17 de mar de 2013

quando millôr fernandes era bagrinho

conta millôr:
Passei boa parte da minha vida traduzindo furiosamente, sobretudo do inglês. Para ser mais preciso, até os vinte anos, quando traduzi um livro de Pearl Buck para a José Olympio. O livro se chamava Dragon Seed, foi publicado com o nome de A Estirpe do Dragão e, como eu não tinha contato com o editor, foi assinado pelo intermediário, o escritor Antonio Pinto Nogueira de Accioly Netto, diretor da revista O Cruzeiro, mediante 60% dos direitos. 
o livro saiu em 1944, na coleção "fogos cruzados" da josé olympio, sendo reeditado pela melhoramentos a partir de 1963:


millôr fernandes ficou tão decepcionado com seu papel de "bagrinho" que, conta ele:
Depois disso abandonei a profissão para nunca mais, por ser trabalho exaustivo, anônimo, mal remunerado. Só voltei à tradução em 1960.
e que bom que voltou, pois millôr se tornou grande tradutor. essa história está aqui.

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