24 de mai de 2014

o i.p.e.

o instituto progresso editorial (ipe) foi uma efêmera editora que começou em grande estilo em 1947, mas em 1949 pediu falência e encerrou suas atividades. era capitaneado por francisco matarazzo sobrinho, rodolfo crespi e outros grandes empresários ligados à colônia italiana em são paulo. tem-se um bom apanhado do projeto do ipe em são paulo no segundo pós-guerra: imprensa, mercado editorial e o campo da cultura na cidade, artigo de juliana neves disponível aqui.

cita a pesquisadora: "Fausto de Goethe (trad. Jenny Klabin Segall) e uma série de poesia francesa, na língua original, intitulada Collection des poetes maudits, composta, entre outros, pelo livro Les fleurs du mal de Charles Baudelaire, Paul Verlaine e Rimbaud. Do universo de autores internacionais contemporâneos da época, o IPE difundiu muitas obras como, por exemplo, O zero e o infinito de Arthur Koestler (trad. Domingos Mascarenhas); O muro (trad. H. Alcântara Silveira) e A idade da razão (trad. Sergio Milliet) de Jean Paul Sartre; Santuário de William Faulkner (trad. Ligia Junqueira Smith); Os velhos e os moços de Luigi Pirandello (trad. José Geraldo Vieira); Leviatã de Julien Green (trad. Almeida Salles). Trótski. Sociologia e psicanálise, de Roger Bastide".

acrescentem-se Materialismo histórico e economia marxista de Benedetto Croce (trad. Luis Washington); Florestan Fernandes, Organização social dos TupinambáHistória da literatura italiana, das origens até nossos dias de Attilio Momigliano. No ano de 1947 foram editados 36 títulos; em 1948, 35; e em 1949, 27. 



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