15 de dez de 2012

"pague quanto acha que vale"



ernandes fernandes deixou um comentário muito útil e informativo aqui, no post sobre os livros que a rideel tirou de catálogo (mas, pelo visto, o descarte continua em circulação):
Ontem vi alguns destes livros "proscritos" da Rideel, entre eles A Cidade do Sol, sendo vendidos em máquinas dispostas em estações da Linha Amarela do Metrô de São Paulo com o sugestivo aviso "Pague quanto acha que vale" (com a ressalva de que a máquina não aceita moedas e nem dá troco). E fiquei pensando: E se eu comprasse o tal livro com uma nota falsa? Afinal, o livro também é uma fraude! Aliás, estas máquinas sempre têm coisas como livros com defeitos gráficos, livros "Folha Explica" defasados, livros da Ediouro com capas que parecem ser dos anos 80 e outras coisas do tipo. 
obrigada por avisar, ernandes.


3 comentários:

  1. Um contraponto:

    A idéia de colocar máquinas para vender livros no metrô ao preço mínimo de R$ 2,00 é espetacular. Ok, vendem mesmo todos esses livros problemáticos. Mas até aí a nobre livraria cultura vende também edições plagiadas, não é mesmo?

    Sim, tem edições ruins da escala, tem edições 'folha explica' (e há bons títulos nessa coleção), tem edições plagiadas...

    mas tem também (comprei todos esses nos últimos meses)

    O primeiro livro do Ricardo Lísias, "Cobertor de Estrelas";
    Caribe transplatino, a ótima antologia traduzida por Josely Vianna Baptista;
    Vários títulos da coleção Arte e mídia da Rocco, com livros dedicados a filmes como "O Boulevard do Crime" e "Annie Hall".
    Livros de William Boyd, Elmore Leonard, Kurt Vonnegut, Yasmina Khadra, Vittorio Alfieri, Gianni Vattimo;
    Livros clássicos do pensamento brasileiro, como o "Prefácio a nova economia política" do Celso Furtado;
    Livro sobre Braudel, editado pela papirus.


    Esses são só os que eu comprei. há muitos - pra todos os gostos - de livros 'honestos'. Não é por conta de alguns títulos desonestos que esta iniciativa deve ser atacada.

    é uma ótima forma de fazer circular livros que só tomam pó em depósitos, esperando o momento de virar aparas de papel.

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  2. olá, thiago, não creio que ninguém esteja atacando a iniciativa! é um informe útil, que faço questão de divulgar. como vc bem diz, a livraria cultura e muitas outras vendem fraudes tb.; e essas bancas oferecem uma boa forma de dar vazão a encalhes. agora, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. não é por vender na cultura que edições fraudadas da claret se tornam legítimas; não é por vender nessas máquinas que a papirus ou a rocco se tornam fraudadoras. é importante não misturar as coisas. a questão é que, ao que parece, a rideel vendeu seus encalhes fraudados e estes continuam a circular... pessoalmente, eu preferiria que, sim, que suas ridículas fraudes virassem aparas de papel.

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  3. avisa marisa lajolo em 1572013 no facebook:

    "Sempre que ando de metrô, paro nas vizinhanças das máquinas que vendem livros. Puxo conversa: que tal este, já li aquele, quele outro tem receitas boas... Hoje, na estação Sé, um grupinho indignado não conseguia comprar livros: a máquina que sugeria alguma coisa como "pague quanto achar que deve" não aceitava notas de dois reais. Quem sabe é que a nota era velha e gasta? Troquei de nota com o homem que queria alguma coisa. Também não funcionou. Uma senhora ficou nervosa, queria "A arte da Guerra", tinha prometido para a nora, pôs uma nota de dez reais e funcionou. Aí, eu é que fiquei nervosa : liguei para o 90903159, número que na máquina informa estar à disposição dos usuários. Aquela voz solidária informou que o número não existe. Alguém explica ?"

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