19 de ago de 2013

questões tradutórias

ivone benedetti escreve um belo artigo sobre sua "tradução de decameron: tônus e público", disponível aqui.


para um levantamento das traduções do decameron no brasil, ver aqui.

5 comentários:

  1. Anônimo20.8.13

    Denise, novas desculpas por mais um comentário meu fora do assunto, mas, graças ao seu trabalho insano no levantamento do Poe, achei que você poderia me ajudar. Estou trabalhando com alunos Os Crimes da Rua Morgue e, numa googlada distraída, descobri que as notas que o Cortázar escreveu ao conto, quando fez a tradução nos anos cinquenta, são muito boas. Você sabe ou tem notícia da qualidade delas? Será que existe algum acesso on line a elas?
    Mais uma vez, obrigado antecipado,
    Marcio Sattin

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  2. olá, marcio, eu nem sabia que o cortázar tinha traduzido poe! :-)

    bom, encontrei um pdf do volume completo: http://www.ead.df.gob.mx/cultura/circulo_lectura/sesiones/edgar_allan_poe/files/edgar%20allan%20poe%20-%20cuentos%20completos.pdf

    tomara que atenda ao que vc quer, mas não vi nada de especial, apenas uma breve notícula no final do volume....

    abraço,
    denise

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  3. Anônimo20.8.13

    Super obrigado pelo link, Denise. É, não parece ter nada de relevante ali... Sobre o Cortázar e o Poe, olha só que frase boa do Vargas Llosa, citada num paper:

    "Cortázar's translation into Spanish of Poe's major works, including all his short stories, appeared in 1956: Mario Vargas Llosa has affirmed that this translation "figura entre las obras maestras de la literatura contemporánea en lengua española" ("is a masterpiece of contemporary literature in Spanish"), adding that "a Julio Cortázar Edgar Allan Poe ... le ... fue un espejo que le permitió descubrir su propia cara" ("for Julio Cortázar, Edgar Allan Poe was a mirror enabling him to discover his own face" - 2008: 20). Today's vogue for Poe in the Spanish-speaking world is not unrelated to a translation that has often been compared in its influence to Charles Baudelaire's celebrated nineteenth-century rendering of Poe into French."

    Daqui, ó:
    http://yatrarollason.info/files/PoeCortazar.pdf

    E se te interessa uma questiúncula sobre a tradução do Brenno Silveira dos Crimes da Rua Morgue, lá pelas tantas ele inverte o sentido de uma frase do Dupin, quando este explica que não se deve olhar diretamente para uma estrela, sob pena de deixar de vê-la:

    "and it is possible to make even Venus herself vanish from the firmament by a scrutiny too sustained, too concentrated, or too direct."

    No Brenno: "e é impossível fazer-se com que a própria Vênus se desvaneça no firmamento, se a fitarmos de maneira muito demorada, muito concentrada ou muito direta."

    No Oscar: "e é mesmo possível fazer Vênus esvanecer-se no firmamento, com um exame demasiado prolongado, demasiado concentrado, ou demasiado direto."

    Não cotejei as duas o tempo todo, mas toda vez que quis checar algum trecho com o original, a do Oscar saía ganhando...

    Abração, e mais uma vez obrigado,
    Marcio

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  4. Anônimo20.8.13

    Esqueci: outro texto do Llosa sobre o Cortázar, mencionando as traduções do Poe, aqui:

    http://docum.x10.mx/letras/cortazarvargasllosa.htm

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  5. uau, llosa não poupou prodigalidades!

    obg pela "questiúncula": até me admirei, pois brenno era muito meticuloso, muito correto e às vezes até tedioso de tão "fiel" ao original, enquanto oscar mendes vivia cometendo barbaridades (ou apenas assinando por terceiros, seus bagrinhos). bom, se bem que tem bastante o dedo do milton amado mesmo no poe em prosa, por mais que mendes tentasse minimizar o papel dele.

    de todo modo, como dizem, sempre tem vez pra tudo :-)

    obrigada,
    denise

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