2015

louisa may alcott no brasil II

Preface

  “Go then, my little Book, and show to all
That entertain, and bid thee welcome shall,
What thou dost keep close shut up in thy breast;
And wish what thou dost show them may be blest
To them for good, may make them choose to be
Pilgrims better, by far, than thee or me.
Tell them of Mercy; she is one
Who early hath her pilgrimage begun.
Yea, let young damsels learn of her to prize
The world which is to come, and so be wise;
For little tripping maids may follow God
Along the ways which saintly feet have trod.”

Adapted from JOHN BUNYAN


prosseguindo nosso levantamento das obras de louisa may alcott traduzidas no brasil (veja o início aqui), eis as traduções de little women de que dispomos:
  • a primeira, como já dissemos aqui, é a de eduardo carvalho, pela nacional, em 1934
  • segue-se em 1953 a tradução de nair lacerda pela saraiva, volume 64 da coleção saraiva, com o título as quatro irmãs. essa tradução será reeditada em 1973 pelo círculo do livro, com o título mais conhecido de mulherzinhas.

  • em 1960, a paulinas inicia a publicação de alcott em sua coleção primavera, e será a editora com o maior número de títulos da autora: cinco livros ao todo. o primeiro a sair é, naturalmente, mulherzinhas. consta nos créditos que é uma "renarração" de josé alvisana. não sei o que significa; não uma condensação, pois tem quase 300 páginas.
josé alvisana, 1960

  • em 1968, temos a única edição que reúne no mesmo volume little women e good wives como as duas partes compondo little women como um todo. a tradução é de sônia coutinho, pela edições de ouro, com posteriores reedições na ediouro, em sua coleção clássicos de bolso.
sônia coutinho, 1968 (capa, 1995)

  • em 1998, temos a tradução de marcos bagno, publicada numa edição interessante da melhoramentos (coleção obras-primas universais), fartamente enriquecida com ilustrações nas margens, com dados históricos, fotos, imagens de época, e respectivos comentários e legendas. esse aparato complementar, traduzido por maria alice de sampaio doria, segue a edição da gallimard francesa (1994).
marcos bagno, 1998

  • também em 1998, a ática lança em sua coleção eu leio, de paradidáticos, a tradução de cláudia moraes:
cláudia moraes, 1998

  • em 2003, na coleção obras-primas, a nova cultural lança a tradução de vera maria marques martins:
vera m. marques martins, 2003

  • em 2005, temos a edição espúria lançada pela martin claret, já comentada no post anterior.

num balanço até o momento, teríamos então sete diferentes traduções de little women no brasil - sem contar a fraude claretiana e sem incluir adaptações e condensações. - entre 1934 e 2003. recapitulando, são as de: eduardo carvalho (posteriormente revista por godofredo rangel); nair lacerda; josé palisano; sônia coutinho; marcos bagno; cláudia moraes; vera maria marques martins.

conheço quatro delas: a revista por rangel, a de marcos bagno, a de sônia coutinho e a de vera martins. apenas a de sônia coutinho traz o prefácio acima reproduzido, e que constitui praticamente todo o programa da obra.



3 comentários:

  1. Faltou falar da tradução de Herberto Sales para a Ediouro "As quatro irmãs" ou também na versão "Mulherzinhas" pela editora Abril, do mesmo autor.

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  2. a do herberto sales é uma adaptação bastante condensada, modalidade que não costumo incluir em meus levantamentos. mas obrigada, em todo caso!

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  3. Agredeço por você postar este texto sobre o plágio, estudo o texto de Louisa May Alcott em minha tese e seu texto ajudou. Obrigada!

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