16 de mar de 2014

marguerite duras no brasil


em lembrança ao centenário de nascimento de marguerite duras (1914-1996), segue o levantamento de sua produção traduzida e publicada no brasil, num total de 30 livros. entre parênteses consta inicialmente o ano de lançamento da obra na frança; a seguir, o ano de publicação da tradução no brasil.



Livros de Marguerite Duras no Brasil

A doença da morte (1982; 1984) – Taurus, trad. Jorge Bastos, ed. bilíngue
A dor (1985; 1986)– Nova Fronteira, trad. Vera Adami
A vida tranquila (1944; 1989) – Guanabara, trad. Fernando Py
A vida material (1987; 1989) - Globo, trad. Heloísa Jahn
Agatha (1981; 1988) – Record, trad. Sieni Maria Campos
Barragem contra o Pacífico (1950; 2003) – Arx, trad. Eloísa Araújo Ribeiro
Boas falas – conversas sem compromisso (com Xavière Gauthier) (1974; 1988) – Record, trad. Sieni Maria Campos
Cadernos da guerra e outros textos (póstumo, org. Sophie Bogaert e Olivier Corpert, 2006; 2009) – Estação Liberdade, trad. Mário Laranjeira
Chuva de verão (1990; 1990) – Nova Fronteira, trad. Vera Adami
Dez e meia da noite no verão (1960; 1986) – Guanabara, trad. Fernando Py
Dias inteiros nas árvores (1954; 1987) – Guanabara, trad. Tati de Moraes
Emily L. (1987; 1988) – Nova Fronteira, trad. Vera Adami
Escrever (1993; 1994) – Rocco, trad. Rubens Figueiredo
Moderato cantabile (1958; 1985) – José Olympio, trad. Vera Adami
O amante (1984; 1985) – Nova Fronteira, trad. Aulyde Soares Rodrigues
O amante (1984; 2007) – Cosac Naify, trad. Denise Bottmann
O amante da China do Norte (1991; 1992) – Nova Fronteira, trad. Denise Rangé Barreto
O caminhão (cinema, 1977; 1987) – Record, trad. José Sanz
O deslumbramento (1964; 1986) – Nova Fronteira, trad. Ana Maria Falcão
O homem sentado no corredor / A doença da morte (1980, 1982; 2007) – Cosac Naify, trad. Vadim Nikitin
O homem sentado no corredor / O homem atlântico (1980, 1982; 1987) – Record, trad. Sieni Maria Plastino
O marinheiro de Gibraltar (1952; 1987) – Guanabara, trad. Tizziana Giorgini
O verão de 80 (1980; 1986) - Record, trad. Sieni Maria Campos
O vice-cônsul (1965; 1982) – Francisco Alves, trad. Fernando Py
Olhos azuis, cabelos pretos (1986; 1987) – Nova Fronteira, trad. Vera Adami
Os olhos verdes: crônicas publicadas em Cahiers du cinema (1980; 1988) – Globo, trad. Heloisa Jahn
Os pequenos cavalos de Tarquínia (1953; 1986) – Guanabara, trad. Fernando Py
Outside: notas à margem (1981; 1983) – DIFEL, trad. Maria Filomena Duarte
Savannah Bay (teatro, 1982; 1988) – Record, trad. Sieni Maria Campos
Yann Andréa Steiner (1992; 1993) – Nova Fronteira, trad. Maria Ignez Duque Estrada


Nota-se a forte concentração de edições na década de 1980. Embora a primeira tradução publicada no Brasil pareça ter sido O vice-cônsul, em 1982, da lavra de Fernando Py, pela Francisco Alves, o grande boom se deu a partir de 1985, depois de ter Duras ganhado o prêmio Goncourt de 1984 com O amante. É surpreendente a quantidade de publicações entre 1985 e 1989. A partir daí, o ritmo arrefece um pouco, embora até 2009 continuem a surgir novos lançamentos.




As obras que tiveram mais de uma tradução foram A doença da morte (1987, 2007); O amante (1985, 2007); O homem sentado no corredor (1987, 2007).

Os tradutores que comparecem com mais frequência são Sieni Maria Campos (Plastino), com cinco títulos, Vera Adami, também com cinco títulos, e Fernando Py, com quatro títulos.

A lacuna mais sensível é o roteiro de Hiroshima Mon Amour, filme dirigido por Alain Resnais (1959).




A obra de Duras de longe mais conhecida no Brasil, com dezenas e dezenas de edições e reedições no Brasil desde 1985, é L'Amant. Encontra-se uma análise comparada das traduções dessa obra: Uma escrita contemporânea m tradução; Marguerite Duras. L'Amant, dissertação de Margaret Reis Sobral Seabra (USP, 2008), aqui.

Uma listagem completa das obras de Marguerite Duras se encontra aqui.


4 comentários:

  1. Anônimo12.3.16

    mas por que não reeditam a maior parte da obra da Duras (maior mesmo, parece que 95% da Duras no Brasil está em edições dos anos 80)? Algum problema com direitos autorais e/ou da Nova Fronteira? Ou será que acham que ele não venderá? É muito bom ver a Woolf em edições novas, renovadas, variadas...mas parece que só ela tem esse privilégio no Brasil (no hype, quase uma Frida) e é muito difícil encontrar, em edições renovadas, Beauvoir (mesmo com a publicidade do enem), Duras, Sarraute ...

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    1. sim, certamente é uma questão de direitos autorais. virginia woolf entrou em domínio público: daí a possibilidade de ter várias edições e traduções em diversas editoras.

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  2. Anônimo13.5.16

    oi. existe tradução de 'Tropismes' ou de qualquer outra obra de Nathalie Sarraute em português? É esquecida pelas editoras brasileiras/portuguesas? Obrigado.

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  3. creio que de sarraute só temos os frutos de ouro e infância publicados no brasil.

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