1 de fev de 2013

traduções de baudelaire no brasil

o que deve ter de coisas de baudelaire disseminadas em revistas, jornais e suplementos literários desde o século XIX provavelmente beira a casa da centena. e, para os aficionados, existe uma quantidade infindável de estudos sobre a influência de baudelaire em nossa literatura.

para nossas finalidades mais específicas, encontra-se uma boa arqueologia das primeiras traduções de baudelaire no brasil em aclimatando baudelaire, de glória carneiro pires, estudo publicado em 1996 pela annablume. ali somos informados, por exemplo, que foi luiz delfino o primeiro a traduzir uma das flores do mal, a saber "le poison", em 1871 [porém inédita até 1934, quando saiu no jornal do commercio]. ricardo meirelles apresenta dados e informações interessantes sobre as flores do mal em entre brumas e chuvas (unicamp, 2003) e em les fleurs du mal no brasil: traduções (usp, 2010). .

de todo modo, como meus levantamentos se concentram em traduções publicadas no formato de livro, sigamos em frente.


a. primórdios no século XIX e começo do século XX

pelo que apurei até o momento, baudelaire chegou a nós (em livro) com uma de suas fleurs du mal: trata-se de "le balcon", traduzido por carlos ferreira como "modulações" e incluído em seu livro alcíones, publicado em 1872 pela j. t. p. soares.

a seguir, sai mais de uma de suas flores do mal, "o albatroz", que teófilo dias traduz e inclui em seus cantos tropicais de 1878 - livro, aliás, resenhado por machado de assis no artigo "a nova geração", que saiu na revista brasileira, vol. II, 1879, disponível aqui.

em 1917, álvaro reis publica "o tonel de ódio", "uma carniça" e "o albatroz" em sua coletânea de 99 traduções de autores variados, chamada musa francesa. não localizei imagem de capa.


b. anos 30 e 40



em 1932, sai pela guanabara a antologia de tradutores organizada por olegário mariano. nela constam quatro poemas de baudelaire: "elevação", em tradução de eduardo guimarães; "tristezas da lua", "alba espiritual" e "sino rachado", em tradução de félix pacheco. devo a preciosa informação a ivo barroso.





em 1936, guilherme de almeida publica sua seleção e tradução de poetas de frança, pela companhia editora nacional. de baudelaire, o volume traz "perfume exótico", "a cabeleira", "o convite à viagem", "spleen" II, II e IV e "o gosto do nada". em 2011, saiu uma bela reedição da obra pela babel, com apoio da casa das rosas.




Pequenos Poemas em Prosa

em 1937, teremos pequenos poemas em prosa pelas mãos do então encarcerado "paulo m. oliveira", pseudônimo de aristides lobo, pela athena editora. já comentei o extraordinário perfil editorial da athena e seus colaboradores, aqui. sobre a identidade de "paulo m. [de] oliveira", ver o artigo "uma vinheta", na revista traduzires, aqui.


em 1941, sai "o veneno" na supracitada tradução de luiz delfino, numa coletânea póstuma de poemas e traduções de sua lavra, chamada o cristo e a adúltera, pela pongetti. disponível aqui.



em c.1943, temos uma curiosa miscelânea de arabescos filosóficos, em tradução de dyrio gorgot, na coleção os grandes pensadores, vol. 4, da vecchi (com frases, sentenças e reflexões de baudelaire: "morte heroica", "os projetos", "as tentações de eros, pluto e a glória", "presentes de fadas", "brinquedo de pobre", "a mulher selvagem e a querida", "a morada espiritual" e outros).




em 1944, em sua coleção rubáiyát - lindinha, aliás! -, a josé olympio publica o famoso florilégio selecionado e traduzido por guilherme de almeida, flores das "flores do mal" de charles baudelaire, com 21 dos 105 poemas do original. aqui a capa é de uma tiragem especial. normalmente, as edições da rubáiyát vinham encadernadas em marroquino.

em 1996, sai algo que não entendi bem: ao que parece, maura sardinha selecionou alguns poemas da tradução de guilherme almeida e montou uma coletânea chamada algumas flores de flores do mal, que a ediouro publicou em sua coleção clássicos de ouro com um tosquíssimo apelo ao leitor, nos versinhos paródicos do cantor antônio maria:
"... Ninguém Me Ama, Ninguém Me Quer... Ninguém Me Chama de Baudelaire..." - a Famosa Frase Se Justifica Neste Volume da Coleção Clássicos de Ouro. Com a Leitura, Percebe-se que Muitos Gostariam de Ser Chamados de Baudelaire, Tamanha a Habilidade Verbal do Escritor. 




em 2011, o florilégio de guilherme de almeida volta a ser condignamente publicado pela editora 34, num belo volume com as ilustrações que matisse fizera para uma edição francesa em 1947 e uma apresentação de manuel bandeira, de 1965.




também em 1947, há o lançamento de uma edição de luxo de les fleurs du mal, em francês, com tiragem restrita a 500 exemplares, pelo efêmero instituto progresso editorial, como primeiro volume de sua "collection de poètes maudits".






em 1948, uma preciosidade: joão cabral de melo neto, como editor e impressor, lança cores, perfumes e sons: poemas de baudelaire, na tradução de osório dutra, pelo selo "o livro inconsútil" de sua pequena editora artesanal em barcelona. osório dutra traduziu ao todo 38 flores do mal: não sei se todas elas estão no volume impresso por joão cabral. não localizei imagem de capa, mas dispomos de um exemplar em nosso acervo nacional:

Autor:Baudelaire, Charles Pierre, 1821-1867.clique aqui para ver as obras deste autor no Catálogo de Autoridades de Nomes
Título / Barra de autoria:Cores, perfumes e sons; poemas de Baudelaire.
Imprenta:Barcelona [J. C. de Melo] 1948. 
Descrição física:60 p. ilus.
Notas:Registro Pré-MARC
Entradas secundárias:Dutra, Osorio, 1889- trad.clique aqui para ver as obras deste autor no Catálogo de Autoridades de Nomes
Garcia Vilella ilus.clique aqui para ver as obras deste autor no Catálogo de Autoridades de Nomes 


c. os anos 50 e 60

um lançamento importante em 1950 é a antologia de poetas franceses, montada por raymundo magalhães jr., em dois volumes, pela editora tupy. encontrei um ou outro registro dessa antologia para 1933, mas não sei se já era tão extensa ou se foi ampliada para a edição de 1950. por via das dúvidas, consigno-a em 1950.

o interessante a notar é a compilação desde as primeiras traduções publicadas em suportes mais efêmeros no século XIX. os contos de baudelaire incluídos na antologia de magalhães jr., com seus vários tradutores, são os seguintes:

A cabeleira, Olavo Bilac; O albatroz, Guilherme de Almeida; Os gatos, Delfim Guimarães; De profundis clamavi, Wenceslau de Queiroz (paráfrase); O frasco, Fontoura Xavier; Um morto alegre, Paulo Cesar Pimentel; O sol, Fontoura Xavier; Luminares, Paulo Cesar Pimentel; Litanias de Satã, idem; A alma do vinho, Guilherme de Almeida; Oração, Paulo Cesar Pimentel; A giganta, Lopes Filho; Intimidade, Paulo Cesar Pimentel; Tristezas da lua, Martins Fontes; O céo..., Wenceslau de Queiroz; Encontro de rua, Paulo Cesar Pimentel; O tonel do ódio, Álvaro Reis; Elevação, Eduardo Guimarães; O sino partido, Paulo Cesar Pimentel; A carniça, Álvaro Reis; Invitation au voyage, Felipe d'Oliveira; Perfume exótico, Osório Dutra; O espectro, Theophilo Dias; Remorso póstumo, Guilherme de Almeida; A fonte de sangue, Theophilo Dias. Há uma interessante introdução de Michel Simon e um prefácio do autor.

devo essas informações, uma vez mais, à gentileza de ivo barroso. aqui, página de rosto da segunda edição, 1953.




em 1950, sai uma nova tradução dos pequenos poemas em prosa, agora por aurélio buarque de hollanda, também na coleção rubáiyát da josé olympio.

a partir de 1976, a tradução de aurélio buarque passa a ser publicada pela nova fronteira.







em 1958, saem as flores do mal na tradução de jamil almansur haddad, pela difusão europeia do livro (difel), em sua coleção clássicos garnier. com várias reedições, será publicada também pela max limonad em 1981, em 1984 pela abril cultural e pelo círculo do livro, com reedições até 1995.




depois das edições lançadas pelo círculo do livro, triste destino teve essa tradução de jamil almansur haddad. a partir de 2001, foi despudoradamente apropriada e estropiada pela editora martin claret, que a publicou em sucessivas reedições até 2011, atribuindo sua autoria a "pietro nassetti" (e, para somar o insulto à injúria, com uma de suas habituais capas horrendas).

ver a propósito o pioneiro artigo de ivo barroso, desde 2001 denunciando a fraude em "flores roubadas de jardim alheio", aqui.




voltando a ares mais salubres, em 1963 "a fanfarlô" sai na coletânea novelas francesas, organizada por alcântara silveira, pela cultrix. constam três tradutoras, nelly donato, ruth guimarães e leyla perrone-moysés. não sei qual delas traduziu "a fanfarlô".



em 1964, mauro mendes villela publica sua tradução com algumas "flores do mal", pela bernardo álvares de belo horizonte.
atualização em 26/7/2015: por gentileza de saulo von randow jr., eis a raríssima imagem de capa:



d. os anos 70



para a década de 70, tenho notícia de apenas uma publicação. trata-se de uma nova tradução d'as flores do mal, feita por ignácio de souza moitta, publicada em 1971 pelo conselho estadual de cultura do pará, em sua coleção cultural paraense. foi-me referida por ivo barroso.







e. os anos 80 




em 1981, temos meu coração desnudado, em tradução de aurélio buarque de hollanda, pela nova fronteira.









em 1982, saem os paraísos artificiais ("o ópio" e "poema do haxixe"), em tradução de alexandre ribondi, vera nóbrega e lúcia nagib na coleção "rebeldes malditos", vol. 2, pela l&pm.



ainda em 1982, a l&pm lança "os prazeres e os perigos do vinho" em sua revista oitenta, n. 7.




em 1984, sai outra tradução d'as flores do mal, agora em lavra de ivan junqueira (aquele mesmo que achava que a barra da calça enrolada do poema de t.s. eliot eram "fundilhos amarrotados" e que "engrossar um cortejo" era "iniciar um desenvolvimento", no mesmo poema de alfred prufrock, e que em 2010 descerebradamente encabeçou a premiação de milton lins na abl), pela nova fronteira.

a partir de 2012, está também na saraiva de bolso.








também em 1984, sai coração desnudado: 8 poetas franceses, em tradução de mariajosé de carvalho, pela roswitha kempf. não sei qual foi o poema escolhido de baudelaire. não consegui imagem de capa.




em 1985, há a publicação póstuma da "carta de paris", de ana cristina césar, que alguns chamam de paráfrase ou "uma espécie de tradução" de "le cygne", em inéditos e dispersos, pela brasiliense.










em 1987, sai "a giganta" em tradução de décio pignatari, na coletânea folhetim. poemas traduzidos, pela folha de s. paulo.




em 1988, temos a modernidade de baudelaire, em tradução de suely cassal, pela paz e terra, reeditado em 1996 como sobre a modernidade, em sua coleção leitura.






também em 1988, sai uma coletânea de poemas traduzidos de baudelaire e mallarmé, por dante milano, pela editora boca da noite.







ainda em 1988, mais uma tradução de pequenos poemas em prosa, agora por dorothée de bruchard, em edição bilíngue, pela ufsc. 




essa tradução foi relançada pela hedra em 2007.









f. os anos 90


em 1990, temos "as promessas de um rosto" in poesia erótica em tradução, com seleção e tradução de josé paulo paes, pela companhia das letras.





em 1990, sai richard wagner e tannhäuser em paris em edição bilíngue pela edusp e imaginário, com tradução de plínio augusto coelho e heitor ferreira da costa.



 essa tradução foi relançada pela scrinium em 1999.










em 1991, temos "o homem e o mar" em tradução de ivo barroso, em sua coletânea o torso e o gato - o melhor da poesia universal, pela record.









ainda em 1991, sai uma coletânea de escritos sobre arte, em tradução de plínio augusto coelho, também pela edusp e imaginário.essa coletânea é relançada pela hedra em 2008.





também em 1991, em poetas franceses do século XIX, com seleção e tradução de josé lino grünewald, encontramos "um alegre cabaré na estrada de bruxelas a uccle", pela nova fronteira.





no mesmo ano, saem "recolhimento", "o sino rachado", "harmonia do entardecer" e "correspondências", na antologia da poesia francesa selecionada e traduzida por cláudio veiga, pela record.








para o mesmo ano, encontrei uma menção a lautrec,
pela globo, mas nada mais.








em 1992, sai uma coletânea de reflexões sobre meus contemporâneos, em tradução de plínio augusto coelho, pela educ e imaginário.







em 1992, temos um comedor de ópio, em tradução de annie marie cambe, pela newton compton.





em 1993, sai um volume que parece interessante. chama-se obras estéticas: filosofia da imaginação criadora, em tradução de edison darci heldt, pela vozes.







em 1994, a newton compton publica outra tradução d'o poema do haxixe, agora por annie marie cambe.









em 1995, temos o alentado volume de poesia e prosa, organizado por ivo barroso, pela nova aguilar, com traduções de alexei bueno, aurélio buarque de hollanda, suely cassal, ivan junqueira et al.








ainda em 1995, a imago lança o spleen de paris: pequenos poemas em prosa, em tradução de leda tenório da motta.





também em 1995 saem os caprichos de goya, com comentários de vários autores, pela imaginário.









em 1996, sai pela iluminuras/fapergs uma coletânea organizada por kathrin rosenfield, chamada poesia em tempo de prosa, com poemas de t. s. eliot e baudelaire ("o gato", "o cachimbo", "spleen" e outros) traduzidos por lawrence flores pereira.






também em 1996, temos mais uma tradução de "a fanfarlo", por elisa tamajusuku, carmen serralta e rosa m. de freitas, pela editora paraula.



g. o novo milênio




em 2001, sai "o vinho", com tradução de alexandre ribondi, numa coletânea chamada prazeres e riscos, com textos de vários autores, pela l&pm.






em 2003, temos outro o poema do haxixe, agora em tradução de eduardo brandão pela aquariana.






ainda em 2003, sai mais uma tradução das flores do mal: o amor segundo charles baudelaire, por juremir machado da silva, pela sulina.



no mesmo ano, a ediouro publica a tradução portuguesa de josé saramago para "os paraísos artificiais", como segundo volume de intoxicações, mais um de seus títulos apelativos em algo que se chama "junky coleção" (juro!)


por falar em traduções portuguesas, ainda em 2003 a planeta de agostini publica o meu coração a nu, em tradução de maria archer, num daqueles voluminhos minúsculos da coleção "grandes obras da literatura universal em miniatura" (com 7 cm!)





também em 2003, sai um volume que parece bem mais interessante: ensaios sobre edgar allan poe, pela ícone, em tradução de lúcia santana martins.







em 2006, sai "o jogador generoso", que é um de seus pequenos poemas em prosa, in os melhores contos fantásticos, organização de flávio moreira da costa, em tradução de celina portocarrero, na coleção escolha de mestre, pela nova fronteira.



em 2006, sai pela record uma nova tradução de pequenos poemas em prosa, de gilson maurity, "que se esmera em tornar a obra mais acessível ao grande público", "evitando rebuscamentos de estilo ou a utilização de palavras pouco frequentes na linguagem atual". hãã? que seja.








em 2008, temos uma coletânea chamada o desejo de pintar e outros poemas em prosa, org. denyse cantuária, em tradução e ilustrações de mario vale, pela noovha américa.








em 2009, temos manual do dândi: a vida com estilo, com textos de baudelaire, balzac e d'aurevilly, em organização e tradução de tomaz tadeu, na coleção mimo da autêntica.




ainda em 2009, sai outra tradução de meu coração desnudado, agora por tomaz tadeu, edição bilíngue, também na coleção mimo da editora autêntica.








em 2009, mais um o esplim de paris: pequenos poemas em prosa, em tradução de oleg de almeida, pela martin claret.







h. os anos 2010




em 2010, temos uma coletânea chamada paisagem moderna, com textos de baudelaire e ruskin selecionados e traduzidos por daniela kern, pela sulina.





no mesmo ano, sai o pintor da vida moderna, em tradução de tomaz tadeu, na coleção mimo da autêntica.







também em 2010, sai "metamorfoses do vampiro" em tradução de ferreira gullar, em caninos: antologia do vampiro literário, pela berlendis e vertecchia.








ainda em 2010, mais uma tradução de pequenos poemas em prosa, em novo cometimento de milton lins, pela editora bagaço, no mesmo ano considerado pelos imortais da academia brasileiras das letras o melhor tradutor literário do brasil e, em minha humílima opinião, o "tradutor" mais pavorosamente ruim que já vi em minha inculta e muito mortal existência.






em 2011, a editora martin claret lança uma tradução de mário laranjeira para as flores do mal, imagino que apenas para substituir aquele acinte que era a estropiada reprodução da tradução de almansur em nome de "pietro nassetti", que se estendeu de 2001 a 2011. pobre laranjeira: seus esforços tradutórios provavelmente mereciam melhor porto.




também em 2011, sai mais uma tradução de as flores do mal, agora por helena amaral, pela editora multifoco.








em 2013, sai uma nova tradução de richard wagner e tannhäuser em paris, agora de eliane marta teixeira lopes, pela autêntica.



também em 2013, temos diários íntimos, em tradução de jonas tenfen, pela caminho de dentro edições.








a baudelairiana brasileira em livro pode parecer extensa; mas, a uma observação mais atenta, o que se nota é uma quantidade de retraduções de algumas mesmas obras e apenas aqui e ali algo mais variado, coisas antes inéditas entre nós e assim por diante. para se ter uma ideia da produção de baudelaire, aqui há a relação completa de suas obras no original, com os respectivos conteúdos. estando em domínio público, todas elas estão disponíveis na rede.

atualização: veja uma ressalva em relação a este levantamento em a fbn anda mesmo um caso sério, aqui.

atualização em 2/2/13: complementei este post com várias informações que me foram transmitidas por ivo barroso, a quem agradeço vivamente. agradeço também a everton grison pela informação sobre a edição d' as flores do mal pela saraiva.
atualização em 3/2/13: agradeço a saulo von randow jr. por enviar gentilmente várias imagens de capa que estavam faltando.
atualização em 06/08/13: agradeço novamente a saulo von randow jr. pela imagem de capa da multifoco.
atualização em 24/5/2014: agradeço a sérgio tadeu guimarães santos pelo crédito de tradução de "um homem que só bebe água".

15 comentários:

  1. Muito interessante Denise o apanhado. Obrigado.

    A tradução do Ivan Junqueira para Flores do Mal, desde ano passado, vem sendo publicada pela Saraiva de Bolso + Nova Fronteira, com apresentação de Marcelo Jacques, em edição bilíngue.

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  2. Anônimo1.2.13

    Eu acabei de postar um artigo sobre distribuicao de obras em dominio publico no Brasil, tentando calcular o custo da traducao dessas obras, quando me deparei com seu blog.

    Gostaria de convida'-lo a ler o post e contribuir com qualquer informacao que possa ajudar-nos a localizar as traducoes em dominio publico que porventura existirem.

    http://capitao-obvio.blogspot.nl/2013/02/um-e-reader-por-aluno-atualizado.html

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    1. obrigada. estive lá e deixei um comentário. sua proposta é, de fato, muito interessante!

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    2. Eu fico imaginando se o Governo pudesse comprar os direitos da traducao diretamente dos tradutores...

      Ao inves de pagar R$ 10 por obra para as grandes editoras, ele comprar os direitos diretamente do tradutor por um valor fixo (digamos -- R$ 24 mil), e colocar a traducao em dominio publico.

      Quando pensamos na distribuicao digital para dezenas de milhoes de alunos, isso representa uma grande economia. Supondo uma distribuicao para 1 milhao de alunos -- o custo cairia de R$ 10 milhoes (variavel) para R$ 25 mil. Pelo preco de distribuicao de uma unica obra em formato convencional, o Governo poderia enriquecer nosso dominio publico com 40 obras.

      E' logico, que isso valeria apenas para aquelas obras cuja traducao nao esta' em dominio publico.

      Supondo que selecionassemos 60 obras (como aquelas que eu postei no meu blog), o custo seria menor do que o valor que e' pago anualmente para distribuir apenas uma obra para o ensino medio.

      Sem falar que poderiamos distribuir o original junto com a traducao, o que seria util para aqueles que tivessem curiosidade em aprender um idioma.

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  3. Em 1984, sai outra tradução d'as flores do mal, agora em lavra de ivan junqueira (aquele mesmo que achava que a barra da calça enrolada do poema de t.s. eliot eram "fundilhos amarrotados" e que "engrossar um cortejo" era "iniciar um desenvolvimento", no mesmo poema de alfred prufrock, e que em 2010 descerebradamente encabeçou a premiação de milton lins na abl)
    ADOREI,Denise hahahahahah, não podia deixar passar. Abraço, Alfredo Monte.

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    1. olha, alfredo, pessoalmente não sou de cultivar desafetos (embora saiba que os tenha), mas no caso de ivan junqueira a questão realmente nada tem de pessoal: é institucional, e não perdoo a bofetada pública que ele desferiu acintosamente em toda a tradução literária mais que secular que temos no país, ao encabeçar a comissão que premiou milton lins. espero jamais perder ocasião de relembrar essa imperdoável ofensa a milhares e milhares de sérios e dedicados praticantes do ofício.

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  4. Denise,
    Obrigado pela bela página,
    Lawrence

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  5. Anônimo7.4.13

    poderia indicar uma tradução para As Flores do Mal? obrigado!

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  6. olá, anônimo: não saberia dizer. são tantas!

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  7. Denise, o Ivan Junqueira tem, no final da sua tradução, uma listagem bem interessante das traduções publicadas em solo brasileiro de Baudelaire. Acho que é algo digno de nota, para quem queira garimpar traduções mais raras.

    E por falar nelas, tem também uma dissertação de mestrado do Ricardo Meirelles, denominada "Entre brumas e chuvas : tradução e influencia literaria", em que ele lista, estuda e dá exemplos de várias traduções, algumas delas bem raras de se encontrar, como Onestaldo de Pennafort sob o soneto "Bohémiens en Voyage". Podemos encontrá-la na Biblioteca Digital da Unicamp, a SBU.

    Claro que aí já sairia do escopo de listar as traduções publicadas em livro de Baudelaire, mas acho que vale a pena a notificação do excelente texto.

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  8. muito legal, mavericco, obrigada!

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  9. Uma pergunta: hoje, independente do preço, que tradução de As Flores do Mal recomendaria? Ou qual seria melhor?
    A de Mario Laranjeira da editora Martin Claret de 2012 ou a de Ivan Junqueira da editora Nova Fonteira, de 2015?
    Parabéns pelo ótimo blog.

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  10. olha, allysson, não sei dizer. gosto da do jamil.

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  11. as flores das flores do mal do guilherme de almeida são umas das coisas mais lindas que já li..."Nada é igual ao torpor desses trôpegos dias..."

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