2 de ago de 2013

o tardio ingresso de jekyll e hyde

pelo precioso levantamento de ana júlia perrotti-garcia sobre as traduções de dr. jekyll and mr. hyde no brasil, disponível aqui, temos que as primeiras saem nos anos 50 e 60 (p. 55).

em 1951 temos uma edição pelo clube do livro, em "tradução especial de josé maria machado". é sabido que tais "traduções especiais" do clube do livro não passavam de contrafação de traduções portuguesas, que a editora atribuía ao fiel colaborador da casa. não me sinto muito propensa a considerá-la como uma tradução de direito próprio, e talvez valesse a pena cotejá-la com traduções portuguesas anteriores.

perrotti-garcia nos refere a seguir a tradução de humberto pires, publicada na "série terror" da gertum/tecnoprint, sem data. não seria difícil confirmar a data de publicação, mesmo porque humberto pires, ao que me parece, ainda é vivo. de todo modo, o formato é mais de revistinha de banca de jornal do que propriamente de livro.

isso nos leva ao próximo item de seu levantamento, a tradução de nair lacerda, pela saraiva, em 1960. estou francamente propensa a considerá-la como a primeira tradução brasileira do clássico de stevenson. note-se como elemento interessante a data tão tardia, ainda mais se se considerar que stevenson já era bastante conhecido no brasil desde os anos 1920, e com uma explosão de lançamentos de outras obras suas entre os anos 30 e 40.



atualização: a pesquisadora avisa que dispõe de outras duas edições ainda não inteiramente identificadas. por ora, são estes os dados disponíveis.

2 comentários:

  1. Denise: eu tenho a tradução de Humberto Pires, e considero que esses livrinhos da "Série Terror" não são revistas, são livros mesmo. Aliás, a Tecnoprint popularizou no fim dos anos 1950 o formato livro de bolso, em torno de 12x17cm, ligeiramente maior que um cordel. Não creio que seja revistinha. abs

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  2. olá, caro bráulio, registrado :-)

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