29 de ago de 2014

o "legado" da germinal

hoje recebi os seguintes informes sobre o inquérito policial por estelionato em curso contra a editora germinal por fraudes de tradução (acompanhe o caso aqui):







6 comentários:

  1. Cícero Carvalho11.9.14

    Pois é, Denise ... um laudo desse só se explica, na melhor hipótese, pela ignorância, e na pior, pela má fé. Mas olhando a citação, pode ser que seja a hipótese melhor. O importante é seguir a luta! Abraço, Cícero.

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  2. Anônimo22.9.14

    Olá profa. Denise,
    Sou bibliotecário e tomo a liberdade de entrar em contato com a sra. pois me deparei com um caso curioso de uma suposta tradução da Martin Claret. Fui catalogar em minha biblioteca o livro "A ética protestante e o espírito do capitalismo" de Weber, edição de 2013 da Martin Claret. Na folha de rosto consta como tradutor um tal de "Mário Moraes" e na ficha catalográfica consta o título original em alemão. Até aí tudo bem.
    Fui então procurar a autoridade desse tradutor na Biblioteca Nacional e lá constava um único "Mário de Moraes" nascido em 1925, jornalista. Ou seja, não era o tradutor que procurava. Observei então que na página 301 do livro consta um resumo biográfico do tradutor (nunca tinha visto nos livros da Martin Claret): "Mário Moraes é bacharel em Direito pela Universidade Federal de Alagoas e mestrando em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas. Atualmente pesquisa temas relacionados à democracia, Estado, cidadania e marxismo".
    Não encontrei informações na internet sobre um tradutor com esse nome, então tentei buscar no Currículo Lattes tal nome com essas características acadêmicas. Encontrei o currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4438734E6
    Curiosamente, o nome dele na verdade é Eli Mário Magalhães Moraes Júnior, e em seu lattes não consta a suposta tradução. Mais curioso ainda é um dado que aparece na parte de idiomas: Alemão: Compreende Pouco, Fala Pouco.
    Ora, como alguém que compreende pouco do alemão conseguiria traduzir Weber? A tradução então teria sido do inglês ou outro idioma? Se sim, por que a obra não diz? Já que o título original em alemão na ficha leva a crer que a tradução foi feita do alemão... Ou será mais um rolo das polêmicas traduções da Martin Claret?
    Se a sra. conseguir descobrir algo ficaria muito feliz em ver um post sobre. Obrigado!

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  3. obrigada, cícero, abraço.

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  4. Ricardo23.9.14

    Denise, primeiramente quero te parabenizar pelo excelente trabalho. Foi graças a este blog que passei a me preocupar com a qualidade das traduções dos livros que eu compro. Por conta disso é que te escrevo (não sei se aqui seria o melhor lugar). Gosto muito daquelas capas "clássicas", geralmente na cor grená ou azul marinho. Sei que muitas pessoas têm os livros daquela coleção da Nova Cultural, onde as traduções são copias e algumas mal feitas. Gostaria de saber se tens conhecimento de alguma coleção de livros clássicos que são bem traduzidos. Muito obrigado!

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  5. olá, ricardo, obrigada! olha, as edições da abril cultural eram boas, e a partir de 2010 os clássicos abril são bons também.
    abraço!

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  6. Anônimo13.10.14

    Veja esta tese feita por um professor da Universidade Federal de Santa Catarina. Ele copiou 14% da tese, incluindo de um artigo de uma orientada dele próprio. A universidade não quis queimar seu filme e mandou seu procurador defende-lo na justiça. O ministério público, que não quis trabalhar muito engavetou o processo e afirmou categoricamente que a linha não existe plágio.
    http://chefemodelo.wordpress.com/2014/10/07/uma-tese-exemplar-1-introducao/

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